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Olá, [música] sejam bem-vindos a mais um Exame Infra, seu podcast que discute o presente e o futuro da infraestrutura brasileira. Eu sou André Martins, repórter de Brasil e economia e ao meu lado está Maurício Malanconi, fundador da Suporte. Tudo bem, Maurício? Olá, André. É um prazer estar aqui novamente. E no programa de hoje a gente recebe André de Ângelo, meu xará, CEO da Aciona Brasil. Ele vai falar um pouquinho sobre os projetos da empresa no Brasil, principalmente da linha seis do metrô aqui de São Paulo, que é, se eu não me engano, a maior obra de infraestrutura da América do Sul e também de outros projetos. A empresa tá em projetos de saneamento, novas parcerias e planos pro futuro. André, muito obrigado por ter aceitado o convite da Exame. N que agradeço. Muito obrigado, André. né? Muito obrigado, Maurício, pelo convite. É sempre um prazer poder tá comentando um pouquinho sobre esse nosso setor de infraestrutura e como a Siona tá colocada aqui do país, né? E Andressa, antes da gente começar a falar um pouquinho da empresa, eu queria que você contasse um pouquinho sobre sua trajetória, como você chegou eh nessa posição de CEO da Axiona e também como é liderar eh uma empresa no Brasil, nesse
ambiente complexo que a gente vê sobre desafios regulatórios, também ambiente político econômico. Então eu queria que você falasse um pouquinho da sua trajetória e desses desafios. OK. Vamos lá. Ah, eu sou engenheiro civil também, né? Assim como Maurício, sou formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, e iniciei minha carreira na Andrade Gutierres, né, ainda estagiário, fiquei 19 anos Andrade. Fui expatriado em 2007, né, onde eu desenvolvi negócios na Argentina, no Panamá, República Dominicana, Venezuela, Equador, ou seja, vários países aí. E entre 2007 e 2016 foi aonde eu deixei a empresa, ainda expatriado na época. E enfim, e nesse período de Andrade, né, eh, que é uma excelente escola de engenharia, né, tive oportunidade de atuar na área comercial, atuar na área técnica, proposta, execução de obras. Então, acaba que pro nosso setor de infraestrutura é um é um currículo bastante completo, né? Até que em 2018 eu fui convidado pela Siona para integrar o grupo e e voltar ao Brasil, que ainda estava fora do país nessa época. Então, em abril de 2018, eu voltei ao Brasil, já na posição, né, como o CEO aciona Brasil e para justamente dar andamento nos projetos que a empresa já tinha no Brasil e desenvolver novos negócios, né? Para quem não conhece,
Axiona é um grupo espanhol com mais de 100 anos, né, e familiar ainda, né, e o e ela já está no Brasil há mais de 27 anos. entrou aqui no ano de 96, 97, eu creio, né, num projeto, uma concessão rodoviária no sul do país, né, e desde aí então passou por vários momentos, né, momentos com alguns bons contratos, momentos com poucos contratos, mas sempre acreditando no país, né, desde essa época. Então, tivemos obras bacanas como a sala São Paulo, que é foi a reforma da estação Júlio Prestes, que fez 26 anos já, né? Hoje ainda é uma das melhores, tá entre as 10 melhores salas sinfônicas do mundo, né? Tivemos participação, fizemos dois lotes do Rodo Anel, né? Fizemos um mega porto que é o Porto do Açu, né? No Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, na cidade de Campos de Goitacaes, né? Uma tecnologia nova na época que era de caixões, o porto, um porto de águas profundas que ainda não tinha sido executado no Brasil. Então, a senão com muita experiência nisso na Europa, acabou trazendo isso para cá, né? Mas sem dúvida nenhuma, o expoente da Xiona foi em partir do final de 2020, quando nós assumimos a concessão, né, da linha se do metrô de São Paulo, né, com a responsabilidade de executar as obras, né, e depois das obras prontas fazer, né, a a operação dessa linha por 20 anos, né? E é como tu dissestes, André, hoje é a maior obra da América Latina em execução e em PPP ainda, né? Então o o
hoje temos mais de 11.400 pessoas trabalhando lá, né? Né? Com previsão aí de de Provavelmente nós vamos vai me fazer alguma pergunta específica da obra, eu deixo [risadas] para depois isso, né? Tá bom. Ô, André, pessoalmente, assim, o que te move a continuar nesse setor, mesmo diante de tantos desafios regulatórios, eh, e financeiros? Uhum. Obrigado pela pergunta, Maurícia, né? Eu acho que me move, né? Eu acho que move a maioria das empresas, né? Eh, é o desafio, né? Eh, e e no o país, né? O Brasil, eu acho que nunca teve num momento tão oportuno paraa infraestrutura, né? Então, houve um amadurecimento, né, no nos contratos de PPPs e concessões ao longo dos últimos, vamos colocar aí, 15 anos fácil, né, quando a gente começa a falar das aquelas concessões de 2007, 2008. E se tu comparas hoje um contrato daquela época de concessão rodoviária e hoje não tem nada a ver uma coisa com a outra, né? Hoje o mercado está maduro, os contratos estão maduros, né? Hoje existe segurança jurídica, né? na quantidade de contratos que já foram assinados, que estão em execução hoje e estão em operação, com certeza o percentual é mínimo daqueles contratos que tiveram seus problemas e que houve uma insegurança, alguma algum rompimento, né? E porque sua grande maioria hoje funciona, né? E cada vez mais, dado
esses últimos anos, né? Esse ano eu nós vamos chegar a ter mais de 30 leilões de e de entre concessões e PPP só no setor de transporte e todos eles com vários concorrentes. Sim, né? Principalmente os novos entrantes, né? concorrentes que antes não se via participando e que hoje se vê concorrentes, principalmente fundos, né, financeiros, né, associados com construtoras, né, que e por que isso, né, porque existe um contrato adequado, existe um contrato com compartilhamento de risco adequado, né, e o Brasil nunca teve isso antes, né? Então isso é o que motiva, né? Quer dizer, é um pipeline robusto, estruturado, né? né? E é onde a gente vê grande chan de sucesso aí para seguir crescendo no país, né? Ótimo. André, falando um pouquinho da linha seis do metrô aqui de São Paulo, eh eu queria entender assim, a gente falou, a maior obra da da América do Sul em execução, quais são os desafios eh de execução dessa obra e o cronograma que você pode passar de entregas, né? Acho que são mais de uma fase de entrega, se você puder detalhar para quem tá nos acompanhando. Claro, é um prazer, né? Olha, já colocamos aqui, já falamos aqui que é a maior obra em execução hoje, né? Então ela por si só, pela sua complexidade, engenharia, nós estamos falando que são 15 km de túneis, são 15 estações, onde
