Ensaio CPTu: Guia Completo (ABGE 110/2024 e ASTM D5778)

Ensaio CPTu: Guia Completo (ABGE 110/2024 e ASTM D5778)

O CPTu (Cone Penetration Test com medição de poropressão), também chamado de ensaio de piezocone, caracteriza a resistência e as condições de drenagem do solo, principalmente de argilas moles, cravando uma ponteira cônica instrumentada com leituras contínuas em tempo real. Este guia reúne o essencial do ensaio e aponta, ao final, os textos detalhados da Suporte sobre o tema.

Atualizado em 02/11/2026 · Elaborado pela equipe técnica da Suporte Sondagens e Investigações.

O que o CPTu mede

A sigla vem do inglês Cone Penetration Test, e a letra u indica que, além da resistência à penetração do cone, o ensaio mede a poropressão. Em cada profundidade o piezocone registra a resistência de ponta (qc), o atrito lateral (fs) e a poropressão (u), que juntas permitem identificar e caracterizar os estratos do subsolo.

Equipamentos

Os principais equipamentos são a perfuratriz hidráulica, as hastes, o cone de penetração e um computador (ou tablet) de campo com software que processa as informações obtidas.

Perfuratriz CPTu em área aberta, com a equipe ao lado e uma barraca de apoio com mesa e computador, com edifícios ao fundo
Instalação de campo: perfuratriz, equipe e posto de acompanhamento.
Dois operadores de uniforme laranja e colete amarelo operando uma perfuratriz hidráulica de esteiras em ensaio CPTu, com edifícios ao fundo
Equipe operando a perfuratriz hidráulica durante o ensaio CPTu.

Como o ensaio é executado

  1. Locação e verificação do ponto: checagem da locação com base nas coordenadas e plantas planialtimétricas do cliente, marcação do ponto, limpeza da área e verificação de estruturas subterrâneas.
  2. Calibração e cravação do piezocone: o piezocone, devidamente calibrado, é cravado a velocidade constante de 2 cm/s, com penetrômetro hidráulico e hastes metálicas padronizadas.
    Dois operadores inclinados sobre a perfuratriz hidráulica, preparando o equipamento para a cravação
    Preparação do equipamento para a cravação do piezocone.
  3. Leituras em tempo real: a cada centímetro de cravação são feitas três leituras por sensores, transmitidas ao computador de campo, que processa em tempo real a resistência de ponta (qc), o atrito lateral (fs), a poropressão (u) e o desvio, em função da profundidade.
    Computador portátil exibindo o gráfico das leituras do piezocone em tempo real, com a perfuratriz desfocada ao fundo
    Computador de campo com as leituras do piezocone em tempo real.
    Operador de capacete e camisa com a marca Suporte acompanhando o ensaio em um computador portátil, com a perfuratriz ao fundo
    Acompanhamento do ensaio no computador de campo.
  4. Encerramento do ensaio: a cravação prossegue até a profundidade especificada no projeto ou até o equipamento encontrar resistência máxima. Atingida a profundidade, o furo é preenchido.
  5. Relatório: para cada ponto, o executor elabora o relatório com localização, equipamentos e normas adotadas, os gráficos de resistência de ponta, atrito lateral e poropressão por profundidade, as limitações do ensaio e, quando previstas em contrato, análises, interpretações e correlações.

Para que serve o CPTu

Os ensaios de penetração de cone identificam e caracterizam estratos de solos argilosos, principalmente moles, e permitem estimar a capacidade de carga de fundações. Os dados chegam em tempo real e, por correlações, permitem estimar o perfil do solo, o coeficiente de adensamento, a densidade relativa, a resistência não drenada, o ângulo de atrito e o histórico de tensões. O ensaio é altamente produtivo e muito eficaz na caracterização de fundações de obras de arte e na construção de aterros em solos moles e saturados.

Normas de referência

Norma O que cobre
ABGE 110/2024 investigações especiais de campo em solos, ensaios CPTu, Vane Test e DMT (1ª edição).
ASTM D5778-2012 ensaio de cone elétrico e piezocone.
ASTM D3441-2016 ensaio de penetração de cone mecânico.
EN ISO 22476-1-2022 ensaio de cone elétrico e piezocone (parte 1).
ABNT NBR 12069/1991 ensaio de penetração de cone in situ (CPT). A norma está cancelada e em revisão.

Também são referências correlatas a norma ABGE 100/2023 (investigações geológico-geotécnicas para obras de infraestrutura, métodos e técnicas) e a ABGE 109/2024 (descrição e classificação de sondagens).

CPTu e Vane Test

A norma ABGE 110/2024 trata em conjunto do CPTu, do Vane Test e do DMT. Em argilas moles, o ensaio de palheta fornece diretamente a resistência ao cisalhamento não drenada. Veja o ensaio de palheta (Vane Test) e o texto sobre a Norma ABGE 110/2024.

Onde fazer o ensaio CPTu

A Suporte executa todo o programa de investigação por CPTu, da obtenção dos dados de campo à entrega dos resultados, com equipes qualificadas que seguem as especificações do cliente e as normas vigentes, e com acompanhamento on-line das equipes ao longo da operação. Conheça o serviço de Penetrômetro Piezocone (CPTu).

Sobre a Suporte

A Suporte Sondagens e Investigações (Suporte Solos) é uma empresa brasileira de sondagens geotécnicas, ensaios de laboratório, geologia e geotecnia, atuante desde 2011 em obras de infraestrutura (rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, metrô, saneamento e energia) em todo o Brasil. Tem sede em São Pedro/SP, escritório em São Paulo/SP e um banco de dados geotécnico próprio. Conheça a Suporte e os números da empresa.

Outros guias da Suporte

Aprofunde-se: textos da Suporte sobre o CPTu

Fontes: ABGE 110/2024, ASTM D5778-2012, ASTM D3441-2016, EN ISO 22476-1-2022 e procedimento da Suporte.

Perguntas Frequentes
É um método de investigação geológico-geotécnica, também chamado de ensaio de piezocone, que mede a resistência de ponta, o atrito lateral e a poropressão do solo durante a cravação de um cone instrumentado. É usado principalmente em argilas moles.
A ABGE 110/2024 (1ª edição, que trata em conjunto do CPTu, do Vane Test e do DMT), a ASTM D5778-2012 (piezocone) e a EN ISO 22476-1-2022. A ABNT NBR 12069/1991, do ensaio CPT, está cancelada e em revisão.
Constante, de 2 cm/s, com penetrômetro hidráulico. A cada centímetro são feitas três leituras por sensores, processadas em tempo real no computador de campo.
Identifica e caracteriza estratos de solos argilosos, principalmente moles, e permite estimar a capacidade de carga de fundações. Por correlações, estima ainda o perfil do solo, o coeficiente de adensamento, a densidade relativa, a resistência não drenada, o ângulo de atrito e o histórico de tensões.
A letra u indica a medição da poropressão. O CPT mede a resistência à penetração do cone; o CPTu, com o piezocone, mede também a poropressão.
Sim. A Suporte executa todo o programa de investigação por CPTu, da obtenção dos dados de campo à entrega dos resultados, com acompanhamento on-line das equipes. Veja o serviço de CPTu.

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