EXAME Infra – Episódio 37 - Rodrigo Zambon – Pedágio Digital do Free Flow já reúne mais de 1 milhão de usuários e cobre 96% dos pórticos de SP

EXAME Infra – Episódio 37 - Rodrigo Zambon – Pedágio Digital do Free Flow já reúne mais de 1 milhão de usuários e cobre 96% dos pórticos de SP

O Free Flow chegou para acabar com as filas de pedágio, mas trouxe um novo desafio: como cobrar o usuário quando não existe mais cancela? Neste episódio do Exame Infra, André Martins e Maurício Malanconi recebem Rodrigo Zambon, CEO da Pedágio Digital, joint venture entre a Motiva e a EcoRodovias, as duas maiores concessionárias de rodovias do Brasil, somando 10 mil quilômetros de estradas.

Zambon conta como a empresa nasceu para resolver a interoperabilidade entre concessionárias diferentes, permitindo que o motorista trafegue por rodovias de operadoras distintas sem precisar de várias tags ou cadastros separados. Sem investir em marketing, a Pedágio Digital já reúne mais de 1 milhão de usuários cadastrados e hoje cobre 96% dos pórticos do estado de São Paulo.

A conversa passa pela recuperação de receita das concessionárias com o fim das cabines físicas, pelos desafios de inadimplência que o novo modelo de cobrança traz e pela promessa de justiça tarifária ao usuário, que passa a pagar exatamente pelo trecho percorrido, sem tarifas fixas por praça.

O episódio também discute os próximos passos da interoperabilidade rodoviária no Brasil e o papel da tecnologia na modernização da cobrança de pedágios em todo o país.

 

Transcrição do Episódio

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio do episódio. Pode conter pequenas imprecisões.

Olá, [música] sou André Martins. Esse é mais um episódio do Exame Infra, seu programa que discute o presente e o futuro da infraestrutura brasileira. Ao meu lado, Maurício Malanconi, mais uma vez, CEO da Suporte. Tudo bem, Maurício? Olá, André. Tudo bem? Graças a Deus. É um prazer estar aqui novamente. E hoje recebemos, a gente, antes de eu apresentar nosso convidado, já vou fazer uma introdução que a gente vai falar de um tema muito importante, que é o avanço eh não só de free flow, né, que acho que vai, a gente vai passar muito por isso, mas como o avanço da tecnologia nas rodovias, de como a necessidade do usuário, eh, como a necessidade da gente estar conectado, não só pensando na facilidade eh de resposta em relação a essa nova tecnologia que é o FreeFO, mas também de atendimento em caso de emergência, etc. E para falar sobre isso, a gente tá recebendo aqui Rodrigo Zambon, que ele é CEO da Pedagem Digital, Pedagem Digital, que é uma joy Ventory, entre a Motiva e a Ecorrodovias, que são as duas maiores concessionárias de rodovias do Brasil, e elas se juntaram para apresentar uma solução pro setor. Então, Rodrigo, ele

vai estar aqui para falar com a gente sobre isso. Tudo bem? Seja bem-vindo. Obrigado, André, bom dia. Prazer estar aqui, Maurício. Prazer também contribuir para esse diálogo tão rico, né? Tantas coisas aí pra gente debater. Então, feliz em contribuir. Ótimo. Contando tanto Motiva quanto Eco, eh, a gente tem 10.000 km de rodovias, né? As duas, cada uma tem ali mais ou menos 5.000 km de rodovia. E a Pedago digital se insere já nesse desafio eh grandioso. Eu queria entender como que foi a a concepção, né? Você chegou, acredito que você chegou já na concepção também. Queria que você contasse um pouquinho essa história, mas como que foi essa concepção e qual que é o o gargalo? Qual que é o o problema que a pedagem digital nasceu para resolver? Excelente ponto. Primeiro, acho que para um contexto, né? São duas grandes eh concessionárias que se juntam para construir e aqui acho que um statement importante que é uma plataforma da mobilidade rodoviária no Brasil. Acho que essa é a essência da pedagem digital. Mas voltando, né, eu vim um pouquinho pós concepção, digamos assim, né? de uma experiência não eh extensa no universo das concessões, eh justamente porque eh para honrar esse compromisso

dos controladores em trazer uma capacidade de olhar pro usuário e destravar gargalos, né, que podem ser destravados agora com a digitalização, como você abordou bem. Eu acho que dá na origem uma substância para que a companhia ganhe robustez mais rapidamente, né? E no segundo ponto da sua pergunta, qual que é o nosso propósito, né? É a visão de que a gente precisa executar claramente é de sermos a plataforma de referência paraa mobilidade rodoviária no Brasil. Isso vai passar por nós aplicarmos a tecnologia, eu diria, para suportar três stakeholders importantes. O primeiro, né, é o usuário propriamente dito, dar a ele, então, opcionalidade, serviço, uma relação verdadeira durante estágios da jornada dele. Segundo é a própria concessionária, que tem agora a oportunidade de com tecnologia trazer para si mais segurança em elementos de arrecadação, de recuperação de receita, de acesso a dados, auditabilidade, etc. e tal. [roncando] E o regulador, não menos importante também, porque ele espera que a partir da regulação problemas se resolvam, um deles a interoperabilidade,

