Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio do episódio. Pode conter pequenas imprecisões.
Olá, esse é o Exame Infra, seu podcast que discute o presente e o futuro da infraestrutura brasileira. Hoje estamos aqui em Brasília no primeiro Exame infra, fora dos estúdios da Exame em São Paulo, na Bienal das Rodovias. Maurício Malanconi aqui do meu lado. Maurício, conta um pouquinho como que tá sendo essas conversas que a gente tá tendo aqui com quem decide o futuro da infraestrutura. André, tivemos dois dias aí bastante
intensos com os principais líderes do setor de infraestrutura. falamos com ministro, falamos com diretoria de BNDS, falamos com os principais eh executivos do setor. Então, o podcast algo externo, né, primeira vez, inédito, mas espero que vocês gostem. Tive conversas bem propositivas para setor, pró infra e o Brasil tem muito que investir. Um dos temas que dominaram as discussões das nossas conversas aqui no estúdio da Exame Infra foi taxa de juros. De
concessionárias ao governo federal, todo mundo foi unânime. Queremos taxas de juros menores para conseguir manter o volume de investimento e infraestrutura. Eu acho que a gente tem que ter projeto, como você acabou de falar. Só de concessão de rodovia tem 57 em estruturação. Não tô falando da carteira desse ano, não. Tô falando dos próximos 4 anos. Eu acho que é esse que é o caminho, olhar pra frente e ter projeto.
Ferrovia, a gente também tá com uma carteira de projetos. Eu acho que a gente tem uma carteira de hidrovias para sair do papel. Eh, e a gente precisa construir a agenda. Eu reclamei um pouquinho da taxa de juros aqui. A gente precisa ter um cenário de investimento no Brasil que olhe não para 2 anos, que olhem para 15, 20, 30 anos. Esse dinheiro não precisa o cara, esse equit, esse financiador ele não pode olhar pro Brasil para retirar imediatamente o
dinheiro dele. A gente dá, tem que buscar esse tipo de investidor para o país. E a a Debentras é um instrumento bacana porque ela tem benefício tributário, ela pode serda no exterior. Fizemos a emissão agora da de ferrovia. Eu acho que é um instrumento que já tá maduro para a gente iniciar esse ciclo de busca de projetos usando a infraestrutura. O Banco Central do Brasil tem autonomia, tem que ter autonomia e é o Banco e é o Banco
Central que tem que que determina a taxa de juros. E a gente respeita isso e acredita que tem que ser assim. Só que tem que a gente tem que ter um debate porque eh a taxa, o o obviamente o presidente Lula tá criando as condições para que a taxa de juros caia, mas a gente tem que discutir eh de uma maneira super transparente a velocidade dessa queda. Assim que a que as taxas de juros caírem, um setor que tá vivendo uma revolução, que é o
setor de infraestrutura, esse governo fez uma revolução. O, na gestão do presidente Lula vai ser investido mais de 1.1 tri de reais em infraestrutura. O Ness vai aprovar 300 bi para infraestrutura. É muita coisa, mas a gente precisa dobrar. a gente e para dobrar por a gente vai ter que a velocidade da taxa de juros vai sim determinar a velocidade do investimento em infraestrutura daqui paraa frente. Não tem esfriado o apetite dos
investidores, até porque existem soluções hoje que tentam minimizar os contratos, as concessões dos leisões que estão ocorrendo sob esse contexto. Agora, é claro, a taxa de juros, não só para as concessionárias, a taxa de juros tá cara, a gente precisa trabalhar para essa redução, porque para além, né, de você ter a retomada econômica, taxa de juros menores significa tarifa menores. E tarifa menores é bom para todo mundo, né? Então, a gente aposta muito nisso. A
gente espera que no curto espaço depois a gente consiga construir uma resposta macroeconômica de redução das taxas de juros no nosso país. O Brasil tá batendo recordes históricos de investimento no setor de infraestrutura. eh, não só de rodovias, mas também infraestrutura como um todo. Esse ano, somente esse ano, de acordo com dados da BDIB, estão previstos 300 bilhões de investimento, acontecendo, né, efetivamente gastos esse ano. 84%,
