EXAME Infra - Episódio 14 - Radamés Casseb - Aegea avalia IPO em 2027 e prepara estrutura para novo ciclo de expansão e investimentos

EXAME Infra - Episódio 14 - Radamés Casseb - Aegea avalia IPO em 2027 e prepara estrutura para novo ciclo de expansão e investimentos

No 14º episódio do Exame Infra Podcast, recebemos Radamés Casseb, CEO da Aegea, a maior operadora privada de saneamento básico do Brasil, para uma conversa profunda sobre os desafios e as transformações no setor.

Radamés abordou de forma direta o impacto das mudanças climáticas sobre os contratos de concessão, apontando que estiagens severas e enchentes recorrentes exigem adaptações jurídicas e operacionais urgentes. Para ele, o marco legal precisa evoluir para permitir soluções mais flexíveis e sustentáveis frente aos eventos extremos.

Outro destaque da conversa foi a decisão estratégica da Aegea de adiar o IPO para 2027, focando no fortalecimento da governança, estruturação de capital e no avanço dos projetos já conquistados. Até lá, a companhia planeja investir R$ 45 bilhões em universalização e inovação em saneamento, consolidando sua liderança em um setor essencial para o desenvolvimento social e econômico do país.

Entre os principais temas discutidos no episódio:

  • A gestão de riscos climáticos e o impacto nos contratos de concessão

  • As estratégias de adaptação regulatória e técnica da Aegea

  • O pipeline de investimentos até 2033 e as metas de universalização

  • Os aprendizados após vencer grandes concessões no país

  • A visão de longo prazo da companhia com foco em sustentabilidade e inovação

Radamés também compartilhou bastidores da operação da Aegea em diferentes estados e comentou os desafios de manter eficiência, qualidade e equilíbrio financeiro em contratos de longa duração.


“Não é mais possível pensar o saneamento como uma operação estática. A natureza mudou e a estrutura dos contratos precisa acompanhar essa nova realidade.”

 

Assista ao episódio com o Radamés CassebClique aqui para assistir no YouTube

 

 

Confira também as matérias publicadas na Exame:
Estiagens e enchentes desafiam modelo dos contratos de saneamento, diz CEO da Aegea
Aegea adia IPO para 2027 e prepara estrutura para investir R$ 45 bi até 2033

Transcrição do Episódio

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio do episódio. Pode conter pequenas imprecisões.

Olá, [Música] seja muito bem-vindo ao Exame Infra, o nosso podcast que discute os principais desafios e os avanços necessários pro setor de infraestrutura no Brasil. Eu sou Luciano Pada, sou editor de macroeconomia da Exame e junto com Maurício Malanconi, CEO da Suporte, meu coapresentador aqui nesse podcast, a gente tem o prazer de receber, não é não, Maurício? Um baita entrevistado. Opa. tem o prazer de receber o Radam CaceB, CEO da EGEA Saneamento, empresa que é líder no segmento do setor privado de saneamento Brasil. Eh, ele tem uma sólida trajetória no setor de concessões, de infraestrutura. Eh, e chegou a EG em 2011 e desde então tá na empresa com um desafio muito grande e desde 2020 ele é CEO da empresa num momento muito significativo. Lembrando que o marco de saneamento foi de foi aprovado pelo país, que permitiu uma entrada maior do setor privado no saneamento mais ou menos ali em 2021. Então, a gente tem uma um cenário muito interessante e nada mais é um prazer te receber e poder entender como tá a EGEIA hoje. Eh, obrigado por ter vindo aqui a exame. Eu que agradeço, Luciano Maurício. Para mim é uma honra poder estar aqui com vocês na Exame, né? a gente que cresceu

lendo e desejando tá nesse mundo de negócios guiado pelas matérias da exame inspiracionais que que muitas das vezes falavam dos nossos dilemas empresariais no Brasil. Pô, para mim super orgulho de estar com vocês aqui. Prazer é nosso recebê-lo. Vamos começar pelo começo. Eh, o novo marco de saneamento mudou o panorama do setor. Eu queria dar uma oportunidade para você falar, pro público que talvez não esteja acostumado, qual o momento da empresa, né, hoje e o crescimento desde que você se tornou CEO. Então, imagino que foram 5 anos agora, fazendo 5 anos esse ano, bem intensos. Queria entender como foi a evolução, em que momento estamos. É, acho que a pergunta pergunta muito legal que a gente companhia tá fazendo 15 anos agora, né? E quando a companhia foi montada, o meu papel era ser o diretor de operações da companhia, era montar as mobilizações, recrutar os talentos, mobilizar a construção do plano de negócio, ir a campo e entender ah o desenvolvimento que a gente chama hoje de gestão da licença social, além das atividades de de eh eh coletar, tratar, eh devolver ao meio ambiente, preservar os mananciais, a evolução a companhia foi se preparar para ser uma empresa de serviços que usa a infraestrutura como como acesso, como a nova chegada, como Então, quando eh eu assumia a presidência da companhia, a gente tava vivendo um momento eh globalmente e no Brasil super

desafiador. Nós estamos falando de pandemia, eh, nós estávamos falando de uma operação de guerra sobre como é que viabiliza eh operações em cantos remotos no Brasil. H, como é que você monta contingências para ter times em operação para suportar eh o abastecimento de água ou a coleta, o tratamento de esgoto, eh, e o relacionamento com as pessoas num ambiente de lockdown, né, num ambiente aonde a dinâmica de serviços estava restrita em cantos eh super críticos como Manaus, né, que foram um dos epicentros eh com maiores consequências relativas eh da COVID no Brasil efetivo, mas ao mesmo tempo a gente viveu ali eh a grande discussão sobre saúde é importante, eh precisa ter plano diretor público, precisa ter horizonte, precisa ter regras claras de expectativa eh legal. E todo esse esse cenário fez nascer consolidado o marco do saneamento. Marco do saneamento abre uma janela para que os grandes projetos estruturados feitos pelo BNDS, eh, se eu não tô enganado aqui, liderados pela Maria Silvia, que conduziu essa discussão, ex-presidente do banco e diretora em algum em algumas fases do banco, com essa visão de de suportar as gestões públicas estaduais. Eh, e que se olhar muito pro ISD, infraestdi do país, né, você tinha projetos, eh, bem