estão as estações mais profundas, né, no Brasil até hoje nós temos estações com 70 m de profundidade, né? São 18 poços de ventilação e e emergência, 11.400 pessoas trabalhando, né? Então isso por si só é super complexo, né? E e esse projeto ele ele tem a além da engenharia em si, o que ela tá o que que a gente tá conseguindo fazer, né, na questão da sustentabilidade, na questão de treinamento, de empoderamento feminino, né, é inovador, né? Então hoje nós temos, né, metas de metas audaciosas, né, para formação profissional, certo? Nós temos uma parceria com o SENAI, né? Então já fizemos mais de 600.000 horas de formação profissional, né? Nós temos um programa de empoderamento feminino, nós temos mais de 900 mulheres trabalhando hoje na linha de frente na obra. Isso não é comum num projeto de construção. Maurício, engenheiro civil, trabalha nessa área, sabe da dificuldade que é, né? Uma coisa é tu ter mulheres em cargos administrativos, a outra é tu ter mulher na frente de obra, né? E a gente tem feito isso, né? Que não é fácil também parceria com SENAI, identificando essas pessoas, dando treinamento, gerando emprego, né? E além disso, nós temos um trabalho social muito bacana também feito, né, ao longo do projeto, na região onde tá o projeto, principalmente na região mais ao norte,
na região da Brasilândia, né, que é a região mais vulnerável, justamente de identificar aquelas pessoas mais vulneráveis, dar treinamento, aquelas que se adaptam e que têm capacidade de trabalhar, passam a trabalhar nas obras, né? E aquelas que não, principalmente as mulheres, elas têm um treinamento de empreendedorismo. Então nós temos um programa que chama Aciona por Elas, onde já muitas mulheres já passaram por ali, ganharam formação, desde cabeleireiro, né, pedicure, manicure, né, eh, costureira, ou seja, para que ela possa desde a sua casa, já que ela não pode, ou porque tem uma discapacidade ou com filhos que não pode sair, né, que ela possa dentro da sua casa gerar renda. E essas mesmas mulheres que participaram das primeiras turmas são as professoras hoje das turmas seguintes. Então é um ciclo virtuoso aí que a gente adora isso e aí e que a gente vê que faz a diferença. Então volto a dizer, além da engenharia, da complexidade, todo esse trabalho social que a gente faz, né, eh é que dá orgulho, né, que faz essas pessoas daí estarem mais contes ainda e motivadas de estar trabalhando conosco. Legal. E aí o cronograma da E voltando pro cronograma, o projeto ele tá, né, em em plena execução, né, para nós entregarmos de Brasilândia até a Estação Perdizes, né, em outubro de 2026 e a sua conclusão da Estação Perdizes até a estação Joaquim, né, em outubro de 27. Esse é o que nós temos hoje pactado com o governo, né? E e é o é onde nós estamos focados para legal. E pelo avanço das obras, existe alguma expectativa de adiantar esse
prazo ou vocês estão trabalhando com O desafio? Ele é muito grande, né? E mas nós estamos muito confiantes de cumprir isso, né? E estamos trabalhando, volto a dizer, ter 11.400 pessoas trabalhando todos os dias num projeto desse, né? Eh, não é fácil, né? Mas a gente dá conta e e estamos focado nisso, né, André? Eh, você tava comentando sobre a maturidade do setor e tem sido algo que a gente tem conversado aqui com bastante frequência com com as pessoas que vêm, né, todo mundo nesse mesmo consenso da maturidade. Falando da linha seis, né, um contrato um pouco mais antigo, provavelmente eh não sei o quanto tinha de matrizes de risco dentro desse contrato. Eh, o que que você sugeria, né, diante dessa experiência, dessa maturidade, dessa dessa contribuição de que poderia ser melhorado eh nos próximos contratos de mobilidade diante da experiência que você tá tendo na linha seis. Vamos lá. O, isso já vem acontecendo, né? O o contrato da linha seis, ele já é um contrato muito equilibrado, né? Com os riscos geotécnicos equilibrados, compartilhados, vamos dizer assim, né? Riscos de demanda também, né? Com projeto, falamos projeto de mobilidade urbana, né? E se tu olhares os outros contratos de PPPs que saíram após em A6, o TIC, né? A a 8 e9, eu acho que é a 11,
12, 13, né? que saíram, né, são projetos que foram evoluídos, que tiveram sua matriz de risco um pouco mais evoluída e que tá funcionando, né? Então, eu acho que a linha se foi uma boa base, né? E e que hoje é o foi o primeiro contrato de PPP e que tá sendo, né, desta forma que houveram a linha, acho que linha quatro, linha cinco, mas a construção civil foi feito pelo metrô e depois a concessão para com material rodante, sistema, sinalização, né? Então, e a linha C foi a primeira PPP integral, né, onde responsabilidade de construir e depois operar 100%, né, e tá dando certo, né? Hoje a gente tá vendo a quantidade de desafio que nós temos e cumprindo, né? Porque projetos desses não pensa que não existe problema, não. Problema existe, né? [risadas] Então, mas se resolve, se resolve. Eu acho que é esse que é o é o grande benefício de uma PPP, né? Uma app, ela só dá certo se os dois ganham, né? Porque é uma parceria de fato, né? E eu digo, esse contrato é uma parceria de fato, aí não, né? Cliente provedor, não. É parceria mesmo, né? Onde sucesso do um é o sucesso do outro. Então, quando existe essa consciência, né, de que tem que dar certo, se torna mais fácil, né? Volto a dizer, problemas existem, mas também quando tem os dois buscando solução, as coisas avançam, né? Legal. E André, eh, vocês também vão operar a linha, como você comentou, como vocês estão se preparando para esse processo? Porque a gente fala muito nos