vamos arredondar para 85% quase desses investimentos são realizados com financiamento privado por meio de instrumentos como debentories incentivadas, debentor de infraestrutura. Então, de fato, a gente vê o setor privado financiando a infraestrutura eh eh do seu país, né? poupança privada financiando a infraestrutura. O que que pode ajudar muito nesse processo para que ele continue? A redução de juros. Realmente
a juros, como nós temos hoje, os maiores juros reais do mundo, eh isso fica difícil a gente conseguir dar viabilidade a isso. O papel do BNDS é fundamental. Obviamente o Bend cumpre um papel eh muito específico nesse setor da liquidez, da viabilidade, um bolso profundo, mas a gente precisa encarar a questão de juros de frente. E encarar a questão de juros significa encarar resultado primário do governo, insuperável de déficit superável de
primário do governo fiscal. A gente precisa olhar paraa frente. A gente tá em ano de eleição, teremos aí mais os próximos 4 anos de um de um novo governo, seja ele de esquerda, de direita, né? Seja do presidente Lula, seja de outros candidatos que se apresentam. Mas o fato é, o governo que ficar no no Brasil vai ter que encarar a questão fiscal com seriedade, com bastante eh eh ênfase, porque é exatamente o resultado fiscal que vai
impactar no final do dia lá na taxa de juros. E a gente precisa ter taxa de juros mais competitivas, porque a gente disputa o mercado global, né? O mercado brasileiro tá inserido de infraestrutura, tá inserido no mercado maior. O investidor tá olhando pro Brasil, mas tá olhando pro mundo como um todo. E a gente tem que trazer esse investimento para cá. Tivemos oportunidades também de conversar com SE concessionárias que reforçaram um volume
de investimento bilionário pros próximos anos em rodovia e também reforçar o apetite para novos leilões. A gente eh pretende encerrar o ano com 35 leilões, já fizemos 24. Uhum. Desses 24 nós já contratamos 268 bilhões de investimentos. Só para vocês terem uma ideia, quando a gente começou os contratos de concessão na década de 1990 até 2022 foram investidos pela iniciativa privada 129 bilhões. Nós
temos 268 já contratados. Vamos fechar o ciclo então com 400 bilhões. É muita coisa, né? E principalmente no ano de eleição, né? Então, a gente conseguiu acelerar, né, a estruturação de projetos, uma atuação eh do Ministério dos Transportes bastante intensa, né? O ministério seleciona quais são as rodovias que serão concedidas, utilizando então o estudo do PNL com todo o planejamento, corredor logístico, a gente contrata os estruturadores, a
gente refina esse projeto, entrega paraa NTT que faz audiência pública, quer dizer, o projeto é novamente alterado com a visão da da sociedade civil e depois com a visão regulatória. Então são momentos muito importantes que vão colocando camadas nesses projetos. O investidor vai buscar onde tem bons projetos e tem um retorno e ele acredita que o Brasil e o Brasil é um cumpridor de contratos. Então tivemos Rota da Gerais no início do ano tem 16 251 que a
Eco voltou o programa de concessão, mas teve dois outros ali participando na disputa. Tivemos agora a Rota dos Sertões também com um novo entrante, um consórcio fortíssimo inclusive com retorno da Odebrech. O EPR tem um portfólio de sete contratos de concessão, sendo quatro no programa federal e três no programa mineiro de concessões de rodovias. Nós totalizamos hoje pouco mais de 3.600 km sobre nossa administração. O nosso programa hoje eh
totaliza algo na casa de 53 bilhões, mas em 30 anos, né? sendo que os contratos de concessão nos dois ambientes que eu mencionava, eles trazem um regramento muito parecido com etapas contratuais que iniciam com requalificação inicial das rodovias, depois passam por recuperação da infraestrutura, ampliação, né, e por fim manutenção até o final do contrato. Então, cerca de 40% desse total podem estar alocados ali nos primeiros 10 anos, o restante eh nos