amadurecidos. Então, o governo então constituído, a liderança do Montesano como presidente do banco, botou a a máquina de projetos para amadurecer e junto com os gestores públicos, governadores estaduais, começaram a a pôr em prática eh o endereçamento do do dilema saúde, do dilema sanitário. Sim. a EGEC tava preparada nesse momento com operações, com um modelo de operação já consagrado, com um perfil afiado de gestores eh reforçados aqui com a nossa academia interna para prestar o melhor serviço, buscar eficiência, eh programas de de automação, se viu num processo de competição aguerrido, né? Então, o processo de avanço, eu diria que foi eh uma mudança de fase no Brasil. saúde era importante, projetos estruturantes que atrairiam capital e atrairiam empresários eh globalmente no mundo aonde o capital tava parado. Eh, pandemia, tinha tinha possas de liquidez esperando projetos eh serem chamados. Um juro mais baixo, um juro mais baixo, né? Selic em torno de 2,5, 3,5. Essa era a banda, né? Eh, então, eh, demanda de investimento de 900 bi, quase 1 trilhão de reais atraindo capital, era tinha relevância para atrair os grandes investidores globais. A Egeia se posiciona nisso como um ator importante, né? a gente começa as disputas com os players do mercado eh de forma bem aguerrida e as

diferenças de experiência entre as companhias vão fazendo com que as vitórias eh e as execuções e as entregas vão posicionando a companhia em ser a líder do líder do setor, né, Radames? Eh, a expansão da empresa é notória nos últimos anos, né? A gente, como o Luciano comentou, agora tem o marco do saneamento, que busca atingir a universalização do saneamento até 203. Dentro da EGEIA, qual que tá o status, né? Vocês vão atingir dentro da dos estados e dos municípios que vocês eh que vocês tocam a universalização dentro do prazo do marco legal? Se eu puder fazer uma demo, só são quantos municípios hoje? Quantas concessões? Acho que isso também poder fazer essa expansão e encaminhar expansão territorial principalmente. É hoje hoje sem a gente assumir o Pará ainda, né? A gente começou a assunção do Piauí. Ah, nós estamos falando de 76 cidades em [Música] 58 contratos de concessão. Brasil aa 15 estados. Ah, com Pará serão 860 eh, municípios, né? A gente já tava no Pará, então número de estados número de estados eh continua. Eh, eu diria aqui que o dilema sobre

atingimento no portfólio dos privados, ele é faz parte do baseline. No nosso caso, a programação é para tá entregando a cobertura de universalização antes de 203. Então, os nossos projetos são para estarem sempre à frente dos marcos. Então, quando a gente anda pelos vários contratos, você vê o dimensionamento sempre além do que o marco estabelece, do que a medição contratual estabelece, porque a gente entende que tem um qu de vantagem na relação com o cliente de antecipar tanto a solução dos problemas de abastecimento quanto a interface com com o tecido social público, eh, o urbano do viário, eh o acesso da da da formalização da infraestrutura de diversos aspectos nos bairros. As cidades estão sofrendo, no bom sentido, esse tipo de oferta de nova infraestrutura. Ah, e poder estar à frente é participar desse planejamento a montante. Então, assim, você planeja junto com a cidade como é o recapeamento da rua, coisa que aparentemente é simples, eh, pro usuário normal, pro cidadão atual. Esse negócio tá no mecânico, mas a gente consegue fazer o trabalho com menos interferência. Então você não causa um dano adicional na vida da pessoa que tem que sair de casa e ter uma obra para colocar um tubo novo. Então, enquanto você faz recapeamento, a gente tá tentando de forma antecedente tá junto. Isso é parte dessa maneira de fazer a gestão da

licença social nos lugares onde a gente atua. Então, resumindo aqui, estamos eh planejamento é antecedente, eh do nosso ponto de vista, zero risco de execução. Ah, ponto de vista de obras, elas são tecnicamente muito simples. Nós estamos falando de escavação de vala e assentamento de tubos em 80% desse desse eh investimento. Qual que é o capex? Hoje nós estamos falando até 203, alguma coisa em torno de R 45 bilhões de reais. né? Na grande maioria, 80% dele é em expansão de esgoto. Isso é novo serviço que chega na casa das pessoas, né? Com a coleta e o tratamento. Os 45 bis é o que vocês ainda vão investir daqui paraa frente. Daqui para frente. Ainda v ainda vamos investir. Ainda vamos investir. Eu peço perdão por interrompê-lo mais uma vez, mas porque você falou na pandemia, ah, pandemia e a gente falava lavem as mãos, né? lave as mãos era o principal argumento no início, principalmente, da pandemia. E vem a mente a informação que o saneamento expõe o Brasil de uma maneira muito desavergonhada e essa maneira é uma parte muito significativa da população brasileira não tem água encanada, né? Então como resolver isso? Então acho que esses 45 bi para expansão de esgoto estava falando que as obras não são muito complexas, não são rocket science,

vamos dizer. Isso, isso, isso. Quando comparado com outras outras infraestruturas, eu diria que nós estamos no, realmente atuando no básico, né? Nós estamos falando aqui de escavação, assentamento de tubo, nós estamos falando aqui de eh elevatórias para poder levar esse volume, seja de água ou esgoto, né? Levar água e trazer esgoto, né? e estações de tratamento que que sim, elas têm uma complexidade maior, mas do ponto de vista de investimento relativo, eles são bem menores e hoje tem uma cadeia de de linhas de estudo dentro da companhia com interfaces em alguns centros de de tecnologia global atrás de mecanismos mais eficientes e mais duradores para poder deixar a água mais limpa eh e poder preservar o entorno do manancial. Porque aqui também tem um tem um termo de de não só fechar o ciclo integral da água, mas de também preservar o entorno, ou seja, o manancial onde tem a água a próximo a tecidos urbanos, precisa ser protegido, precisa ser protegido com ah um escudo florestal, com regras para que o adensamento urbano não chegue, né? regras de drenagem para que você possa manter essa água disponível para pro próximo século. Isso é um pouco a contribuição que a gente quer deixar pros lugares onde a gente atua. Interessante. E aí vamos tentar mergulhar nesses desafios. São 860 municípios mais ou menos hoje, 76 cidades. Agora tem algumas mais

específicas. E vocês estão com um uma inteligência sobre o Brasil interessante, porque tem desde Rio Grande do Sul, a Manaus ao Rio de Janeiro, por exemplo, eh, em dois blocos, se eu não tô enganado, no Rio de Janeiro. Eh, vamos tentar adentrar quais são os maiores desafios operacionais hoje da empresa nos contratos já vigentes. Quando a gente olha em perspectiva de de norte a sul do país e e é legal também fazer essa reflexão, a pergunta legal, dá para fazer a a a perspectiva de desafio eh histórica do contrato e não deixar eh de mencionar a mudança ou o acirramento das crises ambientais que estão acontecendo no mundo, que pressionam a a modelagem feita no início dos contratos, ou seja, ninguém previa que no Rio Grande do Sul e tivesse uma enchente histórica, eh que o a cota de inundação eh mudasse de um patamar um para um patamar eh 2,30, 2,5 no relativo a sua a sua cota de inundação. ninguém imaginar que o Rio Negro ia ah encolher na sua calha e baixar o nível 30 m, né? Ninguém previu no edital eh ou nos termos do regulamento da concessão de que rios secariam no Mato Grosso eh durante 45

