No Exame Infra, recebemos Paulo Lopes, CEO do grupo Way Brasil, para uma conversa sobre o plano de R$ 13 bilhões em investimentos até 2032 nas cinco concessões rodoviárias do grupo, que hoje administra mais de 2.000 km de rodovias no país.
Lopes detalha os desafios de mão de obra e de contratação de empresas qualificadas para executar as obras, o impacto da taxa de juros nas tarifas de pedágio e os efeitos ainda incertos da reforma tributária sobre o reequilíbrio dos contratos de concessão.
O executivo também comenta a expansão do sistema free flow do grupo, incluindo a inauguração de novos pórticos, e a evasão de pedágio: hoje, 66% dos usuários de uma das rodovias do grupo não pagam a tarifa, um dos temas centrais da entrevista.
Lopes fala ainda sobre a estratégia de financiamento via BNDES, incluindo a primeira debênture de infraestrutura do setor rodoviário, e sobre os 30 anos de evolução do setor de concessões no Brasil.
A conversa passa ainda pelo Plano Nacional de Logística, pela concorrência entre rodovias e ferrovias, e pelo conceito de infraestrutura invisível: quando a rodovia funciona bem, o usuário nem percebe que ela existe.
Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio do episódio. Pode conter pequenas imprecisões.
[música] Olá, seja bem-vindo a mais um episódio do Exame Intro, seu podcast que discute o presente e o futuro da infraestrutura brasileira. Sou André Martins, repórter de Brasil, economia da Exame e ao meu lado, mais uma vez Maurício Malanconi, CEO da Suporte. Tudo bem, Maurício? Olá, André. Tudo bem? Um prazer tá aqui novamente e recebemos hoje, dessa vez nos estúdios da Exame aqui em São Paulo, Paulo Lopes, que é CEO do grupo E, que é uma concessionária que já tá no mercado há mais de 30 anos, mas ganhou relevância por vencer vários leilões nos últimos anos e atingir mais de 2.000 km administrados. Paulo, obrigado por ter topado o convite de agora a gente fazer uma conversa longa, né? a gente se encontrou no especial que a exame fez junto com a suporte lá na Bienalda Sodovias. Agradeço ter aceitado o convite. Para mim é uma honra, um prazer. Boa tarde, Maurício. Boa tarde, André. Uma honra estar aqui, né, mais uma vez com vocês, né, depois lá de Brasília, né? Um prazer muito grande estar aqui com vocês, poder falar sobre nossos negócios, falar sobre infraestrutura do país, né? Uma uma honra. Muito obrigado. E aí, Paulo, como a gente já talvez começou a
nossa conversa na no outro momento que a gente gravou em Brasília, eu queria até eh dar um passo além, né? A gente conversou, vocês falaram dos 13 bic que vocês têm de investimento, das concessões que vocês já administram. Falou que a o grupo mantém um apetite para para novos leilões. Mas eu queria entender agora quais são os grandes desafios que vocês têm, né? Vocês têm muita coisa para executar. Então, que PEC estão essas obras? Eh, como vocês veem esses desafios de execução? É, são cinco concessionárias de rodovias, né, né? Tem desses 13 b que nós falamos anteriormente, são R 8,5 bilhões deais nos próximos 5 anos, né? Inclusive com 2006 ou 2026, perdão. 2026 nós estamos investindo R 1.350 milhões deais. É um volume de de de de investimento muito grande, né? esse período, num período muito curto, a gente trabalha só no período de chuva, período sem chuva, perdão, né? Então são ali de abril até novembro que a gente consegue trabalhar, né? é uma uma um desafio muito grande. Por um desafio hoje é a gente ter, como você tem um volume de investimento muito grande sendo feito no país nas concessões de rodovias principalmente. É, são empresas habilitadas, empresas capacitadas, né, tecnicamente,
financeiramente também, né, para para nos nos prestar serviço, né, nosso serviços são todos terceirizados nessa parte de de de infraestrutura, na parte de desenvolvimento do dos serviços, né, a gente tem um serviço próprio, que os serviços são os serviços de operação da rodovia, parte de atendimento médico, mecânico, eh toda a parte de apoio ao usuário é próprio, mas a parte que quando se fala de obras, né, do investimento em obra, que a infraestrutura propriamente dita, ela nós contratamos Amos terceiros, então hoje tá muito difícil contratar empresas, né? O mercado tá muito aquecido, principalmente nosso ramo, como eu falei, né? Então assim, esse é o grande desafio, mão de obra, né? E empresas qualificadas e boas para trabalharem pra gente. Ô Paulo, quando a gente cita 13 bilhões de investimento nos próximos 7 anos, né, aonde, em que momento tá o pico desse investimento? Cada cada concessão, Maurício, você tem uma fase, né? Nós temos aí um um já uma uma umas concessões consolidadas, né? São cinco concessões, nós temos duas mais consolidadas no Mato Grosso do Sul. Você tem uma curva, né, de de investimento, já tá aí já na fase da metade pro pro final, né, nessas concessões. E as federais que são mais
recentes, né, de 2025 para cá, né, que são três concessões. Aí se tem um volume maior. A gente vai ter um pico aí até 2032, esse período até 2032 é que a gente vai ter aí o maior volume de investimentos. Ótimo. E quando a gente olha, você comentou sobre tanto desafio de mão de obra quanto de contratar a empresa, né? Eh, quais são as alternativas que vocês buscam nesse momento desafiador, tanto de conseguir mão de obra, às vezes dá mais eh eh do chão da obra, né, quanto às vezes até de executivo e também de contratação de empresa. Que tipo de diversificação vocês fazem para conseguir executar? a gente trabalha muito com pessoas internas, desenvolvimento interno de pessoas, né, formando essas pessoas conosco, né, assim, uma carreira, um programa de carreira, a gente tem um critério de de de avaliação, desempenho das pessoas muito criterioso, a gente sempre está voltado com pessoas, a gente tem uma cultura muito forte em relação a isso, né? Sempre uma das principais culturas nossas é você tratar e cuidar das pessoas, cuidar de quem faz acontecer, né? Então a gente se faz, a gente tem um programa bem intenso de desenvolvimento de pessoas, né? e eh e no mercado
sempre tentando desenvolver novos fornecedores, esses fornecedores, porque eles eles se habituam a nos atender da forma que a gente sempre eh eh tentou trazer eles de uma forma que faça o melhor possível na na na forma que a gente gosta, certo? Ô Paulo, eh na Bienal, eh quando [limpando a garganta] a gente conversou, um dos assuntos principais era a taxa de juros. Naquele momento, a taxa de juros estava em 15%, agora está em 14. Se essa taxa de juros se manter nessa eh como economista, né, você bem reforçou previamente aqui, se a taxa de juros não começar a cair, quais podem ser os impactos nesses investimentos? Olha, no final do dia ali, Maurício, quem sofre com isso somos nós que somos usuários da rodovia. Quem paga a conta sempre é o usuário, né? Quem paga o pedágio. Se você precifica uma concessão, né, como tem sido precificado ultimamente com essa taxa de juros, o reflexo é automático na na na tarifa de pedágio, né? Então assim, a gente torce hoje para que os próximos leilões, né, e e que essa taxa se estabilize ali uma taxa boa pro país, vai ficar ali entre 7 e 8%, né, de de juros, né, de juros já com