programas sobre o desafio de mão de obra principalmente, né? A gente tá vendo várias concessões, PPPs, acontecendo, principalmente na área de mobilidade. Então, a gente vê o desafio de eh tem a CPTM, o próprio metrô, que já tão vendo funcionários saindo e indo paraa iniciativa privada. Então vocês já tem um um plano de contratação, vocês já estão contratando pessoas olhando para pra parte de operação, pro futuro, como que vocês estão se planejando? Sim, sim, já estamos, né? O É bom que tu trouxe trouxeste esse exemplo da CPTM do metrô, né? Porque até há pouco tempo atrás nós tínhamos a CPTM com os trens, o metrô com as linhas de metrô e depois as novas concessões, a quem ainda, né, não tá operando, acho que é 15 também. Sim. Enfim, né? Mas o mercado era limitado e e quando, né, nesse curto espaço de tempo, a quantidade de PPPs que saiu de linhas, né, que vão entrar em operação, algumas já em operação inclusive, né, que tem a linha operando e ainda depois a construção de novas, né, e não foram formado pessoas, né, não foram formados engenheiros no setor metroviário, né, e é um desafio muito grande isso, né, de encontrar alguém já pronto, né, mas ah, o que que cabe a nós formar essas pessoas e nós já Estamos nos organizando para isso, né? Eh, isso fica, a operação fica a cargo da nossa concessionária, que é concessionária Linha Universidade, né? Ah, ela hoje já tem um plano de de
formação, já então já tem muita gente sendo contratada, né, com alianças com com órgãos que especializados em treinamento na área metro ferroviária, né, justamente porque em outubro nós temos que operar, né, na verdade a operação assistida já começa bem antes, né, mas em outubro começa a operação comercial, então a linha ela tem que tá rodando. Então o ano que vem é um ano onde nós vamos ter muita opero, muita atividade no setor da construção. ainda com a construtora, né, para para entregar. E do outro lado também da concessionária, né, fazendo os testes nos trens que já começaram, enfim, né? Então, mas com formando essas pessoas para que possam estar nos atendendo depois. André, ainda na linha seis, qual que é o total de investimento que já foi feito e quanto ainda a falta de investimento a ser feito para concluir a obra da linha seis? É, olha, o a linha se é um projeto de aproximadamente R bilhões deais de investimentos, né? Hoje nós já estamos com 75% da obra em execução, né? Então faltam ainda 25% paraa conclusão, né? Então esses são os números que nós temos hoje, né? Considerando apenas os 15 km e as 15 estações, né? E diante desse investimento e do pico de leilões, das oportunidades que têm surgido, a companhia também tem olhado para novos leilões? Temos, temos olhado, temos participado em alguns, né? E até é público já, né?
Nós apresentamos há um ano atrás em setembro ano passado, foi a MIP, né? Manifestação de interesse em projetos que é da linha 16, que é uma nova linha de metrô, né? que era inclusive ela tá em período de consulta pública nesse momento. Então o estado entendeu que fazia sentido. Nós fizemos os estudos, apresentamos estudo de viabilidade em maio deste ano e agora tá em período de consulta pública, né? Esse é um projeto sim que nos interessa, né? Esse é um dos motivos pelo qual nós inclusive apresentamos, né, essa iniciativa e até porque se existe uma cidade na na América Latina que precisa de metrô, é São Paulo. É São Paulo, né? Então, e essa linha 16 é uma linha muito importante também, né, que tu que tu faz até na Lhafranco, até a primeira fase até a zona leste, que é onde hoje existe uma necessidade muito grande, né? E a qualidade de vida que uma linha de metrô traz pros usuários, para as pessoas que dependem do transporte público, é inestimável, né? E o e o modelo parecido, o modelo da linha 20, né, que tá sendo desenhado da construção e depois é a a é feita a concessão da operação. Vocês também têm interesse nesse nesse modelo? Nós estamos atentos a a essas grandes oportunidades que tem no país, né? Eh, sem dúvida nenhuma que sempre que, né, for um metrô, um trem, ou seja, um projeto associado de mobilidade urbana, nós temos interesse. Hoje um dos focos da Axiona no Brasil é mobilidade urbana, né? E um outro foco que provavelmente a gente vai falar daqui um pouquinho é o saneamento, né?
Então o o o modelo que vem acontecer, né, se nós entendermos que se encaixa, né, claro que a gente tem maior interesse, porque são projetos muito grandes, né, projetos muito complexos. éonde nós entendemos que podemos agregar muito valor, né, valor de engenharia, né, uma experiência que nós temos não só no mundo, mas já no Brasil também com a própria execução da linha seis, né? Se se nós buscarmos aí na história, nunca uma linha de metrô foi construída em tão pouco tempo como a linha A6 foi. Nós estamos falando que a genteou esse projeto, nós achamos esse contrato em 20 em em outubro de 2020, né? Então não, então se passou 5 anos recente, já tem 75% dela pronto e uma pandemia no meio, meio, né? Então nunca foi feito isso antes, né? Um projeto, essa magnitude nesse espaço de tempo. Então com isso a gente entende que tem muito agregar e e nos dar competitividade com esses mega projetos, né? Ô André, falando um pouco dessa separação entre obra e operação, a gente gravou aqui recentemente também com Wilson Blin, presidente da Sanepar, e ele comentou que havia naquele determinado momento uma expectativa da Sanepar disputar concessões fora do estado do Paraná. E agora a gente teve a notícia recente aí que o parceiro do da Sanepar são vocês da da Axiona. Eh, como que houve essa aproximação e qual que é a sinergia que faz com que faça sentido essa parceria?