dias. Eh, então o dilema ambiental, eh, com esse acirramento e, e as consequências climáticas se sobrepõe à gestão da infraestrutura nesse nesse nesse curto espaço de tempo de três décadas, que é o que jura que é o que gira aqui o contrato. Então, quando a gente olha pro pro Brasil e vê eh dilemas a serem enfrentados pelas concessões, eu acho que eh tem um que é uniforme a todas as todos os lugares, que é a expansão do esgoto. eh coletar o esgoto na casa das pessoas, transpor e até um um lugar momento de tratamento e cuidar que esse fluente esteja tratado em condições iguais ou superiores à qualidade da água, desdestinação, eu acho que é um um desafio que é uniforme a todas as todas as operações. Acho que um segundo desafio que começa a mudar eh muito pressionado pelas condições climáticas é a manutenção da da disponibilidade da coleta e do tratamento da água para distribuição. Ou seja, a água é um bem finito que tá ficando exíguo em determinados momentos. Então, as janelas de estiagem, as janelas sazonais no Brasil estão impondo eh muito por conta do aprofundamento do calor, da amplitude do período sazonal

mais quente, restrições da oferta de água. Como eu falei, no Mato Grosso tem rios que secam, então você tem que prover a água trazendo de mananciais que ficam 200 km eh distantes das cidades onde você atua. implica num custo maior. Isso implica num custo maior. Ah, papel do concessionário resolver, né? Matriz de risco e pouco detalhada. Ah, mas puto, tá lá claro a responsabilidade de prover a água do concessionário. Puto, perfeito, né? plano de contingência montado, eh detalhamento das consequências eh em andamento. vamos em frente. Quando você vê a mudança de de cota do Rio Negro, né, isso faz com que a infraestrutura ah de adução de água que é fixa, baseada numa determinada cota eh de profundidade do rio, eh olhando essas mudanças sazonais, não atende mais determinados períodos. Então, isso tá isso originou aqui uma mudança, um investimento adicional de engenharia para que você faça braços de adução de água que acompanham o leito do rio para pegar a água disponível no lugar certo e não deixar que a população sinta esse tipo de variação, que é o que tem acontecido nos últimos 4 anos, aonde isso tem ficado mais eh eh aguerrido, né? Lugares como o estado do Piauí, como o Pará, que a gente tá entrando agora, tem dilemas de atendimento de água, ou seja, tem cidades aonde você tem

deficiência de cobertura do atendimento de água potável, caminhão pipa. Estamos falando aqui, né? Não, não. Antes disso, nós estamos falando aqui de gente que disso estamos iniciando a operação, gente que eh vive com água de poço não tratada, vive de coleta em açud. aonde ele vai buscar água todo dia de de balde. O Gesner usou o termo, né? Água quase potável. Quase potável, porque essas interferências vão vão colocando aqui eh novas componentes. É o é o balde, é a mão, são outros acessos, é a pessoa doente que vai pegar no mesmo poço, né, que contamina outros. Então, a água também é um indutor de vinculação eh de doenças, né? Claro. Ô, ô, Radames, a gente sempre traz o número cabalístico aqui da necessidade de investimento de 4% do PIB eh em infraestrutura para resolver os gargalos, né? A gente vê um crescimento do mercado de saneamento com investimento privado. Existe a meta, a meta do saneamento e você citou essa questão da resiliência climática, né? Como manter o apetite dos investidores por novos leilões? No seu entendimento, o que seria importante pensar para aprimorar essas matrizes de risco nos contratos que estão para para vir pro mercado? é um é um esse esse talvez seja eh assim como em outros mercados ao longo ao longo do passado, um olhar que precisa tá eh

aberto e disponível, né, para pros modeladores, né, pros formuladores de política pública. Então assim, quando a gente olha, do ponto de vista de previsibilidade, tem coisas que são mais tangíveis, que acho que dá para deixar claro em aspectos de matriz de risco ou cláusulas de solução de conflito. acho que eh conceitos que foram incorporados como eh adicionar arbitragens em temas eh não previstos, né, antecedentes a a ao processo de discussão eh do contraditório entre concedente e agência, né, ou dilemas de aprofundamento da matriz de risco, eh, menos especificados e mais de diretrizes que permitem com que você englobe eh, aspectos eh, surpresa ou não previstos, como a enchente do do Rio Grande do Sul, como a seca de Manaus, como BR em mais frequência na no Piauí. Então, eh, vão permitir com que junto com comportamentos como o que a gente viu agora na nas renegociações no setor de rodovias, aonde eh o TCU, agência reguladora, poder concedente sentam com método e se debruçam sobre dilemas que não foram previstos pelos pelos formuladores 25, 30 anos atrás e tratam disso eh com a responsabilidade de quem cuida de serviço público. Perfeito. E quem olha mais 30 anos à frente, eu acho que essa é a cultura sobre eh maturidade na na gestão dos

contratos que a gente tá vivendo e que deve ser trazida para outros setores também. Então, a minha crença é que como nós estamos falando da mesma sociedade, dos mesmos formadores de opinião, dos mesmos julgadores e formuladores, né, de regulação, independente do setor, que vai caminhar e isso vai dar a maturidade pro para as nossas discussões. Tentando mergulhar nos desafios específicos, perguntando sobre Rio de Janeiro e eu aqui como um carioca não posso deixar de perguntar como anda o desafio no Rio? Houve notícias de que poderia haver uma renegociação de contrato, né, do reequilíbrio de contrato. Queria entender como tá o desafio depois de alguns anos com dois lotes e para onde caminha, especialmente acho que o tema mais importante do Rio é a Baahia de Guanabara, né? Sim. Deixa aproveitar a pergunta para dar uma dimensão ah do do Rio, né? Acho que Rio de Janeiro, a gente falava sobre desafios. Eu eu quero emendar emendar as duas coisas antes de antes de dar o endereçamento, né? O desafio do Rio de Janeiro, ou seja, eh, estamos falando aqui, o baseline da cobertura de esgoto, ele é comum, então, sem dúvida, estamos falando de R$ 29 bilhões deais, 80% disso é esgoto. Nesses últimos anos a gente aplicou só em investimento para esgoto, eh, um pouco mais do que R 5 bilhões de reais nos avanços de de cobertura. e solução do despejo de rios urbanos em sistemas de tratamento existente com algumas ampliações, permitindo com que