inflação dentro, um pouco menos de juro real, né? Então você, isso aqui você consegue ter mais negócio no país, você consegue desenvolver as coisas melhores com uma taxa de juro, com uma taxa de juros menor. Hoje é 14%, eu acho que ainda é bem demasiado se que não tem operações de MNA, não tem operação dos mercados secundários, não tem venda de não tem, não tem acontecido, né, operações de IPO, que a gente chama de mercado aberto, por conta dessa taxa de juros. Então, a economia fica um pouco ali estagnada em relação a a essa essas transações por conta desses juros altos que tem que o país eh eh permanece no país. E aí, caso você vê que esse cenário econômico com juros alto, ele também impacta nessa questão da contratação de fornecedor, né? Talvez quando vocês ganharam uma concessão, vocês fizeram uma conta e agora alguns até por guerra, né, enfim, outros conflitos geopolíticos, alguns insumos estão mais caros. É, André, isso isso é uma cadeia, né? na verdade é uma cadeia, né? A gente tem aí agora próximo ano uma coisa que ainda é um desconhecido, a gente tá começando a conhecer agora, que essa mudança, né, bem aqui do lado tributário, financeiro, né,
você tem uma mudança, né, dos critérios de da reforma tributária, a gente não sabe qual o reflexo que isso vai dar, se positivamente, se negativamente, né, em relação, a gente sabe, né, em princípio, que o prestador de serviço, que é o nosso caso, a nossa atividade, nosso setor, ele vai ser um pouco mais penalizado de quem é eh quem trabalha com fornecimento de materiais, né, que é famoso ICMS. Nós trabalhamos aqui com prestão de serviço, não temos, somos recolhedores finais ali, né, de de de consumidores finais de de produtos, né? Isso, essa essa regra vai mudar toda. E a a própria NTT hoje, que é a grande líder dos do das das concessões do país, ela tá se preparando para essas mudanças para ver qual o impacto que vai dar isso em relação a a em relação a ao impacto nas concessões. Isso vai ter que ser equilibrado, né? Os contratos vão ter que ser requequilibrados de uma forma ou de outra, né, para mais ou para menos. Aí vai ter que ser equilibrado para poder adjustar. Nós não queremos isso, né? Nós não queremos. Hoje você tem um nível de pelo pelo tema anterior, você tem é um dos você tem tarifas de pedágio
muito altas no país hoje, né? Principalmente esses contratos novos. Um dos reflexos do do tema anterior da taxa de juros, você tem umas tarifas altas. Se você embutir mais, mais reequilíbrio, né, em favor da concessão, essas tarifas ficam começam a ficar um pouco impraticáveis, né? Então, a gente tem lutado e discutido com a com a Agência Nacional dos Transportes Terrestres, que é NTT, de que forma melhor equilibrar isso para que a gente não tenha tanto impacto no usuário. É, e eu acho que eu queria só mergulhar um pouquinho de entender em que ponto estão as conversas, né? o diretorgeral, ele comentou em entrevistas recentes sobre essa ideia de pensar em reequilíbrio paraa reforma tributária, paraas concessionárias. Mas você fal tá falando aí de alternativas, o que seria talvez ampliar o contrato e às vezes não aumentar a tarifa. É, e ainda [limpando a garganta] existe ainda pelo governo federal uma uma um desconhecimento da nossa parte, né, de como é que vão ser a graduação dessas alíquotas, desses dois impostos vão ser que vão ser que vão entrar no mercado. Então, assim, eh, a NTT, eu vejo que ela tá se movimentando bem para poder entender com consultores, com tributaristas, nós do nosso lado também,
né? Eh, olhando de que forma isso vai se vai se rearrumar, né? E o impacto hoje, com toda a transparência que a gente tem aqui com vocês, eu realmente não sei qual é o impacto que vai ser e que isso como é que vai acontecer, quando vai acontecer e como vai acontecer. Ainda existe algumas regulamentações que estão por vir do governo federal, né? Eh, para que a gente possa calcular qual é o impacto disso. Ô Paulo, você citou na na última entrevista pra gente que o grupo continua com apetite, né? Eh, a gente dentro desse eh, desses, dessa conversa, você também citou o mercado secundário. Qual que é a estratégia do grupo de forma médio, longo prazo? É também participar do mercado secundário? Sim. A nós, assim, existe um o governo federal tem brilhantemente fez várias concessões. A gente tem aí um um reflexo muito grande na infraestrutura do país, nas rodovias principalmente, né? Trabalha ferrovias, poes, né? Mas na no nosso setor, foco da do grupo E Brasil são concessões de rodovias, né? Então a gente tem um foco ali sempre nessa eh nessa nesse setor, né? Então assim, a gente tem olhado sim o mercado primário sempre, né? As próximas concessões que vão
sair agora, a gente tem olhado o que é que o que que tá acontecendo. Já estamos estudando algumas delas, né? Então tem tem alguns lotos que estão no mercado já que estão sendo anunciados. Nós estamos olhar todos, né? sempre a gente olha, tem algum, tem algum que tem mais sinergia, [risadas] tem alguns que a gente geograficamente vocês podem imaginar o que é que é, né? A gente, né, a gente tem tem assim interesse alguns mais próximo da gente. A gente tem bem focado ali pro agronegócio, né? A gente tem nosso setor não não são as grandes metrópoles, né? Nosso setor é mais voltado aí pro pro agro, né? Escoamento de grãos. Então a gente tem bem esse foco, né? A nossa característica é essa aí. E vamos olhando assim, respondendo aqui Maurício e André, né? a gente tem a gente tem olhado sim eh os novos negócios, né, no mercado secundário, é que a gente volta o tema da taxa de juros, né, ele tá menos aquecido hoje, né, ele tá bem menos aquecido. A gente vê que não tá não tem tidado, não tem tido tanta transações nesse nesse nessa nesse lado aí do mercado secundário, né, a gente torce que um juros menor
a gente começa a ter aí uma atratividade maior, né, para o mercado secundário. Sim. E Paulo, até onde? Acho que eh casa com essa pergunta que o Maurício fez, né? Mas até onde o grupo ele tem capacidade de ganhar escala? Então vocês têm uma conta de quantos quilômetros com a capacidade que vocês têm hoje, vocês conseguiriam administrar pensando em novos leilões? Isso porque vocês partiram de 200 km [risadas] para mais de 2000 km. É a história é muito rápida, né? Então para quem conhece nosso grupo, né? A evolução foi muito rápida. Na verdade, a história vem lá de trás. né? A gente tem a gente tem uma uma história bacana ali de de ali 2012 até 2019, né? Então parte do do grupo E é formado ali. São três construtoras que estavam lá na num projeto do governo federal que era MJ Rodovias que no final ali em 2019 foi vendida para Ecorrodovias. Três dessas empresas, né? Três desse dessas empresas do grupo hoje era lá eram nove, né? Então três delas foi aí foi que formamos o grupo E ali, né? Em 2019. Eh, e rapidamente ganas concessões Mato Grosso do Sul. E hoje, felizmente, né, a gente tem um braço financeiro que é