o melhor suporte ao usuário, a possibilidade de meios de pagamentos. Então acho que nós temos aqui um espectro muito amplo para podermos atuar e obviamente será da nossa capacidade executar esse projeto para poder entregar essas respostas ao longo do tempo. E pensando um pouco nesse histórico dos pedágios, né, a gente sempre viu que os esforços das operadoras de rodovia sempre foi em busca de reduzir a fricção do usuário, né? Nós tínhamos o pagamento em espécie, depois tinha o próprio dinheiro adulto, que a gente comentou um pouco antes, né? Eh, o papa fila, depois vieram as tags, né? E agora perfeito. O freeow. Você vê, eu acho que até antes do freeow tinha o pagamento com aproximação, com cartão de crédito, enfim, é, utilizando de cartão, né? Cartão de aproximação, enfim, são vários métodos que vieram buscando reduzir as tão conhecidas filas de pedágio, né? Hoje a gente vem para esse estágio do FreeFlow, que utiliza eh a leitura de placas, né? Eh, você vê dentro dessa evolução, o FreeFlow é o estágio final ou é o início de uma nova jornada? Uf, boa pergunta essa. Maurício já me pegou aí. Primeiro vamos fazer uma perspectiva histórica, porque eu acho que importante porque ela conversa com o que eu entendo que é a curva de adoção,

esse processo de adoção de uma nova tecnologia. Você citou excelentes exemplos, né, que conversávamos antes, né? No passado você pagava com dinheiro, eram cápsulas de dinheiro no no na cabine de pedágio e por sucção elas iam para um um uma sala cofre, um carro forte, ia no estabelecimento da concessionária, na rodovia retirava valor monetário para fazer resgate. Hoje isso é menos de 2%. Então, essas infraestruturas de coleta de dinheiro por sucção, aqueles dutos, isso hoje é quase uma peça de museu. E eu acho que em perspectiva antes o usuário ele parava numa praça de pedágio muito tempo, depois ele para pouco tempo e com com os pórticos hoje ele não precisa sequer parar. Então a modalidade muda para pagamento por placa. Eu acho que isso é uma evolução importante porque traz alguns elementos. A primeira é facilidade ao usuário. Segundo, ela reduz, né, emissões de CO2, mas também reduz frção eh na rodovia. Eu acho que esses elementos tecnológicos só trazem benefício. Sobre a sua, a outra parte da sua pergunta, eu eu não saberia dizer onde o futuro nos leva, porque a fronteira tecnológica se expande tanto a

cada dia. Mas eu acho que é correto dizer que nós, da maneira como nascemos, uma empresa um centrada no usuário, dois 100% digital, AI first, [roncando] e que busca, né, das referências do mais além do horizonte que a gente enxerga, uma execução com pés no chão para poder fazer. Então, eu acho que é mais correto, mais austero responder que talvez existam evoluções futuras. Também é correto dizer que Pedáo Digital quer estar, né, nesta fronteira caminhando em tudo aquilo que for oportunidades de trazer através da digitalização soluções para esses três stakeholders que eu nomeei antes. Então, o compromisso de ajudar a construir essa jornada, né? É isso. E e o eu acho esse um elemento fundamental. obrigado por trazer uma empresa, né, de capital nacional, então, eh, de investidores longevos, que tem um compromisso legítimo com a agenda de investimento de longo prazo do país. Eu acho que isso primeiro é um ponto salutar, [roncando] depois de fato um entendimento de que precisa, é necessário um agente, não, né, não seremos o único, eu imagino. Então, queremos ser por meritocracia um dos dos principais que vai ajudar [roncando]

destravar gargalos do setor com tecnologia. Então, times formado por pessoas que não vieram necessariamente desse universo, mas que entendem de UX, DIUI, né, de CX, de digital, de AI, para poder obviamente trazer essas soluções. E é o caminho que a gente agora inicia. E Rodrigo, eu queria que até você explicasse pra gente. Tem uma audiência qualificada, mas acho que principalmente assuntos como como FreeFow, pedágio, eles atraem assim eh toda a população brasileira. Eh, a pedágio digital, ela não é responsável por instalar os prótpos. Ela não ela não é eh necessariamente a a responsável pelo modelo, mas ela apresenta uma solução, principalmente quando a gente vê a questão de pagamento, né? queria que você explicasse um pouquinho quais são os os as soluções que vocês oferecem para quem instala o aplicativo de vocês e entender o que você pode abrir de números hoje, de quantos usuários utilizam diariamente, mensalmente o pedago digital. Tá bom? Então vamos, eu vou começar no inverso da sua pergunta, alguns números, né? Mas lembrando que nós recém-nascemos, somos uma operação de poucos meses e que iniciou operações agora início do ano. Então, sem absolutamente nenhum marketing, com uma primeira versão do aplicativo, a gente já coleta aí sem absolutamente nada, uma

base maior de 1 milhão de usuários já cadastrados, sem absolutamente nenhum esforço de marketing. Eu acho, eu acho isso incrível para uma plataforma recém inaugurada. quantas startups, né, demoram anos para adquirir uma base. Então, mostra o potencial e, de certa forma, a carência do setor para essa esse tipo de solução. Vamos lá. O que pedágio digital entrega? Acho que de novo, eu sempre volto aos pilares, né? Existe uma um conjunto de carências do regulador, do concessionário e do usuário, mas importante usuário. Então, eu acho que é primeiro a plataforma segura. Se ele baixa o aplicativo, ele consegue consultar todas as passagens de pedágio que ele teve no histórico, poder fazer o pagamento destas passagens. Mas não somente isso, também hoje Pedago Digital é a plataforma de referência para você acessar e descobrir que olha, teve uma passagem aqui que não tá paga, então você consegue fazer um pagamento de passagens anteriores, o que eu acho que pra gente é interessante como usuário, né? Opa, tomo consciência de que eu tinha algo aqui, tô regular agora. pro concessionário, importantíssimo, porque você ajuda ele recuperar receita e pro regulador importante também, porque ele não vai ter a pressão de depois fazer um um reajuste, porque desequilíbrio econômico de de contratos e assim por diante. Então, a proposta de valor neste