eh áreas eh mananciais ou áreas hídricas fossem prontamente recuperadas, né? Então, Lagoa, Rodrigo de Freitas e eh setores mais agredidos da Baia da Guanabara já demonstrem esse resultado. Ou seja, ao tirar a carga orgânica, a natureza faz o seu trabalho. Aquela água eh troca toda em 18 dias, toda a água da banha da Guanabara é trocada. Então, na medida que você reduz a carga orgânica, a natureza faz o seu o seu trabalho. Então, não, a gente tem Glória, Praia do Flamengo retomando balneável a semana inteira, titulado Caribrejo, né? Caribrejo, fazendo com que agora o morador daquela região não tenha que se deslocar pro Leme ou paraa Copacabana ou para ir paraa para ir pra praia. Atravessa o aterro e volta praia. economia voltando. Ah, você vê eh enceada de Botafogo com outra dimensão de água, você já vê a, eh, a atividade física e a atividade baloniária retomando eh aos poucos na enseia de Botafogo. Então, eh eh ilha do governador numa determinada franja da ilha, esse retorno também com com a recuperação e retirada de resíduos em conjunto com o tratamento da eh da água ou do esgoto que era lançado ali eh levando para estações, gerando gerando transformações. Mas o grande desafio do Rio é a incorporação dos clientes no serviço.

Uhum. Então, nós estamos falando de bloco um e bloco 4, eh, de 10 milhões de pessoas. E se a gente traduzir isso em ligações e aqui eh pro ouvinte do podcast, né, uma um prédio ou uma casa é uma ligação eh da rede que sai, ou seja, pode ter muitas pessoas numa ligação. Pode ter muitas pessoas numa ligação. Ah, e uma casa é uma economia, né, no linguajar setor e um prédio são n economias, a depender dos apartamentos que que tão uma residência, uma economia. Então, historicamente, o Rio de Janeiro tem 3 milhões de ligações a serem atendidos. A Sedai atendia 09, então 900.000 ligações, nem 1 milhão. Ah, 3 anos de operação. A gente tá em 1.700.000 ligações atendidas, quase dobramos e ainda tem, ainda tem muito a fazer, né? Isso entra nos cálculos de perda, né? Porque é coletado, tratado, distribuído ou vocês separam. Então, pois é. Aí, mas vamos no dilema, eu chego lá, né? Então assim, toda esta água as pessoas já consomem. Sim. O Rio de Janeiro não tem oferta de água. Lá não tem poço, lá não dá poço. Então, a grande quantidade de água vem do Guandu. Então, ah, no arranjo regulatório do modelo do estado do Rio de Janeiro, a água é fornecida pela Cedai.

Isso. A Cedai segue existindo como fornecedora de água. Então esta água que não está sendo consumida formalmente pelas pessoas, a concessionária tá pagando. Sim. Então a concessionária paga a companhia que vocês contratam 3 milhões de ligações, vamos dizer isso. Contratamos 3 milhões de ligações, pagamos R bilhões 400 milhões deais por ano por esta água e gradativamente a gente tá incluindo, formalizando o cliente dentro da base. Sim. Então, o dos grandes dilemas é chegar no bairro, eh, demonstrar que o efeito de ter água regular da ligação, vai permitir com que o teu custo seja mais barato. As pessoas não sabem que pagar uma fraude, que pagar uma ligação irregular eh pode ser mais caro. Vai, é mais caro. É mais caro. Legal. Porque você paga, o cara paga lá R$. por uma ligação, porque ele vai tirar a água de alguém e vai trazer para cá. Na hora que ele tira, na hora que ele liga a minha água, ele tá desligando a sua da mesma rua, então ele tá causando um problema com o vizinho. Sim, né? E essa dinâmica é uma que tem ajudado a gente a poder resolver o

dilema. Então, antes tinha muita dificuldade do prestador eh público de chegar a contento no tempo para resolver os dilemas eh cotidianos do bairro. Hoje a Constitucionária tá presente no bairro. Dos 8.000 funcionários da companhia, 4.500 vieram de comunidades de primeiro emprego, treinados dentro da companhia. Então você tem acesso nos lugares mais ermos da dessa desse tecido urbano que é o Rio de Janeiro, das 10 milhões de pessoas. Então, eu diria que o grande desafio lá é incluir as pessoas na base, fazer com que a consciência da despoluição dos aparelhos públicos públicos como praia, como lagoas, fazem parte de um comportamento consciente, ético, eh, de contribuir paraa melhoria do meu ambiente, da onde eu vivo, de deixar um legado e junto com isso gerar uma transformação econômica na sua região. você vê eh pr o um novo emprego, eh tá tá suscetível a ganhar uma nova carreira ambiental. Então, o estado do Rio de Janeiro, com uma tradição eh acho que eh genuína do turismo, né, do esporte, da da prestação do serviço, ganha também eh um olhar mais técnico, uma carreira mais técnica, olhando pro ISV, olhando pra proteção do ambiente que é baseline paraa construção dessas dessas outras indústrias. Então o desafio de aumentar as conexões é um, as ligações é um e tem o desafio ainda da

Bahia de Guanabara, que esse talvez como é que vocês estão pensando em lidar com ele que estão interligadosão interligados, porque para não despejar tanto na meia de Guarabara naturalmente. Então na medida em que não tem a formalização, todo esse carrego sanitário com carga orgânica alta chega por meio das das chuvas. As chuvas carregam por meio da drenagem, o lixo permeia no meio da drenagem vai chegar na baia na baia da Guanabara. Então esse é o trabalho que acontece em todos os lugares. Ele não é ele não é específico do do Rio de Janeiro. É que acho que a dimensão do Rio são 6 milhões de habitantes, 10 milhões no caso só de vocês para servir ali. Então o desafio também talvez seja os maior desafios da companhia hoje. É, eu eu diria que não. Quando você olha pro pro Rio Grande do Sul, ah, a gente fala, e normalmente é uma grande surpresa, mas quando a gente chegou e assumiu o contrato também tá atendendo 6 milhões de pessoas, a cobertura de esgoto é 18%. Olha, 18%. Ah, e é curioso esse dado pro Rio de Sud, ele desafia um pouco do senso comum. Super desafia. Então, o Rio de Janeiro é um palco, putz, eh, das cidades mais bonitas do mundo, né? Então tem uma atenção, poucas as cidades do mundo, aonde o mundo conhece o nome do bairro, né? Pô, a praia de Copaccavana, poxa, aí Panema e tal. Então tem uma visibilidade, tem um palco, mas o dilema sanitário, o gap sanitário e não discrimina a classe nem nem riqueza.