o braço do dessa seriedade, a transparência, governância, critérios de conduta, né, código de ética, código de conduta, temos tudos desenhados, escrito, né, na nossa no nosso dia a dia. Isso nos habilitou a trazer o grupo, né, o fundo Kineia, né, que é do Banco Itaú, para vir trabalhar conosco, né? Então assim, o apetite é grande. Voltando à pergunta, o apetite é grande ainda, ele é bastante grande. Esse limite aí a gente depender, né? E o nosso foco, a gente não quer aumentar volume de a gente quer aumentar volume de negócios, mas volume de bons negócios, né? É diferente de você, nós não estamos aí com nós não estamos em mercado de capitais, nós não estamos, né? Então a gente tem necessidade de bons negócios, a gente tem um crescimento pé no chão, um crescimento de bons negócios. A gente não quer contaminar nossos negócios por aventuras ou por ganhar só por ganhar concorrências. A gente olha tudo e quando é viável, que tá dentro do mesmo patamar, né, dos negócios que nós temos. A gente tem bons negócios, excelentes negócios, bons negócios. Na média ali são bons negócios, vamos dizer assim, né? Você traz ali, você traz um negócio pior para você contaminar e trazer
a média dos nossos dos nossos negócios para baixo, isso não interessa pra gente. Então assim, vamos olhar todos. Se der viabilidade, né? se d viabilidade e dê a viabilidade dentro do do da remuneração que o acionista pretende, a gente vai continuar olhando tudo com certeza. Perfeito. Paulo, uma das coisas que a gente trata bastante aqui é sobre o freeow, né? E vocês acabaram de inaugurar algumas alguns pórticos de freeow. Como tem sido esse desafio operacional, né? Sempre houve um receio com relação ao percentual de inadimplência. A gente sabe que as matrizes de risco do governo também têm dado um suporte, né, para para as concessionárias assumirem essa metodologia diferente de cobrança. E como tem sido essa experiência do grupo com relação à implantação e principalmente eh o comportamento do usuário? A gente segue, Maurice, acreditando, sabe? A gente segue acreditando. Tanto é que agora dia 7 hor dia 7 a gente com com muito brilhantismo, né? Com muita modéstia aqui, mas com muito brilhantismo da nossa equipe lá na 364. ali que liga eh Rio Verde até Ronópolis, parte da concessão em Goiás, parte em Mato Grosso, né? Então é uma rodovia também já grande de escoamento dos grãos, né? Eh, nós começamos 0 horas
7 arrecadação lá e são sete pórticos nós conseguimos fazer um adio com NDT, substituímos as praças que eram previsto no contrato eram praças físicas, né? A gente conseguiu acreditando no free flow, conseguimos substituir e começamos a operar o freeow lá eh no dia no último dia 7. Então a gente segue acreditando e o usuário hoje ele tem já começou um processo de adaptação, né, de que que vê eh que vê que ele tem usado os aplicativos das concessionárias, né, o nosso fazer uma uma propaganda aqui, né, só entrar no site da Brasil que você consegue baixar lá o aplicativo nosso e e é uma forma de pagamento ali. Você pode pagar com PIC, você pode pagar com cartão de crédito, débito. Então você tem uma as formas de pagamento são ali dentro, você consegue pagar seu pedágio por ali se você não tem um tag, né? O tag, o tag, né? Como queira falar, eh, ele é ele é, quem não tem isso pode entrar no aplicativo. Esse é um percentual hoje baixo da ordem de 14% nas suas concessões. A de 14% só dos usuários é que não tem um tag, né? a gente tem um índice muito grande de tag e esses usuários
estão se adaptando e eh entrando no nos aplicativos e fazendo o pagamento do pedágio, né? A semana há 10 dias atrás, mais ou menos, nós tivemos uma surpresa bacana que nós começamos a o o o governo federal ele conseguiu desenvolver com a Cenetran, e com o CRO, né, a carteira digital. Vocês devem ter acompanhado isso, né? Então é bacana porque o usuário passa no freeow, mesmo com tag, você recebe um aviso, né, que na na sua carteira ali digital, uma um papup lá que você recebe, olha, você passou um pedágio, né, e você passou um pedágio, um free flow principalmente, né, você tem que ir lá e e regularizar, né? Então, se você já tem um tag, você já sai regularizado, mas você não tem, você vai clicar ali, você já vai direcionar direto pra concessionária para fazer o pagamento. O pagamento do FreeFow, você tem 30 dias para pagar, né? você tem 30 dias, você recebe avisos aí, decor desses 30 dias, a partir do 30º dia, se você não pagou, você passa de implente. Aí são R$ 195 de multa, né? E mais alguns pontos na carteira, né? Então assim, a gente alerta para que as pessoas t estejam sempre atentas, né? Para
que eh pague. Mas é uma é uma comodidade, né? Pro usuário, pra gente uma comodidade. O FreeF você tem menos emissões, né? Você tem menos desgaste de pavimento, tem menos desgaste dos veículos. É uma coisa bacana, é o futuro, né? a gente hoje eh avançando um pouco mais aqui, a gente a gente busca, né, no nosso contrário, de concessões, você tem que apresentar até o terceiro ano, você tem que apresentar uma melhor forma de arrecadação utilizando a tecnologia do preflow, né? Então assim, é uma forma mais justa de pedágio por [limpando a garganta] aí. Nós temos uma concessão que só 34% dos usuários eles pagam o pedágio. Então assim, imagina você tem, né, mais 66% de dos usuários que utilizam a rodovia e não pagam o pedágio. Então assim, é uma coisa não é criteriosa. O ideal que se você tivesse rodovia toda fechada, como a gente vê aí, tem algumas rodovias fechadas fora do país, você paga na entrada e você paga pela utilização onde você saiu, ele faz a o cálculo e você paga quilômetro percorrido pelo quilômetro percorrido, né? ser o mais justo nas nossas rodovias atuais do Brasil, você não tem essa condição porque você tem várias saídas, você vai acessos,
acesso à fazenda, acesso à cidade, então você tem vários acessos, você não consegue bloquear aquilo tudo. Mas se você aumenta o o número de pórticos e que você permanece, que o atravessante pague o mesmo preço, você consegue amenizar aquelas pessoas que usam pouco e pagam a tarifa se. Um exemplo, as nossas rodovias tem em média ali entre 90 e 70, as federais tem média entre 70, 90 e 100 km entre cada uma delas. Uhum. Se você passa por um pedágio e só rodou 30 km, você pagou por 100, né? Então assim, e e o o e às vezes a conta não fica muito justa. Então, quando você amplia a quantidade de pórticos, você consegue reduzir a tarifa bastante, né? Você bastante, tá fazendo um estudo agora que a gente consegue reduzir até 60%, 60% do valor da tarifa. Se tu pagar R$ 10 numa praça vai pagar quatro, né? Em praças que são R$ 9, você vai pagar R$ 45,50. E você amplia e você coloca mais alguns para que você consegue consiga captar, né, mais usuários e você sair aí para um percentual de 34% para 70%. A gente dobra o percentual mais justo as pessoas que estão utilizando, que te dão trabalho da