momento, ela tá ao redor de dar acesso via aplicativo ou via usuário de maneira segura, acessar as passagens em freeflow dele, pagar passagens anteriores de maneira muito simples, né? ao longo do tempo, acho que é importante dizer, na mesma resposta, se você me permite, André, nós enriqueceremos ela com outras ofertas, porque certamente falaremos disso. Existem outras eh fricções, Uhum. que pedágio Digital, obviamente vai destravar para que a gente possa robustecer a solução, enriquecer mais a proposta de valor pro usuário, tá? E aí quando a gente olha, vocês, você falou que são poucos meses de operação, vocês já estão com uma base de 1 milhão de clientes, né? Esperamos aí. E qual que é o a meta traçada desse primeiro ano quando vocês completarem a operação pros próximos dois anos? Porque mais uma vez a gente tá falando de 10.000 km de rodovias, né? Passam muito mais de 1 milhão de pessoas nessas rodovias. Nem todas tm o free flow, etc. Mas assim, qual que é o o o mínimo ali? Talvez, acho que tá seja esse conceito, quando já tiver eh uma campanha de marketing, isso tá sendo disponibilizado pra população de número de usuários

dentro do aplicativo. A gente não trava uma meta em número de usuários. Há conquistas importantes que levarão aos usuários. Então vamos a elas. Acho que o primeiro elemento fundamental para sucesso da pedagem digital é interoperabilidade. Esse é um elemento relevante. Então, temos que ser capazes de construirmos um mecanismo de adesão dos diferentes concessionários. Lembrando que para todo novo concessionário operando em freeow, né, também pela regulação, ele tem que oferecer lá uma solução digital, um app a partir do qual o usuário consiga consultar as suas passagens, consiga ter lá um botão de SOS para poder acessar o centro de controle operacional da concessionária, ter um, como a gente chama, um broadcast e notificações de trânsito. Então nós temos que resolver a interoperabilidade trazendo para cada concessionária uma solução de baixo custo tecnológico e que seja, eu vou dizer sexy, aderente o suficiente para as necessidades dele. E neste modelo de adesão, sermos cada vez relevantes ao ponto de o concessionário nos ver como um caminho óbvio. Olha, o usuário ele usa a planidade digital antes de entrar na minha concessão. entra na minha concessão e depois da minha concessão ele já é usário do pedáo digital de novo. O que que eu tô fazendo aqui? Eu preciso então ser aderente.

Então eu acho que existe um modelo de interoperabilidade muito importante nessa fase inicial. Eu colocaria isso como uma das principais metas. Existe uma [roncando] outra meta que é a gente começar agora a tratar das frições. Então, quais são os elementos que impedem o usuário de baixar o aplicativo ou de interagir com o site? são nesses elementos, né, que a gente tá trabalhando para enriquecer, como eu disse antes, robustecer a solução. Existe um outro elemento que eu acho que é muito importante, que é como nós contribuímos para enriquecermos o entendimento do setor sobre como a digitalização pode bem servir o usuário. Então, nós participamos de 100% dos grupos de dos grupos técnicos da NTT, contribuindo mesmo para ajudar a enriquecer o entendimento, acelerar essa curva de aprendizado sobre como a regulação se fortalece e como nós podemos ser uma solução por setor. Então, metas de curto prazo, eu diria que são essas. As de longo prazo são exatamente essas de eh estarmos muito neste plano da mobilidade digital. você fez uma matéria muito boa recentemente que falava das concessões, foram 24

concessões nos últimos 6 anos, mais de 180 projetos de mobilidade eh do governo federal. Então, acho que existe uma esteira de oportunidades muito grande pra gente incluir a Pedago Digital como um elemento fundamental nesse grande projeto nacional aí de mobilidade rodoviária. E por que não dizer, né, se no futuro a gente chega lá de mobilidade urbana, tá? Então, ô Rodrigo, eh quem tem a tag hoje ele já tem a jornada completa de pagamento resolvida, né? Com o fre, as pessoas que pagavam em dinheiro ou em aproximação, cartão de aproximação na própria cancela, ficaram um pouco perdidos com relação ao formato de como fazer o pagamento dessa tarifa, né? Eh, você citou aqui, o André também destacou a amplitude das duas maiores operadoras do Brasil, que são as a as sócias da da Pedágio Digital. Mas ficou uma dúvida para mim aqui, eh, a consulta da placa, seja através do aplicativo ou seja através do portal, do site de vocês, busca somente as placas dentro da abrangência dos dois grupos ou todas as

todos os freeflows e todos os pórticos do Brasil? A gente precisa acessar as bases de dados das concessões que já estão aderentes, né, como ponto de partida. E as passagens anteriores servem para as passagens que foram em pórticos ou não pórticos também. Acho que esse é um ponto importante. Então, por isso que eu falei que o elemento da rede de adesão é um é um ponto fundamental e eu [roncando] entendo que é exatamente o momento dessa dessa curva de aprendizado, né, né, Maurício, que acho que o TEG já atingiu um grau de maturidade, por óbvio, muito mais elevado, são décadas aí. Uhum. e nós obviamente iniciando. Então o que temos que cvar são as opções de pagamento, as opções de digitalização, a solução tecnológica que permitirá ao usuário, né, através das interfaces e dos momentos de contato com a na jornada dele, eh, [roncando] usufruir e substituir eh por outras alternativas ou eleger essa porque ela lhe serve de maneira mais ampla. ele pode ter contato com ela em diferentes momentos da jornada e assim por diante. Então, acho que aí é um universo bastante grande pra gente explorar. O que a gente fala é que pensar ao longo prazo é muito fácil,

