Módulo de Resiliência (MR): Guia Completo com DNIT 134 e MeDiNa

Módulo de Resiliência (MR): Guia Completo com DNIT 134 e MeDiNa

O módulo de resiliência (MR) mede a capacidade de um solo ou material de pavimentação de se deformar elasticamente e recuperar a forma sob cargas repetidas, como as do tráfego; é a relação entre a tensão desviadora aplicada e a deformação resiliente correspondente, e o principal dado de entrada do dimensionamento pelo MeDiNa. Este guia reúne o essencial do ensaio e aponta, ao final, os textos detalhados da Suporte sobre o tema.

Atualizado em 02/11/2026 · Elaborado pela equipe técnica da Suporte Sondagens e Investigações.

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O que o módulo de resiliência representa

O MR funciona como um módulo de elasticidade dinâmico: quanto maior o valor, maior tende a ser a rigidez da camada, o que reduz as deformações elásticas, as deflexões e as tensões transmitidas às camadas inferiores do pavimento. Ele é obtido para pares de tensão (confinante e desviadora) que reproduzem os estados de tensão gerados pelo tráfego.

MR e MeDiNa

O MR alimenta o dimensionamento mecânistico-empírico de pavimentos, em especial o MeDiNa (Método de Dimensionamento Nacional, desenvolvido pelo DNIT). A partir dele é possível estimar tensões, deformações e fadiga dos revestimentos asfálticos, calibrar modelos numéricos, classificar materiais granulares ou estabilizados pela rigidez e avaliar o efeito do grau de compactação e da umidade no comportamento estrutural. Veja como o MeDiNa mudou o dimensionamento de pavimentos.

Como o ensaio é executado

O ensaio de solos segue a DNIT 134/2018-ME e reproduz em laboratório as condições de carregamento observadas em campo.

Visão geral da prensa triaxial dinâmica com a câmara de acrílico no laboratório, com um técnico ao fundo
Prensa triaxial dinâmica no laboratório da Suporte.
  1. Preparação do corpo de prova: a amostra, indeformada ou deformada e compactada, é preparada com controle rigoroso de umidade e de massa específica seca. O corpo de prova é colocado sobre uma pedra porosa, desmoldado e envolvido por uma membrana de borracha; sobre ele vai um cabeçote, que liga o sistema pneumático do equipamento ao corpo de prova.
    Técnico fotografando com o celular um corpo de prova cilíndrico sobre a bancada, ao lado da prancheta de registro
    Corpo de prova preparado, identificado e registrado antes do ensaio.
    Técnico envolvendo o corpo de prova com a membrana de borracha sobre a base da prensa triaxial dinâmica
    Colocação da membrana de borracha no corpo de prova.
  2. Instrumentação: instala-se o sistema de LVDT na face do corpo de prova, na região do terço médio, para registrar os deslocamentos verticais ao longo de todo o ensaio.
    Mão com luva ajustando o corpo de prova de solo envolto por membrana, com o suporte da instrumentação em torno dele
    Corpo de prova com o sistema de instrumentação posicionado.
    Técnico posicionando o corpo de prova sobre a base da prensa triaxial dinâmica, com o painel de controle ao lado
    Posicionamento do corpo de prova na prensa triaxial dinâmica.
  3. Condicionamento: aplicam-se ciclos de carga iniciais para minimizar os efeitos da deformação plástica do material antes da fase de medição.
  4. Ensaio com 18 pares de tensão: na fase de ensaio, aplicam-se 18 pares de tensão confinante e desviadora predefinidos, registrando a deformação específica resiliente de cada par.
  5. Aquisição e processamento dos dados: a prensa triaxial dinâmica tem acionamento pneumático, controle digital por microprocessador e aquisição eletrônica de dados por software dedicado, aplicando tensões desviadoras cíclicas de frequência ajustável combinadas com pressões confinantes. Os valores de MR de cada par são ajustados por modelos de regressão, o que permite determinar o comportamento elástico (linear ou não linear) e gerar as curvas MR x σ entregues no relatório.
    Mãos segurando um celular com o aplicativo de rastreio e a folha de registro, ao lado do corpo de prova e do computador com os dados do ensaio
    Rastreabilidade da amostra por aplicativo e acompanhamento dos dados no computador.