mesma forma operacionalmente, você paga o 34%, paga para uma pessoa que que não paga receber um guincho pesado, receber uma ambulância da mesma forma que o de 34% do B. Então você consegue captar mais, vai ter mais recadação. Essa arrecadação ela é toda revestida pro próprio usuário em em em investimentos novos na rodovia. Paulo, tem uma discussão no setor sobre freeow sobre um aplicativo único, né? Cada concessionária por contrato tem que disponibilizar uma solução ali de tecnologia. Você você já falou que o grupo tem a própria, mas existe uma discussão sobre, por exemplo, né? um usuário passou por uma rod passou por tá fazendo uma viagem longa pelo país e passou por diferentes rodovias diferentes concessionárias, né? Ele vai ter ali ali o que se chamam de fricção de ter o aplicativo de vocês, da Motiva, da Eco, por exemplo, sendo que poderia ter se pensar, sentar na mesa todas as concessionárias, se pensar numa solução única. Eh, você vê isso com bons olhos, né? o grupo vez com bons olhos ou você vê que o o aplicativo de vocês, até pelo percentual que você falou de usuários que não tem o tag, né, não tem a tag, eh se ele já atende e não
é um problema para você ou se você acha que realmente faz sentido ter um aplicativo único. A tecnologia, André, ela no Brasil, ela a gente a gente fala do Brasil, desenvolvimento, mas nessa, na nossa área aqui de de concessões, de rodovias principalmente, nós temos uma tecnologia bastante avançada, né? Você é desde o início, né, as concessões se uniram, né? Então, o primeiro lugar do mundo, não sei se vocês sabem disso, que você tem a interoperabilidade do pedágio, né? Isso foi brilhante, né? Isso foi criado lá atrás. Então você tem, você com o mesmo tag, você passa em todas as prazas pedágos, você passa em todos os lugares, né? Hoje você já estaciona, abastece veículo, né? Isso é coisa do Brasil, né? Isso é Brasil, né? E eu creio que o caminho é esse que você falou, o caminho vai ser, né? Eu acho que é muito mais confortável pros usuários de todas as rodovias você ter essa mesma interoperabilidade pro freelow. Você continua tendo tag administrado pelas pelas, como a gente chama, todas elas. E se vocês conhecem, então são seis ou sete, né? Né? As grandes estão todas aí. E então você utiliza a prista automática, vai utilizar o mesmo tag, pista automática no
freeow, né? Mas assim, a interoperabilidade é uma necessidade, sim, eu concordo com você que é uma necessidade. Isso eu acho que rapidamente a NTT de como um acordo com todas as concessões, isso vai chegar a um bom a um bom termo, né? No nosso caso, eh, não interessa operar isso. A gente quer entrar num pacote, né, de quem vai, eu acho que não faz parte da operação concessão de rodovias. eh mexer com cobrança ou mexer com, né, [limpando a garganta] não não faz, não é muito do nosso feitiu, né, administrar, né, inadimplência, o que seja, né? Então, tem empresas especializadas para isso. Acho que vai o o governo federal com a NTT e com conosco, né? Eu acho que a gente vai chegar um bom termo daqui a pouco e a gente vai ter eh já começou a facilitar, né? Porque você tem ali a a CNH digital, você vai clicar, ele vai direcionar já para para isso já já é um grande avanço, né, para para o que você colocou muito bem que é um avanço dessa interoperabilidade do FreeFOW também. Ô Paulo, você citou pra gente aqui o caso de 66% de ausência de arrecadação eh uma rodovia de vocês, né, recad? Usuários
que utilizam a rodovia que não pagam pedágio. Como manter um contrato desse equilibrado? é que ele já foi projetado assim, ele já foi considerado assim, né? Ele já foi considerado quando você faz um programa, né, que o governo federal faz, ele faz ali toda uma pesquisa de or destino, ele faz contagem naqueles pontos das praças de pedágio, ele já foi concebido dessa forma, né? Mas os contratos novos, ele te dá, né? que você tem, na verdade, não te dá, você tem uma obrigação contratual que você tem que apresentar uma forma mais justa, né, utilizando tecnologia da arrecadação do pedágio, né? Isso o grupo ex, nós estamos na frente disso, acredita, eu acho que os outros devem estar andando com isso, mas eu eu como como me permito aqui como líder do do processo, né, a gente tá bem avançado nisso, a gente tá bem avançado. Mas aí só uma dúvida eh em relação a esse número, não são de inadimplentes, é que no no percurso da rodovia eles eles podem sair, não acabam passando pelo pedágio. É isso. Exatamente. Por isso que você deu o exemplo da da já teve projetos aqui no estado de São Paulo que era aquele ponto a ponto, né, que
tinha muita similaridade realmente com o freeflow, né, que eram ter esses pórticos nos pontos de saída para que essas pessoas que adentrassem a faixa de domínio quando eles saíssem eles pagavam por quilômetro eh por quilômetro percorrido. É nesse sentido, né? São usuários que adentram na rodovia, utilizam a rodovia, mas saem antes de uma praça de pedágio ou de um pótico de free flow. É isso, né? É, é isso. É exatamente isso. Isso tem evoluído bastante pelo mundo afora, né? na Índia, eh, já se fala em implantação, em processo de implantação, uma coisa via satélite. Então, você tem, né, isso tem toda uma um regramento que você tem que fazer, né, de de de da lei de proteção de dados, das pessoas, de imagem, porque ele vai monitorar o seu veículo onde você entrou, onde você saiu. Então, você entrou na rodovia e o satélite vai ler seu carro, você entrou e sua conta vai chegar para você pagar pelo 1 km r²ado. Mas tem toda uma discussão de privacidade, né, de tudo aquilo que a gente conhece hoje, que é bem legal isso também, né? Tenha dúvida, né? Então, a discussão já lá já é em termos de você, a tecnologia vai evoluir para isso
também. O cara vai entrando, mas não precisa ler nem a placa hoje. O tag ou a nossos pedagos você lê o tag, como você lê a placa, né? Então é o freeflow é pela placa. Então assim, e a evolução já é você ter um um código do carro, uma um sinal do carro que você vai tá onde você tiver, você vai est monitorado, né? Essa monitoração você consegue entrar, calcular onde você entrou e onde você saiu. Paulo, eh, você citou que vocês têm contratos em diferentes momentos, né? Um, no, alguns no, no meio, outros no início, outros mais pro fim. Eh, como que vocês observam, que a gente vê também que é um outro momento além do mercado secundário de aditivos contratuais, né? E aí não é nem porque eh se se tinha visão muito é que ah, o contrato não tá performando. Na verdade, às vezes a concessionária até já avançou muito na execução do CAPEX e às vezes tem algumas melhorias que foram surgindo com o tempo. Tem algum contrato de vocês que existe uma discussão se se o contrato é federal ou os contratos estaduais que vocês têm de algum aditivo? ou não tem nada em vista no momento. O contrário de