No ano passado ganhamos um dos leilões da Sanepar, né, da PPP de de saneamento. Uhum. né, que são onde a gente atende hoje, né, 48 municípios, né, na parte de tratamento, coleta e tratamento de resíduos, né, e em função, né, desse contrato, o se criou umaa muito positiva, né, com com a com o cliente Sanepar, né, e o e conforme disse o presidente Wilson Blley aqui para vocês, né, a CEPAR está buscando, né, né, expandir a atuação da Capar para fora do estado, né, e entendeu que uma aliança, né, pontual, projeto a projeto com a empresa iniciativa privada seria, né, um bom caminho, né, e dado essa esse trabalho que nós estamos fazendo lá, uma relação, né, de confiança e de entrega técnica, principalmente, hoje nós estamos fazendo um trabalho muito bacana lá, né, surgiu essas oportunidades. Então nós sim, né, fizemos um um acordo para atuar em alguns projetos fora do Paraná, né, em conjunto, né, o nós entendemos que isso agrega muito valor. A a Sanepar hoje, né, está entre as três, quatro melhores empresas de ensinamento do país, né? Então isso é reconhecido por todos, né? Então quando tens uma aliança, uma parceria com uma empresa com essa qualidade técnica, né? Do outro lado, tu tem uma empresa privada também que traz muita experiência internacional. Hoje a
Sony é líder ensinamento em principalmente na área de descanalização mundial, né? E hoje ela opera mais de 450 plantas a nível mundial também. Então quando tu junta isso, né, a gente entende que agrega muito, né? agrega muito para poder fazer frente essa quantidade de leilões que e PPPs que estão saindo aí no este ano e nos próximos dois anos ainda que a gente entende que é o time, né, onde vai ter muita coisa para fazer em função do marco de saneamento para 2033, né? Exato. Inclusive vocês venceram o lote B do Espírito Santo. Isso. Assinamos o contrato na acho que duas semanas atrás. Exato. Eh, vocês têm essa experiência de de buscar consórcios, parcerias, né? Como você vê essa divisão de responsabilidade e governança compartilhada com os parceiros, né, no caso, futuras parcerias com a Sanepar e com a GSM? Uhum. Com essa do Espírito Santo. Sim. O no Espírito Santo nós estamos sozinhos, né? A GS a GS Nima tem um lote e nós temos outro lote. Lá não é consórcio, né? Lá é aciona, né? Aciona água, nós chamamos divisão de água, né? Então assim como no Paraná é de aciona divisão de água. né? Então, mas eu vejo consórcios com muita naturalidade, né?
Hoje é comum, onde existe dois, duas empresas ou mais, dependendo da necessidade, onde se agrega valor, né? Eh, não é, não é difícil, né? Acho que a governança é clara, o controle, o crole, né? Caso a caso, e isso é algo super natural. Aona tua em consórcio no mundo inteiro, né? Então, inclusive aqui nós temos um contrato da linha dois no metrô, é um contrato, né, já bem mais antigo, que é em consórcio, em consórcio com duas outras consultoras brasileiras. Ali é um contrato de de obra, né, de obra pura, né, da linha dois e e é um consórcio com mais duas empresas brasileiras e funciona super bem, né, super bem. E olhando, você comentou sobre o os leilões, né? A gente fez um mapeamento, inclusive quando esse episódio for pro ar, a matéria já estará no ar também, que tem uma expectativa de pelo menos aí 88 bi eh, de leilões de saneamento. A gente vai ter o de Pernambuco em dezembro, tem expectativa de Maranhão, São Paulo também. Que característica? Eh, eu ficaria muito feliz se você falasse quais desses projetos interessa, mas eu entendo que talvez não seja possível, mas quais projetos vocês entendem que tem mais sinergia eh com o que Aiona V de interessante, com o que vocês já têm? Então, pensando com essa própria parceria com a Sanepar, como que vocês vêm esses projetos que já estão aí na rua próximos de de ir para leilão? o setor de saneamento hoje no Brasil, né, eu acho que ele ele acho, não tenho certeza, né, é um é um é um setor que tá
muito aquecido, né, o marco de saneamento, eu nem chamo mais novo marco, porque já faz 5 anos, [risadas] né, o marco de saneamento que obriga, né, a universalização do Saneamento até 203, abriu oportunidades gigantes, né, e todas aquelas companhias que antes eram estatais, municipais, né, a e que entendem que nesse necessitam chegar com essas metas. Muitas delas, principalmente as que não eram tão estruturadas, né, tiveram que buscar, né, a apoio com iniciativa privada como forma de poder chegar a a a atingir essas metas, né? Então, isso fez com que a maioria dos grandes municípios hoje, né, colocasse, né, começasse a estudar. E também algo importante, o muitos bancos hoje, né, estão ajudando esses municípios a estruturar, né, que era uma das coisas que quem já atuava no setoramento no passado, né, tinha dificuldade porque nem sempre o município tinha uma estrutura adequada para estruturar uma PPP, para estruturar uma concessão, né? Então hoje olha os atores que estão BNDS, Caixa, FGV, né, que não é um mas é um ator que muito importante que ajudou. Separ foi eles que foram advisor ali, né, a IFC. Então, quantidade de bancos hoje que estão ajudando, né, a estruturação. E quando tu olhas do lado do interessado, né, o interessado quando olha um carimbo, um desses, sabe que foi muito
bem feito, né? Sabe que ali, gente, tem gente séria estruturando, né? E e isso que o interesse seja maior, né? O objetivamente sobre esses grandes projetos estão saindo. Sim, Pernambuco, sem dúvida, hoje é o maior que tá previsto aí nesse ano, né? Então ali nós estamos estudando, isso eu posso já dizer, né? Nós estamos estudando com com bastante dedicação, né? É um projeto complexo, com volume de investimento muito alto, né? E que com a a nossa experiência e capacidade, a gente entende que poderemos estar ser muito competitivos ali, né? André, como convencer a sociedade eh que o setor privado é importante, senão essencial para viabilizar essas obras públicas? O Maurício, os números estão aí, né? Ah, eu assisti o podcast de vocês com Tadini, ele explicou ali e eu vou até repetir aqui que eu acho que é importante isso. Nós viemos crescendo ano após ano com o número de investimentos, né? Então, o ano passado nós foi investido em infraestrutura R 240 bilhões deais. Esse ano a previsão é 260, 270 e pro ano que vem 300 bilhões, né? Desse valor 80% é privado, né? Então, e esses 80% estão divididos aonde? Setor de energia, que hoje por si só dá para dizer que é quase 100% é privado, né? Setor de telecomunicações também quase 100% é privado, né? Aí nós vamos pro saneamento que existe essa migração pro privado, que é a única forma de que consiga chegar a a na meta da universalização. Só um dado para complementar isso. Em 2020 era 3 bi de investimento privado no saneamento, hoje é 30, né?