porque o campo das possibilidades ele é muito grande, então fácil sonhar. O importante é a gente saber qual o melhor próximo passo para que a gente acelere. E eu acho que é importante dar esse reforço aqui. Nós temos um papel, no meu entendimento, muito importante agora na educação do usuário. A proposta de valor, ela inicia e se expande. E temos que contar essa história ao usuário de maneira gradual, de maneira verdadeira e dar a ele gradualmente as soluções. Então, iniciaremos agora de fato campanhas de marketing. Uma parte importante, ela é educativa, os órbitos entender como é que funciona esse novo bicho aí chamado Free Flow e será o nosso papel educá-lo. Então, acho que é aí é aí que a gente está. Perfeito. E acho que aproveitando a pergunta do do Maurício, eh, vocês veem as tags como um complemento, eh, ou como uma concorrência direta, porque assim, a gente viu com os dados do governo federal, quando houve a suspensão das suspensão provisória das multas de free flow, a gente teve três três milhões de multas, né? 3 milhões de multas, muita coisa assim, eu imaginava

que as pessoas tinham mais tags. Eh, esse é um bom ponto. Então, assim, como que vocês vem? Vocês acham que é uma concorrência ou é um complemento? Eu acho que é, vamos primeiro olhar o universo, o o mercado total acessível, o universo de tags, se você colocar em proporção do mercado total de usuários rodoviários, ele é talvez se muito 20%. Então, quantos outros usuários existem neste neste universo? Acho que esse é um bom ponto de partida pra gente trazer um pouco de paz para esse para essa conversa. E eu entendo que é um modelo de opcionalidade para usuário. Então, se temos o usuário A, tag tem o usuário B, é a opção dele ter. E se somos bons o suficiente para oferecer a ele algo que o satisfaça, que bom. Então, a maneira como enxergamos é, temos que conquistar o nosso espaço, porque o desenho futuro da regulação prevê o modelo da interoperabilidade, um, o modelo do freeow. Nós estamos respondendo já a esta necessidade. A gente nasce com essa premissa. E eu de novo digo, sempre repito pro nosso time, temos que ser, temos que ter uma abordagem que temos que ter o mérito de conquistar o espaço com o usuário. Então eu vejo isso de

maneira muito mais simplificada. É óbvio que temos que executar uma agenda, André. Mas se a gente olha o total, o mercado total acessível, se a gente olha a possibilidade de opcionalidades, eu acho que há um espaço muito bom pra gente ocupar de maneira muito respeitosa com os demais agentes econômicos presentes. Então, beneficiamos o usuário por opção, beneficiamos o concessionário, beneficiamos o regulador de certa forma. Então, acho que todos ganham. Rodrigo, eh, a gente recebe bastante convidado aqui que fala sobre o ranking da CNT, né, das principais rodovias do Brasil. Eh, e eles destacam, eh, que no ranking não existe o critério da prestação de serviço, né? É, você olha só a infraestrutura como um todo, a infraestrutura rodoviária, mas o critério de prestação de serviço não vai eh como critério de avaliação no ranking. Eh, com base nisso, né, com base com base nessa informação, essa percepção do usuário, né, do valor da tarifa paga, o que que vocês vem que a pedágio digital pode agregar no futuro de melhor experiência para esses usuários? O, uma frase que eu ouvi muito no início desde o da minha chegada foi da

possibilidade da gente trazer justiça tarifária ao usuário. O modelo FreeFlow de fato entrega isso. Então, acho que isso é um golaço feito eh neste novo nessa, nesse novo modelo. Nós temos que ser parte dessa resposta. Então, acho que nesse sentido a gente é a plataforma a partir do qual usuário então consegue acessar. Lembre, o André mencionou isso numa pergunta anterior. Nós não temos esse capex necessário. Então, por sermos digital, a gente consegue operar num volume, num nível de transação, onde o curso unitário, obviamente vai ser, por óbvio, muito mais muito menor. [roncando] Eu acho que isso dá uma base de sustentabilidade pro próprio negócio no no na cauda longa, né, no longo prazo. O segundo ponto da sua pergunta, acho muito pertinente, que é o serviço ao usuário. Então, de novo, eu já repeti, eu já falei, vou repetir aqui. Colocar o usuário no centro, eu acho que não é necessariamente algo frequentemente ouvido, né? Eu acho que essa chance que nós temos de, de fato, a partir de um desenho de uma proposta de valor digital somada a toda uma infraestrutura de serviços providos pelos concessionários, colocar o usuário no centro para fazer com que, como a gente brinca, com que a

rodovia ouça o usuário. Uhum. ela se comunique com ele naqueles naqueles momentos da jornada onde ele pode acessar o aplicativo e então interagir. Então, quantos mais serviços podemos adicionar que vão servir ao usuário? Então, acho que as possibilidades aí são enormes. A gente de fato começa a trazer, eu acho, até mais cidadania pro usuário, porque o feedback começa a vir mais rápido, você começa a eliminar aquelas barreiras que são as desculpas. Olha, não chegou a informação a minha, eu não consegui a informação a tempo. Bom, a informação tá no tempo da velocidade da digitalização hoje, com processos extremamente digitalizados. Então eu acho que isso traz segurança, acessibilidade pro usuário e traz muita segurança também paraa concessão, muita previsibilidade e muita segurança também pro regulador. Rodrigo, você repetiu mais de uma vez aí uma palavra longa, inte interoperabilidade, eh, falando que é um é o é o passo seguinte da Pedag. Eh, a gente sabe que isso é basicamente atrair mais empresas para dentro do ecossistema de vocês. Eh, eu queria entender como estão essas conversas, eh,