concessão, ele ele é muito dinâmico, né? Você dentro do processo, quando você começa os estudos que os governos federais, o governo federal, governo estadual, ele ele faz aquele estudo até ele licitar, até ele andar, já se demora aí um ano, e a concessão são de 30 anos. Então essas demandas sociais, demandário, ela elas evoluem também. Ou regrou evolui, né? Então assim, existe um dinamismo muito grande nos contratos de concessão. Esse dinamismo é que assim, você as cidades crescem, né? Vou dar um exemplo aqui, você pega uma cidade no nosso trecho, inocência, Mato Grosso do Sul, 7000 7.500 habitantes, né? E apareceu lá a maior fábrica de de células do mundo, né? Então assim, o projeto Sucoriu da Aralco, né? Chilena, tá lá, tá tá implantando. 2028 ela começa e isso não tava previsto no nosso contrato, né? Então assim, pra gente tem um upside de receita, porque você tem ali uma receita, um incremento não tão grande, mas tem um incremento de de um dos veículos comerciais da construção da fábrica e você tem, né, um incremento depois da operação da fábrica. Isso é o nosso lado operacional. Uhum. Por outro lado, na MS 112, foram chegaram 15.000 funcionários. A cidade mais que do, sei
lá, 200% de crescimento da cidade, né? Então assim, cidade deu um um crescimento muito grande. Parte desses funcionários que estão lá, eles vão continuar na operação. Então a cidade vai sair de 7500. Vamos botar que seja metade com mais 7500 dobro de tamanho. Então você tem 15.000 pessoas morando. Essa cidade não, a rodovia ela passa praticamente dentro da cidade, ela não comporta mais. Olha, olha aí onde vou chegar. Então assim, você tem que fazer o contorno da cidade daqui a pouco, né? Então assim, e viram a demanda do contrato, isso o contrato vai ter que ser editado, né? E todo ano, os contratos são muito hoje muito bem regulados, né? Todo ano você tem a revisão ordinária do contrato. Tudo que você deixou de fazer, você tem que devolver pro usuário e tudo que você fez a mais você tem que eh ser ressacido disso também. Então, todo ano passa pel um equilíbrio desse contrato. E a cada 5 anos você tem a revisão comquenal, que é uma revisão onde o governo federal disse: "Olha, eu além dessas demandas do dia a dia que nós estamos aprovando de entrada e saída de investimento, você tem que eh fazer e ele vai escutar de novo tuas
comunidades, os prefeitos, né? Ele vai escutar o governo federal, quando governo federal, ele vai olhar o governo federal, o governo estadual, perdão. Então você, ele vai fazer essas revisões comisar. Isso é muito bem regulado no contrato nosso, sabe? Então assim, ele é muito dinâmico. O contrato de concessão, ele é muito rápido, muito dinâmico. E essas essas demandas por alterações, ela é constante, ela é constante na na vida do contrato. Do nosso lado, a gente não fala nadimplência, a gente não tem hoje, felizmente são nós temos zero de nimplência, essa é a principal cultura do grupo e que é manter os contratos adimplente, os contratos de concessão adimplente, né? a gente tem muito mais credibilidade com o usuário, com as comunidades e com o poder concedente, né? Quando a gente chega no poder concedente para negociar um reequilíbrio desse, você pode ter certeza que tem muita credibilidade que nós estamos pleiteando ou ou atendendo a mudança do contrário de concessão. Maravilha. Ô Paulo, eh, quando o Marco Aurélio veio aqui, né, ele deu uma ressalta pra gente da qual eu particularmente não conhecia, que era a pesquisa da CNT, onde a pesquisa da CNT não leva em consideração a prestação de serviço, né? você fazendo um
paralelo eh com a questão que você trouxe dos usuários que adentram na faixa de domínio e saem da faixa de domínio sem arrecadação, você pode explicar pra gente quais são os as obrigações que os concessionários têm normalmente de atendimento dentro da faixa de domínio, né, que são os diferenciais, né? 100% você tem que atender, né? Ele ele ele. Mas quais são os serviços para para que o nosso público entenda, né? É guincho, ambulância, guincho, ambulância, né? E tempo de atendimento, certo? E tempo de atendimento. Ele cend atendimento. Bem, bem colocado. To todo serviço tem um tempo de atendimento, né? Então assim, por exemplo, ambulância você tem, você tem que atender em 25 minutos, em 90% dos casos, né? Um guincho, um guincho leve são 90 minutos para você atender. Um guincho pesado são 120 minutos. Então assim, na hora que o usuário chega na rodovia e que ele aciona nosso 0800, a partir dali ele já começa, o tempo já começa a a ser a ser eh corrido, né, o tempo, né, e isso é monitorado pelo poder concedente. Então, assim, se você não eh não não atender dentro das coisas, você é penalizado, você tem ali toda uma advertência, você tem depois multas, né,
do contrário de concessão, então todo mundo. Então esse usuário que ele entra na rodovia e que ele não paga, mas é um direito dele. Ele tá na rodovia, ele tem o mesmo direito do usuário que paga. Não tem diferença nenhuma. O atendimento para da do usuário é o mesmo para todos eles. Guincho, guincho leve, guincho pesado, ambulância, né? Tudo isso, né? E o usuário, nós somos muito ruim de comunicação. Às vezes o usuário não sabe, não sabe que que que nós temos tudo isso, sabe? Então, um usuário acha uma agressão assim, às vezes você pagar o pedágio, mas não sabe o que é que tem um backof, um backoffice de de gente, né? São são cinco concessões, são 16 pessoas trabalhando diretamente para atender o usuário. Nós vivemos em prol do usuário. Você tem 13 B, 8 B de investimento, tudo é para ele. Tudo é para usuário sempre, né? Você tá sempre fazendo em prol dele. Mas tem um aparato de médico, guincho, né? Tudo por trás ali, né? E às vezes a gente roda rodovia, a gente só vê que a concessionária existe, né? Eh, quando você é atendido, né? Cada dia hoje você não vai ter nem mais contato com o concessionário,
que você não tem mais o pedágio, ele não vai passar mais na praça do pedágio. Então você não você não fala mais com a concessão, a não ser com a concessionária, a não ser na hora que você tem a necessidade de ser atendido, né? Eu vi uma uma propaganda muito bacana em Portugal de um grupo de concessões, né? Eles fizeram um outdoor enorme e esse outdor tava meio achurreado assim, sabe? É como a gente bota no fundo de tela nossa aqui de reunião de Teams, né? Eu tava meio churreado, mas se dá para ver que tinha um médico, tinha aqui e ele fala assim, ele fala assim para vocês nós somos invisíveis, né? Que legal, né? Porque você não vê, você a gente torce, né? Para que nós continuamos invisíveis, né? Porque é a hora que você tá prestando um bom serviço, sua rodovia tá em condições boas e que você não tá tendo acidente, o carro não tá furando pneu, não tem um buraco na rodovia para que você deixe de atender. Quanto mais você deixe de atender, é sinal que você vai pro outro lado também. quem tá passando, né? E tem a cadeia que é muito dinâmica, Maurício, assim, eu tô com