É, exatamente. Então, ah, saíram de 200 antes do marco, né? Acho que era 240 municípios que tinham com iniciativa privada à frente, né? E hoje são mais de 1200, né? Então é é muita coisa que mudou e vai mudar mais ainda. E ainda dos investimentos, né? O aonde o privado vai fazer muito mais frente, quer dizer, já tá na Telecom, já tá na energia. Quando nós vamos paraa logística e transporte, é a mesma coisa, são as PPPs que estão saindo. Porque o basta olhar o orçamento público para investimento nisso é ínfimo, né? Quando comparado com a quantidade de PPPs e concessões que foram licitad nos últimos anos. E esse investimento é privado, né? Objetivamente, voltando, como que a sociedade enxergaria é tendo conhecimento desses números, né? A quantidade de investimento tá sendo feito hoje, quantidade de ração de emprego tá sendo feito hoje, obras ficando prontas e quem são que estão fazendo essas obras, né? Então, a importância do setor privado para buscar inclusive a meta do saneamento, né? Sem esse apoio sem não vai chegar, né? Hoje eu acho que tava a conta que que a gente viu lá na BDB era, acho que foram dólares, tá certo? Falou em reais para os 40 ficou ali, né? Então hoje nós precisamos de 8 bilhões de dólares, ou seja, a gente tá falando de 40 bi por ano, sim, de investimento, senamento, ainda estamos fazendo 30 e pouco só, né? E como é que chega, né? É com privado, né? E e é claro, não é puramente investir, é investir, operar, né? entregar, devolver água com a entregar uma água com
qualidade e devolver pro Rio uma água, né, uma água com qualidade necessária para que ele possa se regenerar, né? Então acho que esse que é o papel hoje, né, da iniciativa privada, né, e claro que sempre com o controle das agências reguladoras, que é outro ponto fundamental aqui, né? E André, acho que você falou um pouquinho de mobilidade com a linha se saneamento. Eu queria entender como que a olha eh os projetos do Brasil para atuar em diferentes setores, né? Qual que é a estratégia? Você falou um pou você já atuaram que você comentou em rodovias também. Então assim, hoje você falou que mobilidade é uma das prioridades, mas eu queria que até que você abrisse hoje em quais setores vocês estão e quais são os prioritários, né? acredito com mobilidade, saneamento principalmente, mas se tem algum outro que não, a gente não comentou ainda. André, a estratégia da Siona e não só no Brasil, global, ela passa, né, investimento em infraestrutura sustentável, né, onde a gente consegue agregar valor, regenerar, né, e sempre associado essa questão da sustentabilidade. E se nós identificarmos que o projeto ele, né, além de cumprir seu objetivo, ou seja, da da questão da construção, ele entrega algo mais à população como qualidade de vida, como redução de emissões, né, isso faz com que, né, esse setor passe a ser estratégico para nós, né? Então, o fato mobilidade urbana é um caso, né? O
metrô, só linha seis, eu trago esse exemplo que é o real que a gente tá vivendo, são 630.000 pessoas que vão deixar de fazer um trajeto em 1 hora meia para 23 minutos. Então são quase 3 horas por dia que essas pessoas vão ter na sua vida mais para estudar, para trabalhar, para est com a família, enfim, né? Então isso tem valor redução de emissões, né? e a quantidade de carros, né, e ou seja, ônibus serão reduzidos também, que hoje, né, andam pela cidade com, né, emitindo e e vão deixar de acontecer em função dessa linha, né, e durante a construção também, né, hoje nós temos mais de 46%, né, de de redução de emissões nesse projeto do que se era esperado com o número de emissões, porque não é impossível um projeto maritude não emitir. Uhum. né? Não tem como. Então, mas hoje nós estamos en 46% menos como com novas tecnologias, utilizando, né, eh, carros com motor com menos emissão. Hoje nós substituímos o óleo diesel tradicional pelo HVO, que é um é um óleo gerado em função de reciclagem de azeites, azeite de cozinha, óleos, né, vegetais reciclado. Com isso, a gente reduz mais de 80% das emissões nos nossos caminões. Então, e isso para nós faz a diferença, né? Quando a gente consegue trazer isso para um projeto, ele passa a ser de interesse. Quando nós vamos saneamento, a mesma linha, quer dizer, tu leva água aonde as pessoas não têm estress hídrico, é saúde, né? Tu tu coleta o
resíduo, né? A a e dá o tratamento, ele devolve pro rio aquela água, tu tá gerando o quê? Também cuidando do meio ambiente, né? E existe, né, essas comparações que falam, né, que a cada dó gasto em saneamento, tu reduz entre quatro e 5 em saúde, certo? Então isso para nós faz sentido, né? Então eu tô falando de dois setores que não só em função da quantidade de oportunidades que tem, mas também o que que ele traz, né, de de melhoria para para pr paraas pessoas, pro meio ambiente, que isso para nós faz parte da nossa estratégia. Energia renovável também, né? Hoje vocês têm projeto de energia, não temos ainda implementados, mas estamos estudando alguns projetos solares e e fotovoltaicos, né, no país, né, até porque o a gente entende que o momento de entrar n é daqui um pouco ainda, né? Hoje o setor ainda, né, a gente acompanha, sabe que tem alguns problemas, né, problemas de de transmissão, né, hoje está sobrando energia renovável, né, no país. Então, mas tudo entende, pelo menos a nossa avaliação é que entre 2 3 anos isso acaba melhorando, se ajustando em função das novas linhas de transmissão estão sendo executadas, enfim, né? Então acho que existe muito muitos projetos aí sendo discutidos no no Congresso, né, para tentar ajustar esse modelo nosso elétrico aí, que hoje tem muita gente com problemas, né, principalmente os geradores de energia renovável hoje tá tendo um problema de cortanment e tudo mais, né?