quais são os desafios para romper essa barreira inicial que vocês vêm. Claro que vocês têm seis meses de existência e de operação de fato, mas como como que tá sendo encaminhado para que realmente a pedagem digital consiga ser um aplicativo, né, uma solução, tenha todas as concessionárias ali dentro eh desse ecossistema? Eh, queremos chegar a um ponto de massa crítica tal que a gente denomina um ponto de não retorno. Eu diria que o gravitas ao redor de pedáo digital, por pelos controladores, ele é muito positivo. Uhum. Então é muito natural. a gente nasce, eu diria, com uma com um crédito reputacional, um ativo reputacional, que eu acho muito importante nesse sentido. Para um concessionário que tem a responsabilidade tão grande, né, de assegurar uma entrega de serviços ao usuário, atendimento a regulação e também fazer, né, toda a sua parte de arrecadação, ele precisa de um player, de um parceiro de negócios que seja de fato bem estruturado. Então eu acho que isso nos dá um ativo muito importante nessa nessa jornada. E o que vivemos hoje é nós estamos falando com seão a totalidade, a quase totalidade das concessões, um olhar específico para

tudo que virá de novo, já antecipando conversas com potenciais futuras concessões. Por quê? Porque já queremos nos posicionar como uma plataforma que vem no momento zero de uma nova concessão, como uma parte da solução do concessionário. As conversas nesse momento são conversas de típicas de quem está adquirindo um novo produto, como funciona, qual o risco e o regulatório e o tecnológico e o preço e nos obrigam, né, nos estimulam a voltarmos a reforçar o modelo. Bom, tecnologicamente a gente tá bom. Essa essa essa experiência para nós é muito rica porque nos ajuda rapidamente a construirmos um pequeno lab, né, de novas soluções, como a gente enriquece e como a gente melhora e como a gente fica mais viável. [roncando] Eu acho que esse é um processo que tá acontecendo naturalmente. Da maneira como as coisas progridem, eu acho que ele é uma adoção lenta no curto prazo e uma adoção longa no longo prazo, mais rápida. Mas a gente já viu antes na história isso. Então também não nos assusta. A gente entende que esse é um processo também de educação deste modelo comercial, deste modelo tecnológico. Então a gente tá exatamente nesse estágio aí. E aí o Então o objetivo é ter todas as concessionárias dentro desse ecossistem.

Todas ambicioso, mas eu acho que parte relevante, acho que a gente consegue dizer com segurança que quer ser relevante no setor. Sim. Eh, e se a gente conseguir todos, ótimo, né? Eh, então é um do nosso trabalho de execução agora, André, ô Rodrigo, eh, uma das preocupações na implantação do freeow era com relação à inadimplência, né? Isso inclusive foi tratado em matrizes de risco, eh, junto aos às agências reguladoras, né? Hoje, as informações que a gente recebe dos entrevistados aqui é que a inadimplência tá bem menor do que aquela que era uma expectativa de inadimplência, mas mesmo assim eh muitos usuários acabam, como o André eh trouxe aqui, levando a multa eh por ter passado num freeow e não ter ido atrás do meio de pagamento para quitar aquele pagamento. Uma dúvida, eh, essa busca do usuário que passou, esse gatilho para com o usuário que passou, faz parte do escopo da pedágio digital também alertá-lo de um pagamento pendente antes que ele tome a multa ou isso fica para as concessionárias? Sim, eu diria que essa talvez seja uma das primeiras perguntas sempre que nós estamos abordando um novo concessionário para adesão. Óbvio, muito importante

esse ponto, não pode ser subestimado. Todos entendem que, de novo, é uma nova modalidade onde o usuário ele começa com um tipo de jornada diferente daquela que é da tag. Da tag você precisa despreocupar. Aqui você precisa no início ter uma construção. A solução que nós teremos, ela no médio, no curto médio prazo, ela ajuda a resolver por trazer mais a automação, mais eh soluções de alternativas de pagamento. Mas por seu, por ponto da sua pergunta, o que eu acho interessantíssimo é experienciar até agora como de fato a inadimplência ela tá num nível que eu entendo muito adequado pro estágio de maturidade do setor. Então não há sustos, há sim uma necessidade de governança. Há uma dispersão maior de os percentuais de inadimplência, no meu entendimento, das observações que temos, também muito movido por circunstâncias muito específicas de cada concessão, de cada contexto, de cada localização, eu acho. Então essa é a nossa leitura e é uma leitura muito fiel, muito bem basada pelos números. E bem, eu acho que aqui tem o elemento de você servir o usuário. O usuário, no nosso entendimento, ele

quer tá em dia com os pagamentos de pedágios, não é do interesse dele. Quando você olha o comportamento dos pagamentos, o percentual de pagamento [roncando] de pedágios, né, que ele tinha passado antes, não tinha pago, é bastante relevante. Então você tem picos de até 20% de de de pagamentos de de pedágios anteriores, o que eu acho sensacional. Mostra que o usuário tá de fato interessado em tá aderente. Somos essa solução. Então, pro concessionário, é bom que ele saiba que olha, uau, eu tenho nessa plataforma da Pedago Digital que resolve também uma dor minha, que é essa esse risco eh de não recuperar receitas, né? Então a gente resolve isso. Então para deixar isso bem claro, é uma parte importante da solução. Serve ao usuário, mas serve também ao ao concessionário. E Rodrigo, teve uma, comentei já na outra pergunta, mas essa decisão do governo federal de suspensão de multas naturalmente impacta diretamente o negócio. Sim, do contrâ de abril. Exato. E também a gente vê alguns estados. Eh, teve aqui o exemplo de São Paulo, eu não lembro qual que foi a concessão, Maurício pode me ajudar a se lembrar, mas ia começar a cobrança e ela foi adiada, foi jogada para o ano que vem, enfim, ou para um outro momento. Eh, a gente viu que no começo a