60 anos, trabalho com isso há 30 anos. Agora imagine quantas pessoas em 30 anos, né, entraram para ser eh condutores, né, tiraram habilitação e quantos saíram, né? O que saiu, ele viu que você fez, né? Eh, o que entrou já recebeu pronto. Então ele questiona, por que é que o povo pagando o pedágio? Mas ele não sabia que a rodovia era uma pista simples, virou pista dupla, que tinha buraco e que acabou e que ali morreu não sei quantas pessoas por ano e que agora não morre mais gente. Então assim, é um negócio, é gratificante para quem trabalha com isso. É muito gratificante, né? Salvar a vida, você fazer a infraestrutura do país, né? Voltando ao nosso tema aqui, fazer a infraestrutura do país, você deixar de ter o morto. Infelizmente a gente tem uma, todos nós aqui a estatística é muito forte, né? que todo brasileiro tem um ente querido que morreu de acidente de trânsito. Todos nós temos, não tem, não tem sessão, né? Então assim, a estatística é muito ruim. Então assim, é é muito gratificante você trabalhar com isso, fazer infraestrutura, né? E a quando você vê a smorte diminuindo é muito gratificante pra gente. E Paulo, eh é legal essa
questão da infraestrutura invisível, né? Puxando um pouco minha sardinha na última matéria que a gente escreveu aqui pra revista, eu começo a matéria falando exatamente isso, né? Usuário a infraestrutura que funciona é a que não existe. Ela às vezes nem sabe o nome da concessionária, seja do que for, né? Mas aí voltando em questão de financiamento, eh hoje a gente tem BNDS, tem outras formas de financiamento, tem as debentores, etc. Você vê que você que já tá nesse setor há tanto tempo, né? o processo de financiamento de novas concessões da do vocês têm aí 7 anos de de investimento aí nesses 13 bi até agora, né, pensando nas próximosões, devem aumentar. Então, como que vocês se organizam, como que vocês veem os instrumentos que existem agora e se existe algo a melhorar nesse ponto? O BNDS tem sido um parceiro muito grande, né? Até agradecer aí a o empenho do governo federal, as pessoas do BNS. Ele voltou a Bendess, passou um tempo muito grande. A gente brinca que o Bendess, aquelas letras todas, né? A gente tem duas letras. A letra inicial, eu não gosto de falar disso muito porque o pessoal do BNS pode até ficar chato, fic chateado comigo, viu? Viu, André?
A letra B de banco, né? Banco é banco, né? Então a letra S é o social. Então assim, a gente tem, ele sempre equilibrou isso aí. Tem fase que o BNDS é mais banco, banco, B. Tem básica que é mais S, que é BNDS. Se bem que o SB depois era até a letra E só antigamente, né, pros mais velhos. Depois entrou a letra social. Então ele tá numa fase bem social, eh, voltando, quando se fala em social, é, né, né, né, é social paraa infraestrutura, né, então ele ele realmente ele veio nos últimos anos agora com essa essa essa esse último time que tá lá hoje, que são brilhantes todos eles. A gente tem feito as operações praticamente todas dentro do BNDS pouca no mercado aberto, exatamente por juros muito alto, né? Então a gente tem feito algumas operações. Nós vamos agora na na Way C na, desculpa, Way 262, eh, não de infraestrutura, mas do setor de rodovias fazia a primeira, não é 12431, que é o E2431, você tinha um incentivo paraa pessoa física comprar debentoles com isenção de pôr de renda. Nós vamos fazer a primeira debento de infraestrutura do país, né, que é uma infraestrutura onde o beneficiado você é
é a própria concessão, então você consegue ter um preço melhor porque você vai ter o benefício do imposto de renda na concessionária e não na pessoa física. Então do setor de rodovia a a o 262 vai fazer a primeira debentures de infraestrutura, onde o debenturista inicial é o BNS. São R.hõ 740 milhões deais. É uma é uma uma verba grande, né? Lógico, a primeira tranche é uma tranche, ela ela é faseada em tranches, né? Perfeito. Paulo, eh, você citou 30 anos atuando no setor, né, que é praticamente o mesmo período da lei das concessões, né? Então, assim, houve diversos desafios ao longo dessa jornada, né? Você olhando um pouco para trás, né? O mercado como era 30 anos atrás de pista simples, enfim, as dificuldades que tinha. E quando a gente olha hoje, o que que você vê de grandes e importantes passos que foram dados no passado, que fazem com que hoje, eh, para muitos usuários de rodovia, a rodovia acaba sendo, a operação da rodovia se se transforma, como o André ressaltou na última capa, uma rodovia invisível, assim, André, assim, eu acho que a grande evolução nesses 30 anos, eu acho que é a evolução do investidor, sabe? O Brasil tem aquela
cultura do, trazendo pro lado aqui da da econôm da economia, né? Eh, nós temos uma uma visão muito imediatista, né? Sim. Então, assim, brasileiro tem aquela o investidor brasileiro, ele é o grande marco das concessões, não só de rodovias, mas todas elas, né, PPPs ou concessões, são investimentos longo prazo. Então isso hoje virou um, como você vai cada dia ano que passa, o grande mérito desse processo todo é que o regulatório vai dando mais credibilidade, né, para as concessões, paraas PPPs, né? Então você, então você vai entrar aí no nosso serviço, você nota que teve uma mudança, né? Você tem uma, né? Antigamente era só as as construtoras que entravam com a visão de longo prazo, olhando um pouco das obras, não só as obras, porque tiveram lá fora no país exemplos que eh construtoras entraram nas concessões visando as obras, esqueceram da concessão e as concessões quebraram. No Brasil já a visão já foi outra, já foi mais evoluída. construtoras entraram paraa concessão e você vem polindo hoje. Você tem hoje o mercado financeiro de fundos de investimentos, que é o nosso caso, você o nosso caso, nós temos 49% do capital da UE Brasil, ele é de um fundo de investimento que é
o Kineia, né? Então assim, os players foram mudando, mas são players de visão de longo prazo. Essa é uma evolução bacana. Você sai de do imediatismo de de rentabilidade muito curta para uma rentabilidade de longo prazo. Essa é uma grande mudança que que é a evolução dos do dos do dos 30 anos. Então assim, como você traz mais preço, você tem mais negócio, você tem mais atratividade, isso deu assim assim a a evolução do do mercado de de concessões do país. Paulo, você como economista é ótimo para fazer conta, né? E aí eu quero voltar a falar um pouquinho de leilão. A gente tem visto nos últimos leilões, né, eh, lances que nós que acompanhamos o setor considera bem bem agressivos, né? Eh, como que o E vê, eh, como que vocês se posicionam, né? Vocês acham que eh isso onde começa a competição saudável e onde a gente pode chegar num risco do contrato não poder ser executado da melhor forma, porque ter um desconto além do que é necessário para se se executar as obras, né? Enfim. Então, como que vocês observam esse momento? Exatamente. A gente tem vários players, tem vocês tm um fundo que é faz parte do grupo, mas tem