Interessante. Tu acha que a gente pode mergulhar no Rio Grande do Sul, né? Qual é o maior desafio ali com a Corsan? É, eu acho que aqui eh do ponto de vista empresarial, a Corsã foi a primeira privatização de saneamento do país, né? Então, super disputada, super disputada, né? Eh, num ambiente também conturbado, né? Ou seja, a gente a gente tinha ali eh um momento político aonde uma eleição presidencial usou o saneamento como um dos itens de discussão. Ou seja, o marco será mantido ou o marco não será mantido. A gente não lembra disso, mas teve questionamento que é genuíno. É genuíno, né? Ah, poxa, de quando em quando os formuladores de política precisam olhar para isso, falar: "Puta, isso tá certo, isso tá errado, isso é preciso mesmo". e muito rapidamente foi eh eh concordado e ampliado. Tanto é que os leilões e a a formulação, o papel do BND como fábrica de projeto continua eh eh fazendo o seu serviço de empurrar a infraestrutura, não só com novos projetos, mas também financiando, né? No Rio Grande do Sul, o dilema da privatização da da companhia eh trazia à tona dimensões de reformulação de quadro, né? Então era uma companhia eh com uma quantidade enorme de funcionários a mais do que o processo exigiria, com a necessidade de investimentos eh de forma muito rápida para resolver dilemas de água.

H áreas aonde eh, tanto a solução de água e esgoto tavam restringindo o avanço da da construção civil. Então, a parte litorânea, que é uma uma eh era uma área de desenvolvimento imobiliário enorme, estavam restringidos por licenças ambientais para onde iria ser destinado eh o volume de esgotamento ou a capacidade de água para poder suprir esse novo adençamento nessa região, né? Imagina o tanto de emprego, o tanto de investimento de atração, tanto de valorização que tava eh represada por conta de diretrizes claras ou de capacidade de investimento do serviço básico de água e esgoto. Então, nossa preocupação era de ajudar eh no movimento de destravar a economia onde a gente aonde o setor de infra era restrição. e ao mesmo tempo tratar da forma com maior respeito adequado a a pessoas, à cultura ah e a responsabilidade de conhecimento que a que a Corsã tinha eh angareado nessas últimas décadas como como gestor, com as suas limitações, né, e tentar atribuir eh a essa nova companhia, né, eh um pouco da cultura da empresa. O que tá acontecendo hoje é que a Corsan eh tá influenciando na cultura da EG. você vê eh o que a companhia

passou do ponto de vista de enfrentamento da crise climática, eh, deu deu pra gente exemplo de que os profissionais que estavam lá remanescentes, a turma que é apaixonada pelo pelo saneamento, eh provida com suporte de uma companhia que entende as brasidades ah nessas 800 e 60 cidades, eh fez uma transformação acontecer ah, em ultrapassar a enchente, atendendo não só a nossa carteira de clientes, mas apoiando junto com, quero fazer aqui o registro, junto com outras companhias e eh públicas Uhum. principalmente Sabespedo, eh, Copasa com o Guilherme, presidente, presidentes à época, o suporte da gente montar uma grande força tarefa junto com com a Corsan e com a Egeia para atender os municípios fora da nossa base de atendimento. Quer dizer, era o momento aí sim da indústria dar as mãos e poder fazer o seu melhor eh serviço, que é cuidar das pessoas. ADAMES, eh, você trouxe aí o desafio operacional, alguns exemplos de desafio operacional, tanto no Rio de Janeiro como no Rio Grande do Sul. Nós temos dito aqui no no podcast que nós vamos vivenciar esse ano o ano dos leilões. Existe uma quantidade significativa de projetos, né, a serem leiloados. E a gente tem conversado com alguns convidados aqui, eles têm demonstrado uma preocupação específica com esse pico de capex num período muito curto de investimento que vão se sobrepor. E uma das ações que eu

vi que a Egeia fez, né, eh foi essa academia de formação de profissionais que você inclusive citou no Rio de Janeiro como uma forma eh social de adentraronde não conseguir adentrar num passado recente, né? Existem eh da parte da EGEIA, primeiro, o apetite para esses leilões que estão na praça e quais além da academia são estratégias para vocês não sofrerem a sofrerem as dores de falta de insumo, mão de obra, empreiteira, que é uma preocupação do mercado. É, eu acho que partindo aqui do do geral pro particular, quando a gente olha o cenário de de oferta de projetos no setor, né? A gente vê isso acontecendo nos outros setores também. Impressionante o que tá acontecendo com com o Brasil. Ah, eh, você vê projetos eh ultra relevantes, grandes, transformacionais, ah, anunciando chegada nos próximos 2 anos. Estamos falando aqui de Pernambuco, estamos falando aqui de Minas Gerais, estamos falando aqui de Porto Alegre, estamos falando aqui do estado de Rondônia, né? Estamos falando aqui eh das rurais aqui em São Paulo que estão sendo formuladas para pelo governo do estado. Estamos falando aqui do Espírito Santo, né? Então são projetos enormes, grandes, relevantes, né? Eh, então a oferta tá indicando que vem, né,

na modelagem, no avanço do aprendizado, na incorporação eh competente que o BNDS vem fazendo a cada novo, né, a fábrica de projetos, a cada novo projeto, incorporando os aprendizados, matriz de risco, financiabilidade, solução de conflito. Eh, impecável. macroeconomia vem eh apontando eh um prolongamento dessa alta de juros por mais tempo globalmente e localmente. Então isso deixa do ponto de vista estrutural o serviço da dívida ou a pressão sobre o custo de capital mais desafiador. Sim. H, quando a gente olha os players, a gente vê um movimento eh super interessante acontecer, né, com com esses movimentos globais de taxação, guerra comercial, Estados Unidos, eh China, com as discussões sobre eh eh a locação de capital em curso nos tomadores de decisão de fundo de capital. Existe uma dúvida sobre eu deixo o meu capital aqui ou eu levo meu capital ou parte do meu capital para um outro lugar aonde eu posso ter externalidade, aonde eu posso ter eh aonde o impacto das tarifas vai gerar menos eh