população entendia o FreeFOW como uma solução e por várias questões eh envolve também questão política. Isso acabou se acabou tendo uma outra visão dessa tecnologia. Então, resumindo, minha pergunta é: como que você, na posição que você tá hoje, você vê essas decisões políticas acontecendo e também eh as soluções que para além da pedágio estão sendo apresentadas. Então, o próprio governo diz que o CNH do Brasil, que é o aplicativo onde você consulta sua CNH, etc., ele vai pelo menos avisar quando você eh, aliás, é uma das ideias, né? ele avisar quando você e passar em algum algum freeow. Então, como que você vê, você acha que é um aliado da pedágio digital e também mais nessas decisões, como ela impacta o negócio ou se vocês veem isso com uma com uma tranquilidade? Não, vemos com tranquilidade porque entendemos o estágio de maturidade onde estamos inseridos. O Free Flow nasceu, né, recentemente, então não está maduro. Nós como nos posicionamos? Temos que ser parte da solução. Então, temos que trazer pro regulador soluções e a nossa

melhor perspectiva sobre como fortalecemos a regulação. Olhamos cada um dos eventos como bem, qual é a oportunidade que isso nos traz de talvez educarmos melhor o usuário. Então, então reforçamos campanha de marketing. Falando agora com a nossa red de marketing, exatamente a conversa foi: "Olha, como construímos mais conteúdo educacional?" Acho que essas são respostas que um agente como Apedá digital tem que entregar em circunstâncias como essa. Lembra que eu falei? É uma curva de aprendizado. Então, se a gente entende em que estágio está na curva, qual é o papel que a gente tem em toda essa longa jornada, né, de mobilidade digital, a gente tem que cumprir o nosso papel. Uma parte dele, eu acho que agora é ir além do evento do curto prazo, se a gente tem uma visão longeva, sabendo qual papel exerce agora. Então, com tranquilidade para uma síntese e sendo contributivo com a abordagem de sermos parte da solução. E eu acho que aqui ela é de trazer educação para todos os os pilares essenciais do modelo. A questão do da CNH do Brasil, vocês vem uma solução ali do governo de pelo menos avisar também como uma solução que pode ajudar o negócio de vocês? Eu acho que sim. Veja, tudo que traz

transparência e acesso pro usuário é benéfico. É do nosso é é é é do nosso desafio. É empresarial encontrarmos como é que nisso a gente contribui, como a gente constrói o negócio. A gente agora tá muito ativamente participante desses GTS, né, da NTT. Esse é um tema que tá muito em voga. da maneira como nós interpretamos, acho que isso é benéfico pro usuário. A gente só precisa agora dar o duplo, um triplo clique em tudo e saber como é que as coisas se integram e como a partir disso a gente mantém a proposta de valor ao usuário no final do dia. Então, o usuário no final do dia ele precisa de facilidade, ele clama por isso. E a resposta que todos os agentes têm que ter tem que ser nessa direção. Ô Rodrigo, eh você como um executivo digital, vamos dizer assim, né? eh dentro de um mercado bem tradicional, como o mercado da construção civil, né? eh trouxe aqui números já bastante expressivos de usuário, ou seja, é um mercado de muita informação, muito dado, eh lógico que sempre respeitando aí a privacidade dos usuários, mas vocês já vislumbram conectar essas informações e esses dados não apenas paraa melhoria da operação da

rodovia, mas também eh e não só a experiência do usuário, mas conectar para pra engenharia melhorar a qualidade, enfim, a os dados, conectar esses dados de informação de volume com os núcleos de engenharia. Acho que dois pontos para explorar na tua pergunta, Maurício. Eu vou me permitir começar pela segurança de dados. Perfeito. Porque em todas as conversas esse fórum ele é muito importante e tem uma visibilidade grande. Então, em toda a conversa com um concessionário neste esforço de adesão, este é um tema muito importante. Lembre, nós nascemos de duas concessionárias que têm os seus dados. Os dados de A pertencem a A, os dados de B pertencem a B. Então, preservar com a governança de dados necessária todas essas distintas bases é fundamental na partida. Resolvemos isso muito bem, fazemos essa gestão, é parte do nosso modelo de negócio. Nascemos preparados eh com esse design. Então, somos assim by design. E agora, obviamente, com LGPD, toda a parte de gestões de consentimento de dados, todos esses itens devidamente respeitados para

tudo aquilo agora que são evoluções futuras. E essa é uma conversa muito presente com o regulador. Então, acho que essa é a é o ponto básico. pra segunda parte, que eu acho que é a essência da sua pergunta, ao redor de como os dados servem ao concessionário. Poxa, há uma possibilidade enorme de informações, sem dar nomes, mas falando com o presidente, um diretor de tecnologia de uma das concessionárias que já são aderentes a pedágio digital, uma conversa muito rica sobre, poxa, o quanto mais podemos construir em um colabágio digital para melhor informar o usuário. Então, é um é quase um pseudo compromisso de a gente internalizar equipes para poderem pensar conjuntamente como melhor o tratar dados em benefício do usuário, mas também em benefício do concessionário. Eu acho isso fenomenal. Em que contexto isso poderia ser construído, se não contexto onde nós estamos inseridos? Então acho que aqui a gente já traz uma um valor enorme pro setor, que é gente que pensa digital, que entende exatamente desses dados, que o dado se você não utiliza meio que não vale nada. Perfeito. E dar a isso, então, a devida ao devido