demais 20 anos. já que todos os nossos contratos são 30 anos de duração. Olha, a gente tem em média 20 bilhões em CAPEX contratadas a serem executados nos próximos anos e e a gente tá iniciando aí um grande ciclo de investimentos desses contratos que foram assinados nos últimos 3 4 anos. A CNT, ela tem uma pesquisa, uma pesquisa eh já de longa data, as melhores rodovias, né? É, é eh pesquisa sanita de rodovias que
olha, né, toda essa eh infraestrutura viária que a gente tem. E esses dados eles trazem eh de forma clara, né, isso é evidência científica, porque são dados e pra gente trabalhar com política pública, a gente precisa de dados. Ele traz as rodovias concedidas elas são significativamente melhores do que as as rodovias que estão sobo, né? a gente tem eh 67% das rodovias concedidas, elas são classificadas como ótimas e boas. Isso
quando a gente compara com com o setor público é praticamente ao contrário. Praticamente em torno de 60 e poucos por é que é considerada ruim, péssima ou regular, né? E essas rodovias que têm uma qualidade ruim, elas têm um impacto eh muito ruim para operação de transporte. No final do dia isso tem impacto no custo Brasil, porque é custo de operação. Quando eu comecei a trabalhar com
concessão, que faz 30, quase 30 anos, não é toa que eu venciendo parada, eh a gente tinha nos contratos são os riscos, as concessionárias têm os riscos inerentes à concessão. Veja que frase aberta e e propícia a todo tipo de conflito. Hoje a gente já tem matrizes bem calibradas, com repartição de risco paraas partes, inclusive dividindo alguns riscos e com uma locação muito responsável. eh fica com você todos os riscos, porque risco é custo. Então, na
na hora que eu atribuo pro parceiro privado alguns riscos, ele vai precificar e você ou você tem um contrato caro ou você às vezes tem um contrato por quem não precificou aquele risco direito e que não pode não ser um bom player para ser atraído, um bom agente. Então, e essa essa evolução da matriz de risco, eu citaria ali como um dos destaques, os contratos também evoluíram muito, eh, em ter um núcleo duro de preservação para
justamente dar segurança jurídica, mas também ter essas aberturas pros equilíbrios econômicos, financeiros, que era o que a gente tava falando aqui nos bastidores, né, e ao longo desse evento, que durante muito tempo essa ideia do equilíbrio, da manutenção do equilíbrio econômico financeiro e dos aditivos associados a isso foi associado também à corrupção. Na verdade é algo totalmente descabido, claro, todo ato pode ser corrupto, mas o em princípio a ideia do
de manter o equilíbrio econômico financeiro é justamente você manter a sustentabilidade daquele contrato como ele foi feito. As agências estão com um déficit de 30% e média de pessoal, cortaram esse ano 300 milhões. Só com multas de um setor a gente arrecada 400 milhões, né? E nós, os agentes reguladoras, na verdade, nós não somos peso pro governo, nós somos caixa do governo. Já tem dito para outros
eh outras mídias, que nós já estamos com a água aqui em cima da boca, só respirando aqui só com o nariz. Nós juntos regulamos 70% da economia do Brasil. Esse ano de 2026 nós vamos fazer 1 milhão 1.300 milhões de CAPX. Nos próximos anos nós vamos chegar até a R bilhões deais até nos próximos 7 anos de CAPAS. É um volume muito grande. Para você ter uma ideia, só na na BR153 que liga eh Minas Gerais a Goiás, ali em
Drolândia, perto de perto de Goiânia, são R0 milhões deais só de pavimento esse ano. É um volume muito grande. Isso é geração de emprego, isso é é maravilhoso. Então o direto disso tudo é muito grande. Tudo que tá voltado para poder construir, né? Hoje nós estamos com 150 pessoas trabalhando diretamente na concessionária, fora aqueles terceirizados direto de de conserva de rotina, né? toda essa parte aí de limpeza, tudo isso e ambulâncias à vezes
terceirizad ambulâncias, mas assim são são diretos, é é um fomento muito grande paraa economia brasileira. A gente tem tem uma petite grande ainda, né?