alguns que é só um fundo. Então a gente vê que a competição tá cada vez mais acirrada, né? O desconto, André, o desconto ele no primeiro primeiro ponto ali do desconto, ele é um benefício pro usuário, né? Então você tem uma conta, todo os governos estaduais e o governo federal, principalmente hoje, eles fazem conta muito bem feita. Então assim, ele ele ele tem que fazer uma conta conservadora, né? Eh, porque se você faz uma conta que você esgota, não tem atratividade, certo? Então assim, ele faz uma conta normal e nós vamos buscar os upsides, a gente vai buscar as melhorias quando você oferta um desconto desse, né? E e isso é muito interessante, mas se fosse o desconto é sempre em prol do usuário. Uhum. Pra comunidade, para pra sociedade, é muito importante que esses descontos, esse desconto ocorram, né? você não tem desconto, você tá no limite ali do projeto. Você, se você chegar no limite do projeto, você não vai ter interessados, vamos dizer assim, né? Então assim, você, esses descontos são saudáveis, né? Porque a a o ente privado aqui, ele vai estudar com mais maestria, me permita, o governo federal, com novas tecnologias, né? Sempre com a de implância do contrato,
com novas tecnologias que faz com que esses contratos estejam eh mais atrativos, né? Essa a explicação não não é não é os descontos dados eles não com certeza do da forma que as concessões são feitas hoje eles não vão prejudicar o andamento da concessionária, como já ocorreu no passado. Você tem razão que no passado os descontos muito grande eles às vezes inviabilizaram a execução, né, e a condução do contrato. Hoje os contratos são mais protegidos em relação a isso. O o o o regulatório dos contratos são mais fortes em relação a isso hoje e protege mais, né? Então assim, é é sempre em prol, né, do do usuário isso. Com certeza. Ô Paulo, eh, a gente recebe bastante eh eh os principais aí players, né, enfim, do mercado. E quando a gente fala da evolução, você trouxe um dos dos pontos, né, que foi o acesso à capital, né, a composição de construtoras, agora uma composição muito mais de operadores com fundos, né, fazendo a administração, esse mix, enfim, foi abriu as oportunidades de capitalização e de investimento na infraestrutura. No passado tinha um receio também de segurança jurídica, né, que é algo que você tá citando, né, a qualidade desses contratos, a evolução desses
contratos, a maturidade do setor ao longo desses 30 anos. O que que você pode destacar, você olhando, imaginando aqueles contratos lá atrás, né, com os contratos que tem hoje, né, esses diferenciais de matrizes de risco, o que que você vê como um grande diferencial para que os fundos viessem, né? O o o hoje, Bur ele é muito mais evoluído. Acho os contratos da da quinta etapa NTT, eles são brilhantes. Acho contat são, né? Você tem compartilhamento de riscos, tem compartilhamento de demanda, né? E essa demanda, né, por exemplo, você peg uma concessão nossa, eh, esses contratos sem banda, pegar aqui um exemplo, o 262 ali, Betim, Uberaba, né? Bacana. Tem um desconto também na da na da da tarifa, né? Ali você tem um estudo que foi feito em 2019, depois teve uma pandemia, eh o governo estadual no meio da pandemia fez um reestudo, fez depois da pandemia um estudo e quando ele licitou o fluxo estava muito maior. Então assim, nós o desconto foi dado porque você tinha um um número de veículos, uma uma utilização da rodovia acima dos estudos que o governo fez. Isso nos deu capacidade de dar um desconto maior, né? Então assim, botando um pouco aqui explicação. Então,
voltando pro tema aqui, eh, me permita aqui a pergunta, desculpa, os diferenciais contratuais que dão mais segurança. É, então você tem assim, os compartilhamentos hoje são bastante saudáveis, por exemplo, você market 100, vamos dizer que a concessionária ela fatura 100.000 por mês, por ano, né? Então assim, o intervalo entre 90 e 110, que é 10% para cima e para baixo, isso é riso da concessão. Dando exemplo aqui do dos compartilhamentos. Acima disso, 50% da concessionária, 50% você tem que ser revertido em prol de novos investimentos pro usuário. Você vai para dinheiro, você vai para uma conta, tem um banco triste, um banco eh que de confiança que o banco administra essa conta. Então o governo federal ou o governo estadual que diz assim: "Olha, pode mexer na conta para fazer novos investimentos". Voltando voltando a à dinâmica do contrato, né? Dos investimentos novos, né? para você utilizar esse dinheiro para que seja feito nosso se você tem mecanismos hoje no contrato, eles são muito mais, ele não trava muito o contrato, então a concessão fica mais ágil, mais eh mais regulada com você não tem discussões que demoram anos, como discutia no início, você discutia do anos para fazer um aditivo, fazer um reequilíbrio para
você incluir um novo investimento. Hoje ele já as prerrogativas, os contratos tem tem eh cláusulas, né, que te dá muito mais eh muito mais agilidade no contrato. Então é mais fácil trabalhar hoje, é muito mais regulado, né? Então você tem você volta a ter o mix aí a cada dia que passa de novos entrantes, novos interessados, né? E Paulo, a gente tá caminhando pro final da nossa conversa. Queria perguntar para você, recentemente o governo federal lançou o Plano Nacional de Logística, né, que é um plano robusto, pensando aí no longo prazo e principalmente desenvolvimento de ferrovia, que é uma infraestrutura cara. Eh, e a o pensamento nesse plano de logística, né, é muito de compartilhamento, né? Então você vai ter uma parte ali que vai eh por ferrovia, outra rodovia, até os portos, enfim. Eh, como que o grupo e assim, não só o grupo, mas a conversa que vocês têm, você tem com outros eh presidentes de concessionárias, né? Como que vocês receberam esse plano eh e o como que ele afeta o negócio de vocês olhando pro longo prazo, né? Vocês acham que de certa forma principalmente vocês estão muito ligados ao agro, né? vai ter menos caminhão rodando na rodovia de vocês
ou muito por como a forma ela foi desenhada, as coisas não vão mudar, vão até melhorar. É o a ferrovia é uma concorrência eh natural, né? Uma coisa que ela ela anda mais devagar. Vejo o caso aí da 163, né? BR163, por de Mirituba ali. Você foi lançar numa concessão há um tempo atrás, uma concessão de 10 anos, porque em 10 anos a ferrovia estaria pronta. A concessão vai ser renovada agora, tem uma licitação prevista agora pros próximos meses e a ferrovia ela ela não evoluiu. Vai ser questões técnicas da ferrovia, da concessão, você tem os grandes players do de ferrovia no no no país, né? Eh, e tem as novas autorizações estão sendo dadas aí no mercado de celulose, né? mercado de celuloso, você tem aí algumas concessões já sendo, algumas autorizações sendo dadas para essas para essas grandes fábricas de de celulose. Isso tá precificado, tá, André? Então, assim, quando você faz o estudo, essas possibilidades elas são precificadas, né, dessa concorrência aí com com o com o com a parte modal toda, com a ferrovia, né? Então você precifica isso quando você quando você bida, quando você entra na concorrência, quando você precifica isso também, sabe? essa possibilidade de você ter uma