incerteza, aonde a discussão contratual regulatória tá no nível aceitável e a gente pode ser eh beneficiado por essa leitura de cenário. Então tem uma oferta de capital vindo. Isso atrai novos competidores. Sim. Então o que a gente tem visto ainda no meio de players é um alinhamento, eh, casamento, engajamento de players técnicos com players financeiros. Ah, acho que, eh, a gente viu players financeiros puros ocuparem seu espaço. Então, CPP e B assumindo liderança na Iguá, né, que é dos players mais atuantes, é o último grande vencedor aí do Certames em Sergipe. a gente vê eh a equatorial entrando no mercado de uma forma precisa, né? Como como a história da a história do equatorial eh demonstrou no dentro do setor. Então, entrou de forma precisa pegando o maior operador público, ah, no caso da Sabesp, no caso da Sabesp, né? Então, um grande ator surgiu eh ocupado aqui por um player super experiente, né, com competências e tal. A Brookfield fazendo a sua a sua eh operação de portfólio, claramente melhorando a performance do portfólio à espera de uma oportunidade que caiba dentro da sua da sua visão de

de negócio. Eh, e outros investidores rondando e procurando eh eh oportunidades, né? Então você vê a Sué se aproximando em grandes estudos, você vê fundos como ISquare, como como CDPq, eh olhando o mercado de infraestrutura. Então, eh, do meu ponto, a demanda, o mercado mesmo com essas condições, eh, ainda eh desafiadoras sobre estrutura de capital, sobre eh projetos e tal, eu vejo o momento como um momento ainda que mantém a competitividade alta. Quantos players você acha que vai ter nesse mercado no salário de 5, 10 anos? Players de alto nível? Eu eu apostaria aqui sem medo de errar eh alguma coisa em torno de sete grandes players, sete grandes players atuando no Brasil. H especificidades. Hoje são três grandes. Hoje são três grandes, né? Quatro grandes. Grand quatro grandes. Portugal também. Grand. Então e com capacidade de alocação de capital. H, eu diria equânimes. Equânimes. Então, assim, a gente conseguiu ao longo desses anos uma estrutura de atratividade com bons projetos. Estamos diversificando a quantidade de players, existe uma tendência de oferta de capital para investimento nesses projetos e o qual seria no seu entendimento, os desafios posterior para

que a gente consiga de fato, né, Luciano, buscar 4% do PIB, né? Haviam dificuldades no passado de ausência de projeto. E o que que você vislumbra como os próximos desafios, né? A mão de obra é uma delas? É assim, sim, sem dúvida. Acho que já era um um dos dilemas pensados quando a gente montou a companhia, ou seja, você montou um um plano de negócio, um modelo de operação diferente do tradicional. Eu preciso treinar as pessoas para respirar esse modelo de operação. Então, a academia ela sim tem o cunho social, mas também ela é vetor estratégico do posicionamento da companhia, manutenção da cultura, como a gente toma a decisão, como o processo é feito, eh o que utilizar, o que não utilizar. Esse processo é continuado de forma a manter essa hegemonia de comportamento nas 865 cidades ou assim que a gente romper a barreira das 1000 cidades. É é um marco a ser perseguido, né? Quando a gente olha para componente de insumos e muito por conta da oferta de projetos em outros setores, ah, o setor da infraestrutura dos prestadores de serviço, ele é um ponto de atenção na nossa matriz de risco interno. Hum. Em que sentido? No sentido de oferta. Não tem mesmo mão de obra serv porque porque você vai ter você a gente vai tá acontecendo duplicações e implantações de rodovia nas O governo federal nunca lançou tantos projetos de 15

a ser a serem feitos, né? Você olhar pro que foi feito, você colocar sobre sobre essa essa malha os estaduais. Ah, acho que nós vamos para para casa das quatro ou três dezenas de projetos. Ah, muito aquecido. Muito aquecido. Ah, quando você olha pro setor de linhas de transmissão, continua aquecido. Ele não desaqueceu. Quando você olha para saneamento e não são obras concentradas, são obras fragmentadas, né? Então, elas estão em cada município, em cada bairro, são frentes, dificuldade de atração, né? Não é para Então, no caso da academia, ela tá se preparando para auxiliar empresários. Então, nós estamos no Rio Grande do Sul fomentando novas empresas, financiando máquinas, escola de como é que você escava, como é que você produz, como é que você assenta, como é que você repõe eh o pavimento da maneira adequada, como é que você sinaliza eh como é que você cuida da segurança da do teu time? Ah, tem uma escola de formação de empresa então não é só interna também, tá ex hoje ela tá externa, ela tá externa. Então esse é um ponto de atenção. Esse é um ponto de atenção e a gente pretende fazer isso no Pará, no Piauí, ou seja, fomentar, além de capital, fomentar conoal a indústria local, fazer novos empresários acontecerem e fazer acontecer a economia, né? A fábrica de insumos. Então aqui nós estamos falando de tubos especificamente, eh, e hidrômetros, que é o que chega na casa das pessoas. Ele também é um ponto de atenção.

Então, a gente tem falado com Tigre, Amanco, as grandes empresas eh Cor Plastic, as grandes empresas brasileiras do ponto de vista de eh dar eh previsibilidade ao consumo específico para que possa garantir que as linhas de produção atendam. as companhias privadas e aqui estamos falando de uma discussão setorial, eh mas também um olhar pro avanço das públicas. Ou seja, não é porque 2033 você não tem eh ou você tem 600, 800 cidades eh eh no no ramo privado eh endereçadas do ponto de vista de universalização. Eh 800 16 cidades endereçadas do ponto de vista de universalização, que as 5400 do Brasil não vão eh pro pro pra universalização. Então, do ponto de vista de de supply na cadeia, eh o exercício que precisa ser feito é eu preciso atender ou ter capacidade de fornecer. Eh, então o que a companhia tem feito é abrir canais de supply em outros países, tá? Como país? China, Alemanha, México. Ah, desde fornecimento de tubos, máquinas, bombas eh específicas até maquinário de produção de tubos. Então, a gente tá em linha de teste, fazendo com que uma extrusora de tubo seja implantada no Rio Grande do Sul para pilotos de coleta de coleta de esgoto, né, para poder

garantir que você tenha capacidade nos momentos picos. Elas são providências. Entendi. Ah, em caso de exceção, caso a cadeia não te não te forneça, né? Então, exercícios eh de restrição de oferta, de temas que pra gente são críticos, estações de tratamento. Hoje a gente tá testando estações pilotos para pequenas cidades, ah, de atendendo 10, 20, tratamentos de 10, 20 L por segundo em tratamento de esgoto feitas em contêiners para que a gente possa chegar e mobilizar, seja numa situação normal, ou seja, emergência, ou seja em momento de obra, o prévio atendimento das pessoas que precisam desse serviço, né, em vez de iniciar um processo de contratação. Então você leva monta localmente, né, acelerando assim esse esse esse atendimento. Providências que estão sendo tomadas aqui no na nossa divisão. Mas providências estão sendo tomadas é para atender esse capex e na casa de 50 bilhões que você trouxe pra gente. O grupo continua com apetite por novos leilões. Sim. que aí aterrizando um pouco no nosso no nosso mundo, a gente a gente sempre buscou por eh três fatores importantes na na tomada de decisão, né? Então, primeiro primeiro fator é nós vamos entrar num lugar onde a gente possa fazer a diferença. Legal. Então, um lugar onde a gente vê que não pode