valor, mas fazer disso algo que gereccome, né, um resultado pro concessionário que lhe valha, porque traz segurança, traz previsibilidade, traz eh operacionalidade e pro usuário traz também segurança, traz satisfação, traz acesso, traz um pouco mais de cidadania, como a gente chama aqui. Nós temos então caminhos já abertos para podermos discutir muito mais. E aí, nesse campo, puxa, Maurício, aí a gente fala de muita coisa. começa sempre do das dores do concessionário para arrecadação e se transportam para tudo aquilo que pode beneficiar o usuário, colebs com parceiros que querem também estar no ecossistema oferecendo serviços e por aí vai. Então eu vejo isso com muito bons olhos e a gente só tá iniciando. Rodrigo, você falou de dados. Eu queria entender eh como que vocês tratam a questão de segurança de dados, né, que a gente pensando que o aplicativo ele vai avançar e ele vai est no celular de milhões e milhões de brasileiros, como que vocês lidam com isso? E também eh sempre faço duas perguntas em uma, mas também a questão, você citou sobre a inteligência artificial, eh, que a que a pedagem digital nasceu, eh, e a que tipo de ferramentas, que tipo de tecnologias,

não só relacionado a IA, mas que você viu, você comentou aqui que você teve uma viagem recente à Europa e viu soluções lá, que tipo de tecnologias você vê de exemplo que você tá tentando trazer pro Brasil, que não são aplicadas aqui também pra gente entender, olhando paraa inovação. Perfeito. Sobre segurança de dados, eh, como eu disse, a gente nasce com isso. A melhor recomendação que eu posso dar agora para qualquer cidadão ouvindo eh esse fórum é que, ó, baixa o aplicativo porque é a melhor forma de você tá seguro, né? A gente sabe que existe a fraude, a gente não pode negar, é uma dor importante, ela é presente em muitos setores e nós também somos um agente que tem que coibir qualquer iniciativa que seja de fraudes e temos que ser um agente, né, na construção dessa segurança pro usuário. Então, baixar o app, usar o site, sempre o melhor caminho, sempre mais seguro. lá dentro você tá num repositório onde os seus dados trabalham com o nível de você de consentimento que você trata, com a segurança de transações eh dos reguladores, aderente às devidas zonas limítrofes de acesso a dados daquilo que é da concessão, daquilo que não é da concessão. Como o primeiro ponto sobre tecnologias novas, sermos AI first, eu acho que nos coloca numa proposta de valor interessante, né? a gente falava,

ó, precisamos de centenas de funcionários para termos sucesso. Sucesso da pedago digital não é quantidade de pessoas que nós teremos, né, mas é como nós construiremos uma capacidade de sermos simbióticos com os melhores parceiros de cada elemento para tudo aquilo que seja de infraestrutura bancária, para tudo aquilo que seja um design de UX, de UI, de user experience, de user interface, de experiência do usuário. Se a gente é capaz de trazer parceiros com quem a gente consegue fazer jornadas de design que respondam às dores do usuários, a gente consegue juntar muito da tecnologia. Então, não precisamos necessariamente termos dentro de casa todas as capacidades de conhecimento tecnológico. Nós temos que entender muito bem de arrecadação, jornadas mapeadas do usuário e trazermos a melhor solução para ele em cada momento. É assim que a gente tá arranjado. E como eu te disse, né, na conversa anterior, tava na Europa agora e fui para um estacionamento numa cidade na Itália, pagamento 100% por placa. Você vai num tótem, vai lá, paga. Eu achei maravilhoso. Então, esse mundo já tá, já está aí. Eu acho que o Brasil já tem

tecnologia, a gente precisa amarrá-la bem, a gente precisa fazer com que isso responda a jornadas muito bem mapeadas. Talvez esses sejam elementos que a gente possa melhorar e fazendo isso, levar as soluções pro regulador, ajudar a amadurecer um arcabolso regulatório, devolver segurança pro concessionário. Então, enfim, eu sou um pouco repetitivo nisso porque a gente fica martelando nisso todos os dias, né, André? Mas eu acho que é um pouco disso, entendeu? Somos uma empresa muito simbiótica e o IA ele está para acelerar processos de conciliação, por exemplo, de recuperação de receita, por exemplo. Isso dá pro concessionário. Muita segurança na arrecadação, muita agilidade na informação e dinheiro, bem, é o custo de capital dos dias de hoje, ele é obviamente necessário. Então, se você acelera essas entregas com segurança, poxa, todo mundo fica feliz e a gente eleva a proposta de valor da companhia. Rodrigo, eh, tem aquela famosa frase, né, que a melhor tecnologia é aquela que desaparece pro usuário, né? Você acredita que, eh, nos próximos anos essa fricção de do modelo de pagamento de na necessidade de correr atrás para pagamento vai desaparecer e isso vai ser coisa do passado? E mais acrescentando, por que que você acha, se você achar que vai desaparecer, você acha que por quê? Eu acho que é possível. Então sim, acho

que só acho que só acho que nós temos que ser esse agente, temos que ser este agente para eliminarmos essas fricções. De novo, a gente não começa nesse lugar. Então o que eu falo pro time, não adianta a gente achar que amanhã a gente entregou o sonho, nós temos que gradualmente, né, desenhar o passo a passo da construção da pedagem digital. Voltando a um comentário que fiz antes, né, tendo essa visão do além da fronteira, além do horizonte, o que enxergamos? um mundo de mobilidade dando acesso sem fricção. E voltamos ao momento presente com toda a lista de eh fricções existentes e como é que a gente elimina esta, como é que a gente elimina essa, como é que a gente elimina essa. O nosso trabalho diário, Maurício, é de exatamente endereçar cada uma dessas fricções. Então, nossa visão é de que a gente sim consegue ser capaz de desobstruí-las para um longo prazo onde o usuário não perceba como o bolo é feito, digamos assim. Ele é simplesmente fluído e a gente já vê isso acontecendo em contextos específicos. Então, por que não? Perfeito. Já tá caminhando pro final da

