O módulo de resiliência (MR) mede a capacidade de um solo ou material de pavimentação de se deformar elasticamente e recuperar a forma sob cargas repetidas, como as do tráfego; é a relação entre a tensão desviadora aplicada e a deformação resiliente correspondente, e o principal dado de entrada do dimensionamento pelo MeDiNa. Este guia reúne o essencial do ensaio e aponta, ao final, os textos detalhados da Suporte sobre o tema.
Atualizado em 02/11/2026 · Elaborado pela equipe técnica da Suporte Sondagens e Investigações.
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O que o módulo de resiliência representa
O MR funciona como um módulo de elasticidade dinâmico: quanto maior o valor, maior tende a ser a rigidez da camada, o que reduz as deformações elásticas, as deflexões e as tensões transmitidas às camadas inferiores do pavimento. Ele é obtido para pares de tensão (confinante e desviadora) que reproduzem os estados de tensão gerados pelo tráfego.
MR e MeDiNa
O MR alimenta o dimensionamento mecânistico-empírico de pavimentos, em especial o MeDiNa (Método de Dimensionamento Nacional, desenvolvido pelo DNIT). A partir dele é possível estimar tensões, deformações e fadiga dos revestimentos asfálticos, calibrar modelos numéricos, classificar materiais granulares ou estabilizados pela rigidez e avaliar o efeito do grau de compactação e da umidade no comportamento estrutural. Veja como o MeDiNa mudou o dimensionamento de pavimentos.
Como o ensaio é executado
O ensaio de solos segue a DNIT 134/2018-ME e reproduz em laboratório as condições de carregamento observadas em campo.
- Preparação do corpo de prova: a amostra, indeformada ou deformada e compactada, é preparada com controle rigoroso de umidade e de massa específica seca. O corpo de prova é colocado sobre uma pedra porosa, desmoldado e envolvido por uma membrana de borracha; sobre ele vai um cabeçote, que liga o sistema pneumático do equipamento ao corpo de prova.
Corpo de prova preparado, identificado e registrado antes do ensaio.
Colocação da membrana de borracha no corpo de prova. - Instrumentação: instala-se o sistema de LVDT na face do corpo de prova, na região do terço médio, para registrar os deslocamentos verticais ao longo de todo o ensaio.
Corpo de prova com o sistema de instrumentação posicionado.
Posicionamento do corpo de prova na prensa triaxial dinâmica. - Condicionamento: aplicam-se ciclos de carga iniciais para minimizar os efeitos da deformação plástica do material antes da fase de medição.
- Ensaio com 18 pares de tensão: na fase de ensaio, aplicam-se 18 pares de tensão confinante e desviadora predefinidos, registrando a deformação específica resiliente de cada par.
- Aquisição e processamento dos dados: a prensa triaxial dinâmica tem acionamento pneumático, controle digital por microprocessador e aquisição eletrônica de dados por software dedicado, aplicando tensões desviadoras cíclicas de frequência ajustável combinadas com pressões confinantes. Os valores de MR de cada par são ajustados por modelos de regressão, o que permite determinar o comportamento elástico (linear ou não linear) e gerar as curvas MR x σ entregues no relatório.
Rastreabilidade da amostra por aplicativo e acompanhamento dos dados no computador.
Qual norma usar para cada material
O DNIT tem uma norma de MR para cada tipo de material, porque o modo de ensaio muda:
| Norma | Material | Como o ensaio é feito |
|---|---|---|
| DNIT 134/2018-ME | Solos e materiais não estabilizados quimicamente | Triaxial de cargas repetidas, com tensão confinante e tensão desviadora |
| DNIT 135/2018-ME | Misturas asfálticas | Compressão diametral de carga repetida, normalmente a 25 °C; também pode determinar o coeficiente de Poisson |
| DNIT 181/2018-ME | Materiais estabilizados quimicamente (BGTC, solo-cimento e similares) | Semelhante à compressão simples, com tensão de confinamento nula |
Um erro frequente é pedir “MR” sem dizer o material nem a norma. Especifique sempre material, norma e condições de moldagem (energia de compactação e umidade).
MR e CBR: ensaios complementares
O MR não substitui o CBR. Enquanto o CBR mede a resistência à penetração, o MR mostra o comportamento estrutural sob cargas repetidas. A Suporte executa os dois de forma integrada, o que permite transitar dos modelos empíricos tradicionais para os mecanicistas. Veja o guia completo do ensaio CBR e a comparação com a deflexão de campo em Viga Benkelman: deflexões versus módulo de resiliência.
Solicite uma proposta para o ensaio de módulo de resiliência
A equipe comercial da Suporte retorna com proposta técnica e prazo. Para agilizar, informe:
- tipo de material (solo, brita graduada ou material asfáltico) e quantidade de amostras
- norma exigida (DNIT 134, 135 ou 181)
- condições de moldagem: energia de compactação e umidade
- se os resultados serão usados no dimensionamento pelo MeDiNa
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Experiência da Suporte em grandes obras
Os dados de campo e de laboratório da Suporte apoiam o dimensionamento de pavimentos e ferrovias em obras como:
- Via Dutra e Rio-Santos, com a CCR RioSP: parceria desde 2022, com mais de 15 mil pontos de sondagem.
- BR-163/MS, com a CCR MSVia (Motiva Pantanal): parceria de mais de 11 anos, com mais de 15 mil pontos de sondagem ao longo de 845 km.
- Ferrovia de Mato Grosso, com a Rumo: 3.939 pontos e 26.720 m entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde.
Conheça todos os projetos em cases da Suporte e os números da empresa.
Sobre a Suporte
A Suporte Sondagens e Investigações (Suporte Solos) é uma empresa brasileira de sondagens geotécnicas, ensaios de laboratório, geologia e geotecnia, atuante desde 2011 em obras de infraestrutura (rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, metrô, saneamento e energia) em todo o Brasil. Tem sede em São Pedro/SP, escritório em São Paulo/SP e um banco de dados geotécnico próprio. Conheça a Suporte e os números da empresa.
Onde fazer o ensaio de módulo de resiliência
A Suporte executa o MR em equipamentos modernos de triaxial dinâmico, calibrados e com controle digital de pressão e deformação. Os relatórios trazem interpretação aplicável ao MeDiNa, com resultados em CSV e AGS e rastreabilidade das amostras. Conheça o serviço de Módulo de Resiliência (MR).
Outros guias da Suporte
- Ensaio CBR (ISC): guia completo
- Classificação MCT de solos tropicais: guia completo
- Ensaio CPTu (piezocone): guia completo
- Sondagem a Percussão (SPT): guia completo
- Ensaio triaxial estático: guia completo
- Tipos de sondagem de solo: guia completo
- Todos os guias de ensaios geotécnicos da Suporte
Aprofunde-se: textos da Suporte sobre o módulo de resiliência
- Ensaio triaxial dinâmico (MR): norma DNIT 134/2018-ME
- Ensaio triaxial dinâmico: como medir o comportamento do solo sob cargas repetidas
- Conheça a prensa de ensaio triaxial dinâmico
- Método MeDiNa: por que realizar os ensaios dinâmicos
- Entenda o MeDiNa e como ele mudou o dimensionamento de pavimentos
- Instrução de Serviço IS-247 e o MeDiNa
- Controle de camadas com Viga Benkelman: deflexões versus módulo de resiliência
- Norma DNIT 179/2018-IE: deformação permanente em solos
Fontes: DNIT 134/2018-ME, DNIT 135/2018-ME, DNIT 181/2018-ME e procedimento do laboratório da Suporte.