contribuir tanto, a gente vai estudar todos, mas a a decisão é podemos fazer diferença. Conhecimento que a companhia aferiu nos lugares onde a gente andou, os erros que a gente cometeu, os aprendizados que a gente incorporou, vão tá a serviço do negócio, vão tá a serviço do ecossistema financeiro que suporta a gente, vão estar a serviço da comunidade onde a gente vai aterrizar. OK, né? Segundo ponto é a companhia vem ao longo desses 15 anos, eh, a gente condensa tudo no trilhando uma linha de responsabilidade financeira que acho que pode ser resumida aqui em manter a alavancagem e a saúde que permita nessas oscilações econômicas eh que o Brasil sofre. Quem atua na infraestrutura no Brasil sabe eh que você precisa se preparar para isso historicamente. Eh, então a manutenção dessa alavancagem em termos saudáveis, a capacidade da locação eh no atendimento aos marcos contratuais, pra gente é um fator crítico. Ah, a gente teve ali um momento de pico ah na entrada do Rio de Janeiro, onde a gente pagou R$ 15 bilhões de reais pela pelas duas concessões, Celica 2,5, né? Outra cenário num cenário stress testes, stress teste para tomada de decisão. Eh, a gente botou variação até 15, ou seja, aí tá no limite, tá no limite, né? Se subir, putz, nós vamos ter um problema, né? eh, pro

tomada de decisão. Eh, a naquele momento a alavancagem da companhia, isso sempre acontece quando você principalmente paga uma outorga sem o ativo performar, você leva a tua alavancagem no momento crítico. Então, ali a gente teve uma alavancagem estrutural do ecossistema seis vezes, né? Ah, isso estamos falando de final de 21, né? Então, ó, acabamos 24 com alavancagem estrutural do ecossistema e em 3.7 vezes com o pagamento da última parte da da outorga do Rio de Janeiro, a gente voltou a quatro, mas a olhando como trajetória tá sempre ali abaixo do 3,5, né? Tendo uma folga estrutural para eh eventos climáticos, demandas não não recorrentes e tal do ponto de vista saudável. o que dentro desse perfil de execução, com a geração de caixa e com a performance da companhia, putz, não tem eh eh crise estrutural ou ameaça sobre a estrutura de capital para esse atendimento. Mas o que que a gente vê é pros projetos mais recentes, os mais próximos nessa cadeia de projetos eh vindo, batendo na porta nos próximos 24 meses, eh, pros projetos relevantes, a gente vai ter que evoluir com a estrutura de capital para poder eh para poder evoluir. assim como Corsan, onde a gente aproximou parceiros de capital como Perfim Kneia num arranjo de estrutura de capital para poder eh participar da competição ou no Rio,

aonde a gente fez com os próprios sócios. Então, a Egeia mais equipaveáve, mais di, mais Itaúza num arranjo de estrutura de capital específico para aquele projeto, eh, para projetos, eh, transformacionais, vai acontecer de novo. Então, essa é uma, esse é um dos temas eh muito na mira ao longo da decisão de vamos investir ou não vamos, ou seja, demanda de capital não pode ameaçar a a desalavancagem em curso, eh, nem ameaçar os compromissos dos ativos. Esse é o ativo mais importante, é o que a gente tem dentro de casa. Perfeito. E o terceiro é sempre a escolha de retorno. Então, pô, você tem, a gente tem uma carteira de ativos super relevante, eh, com retornos pactuados com com o nosso ecossistema que que suporta e vem suportando a gente eh no avanço eh do saneamento no país, nos clientes que acreditaram na gente nessa que essa transformação aconteça. Então o foco principal é isso tá ameaçado, se tem algum risco disso tá comprometido, a escolha vai ser não. Então, respeitando essas três eh eh premissas, né, a gente continua estudando todos os projetos, levando ao bard de de conselho eh e acionistas a decisão sobre avanço. a gente quer continuar sendo competitivo, nem que seja para deixar o mercado aquecido, ou seja, a gente acredita que tem uma responsabilidade de induzir a competição. Então, um pouco como quando

a Egeia chega eh acho que que causa essa inspiração para outros players, fal, pô, esse negócio pode ser interessante. A gente acredita que isso vai atrair, vai fazer com que outros players venham pro mercado, assim como surgiu a Sabesp, a gente espera que surjam novos. Sim. Ah, isso vai fazer a beleza do mercado acontecer. assim, o IPO tá para quando? Exato. Pois é, eu acho que acho que esse esse ponto eh eh super legal é imaginar uma companhia como a nossa eh dispensando uma fonte importante de capital como o mercado público, como a abertura do mercado público, é muito mais quando do que se. Então, legal. Eh, acho que quando a gente olha e conversa com os especialistas sobre o setor, ah, não tem janela tão próxima onde a gente abriria. Então, os especialistas falam que janela para abertura é alguma coisa em torno de 27. H, esses são planos que estão na mesa da companhia, no debate transacional constante com o conselho de administração. Cada passo que vem, a gente vem aprofundando mecanismos internos para est mais disponível, eh, abrindo cada vez mais e com transparência pro mercado financeiro entender como a gente faz essa transformação, eh, buscando a transferência, transparência tanto nos balanços quanto nas reuniões com investidores, ó, estamos fazendo isso por conta disso, já nos adaptando para

esse mercado, eh, aonde a a transparência e a comunicação com os investidores precisa ser mais fluída. A gente como companhia aberta tende a est mesmado com as nossas eh com os nossos processos, com a nossa dinâmica. Então, a gente eh parte desse desse convite aqui que muito nos orgulha é também poder falar pro público ouvinte de vocês que são os formadores de de opinião ah de investidores. Então, companhia vem vem nesse processo, mas eh estamos aqui seguindo o conselho dos especialistas, esperar a janela abrir, eh, muita calma e disciplina e tem muitos projetos no ar, mas me parece que Pernambuco brilha um pouquinho mais diferenciado para vocês, né? É, a gente a gente acredita que região Norte e Nordeste a gente consegue aplicar tudo que a gente aprendeu e gerar mais impacto mais rápido, né? Então, Pernambuco, nesse caso, brilha sim os olhos. 9 milhões de pessoas é um ambiente aonde você tem e uma concentração urbana em torno da capital, mas você também tem dilemas de abastecimento importante, eh, importantes no semiário, eh, e na manutenção da água. Então, esse desafio faz com que a gente eh repense um pouco a estratégia. Eh, são dilemas que a gente encontra de forma menor nos territórios onde a gente atua. Ah, eu diria que a gente, só para confirmar, a gente tá bem entusiasmado em ter teses paraa solução desses dilemas de de abastecimento para Pernambuco. Vamos ver como é que se traduz em competição, né?