André, você disse recentemente que é difícil fazer dívida longa com juros de hoje, mas que isso não assusta. O que de fato assusta quem investe em infraestrutura no Brasil senão os juros? É, olha, [risadas] esse assusto é bacana. Eu lembro disso. O a é que a palavra não é assustar, né? O a senhora tá aqui há 27 anos, né? E nós já passamos, imagina por muitos governos, muitas políticas e sempre se mostrou resiliente e hoje estamos bem hoje, hoje aciona é uma das principais empresas do setor de infra, né? E é claro que projetos dessa magnitude, né, principalmente no investimento de, né, de longo prazo, a taxa de luz afeta muito e e ela e ele pode inviabilizar, né, ele pode inviabilizar um projeto, né, um projeto novo de um metrô com capex, né, de entre 15 e 20 bilhões deais, né, com para 20 anos, eu acho muito difícil parar de pé aonde desde sempre quando o a parte do capex maior seja investido pela iniciativa privada, né? Então, mas também a gente entende que isso é temporário, né? Eu acho que é não é é muito difícil que ah se consiga manter que se mantenha, na verdade, essas taxas nesse nível por muito mais tempo, né? Então, e as previsões estão aí, todo todos, né, que que a gente
acompanha, né, ah, eles se se pensa que dentro que a partir do ano que vem essa taxa começa a a diminuir, né, e que isso volte a acontecer. E os e a maioria desses projetos que hoje estão em carteira, que hoje estão sendo discutidos, são projetos que têm um ciclo de amadurecimento, o próprio ciclo do financiamento, né? Ele acaba sendo um pouco mais longo a tempo de que isso que essas taxas possam baixar, né? E e além disso também a gente acompanha, vê a quantidade de, né, de de de seja, de incentivos estão sendo feitos, né? Está falando das debentras de infraestrutura, as debentas incentivadas, né? Ah, para projetos com com ciclo de vida menor, né? Então, porque até porque hoje para financiar a longo prazo é o BNDS, né? Então, e o BNDS mesmo ele, né? o banco, ele tá buscando alternativa. Outro dia eu li uma entrevista da da diretora Luciana Costa falando de novos modelos, né, justamente, né, para para que possa ainda permitir que venha o investidor privado, né, e considere o BNDS como um banco financiador paraos seus projetos a longo prazo. Então o mercado tá buscando soluções, né? Porque volto a dizer, projetos estruturados existem, necessidade se existe, né? E e o mercado se ajusta, vai buscando, né? E aproveitando essa questão que você abordou, eh, princialmente no nos contratos de PVP, a contraprestação pública, ela só começa depois da entrega. isso. Eh, como montar um fluxo financeiro para que as obras ocorram sem comprometer eh o caixa da empresa e também hoje aciona
quais são os principais e mecanismos de financiamento, capital próprio, via BNDS, debentivadas, o que que você pode abrir sobre isso? É, esse dado é público, né? a o próprio financiamento da linha seis ganhou alguns prêmios no Brasil internacional, como foi o primeiro Project Finance, né, em infraestrutura feito no Brasil com BNDS, né? Então a estrutura ela é uma estrutura bastante complexa que envolve, né, o BNDS como banco financiador e temos mais 11 bancos que participam da estrutura de garantia desse projeto, né? Isso foi feito em 2021. quanto à questão da contraprestação, ela passa a funcionar, é muito importante uma vez que o projeto está em execução, né? E e aí depende de cliente a cliente, estado a estado, município a município, né? Então o e e sempre é necessário ter uma garantia para que isso se cumpra, porque volto a dizer, um projeto dessa magnitude são 20 anos. Então são 20 anos onde o privado investe nos primeiros 6 anos, 7 anos, que é o período completion para colher durante 20 de operação, né? Então isso é importante, mas a notícia boa é que cada vez mais os estados e municípios, né, que tem pipeline de PPP e concessões estão se estruturando de uma forma super adequada que dá uma segurança pro pro privado. Ótimo. Senão nós não teríamos hoje sucessos em concessões, não só no governo federal, mas quantidade de estados que licitaram, né? Minas Gerais com projetos Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, né? Então, Paraná, então muitos outros
estados, né, que antes, né, não se via PPPs e concessões e hoje estão saindo com sucesso, né, André? Eh, o Benini foi um dos convidados aqui na do nosso podcast e ele destacou bastante a lei das agências reguladoras, né, o fortalecimento da agência. Eh, em uma de suas respostas, você também destacou essa questão. O quão importante é para Axiona que se tenha agências fortes eh no estado, no país? Maurício, não é só para acciona, né? Acho que a a agência reguladora, ela é fundamental para que um projeto de PPP concessão tenha sucesso, né? Porque é ela que vai controlar, ela que vai regular, né? E ela tem que ter estrutura para isso, né? O que nós estamos vivendo hoje no Brasil é um movimento que eu acho que é muito positivo de que despertamos, né, para que as agências sejam fortalecidas com recursos pessoais, ou seja, profissionais e recursos financeiros autônomos, vamos dizer assim, né? Porque as agências reguladoras hoje, principalmente as federais, elas não têm orçamento próprio, poderiam vir a ter, porque elas têm recursos, elas tem recursos das taxas de fiscalização, multas, enfim, né, uma série de recursos, mas que hoje não vai para elas. Então, hoje elas dependem de orçamento público e destinação desse valor, né? Então, no momento que se houver uma reforma onde elas possam ser autônomas, né, e elas vam fazer a gestão do seu do seu recurso, com certeza vai