nossa conversa. Conversa boa passa rápido. Eh, acho que nas minhas últimas perguntas, vou dar um espaço pro Maurício também. Eh, por que que um a a sociedade, né, que vai utilizar o aplicativo, hoje a gente tá conectado e a gente já tem milhares de aplicativos no nosso celular, desde banco até de entretenimento. Por que que a pessoa vai instalar o pedágio digital? Que que tipo de acho que você já falou muito aqui, mas qual que vai ser o atrativo para além da solução de de pagamento? Porque a gente, por exemplo, aqui em São Paulo, no a Art ARTESP, ela ela tem um site onde ela consegue reunir ali, você consegue acessar a concessionária e fazer o pagamento. Eh, concessionárias que talvez não a eh eh contratem um serviço da Pedagem digital, pode ter o próprio aplicativo. Então, como atrair a a população, né? Vocês já têm vocês já começam grande com motiva e eco, mas qual que é o desafio e como fazer isso? É, não, eu acho que é excelente porque dá dá para compactar, né, aqueles elementos fundamentais nesse fechamento. Então, obrigado pela pergunta. Já são mais de 27 da nas das duas dos controladores, já são 27 concessionárias já integradas, mais CDL, táoioios, 96%

dos pórticos do estado de São Paulo. Então essa massa crítica crescendo. O que fará o usuário vir para pedágio digital é isso. Olha aqui eu tenho uma base de acesso a um universo de concessionários que eu não terei. Segundo, eu terei um acesso a uma base de estados que eu não não terei com uma experiência mais rica do que eu teria. Então é da nossa capacidade de executar para que esses elementos sejam de fato percebidos pro usuário ao longo pelo usuário ao longo do tempo. Eu eu traria a segurança, eu traria pro concessionário também todos os elementos da proposta de valor que servem a ele, inclusive a capacidade de tratamento de dados para tudo aquilo que sejam serviços ou oportunidades operacionais e monetárias. [roncando] Todo o caminho que a gente constrói, ele se resume a exatamente esses elementos. Então, garantir, de novo, vou repetir a palavra interoperabilidade, [limpando a garganta] fazendo isso com uma experiência rica para que ele acesse serviços de uma maneira mais fluída do que em outras opções. E eu acho que aí fazendo isso é um caminho de inércia, né? Superamos aquele ponto de não retorno, como eu falei. Ô, Rodrigo, só fazendo a minha última pergunta, né? Você citou fricção, tira fricção. Fricção, tira fricção, né?

Neste momento assim, qual que é o maior desafio? tecnologia, regulação ou comunicação. Eh, eu eu é difícil porque às vezes a gente faz correção de rota diário, cada dia tem um deles na frente. [risadas] Eu acho que nós damos um tratamento igualitário para esses três elementos da sua pergunta. Tem dias em que é importante a gente estar envolvido em uma discussão de como amadurecemos a regulação. Então, nós temos que ter um papel contributivo nesse elemento. Tem dias em que a gente precisa, olha, agora a gente vai fazer uma campanha, mas eu não posso lançar essa versão do app sem esse serviço. Então, vamos acelerar, né? Hoje tem uma conversa importante com parcerias nesse sentido. Então, hoje é um dia onde isso é meio prioritário e tem obviamente a parte de educação. Eu diria que dos três a que ganhou mais importância nos últimos dias na nossa agenda foi exatamente a questão da educação. Eu fico feliz porque vejo a gente capaz então de construir exatamente a relação de confiança do usuário, porque se você dá uma para ele uma informação verdadeira ou educa sobre algo que é relevante, ele sempre vai voltar você com uma com uma retribuição a essa confiança dada. E aí, de novo, somos nós entregando a nossa proposta de

valor, uma relação íntegra, honesta com o usuário. E porque educamos ele, demos todo esse acesso, a gente fecha o loop, né, oferecendo para ele serviço em retribuição, obviamente é o usuário da pedagem digital, porque também se beneficia disso. Então, [roncando] eh, são elementos que ficam disputando aí a liderança todos os dias. Maurício, desculpa não ser muito enfático na resposta, mas é como as coisas de fato são, né? E eu acho que faz parte, acho que é assim que tem que estar. E aí, Rodrigo, só mais uma rapidinha. Você falou de regulação de de e que vocês já sentam na mesa com a NTT, etc. Vocês estão nesses fóruns. Tem alguma coisa que você queira destacar que precisa, não? Do do do que entendemos, eu acho que agora é uma discussão, eu acho que estamos onde deveríamos estar. Há muitas oportunidades de a gente fortalecer a a maneira como a gente executa a nossa agenda dentro do setor. Então, a gente também aprende discutindo com o regulador. Eu não, eu não destacaria um ponto, André, que fala: "Olha, este item falta". Eu acho que nós precisamos, né? Os agentes econômicos participantes precisam de fato meio que se autorregularem. E essa é uma resposta que o regulador também espera. Eu acho que ele fez um excelente trabalho até aqui e cabe a nós agora ajudarmos a

fortalecer todo esse modelo, né, com cada um com a sua parte e a gente quer cumprir da melhor forma a nossa. Ótimo. Queria agradecer o Maurício pela condução mais de mais uma entrevista aqui no IAM. Eu que agradeço, André. Sempre um prazer. E agradecer você também. Foi uma ótima conversa. Eh, é um tema que a gente consegue, que a gente conseguiria mergulhar um pouquinho mais ainda. Então, agradeço pela sua participação e topar do convite da Exame. Obrigado, André. Obrigado, Maurício, um prazer estar aqui e agradecer você que nos acompanhou até agora. Siga a Isam nas redes sociais, se inscreva no nosso canal do YouTube e também acesse o nosso site para ler todas as notícias, todas as novidades sobre o setor de infraestrutura. Até mais. เฮ [música]

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