Qual norma usar para cada material

O DNIT tem uma norma de MR para cada tipo de material, porque o modo de ensaio muda:

Norma Material Como o ensaio é feito
DNIT 134/2018-ME Solos e materiais não estabilizados quimicamente Triaxial de cargas repetidas, com tensão confinante e tensão desviadora
DNIT 135/2018-ME Misturas asfálticas Compressão diametral de carga repetida, normalmente a 25 °C; também pode determinar o coeficiente de Poisson
DNIT 181/2018-ME Materiais estabilizados quimicamente (BGTC, solo-cimento e similares) Semelhante à compressão simples, com tensão de confinamento nula

Um erro frequente é pedir “MR” sem dizer o material nem a norma. Especifique sempre material, norma e condições de moldagem (energia de compactação e umidade).

MR e CBR: ensaios complementares

O MR não substitui o CBR. Enquanto o CBR mede a resistência à penetração, o MR mostra o comportamento estrutural sob cargas repetidas. A Suporte executa os dois de forma integrada, o que permite transitar dos modelos empíricos tradicionais para os mecanicistas. Veja o guia completo do ensaio CBR e a comparação com a deflexão de campo em Viga Benkelman: deflexões versus módulo de resiliência.

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A equipe comercial da Suporte retorna com proposta técnica e prazo. Para agilizar, informe:

  • tipo de material (solo, brita graduada ou material asfáltico) e quantidade de amostras
  • norma exigida (DNIT 134, 135 ou 181)
  • condições de moldagem: energia de compactação e umidade
  • se os resultados serão usados no dimensionamento pelo MeDiNa

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Experiência da Suporte em grandes obras

Os dados de campo e de laboratório da Suporte apoiam o dimensionamento de pavimentos e ferrovias em obras como:

Conheça todos os projetos em cases da Suporte e os números da empresa.

Sobre a Suporte

A Suporte Sondagens e Investigações (Suporte Solos) é uma empresa brasileira de sondagens geotécnicas, ensaios de laboratório, geologia e geotecnia, atuante desde 2011 em obras de infraestrutura (rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, metrô, saneamento e energia) em todo o Brasil. Tem sede em São Pedro/SP, escritório em São Paulo/SP e um banco de dados geotécnico próprio. Conheça a Suporte e os números da empresa.

Onde fazer o ensaio de módulo de resiliência

A Suporte executa o MR em equipamentos modernos de triaxial dinâmico, calibrados e com controle digital de pressão e deformação. Os relatórios trazem interpretação aplicável ao MeDiNa, com resultados em CSV e AGS e rastreabilidade das amostras. Conheça o serviço de Módulo de Resiliência (MR).

Outros guias da Suporte

Aprofunde-se: textos da Suporte sobre o módulo de resiliência

Fontes: DNIT 134/2018-ME, DNIT 135/2018-ME, DNIT 181/2018-ME e procedimento do laboratório da Suporte.

Perguntas Frequentes
É o parâmetro que expressa a resposta elástica de um solo ou material de pavimentação à aplicação de cargas repetidas. Por definição, é a relação entre a tensão vertical desviadora e a deformação resiliente correspondente, obtida para pares de tensões definidos (confinante e desviadora). Funciona como um módulo de elasticidade dinâmico do material.
Depende do material. Para solos e materiais não estabilizados quimicamente, a DNIT 134/2018-ME. Para misturas asfálticas, a DNIT 135/2018-ME. Para materiais estabilizados quimicamente, a DNIT 181/2018-ME.
É o principal dado de entrada do dimensionamento mecânistico-empírico, em especial do MeDiNa (Método de Dimensionamento Nacional, desenvolvido pelo DNIT). Permite estimar tensões, deformações e fadiga dos revestimentos asfálticos ao longo da vida útil.
O CBR mede a resistência do solo à penetração estática; o MR mostra como o material se comporta estruturalmente após a passagem repetida de cargas. Os dois são complementares, e dois materiais com CBR semelhante podem ter comportamento bem diferente sob tráfego intenso.
No triaxial dinâmico, um equipamento de carga repetida. O corpo de prova cilíndrico é submetido a pares de tensão confinante e desviadora que reproduzem em laboratório os estados de tensão gerados pelo tráfego.
Na fase de ensaio propriamente dita, 18 pares de tensão confinante e desviadora predefinidos, com registro da deformação específica resiliente de cada par.
Sim. A Suporte executa o MR em triaxial dinâmico, conforme a DNIT 134/2018-ME, com controle digital de pressão e deformação e relatórios com interpretação voltada ao MeDiNa. Para outros materiais, informe o material e a norma exigida ao pedir o orçamento. Veja o serviço de Módulo de Resiliência.

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