Classificação MCT: Guia Completo com DNIT 259/2023 e 258/2023

Classificação MCT: Guia Completo com DNIT 259/2023 e 258/2023

A metodologia MCT (Miniatura, Compactado, Tropical) classifica solos finos tropicais a partir de corpos de prova de dimensões reduzidas. Desenvolvida por Nogami e Villibor em 1981, ela gera dois coeficientes, c’ (argilosidade) e e’ (laterização), que posicionam o solo em um dos 7 grupos da carta MCT: 3 de comportamento laterítico e 4 de comportamento não laterítico. Este guia reúne o essencial e aponta, ao final, os textos detalhados da Suporte sobre cada ensaio.

Atualizado em 02/11/2026 · Elaborado pela equipe técnica da Suporte Sondagens e Investigações.

Por que existe a classificação MCT

Os órgãos rodoviários empregaram por décadas a classificação HRB, de origem em clima temperado, que costumava gerar resultados pouco representativos do desempenho estrutural dos solos tropicais finos. A metodologia MCT determina propriedades mais próximas do comportamento real desses solos quando compactados e expostos à variação de umidade. O DER/SP e a Prefeitura de São Paulo já exigem a classificação como critério de projeto.

Solos lateríticos e não lateríticos

Solos lateríticos são, em geral, maduros e estáveis nas condições tropicais, pouco ou nada expansíveis e com comportamento favorável a aplicações rodoviárias. Solos não lateríticos tendem a apresentar características menos favoráveis à pavimentação, principalmente quanto à expansão e à permeabilidade. Os grupos são LA, LA’ e LG’ (lateríticos) e NA, NA’, NS’ e NG’ (não lateríticos).

Os dois ensaios do núcleo da classificação

Sem estes dois ensaios não há classificação. A amostra é destorroada e usa-se a fração que passa na peneira nº 10 (2 mm).

  1. Compactação Mini-MCV: preparam-se no mínimo 5 porções de solo com teores de umidade variados, sempre com a mesma massa úmida (200 g). Cada porção é compactada em cilindro de 50 mm de diâmetro, com energias crescentes e padronizadas, e a altura do corpo de prova é medida após cada série de golpes. O Mini-MCV é calculado por 10 · log₁₀(BN), em que BN é o número de golpes correspondente a uma variação de altura de 2,0 mm. As curvas de compactação para 6, 8, 12 e 16 golpes fornecem o coeficiente c’ e o coeficiente d’.
    Técnico de máscara pesando um molde cilíndrico de latão em uma balança de bancada no laboratório
    Pesagem do corpo de prova no molde miniatura.
    Mãos com luva compactando solo avermelhado em um molde cilíndrico miniatura, ao lado de uma bandeja com solo
    Compactação do solo no molde miniatura de 50 mm de diâmetro.
  2. Perda de massa por imersão (PI): extrai-se uma porção de 10 mm do corpo de prova, posicionada horizontalmente e imersa parcialmente em água por no mínimo 20 horas. O material desprendido é recolhido e seco, e a perda é a razão entre a massa seca desprendida e a massa seca da porção original. Com o valor de Pi e o coeficiente d’ calcula-se o coeficiente e’. O par c’ e e’ é lançado no ábaco, que indica o grupo do solo.
    Corpo de prova de solo parcialmente extrudado do molde e imerso em água sobre uma cápsula metálica
    Perda de massa por imersão: o material que se desprende cai na cápsula.

Ensaios associados

Não alteram o resultado da classificação, mas fornecem dados para avaliar o solo como base ou reforço de subleito:

  • Mini-CBR: capacidade de suporte de solos compactados no mesmo equipamento miniatura, com resultados correlacionados ao CBR tradicional.
  • Expansão: medida durante o Mini-CBR, com imersão reduzida para 20 horas.
  • Contração: variação do comprimento axial do corpo de prova ao secar ao ar, para antecipar o risco de trincas de secagem.
  • Infiltração: velocidade e quantidade de água que penetra nas camadas durante chuvas.
  • Permeabilidade: volume de água percolado ao longo do tempo, expresso como coeficiente de permeabilidade.
Mãos com luva medindo uma pastilha de solo com um paquímetro digital sobre uma bancada de granito
Medição com paquímetro digital, usada na avaliação da contração.