perda de receita, um incremento. Vou dar um exemplo, eh, ah, vamos botar um terminal eh de grãos na sua rodovia. Normalmente é bom, porque você até o caminão chegar no terminal, você tá tendo um incremento de receita. São muitas variáveis, sabe? É a a é muita coisa. Lógico, você tem uma ferrovia do lado da sua rodovia que você concedeu, né? Você vai ter uma perda de receita. Mas assim, essa é uma concorrência que você precifica sempre quando você vai entrar na concorrência da da rodovia, que é o nosso caso. Ô Paulo, indo para mim a última pergunta. Eh, nós tivemos aí picos de leilões, né, acúmulos de leilões, né, vários leilões, né, praticamente em um pouco espaço de tempo, né? Como você visualiza os riscos disso, né? Eh, existe risco de o mercado não absorver esse grande volume, seja o mercado de fornecedores, seja um mercado de engenharia. A gente já entendeu que os contratos estão equilibrados, né? Nós já entendemos que há matrizes, enfim, fundos de investimento, formas de capitalização. Como que você entende na sua experiência de 30 anos aí no mercado, qual que é o próximo desafio que a gente tem que encarar? Eu acho que não deveria parar, sabe, Maurício? Não
tem assim, lógico que você tem o o início do governo se permanece governo atual, se mudar de governo, que seja pra gente, nós somos apolíticos, né? Tirar a política daqui, mas a gente torce que não pare, né? Às vezes as concessões hoje são muito robustas, né? Chegar um determinado momento que você vai ter você não vai ter rodovias, né? que eh não tenha tanta atratividade, mas aí a gente tem que ter a a o jogo de cintura, o governo federal com apoio do do da iniciativa privada de você fazer concessões mais lightes, né? Concessões mais leves, né? É, eles eles já discutem possibilidade de PPPs, né? É, PPPs, talvez aí PPPs, eu acho que PPPs é bem-vindo, mas eh concessões com menos menos capex, menos capex, né? Talvez os tempos de atendimento maiores, né? Então você tem menos fluxo. O cara em vez de esperar uma hora para ser atendido, ele vai esperar 1 hora e meia, 2 horas talvez, né? Hoje espera na rodovia, tu sabe, não tem nem atendimento, né? Então assim, camião por aí a fora que passa dois dias parado esperando às vezes sem conectividade, fica no limidade, né? Então as concessões hoje a conectividade cada dia que passa com as
parcerias, ela foi bem lembrado, né? Porque ela tem nós estamos aqui, eu gosto de falar muito disso porque a vanguarda é pra gente tecnologia é a gente tem 100% de rodovias nossas Mato Grosso do Sul é 100% de cobertura, né, de LET 4G com CFTV, né, então assim famoso IT lá que é o internet das coisas, né? Vamos começar aqui na 153 com um ano e meio de antecipação na na entre Betim e entre Uberaba, perdão, e Hidrolândia lá perto de Goiânia já. Eh, o ano que vem a o CFTV tá já tem conetividade 100%, né? Já estamos 100% de conetividade. Usuário que entra lá e já tem telefonia na rodovia, tão todo. E o ano que vem nós vamos implantar já o CFTV. Então isso dá mais conforto pro usuário, né? Eh, me perdoe, mas nessas rodovias que ainda não são concessionadas ou PPPs, a pessoa, o usuário ainda fica numa situação bastante desconfortável, desconfortável, né? Então assim, é você mandar sua família numa rodovia que você tá tá conectada, você vai rastreando ela, fazendo chamada de vídeo o tempo todo, né? Isso é muito muito legal. Então assim, eh, o as rodovias que não têm esse tipo de atendimento, acho que os governos
federais, estaduais, até municipais, né, você fazer concessões mais leves, né, e você fazer concessões com tempo de de atendimentos maiores, né, com menos cap, como você falou, menos investimentos, né, eh, você conseguir ter uma tarifa que seja torne a coisa com menos fluxo, mais atrativa para inícias GP privadas. E aí você pode juntar players de todo tamanho, né? Concessão menor você vai ter mais atratividade, vai ter mais players, né? Você tem construtoras de bilhão, mas tem construtora de milhões, né? que faturam por ano, esse nível aí de de de empresas, talvez de médio menor porte seja atrativo para eles também, concessões mais leves. E Paulo, agora para encerrar uma pergunta mais geral sobre infraestrutura, eh você que já tá no setor há um tempo, que que você espera que o Brasil como um todo avance nos próximos 10 anos, né? Imaginando que há 10 anos você não imaginava que algo estaria sendo implementado agora, né? como, por exemplo, sei lá, o flufow de fato. Eh, então o que que você espera que a gente avance e que você acredita que a gente precise avançar no setor de infraestrutura como um todo? A economia só desenvolve se você tem os ciclos, né, de crescimento, tal, tal,
para você atingir o nível de desenvolvimento, né? Então, assim, e esses ciclos no Brasil a gente sofre muito porque eles são muito rápidos, né? Então, vai, sobe, desce, né? Quando você pega a média ali, tem estatus que cresce mais. Mato Grosso do Sul. Mato Grosso. Às vezes a gente brincava, né, que era meia Índia, né, parece 5, 6% ao ano às vezes, né? Esse ano Mato Grosso do Sul, no nossas rodovias tá lá hoje 1,5%, 1,8% acima do ano passado. Já não tá. Você vê que o ciclo foi muito rápido, né? Então, eh, o Brasil não consegue crescer mais que isso, primeiro por causa da educação, né? você, se você não educa, vira um ponto de estrangulamento. Então assim, as pessoas não estão habilitadas a crescer. Segundo ponto é que você, como você não tem infraestrutura, você vira outro ponto de estrangulamento. Você não cresce porque você não tem como escoar, você não tem como circular essas coisas, né? Saneamento, né? Saneamento é reflexo direto na na saúde. Então, se você você vai, se você não melhora infraestrutura, né? Se você não melhora, tira esses pontos de regularimento, não fica aí 2%, 1,5% ao ano de crescimento, entendeu? A gente tem que partir realmente uma
visão mais de educação, infraestrutura para que a gente tenha um crescimento constante para que se vira um desenvolvimento do país. Ótimo, Paulo, eu queria agradecer seu tempo, agradecer a presença aqui no exame infra e deixar a porta aberta pros próximos programas. André Maurício, muito obrigado, né, que pra gente mais uma vez uma honra estar com vocês e aí a oportunidade de falar um pouco, voltando aí dos invisíveis, né? É a possibilidade de você deixar um pouco um pouco invisível aqui, né, nesse grande meio de comunicação de vocês aqui, né? Agradecer a vocês aí essa a sua oportunidade. Muito obrigado. Obrigado, Paulo. Agradecer o Maurício mais uma vez. Eu que agradeço, André. e agradecer você que nos acompanhou até aqui. Curta esse vídeo, compartilhe e siga a Exame nas redes sociais, além de acessar nosso site, porque temos a editoria dedicada à infraestrutura com notícia de leilões, desafios e também eh todo o ambiente de infraestrutura do Brasil. Até a próxima. Oh. Oh.