ser vai ser muito melhor, né? E vão conseguir se adequar. Porque se nós olharmos 10, 5 anos atrás, não vamos nem 10, vamos a cinco, a quantidade de contrato de concessões de VPs que tinham e as quantidades que tem hoje. E eu tenho certeza que as agências não cresceram suficientemente para atender isso, né? Então, quando nós falamos de São Paulo, tu tu comentaste aqui do secretário Benini, aqui em São Paulo eles já deram esse passo. Uhum. Né? A a Artesp hoje ela já tem seu orçamento próprio e adequado. E em função disso que também que eles fizeram essa mega reestruturação, né? atendendo hoje uma série de outros contratos que antes eles não atendiam, né, e fazendo essa mudança muito positiva, né? Eu acho que é é um bom exemplo para a ser seguido. Exato. O Felipe da NTT comentou que dobrou o tamanho, mas o orçamento ainda não. Eles estão nesse desafio. Esse pico de leilões, né? Tem que ter técnicos para avaliar, muito, né? Então, porque são muitos leilões que estão acontecendo, né? Então, e e principalmente depois para para dar seguimento os contratos, né? Uma coisa é processo licitatório, eh, outra é o execução depois a gestão, né, de que de que aquele concessionário está entregando aquilo que tá pactado no seu plano de negócios, né, que acho que esse é o importante. E André, você comentou um pouquinho sobre como o impacto social e ambiental tem uma importância gigantesca para Axiona. Queria entender como vocês olham para um projeto que vocês veem esse impacto social ambiental, ao mesmo tempo
que vocês tentam equilibrar um retorno financeiro adequado pra companhia manter sua saúde, enfim, se manter operando. Acho que as duas coisas se somam, né, André? Muitas pessoas pensam que se eu investir muito, né, na questão ambiental, sustentabilidade, eu vou estar reduzindo o meu resultado, mas não é. Eu acho que as empresas ganham com isso, né? ela ela hoje dendaciona, conforme eu comentei com vocês antes, para que um projeto ali venha a ser estudado, né, ele nós fazemos uma análise rigorosa que impacto ele tá vai est trazendo pra sociedade e para o meio ambiente no entorno desse projeto, né, é o impacto social, né, na população no entorno, eh, redução de emissões, né, que isso afeta diretamente o meio ambiente, é questão de de treinamento formação profissional que tem a ver com a sociedade, né? Então nós fazemos um estudo, né, na região onde o projeto tá sendo feito, identificamos aquelas áreas de vulnerabilidade em todos esses quesitos e em função disso, né, uma avaliação super técnica, ou seja, não é, a gente tá falando aqui de de apenas ponderações, a gente tá falando de uma análise muito técnica criteriosa e passando essas avaliações, a gente já passa a analisar essa oportunidade, né? E aí havia uma análise tradicional de projetos, de viabilidade, enfim, de capex, retorno, né? Então isso para nós hoje é fundamental, não só no Brasil, no mundo, tá? No mundo a empresa tomou essa decisão há alguns anos, tanto que hoje é uma, a empresa tá entre as principais
empresas do mundo de infraestrutura sustentável, né? Então, André, pensando no longo prazo, tá, sem ser os juros de hoje, mas pensando no futuro, se a gente pudesse eh fazer, como você imaginaria, uma manchete daqui a 2035, né? Ou seja, daqui a 10 anos, em 2035, o que que você gostaria de ler sobre o saneamento e sobre a mobilidade, né? Olha, o saneamento é que o Brasil mais, né, com o seu tamanho, né, a sua população e chegou a 99% de água, tratada, né, tratada, né, e entregue em 95%, não, 90% dos seus resíduos coletados, né? Então eu acho que isso é uma referência mundial, né? Nós chegar a esse nível aí é uma das coisas que eu adoraria ver. E, né, ou seja, Brasil é um exemplo a ser seguido, vamos dizer assim, né? Exemplo a ser seguido principalmente para aqueles países que ainda tão, principalmente na nossa América Latina, que nós sabemos que existe muitas muitas diferenças, né? Então, né? E de países, de economias, enfim, seria muito bacana isso, né? E e na área de mobilidade esse desafio é grande. Eu acho que 2035 não não tem boa manchete ainda não. Então você tá otimista que em relação do anos após 203 o marco do saneamento funcionou. Conseguimos? Ah, eu tô otimista com isso, pelos movimentos que a gente tá vendo, né?