Método das pastilhas (MCT.P)

É um procedimento expedito para identificar solos tropicais e o comportamento laterítico, complementar à classificação MCT. Veja o ensaio de classificação MCT por pastilhas.

Bandeja com dezenas de pastilhas de solo moldadas em anéis metálicos, alinhadas sobre bancada de granito
Pastilhas moldadas e alinhadas para o método expedito (MCT.P).
Técnica operando uma prensa azul com extensômetro durante o ensaio de pastilhas, com várias pastilhas ao redor
Ensaio de pastilhas (MCT.P) no laboratório da Suporte.

Normas de referência

Norma O que cobre
DNIT 259/2023-CLA classificação de solos finos tropicais para finalidades rodoviárias, com corpos de prova compactados em equipamento miniatura.
DNIT 258/2023-ME compactação em equipamento miniatura e perda de massa por imersão.
DNIT 228/2023-ME ensaio de compactação em equipamento miniatura.
DNIT 254/2023-ME Mini-CBR e expansão.
DNIT 444/2023-CLA classificação de solos tropicais de granulação grossa.

As normas DNIT de 2023 substituíram as antigas DNER-CLA 259, DNER-ME 256/94 e DNER-ME 258/94, ainda citadas em textos mais antigos.

Onde fazer a classificação MCT

A Suporte executa a classificação MCT completa, do núcleo (Mini-MCV e perda de massa por imersão) aos ensaios associados, com equipamentos de compactação miniatura calibrados e controle rigoroso da umidade de cada porção. Conheça o serviço de Classificação MCT.

Sobre a Suporte

A Suporte Sondagens e Investigações (Suporte Solos) é uma empresa brasileira de sondagens geotécnicas, ensaios de laboratório, geologia e geotecnia, atuante desde 2011 em obras de infraestrutura (rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, metrô, saneamento e energia) em todo o Brasil. Tem sede em São Pedro/SP, escritório em São Paulo/SP e um banco de dados geotécnico próprio. Conheça a Suporte e os números da empresa.

Outros guias da Suporte

Aprofunde-se: textos da Suporte sobre o MCT

Fontes: DNIT 259/2023-CLA, DNIT 258/2023-ME, DNIT 228/2023-ME, DNIT 254/2023-ME, Nogami e Villibor (1981) e procedimento do laboratório da Suporte.

Perguntas Frequentes
É uma metodologia desenvolvida por Nogami e Villibor em 1981 para classificar solos finos tropicais a partir de corpos de prova miniatura. Gera os coeficientes c’ (argilosidade) e e’ (laterização), que posicionam o solo em um dos 7 grupos da carta MCT.
Dois: a compactação Mini-MCV e a perda de massa por imersão (PI). Os ensaios associados (Mini-CBR, expansão, contração, infiltração e permeabilidade) complementam a avaliação, mas não alteram a classificação.
Sete: LA, LA’ e LG’ (comportamento laterítico) e NA, NA’, NS’ e NG’ (comportamento não laterítico).
A DNIT 259/2023-CLA (classificação) e a DNIT 258/2023-ME (compactação em equipamento miniatura e perda de massa por imersão), que substituíram as antigas DNER-CLA 259, DNER-ME 256/94 e DNER-ME 258/94.
É um solo maduro e estável nas condições tropicais, pouco ou nada expansível e com comportamento favorável a aplicações rodoviárias. Os não lateríticos tendem a ser menos favoráveis à pavimentação, principalmente quanto à expansão e à permeabilidade.
Sim. A Suporte executa a classificação completa, do núcleo (Mini-MCV e PI) aos ensaios associados, com equipamentos de compactação miniatura calibrados e controle rigoroso da umidade. Veja o serviço de Classificação MCT.

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