Então claro que vai ser muito difícil chegar, né? Como conforme se espera o que o Marco colocou, né? Mas vai ter chegado muito próximo, né? E na área de mobilidade eu acho que a manchete é, né? Brasil dobra ou triplica a quantidade de trilhos, né, paraa mobilidade urbana, que é importante, né, e no período de 10 anos, né, e que é o que tá acontecendo, né, que é o que tá acontecendo. São Paulo e até acho que 2020, né, 2020 é tinha 100 km de de trilhos de passageiros. Então, com essas novas linhas que já foram licitadas hoje, já são 50 km a mais. Então, quer dizer, já estamos falando de 50% a mais. que vão estar operando em 5 anos. O que falta talvez é avançar em outros estados, né? Exatamente. E falando dos trens, né, você citou a questão a mobilidade urbana, mas nós também temos aí os tiques aqui em São Paulo, né, os trem de passageiros, intercidades, tá para sair o leilão aí do TIC Sorocaba. Aiona tem estudado. Nós, conforme eu comentei antes, a gente avalia, né, vários projetos, seja todos aqueles projetos que nós entendemos que faz sentido, que está dentro da estratégia da da SIO, né, TIC, Sorocaba é mobilidade urbana, né, então faz parte da nossa estratégia também, né, assim como outros projetos de de metrô que se estão, né, que que a gente vê alguns anúncios, principalmente como forma que
tu comentaste, Maurício, de fora de São Paulo, né? Hoje nós vemos, né, planos aí de Distrito Federal, né, Brasília. Brasília tem um metrô muito antigo, né, que tá estudando, né, uma uma concessão ou PPP, não tá definindo modelo ainda para para assumir a linha atual e uma e uma nova linha mais, né? Vi uma notícia agora, eu acho que hoje, sobre Recife, né, que também, né, se está buscando, não é uma licitação para conceder a linha atual, que é uma linha muito antiga, né, que necessita muito investimento, e uma construção de uma linha nova, né, então e e provavelmente outros estados também estão, né, estudando projetos. Eu acho que isso, esse tipo de projeto para nós faz sentido, né, analisar, enfim, né? É claro que depende de uma série de coisas, conforme eu comentei antes, né? E André, olhando também pro futuro, a gente já tá caminhando pro final, que tecnologias vou chamar pensando em rede inteligente, sensores, manutenção preditiva e também mecanismos financeiros eh inovadores e pensando em sustentabilidade também, você espera que seja desenvolvido no futuro no Brasil, que talvez até fora do país já exista, você vê que ainda o Brasil tá caminhando em algumas coisas. Olha, André, o o que tá sendo feito hoje na linha seis, em termos de tecnologia, vai ser a linha mais moderna, né, de metrô de São Paulo, né, provavelmente as que virão depois vão estar mais à frente ainda, né, mas já são trens que já existe em São Paulo sem condutores, com
plataformas em função da segurança, né, tecnologia de ponta, de estabilização, né, tudo que é eh novo e que hoje testado principalmente, né, tá sendo trazido e sendo colocado nesses projetos. Eu tenho certeza que os próximos projetos que hoje já estão licitados e que estão programa de de implantação também deverão ser colocados, né? O o que eu espero e eu acho que é o que tá sendo que é o caminho, né, natural, né, é que todo e qualquer projeto de infraestrutura eh se busque alguma forma, né, de de e e de de execução de trabalho e utilização de material com menor agressão ao meio ambiente, com menor em menor emissão, né? Ah, eu acho, se isso a gente conseguir, né, tanto o privado quanto o público na hora que exigir, né, que for publicar um edital, né, com as condições, né, ali técnicas, né, de dos seus trabalhos, do dos seus planos, né, exigir esse tipo de de iniciativas, acho que isso vai mudar muito, né? Então, quando ele já nasce assim, eu acho que aí é que faz a diferença, né? Porque hoje ainda tá ponto a ponto, algumas empresas fazem, outras não, né? Acciona já é neutro em carbono desde 2016. Então, desde 2016 aciona um grupo de infraestrutura e energia renovável. É, nutroocarbono desde 2016. Eu não canso de falar isso porque não é normal, né? E
sempre buscando aumentar. Hoje a nossa meta é ser regenerativo, ou seja, não só eh zerar, mas também agregar pro para pro meio ambiente, né? André, indo paraa minha última pergunta, né? Qual o legado à frente da Xiona você pretende deixar? Eu não, eu não preciso, não tô nem pensando em deixar ainda, viu? [risadas] Tem só 7 anos né? Não, gente, eu acho que participar de projetos assim é que faz a diferença, né? projetos aonde está entregando além de uma engenharia, além de uma engenharia de excelência, né, tu tá tu estás entregando, né, qualidade de vida para as pessoas. Eu acho que esse que é o legado que a gente quer deixar, né? o o projeto por si só, ele é complexo, é bacana, é algo, né, volto a dizer, nunca foi feito um projeto dessa magnitude em tão pouco tempo no Brasil, conforme nós estamos fazendo, que já por si só já é um legado, mas aquilo que os as pessoas que vão utilizar esse projeto, né, que já estão hoje usufruindo, né, pelos programas que a gente faz durante a execução da obra, né, mas as que vão utilizar depois, acho que esse que é o grande legado, né, a percepção de valor, é saber aquas as pessoas que estavam lá, que pegavam o ônibus, vão lembrar, pô, na minha época, vão dizer, na, vão dizer paraos seus filhos, vão, na minha época levava 1 hora 40 para chegar no centro, hoje vocês levam 23 minutos para chegar na faculdade, aquela coisa. Então, esse que é o legal, né? Acho que acho que é o grande legado que a gente quer deixar aí pra sociedade. Muito bom.
Muito bom. Bem, eu queria agradecer o Maurício por mais essa entrevista. Obrigado, Maurício. Eu que agradeço, André. Obrigado. E agradecer o André, meu xará, mais uma vez por essa por essa conversa. a gente conseguiu passar por tudo, falar tudo. Então, agradecer você e deixar as portas da exame abertas aqui para obrigado. Eu que agradeço, né, André, Maurício, a Isame, né, por esse convite. E é algo que eu gosto falar de infraestrutura, falar de mobilidade urbana, de saneamento, futuro, né? Eu não me canso, né? Sempre que vocês quiserem bater um papo, eu tô à disposição também. E a gente conversa quando tiver as primeiras entregas da linha se de ótimo. Isso aí vai ser tem que fazer uma visita lá, viu? fazer um podcast lá com pano de fundo [risadas] pátio vai ser muito legal, viu? É bom. Obrigado, gente. E agradecer você que nos acompanhou até agora. Curta esse vídeo, compartilhe com amigos, familiares, parceiros do setor. Siga eh siga a Exame nas redes sociais e também no nosso site, onde temos uma editoria dedicada à infraestrutura. Até a próxima. [música] Oh.