Mas sim, porque agora também tá ficando cada vez mais competitivo, né? Muito bom. O ambiente competitivo é um pouco que nos nos seduz aí nessa nessa dinâmica. Isso é muito bom, Renes. Mas uma coisa que eu queria trazer também é que a gente espera também esse ano eh o Brasil vai ser de ACOP 30 e já encaminhando aqui pro nosso final. Eh, a gente espera ver uma competição também do setor em tentar posicionar essas pautas e mostrar e demonstrar seu compromisso também ambiental, dado que vocês, na verdade, são a ponta de lança de uma de um dos maiores temas ambientais disponíveis. Então, queria entender como é que tá o planejamento de vocês paraa COP 30, que que vocês querem mostrar lá para além de só fazer uma apresentação, vocês pensam em alguma coisa mais estruturada para poder levar e tentar sair de com uma iniciativa concreta? É, o antes antes de falar da EG, eu acho que acho que era legal falar do movimento, né? A eh e aqui todo a gente falou da aprovação do marco, aonde gestores corajosos eh eh fizeram a fizeram deram materialidade para que essa discussão acontecesse. presidente da Câmara naquele momento, deputado Rodrigo Rodrigo Maia, o senador Too Gereissat, para representar

gestores públicos que eh emprestaram eh a sua visão e conduziram os trabalhos para aquela aprovação. Momento importante. Acho que a conquista da COP no Brasil é outro momento, sim, semelhante. ele tem ele tem essa magnitude. Eh, a gente vê o estado do Pará eh, na figura do seu governador conduzindo eh um desafio, Hérculo, eh, de montar a infraestrutura, de fazer o trabalho de road show na atração de investidores globais virão pro Pará, eh, pra Amazônia, para porque isso representa pro mundo. os grandes investidores, brancos multilaterais, formuladores de política pública. Ah, é um evento do Brasil, é um evento onde a gente, como brasileiro, deveria est suportando e no sentido de ir apoiando, empurrando, aglutinado, eh, para poder eh empurrar essa agenda para que ela seja além da agenda, para que ela deixe legados. O que a gente tá vendo desde a época dos estudos é que isso tá acontecendo no ambiente eh do Pará, né? a gestão do governador, o efeito da sua equipe trabalhando. A gente já poôde ter contato eh durante os estudos com a infraestrutura, com as pautas da organização. Temos falar com os bancos multilaterais que apoiam a gente em outros investimentos, o quão entusiasmados eles estão para esse

momento. que a gente tá tentando ah se posicionar como um agente eh primeiro com o exemplo da transformação de quão importante é a agenda climática pro Brasil, especificamente no nesse momento de transformação econômica, dada a representatividade que a que a agenda tem, mas também pro mundo. Com isso, talvez a gente possa em conjunto acelerar essa atração de capitais para um movimento que a gente fala pouco, que é o movimento de de transição climática, que vai atrair investimentos para todas as indústrias de infraestrutura, rodovias, eh distribuição de energias, saneamento, claro, sem dúvida, eh aeroportos, eh portos, né, eh drenagem, resíduos sólidos, dos, quer dizer, coisas que mudam o cotidiano eh das pessoas e e tá tão pouco sendo discutido eh como como poderia, como deveria. Essas mudanças estão tão causando eh já transformações na vida na vida do cotidiano, afetando a economia eh eh no micro, né, gerando efeitos no macro. Então, o desafio que o governador do Pará eh tá conduzindo, a gente a gente tende a se engajar nessa nessa nesse legado, nessa nesse movimento, né, liderado pelo governador, tentando ser eh mais um apoio nessa jornada, mobilizando a companhia. E a gente tem ainda, nós ainda estamos nos trâmites regulatórios, a a o processo do leilão foi recém eh homologado. Então nós estamos na fase formal de assinatura de

contrato. A gente pretende e hoje ter uma grande força tarefa planejando a entrada, os as primeiras intervenções nos 100 dias. a gente quer poder levar o governador uma oferta eh de antecipação de investimentos para tentar deixar algum legado. Essa é a provocação que ele nos fez, na qual, o chamado a qual a gente atende e e estamos levando a nossa cadeia de parceiros de negócio ah junto com a gente para para falar que é possível é possível é possível dar exemplos eh de legados ambientais e discussões sérias eh assim como é que vai acontecer na COP e de mostrar que é possível é possível fazer mudança, nem que seja em curto espaço de tempo, né? Então a gente quer aparecer lá entregando para começar a universalização de Barcarena, que é uma cidade eh que fica na Bahia do Guamá, vizinha a Belém, na região metropolitana, fica meia hora de barco, uma cidade com 130.000 pessoas. É onde fica o grande porto de Belém. A gente tá entregando a universalização água e esgoto das 100.000 pessoas. da primeira cidade amazônica a ser universalizada, ah, como o primeiro legado antecedente. E quando antes da COP, antes da CP antes da COP. Isso é, estamos adiantando a meta oito, oito anos. Você nem nem assinou o contrato ainda, já tá. Não, não, esse esse contrato já é nosso de vocês. Perdão. Esse contrato já é nosso. Sim. É.

Ah, então estão antecipando, perdão. Estamos antecipando 7 anos a a universalização de água e esgoto em Bacaré, né? Esse é só o começo das transformações que a gente espera fazer eh no estado do Pará. Perfeito. Então, com essa bela resposta, a gente vai ficando por aqui. Eu queria agradecer imensamente ao Radamas pela presença. Tem alguma coisa que a gente não perguntou? Com certeza, né? Porque você tem o maior desafio, talvez um dos maiores desafios do Brasil. Mas tem alguma consideração final? Não, eu acho que acho que a grande consideração é o o saneamento sempre foi uma lacuna histórica. A gente no momento da pandemia trouxe essa discussão pública paraa sala. da sala, ela foi pro Congresso. Congresso transformou em materialidade. Ah, acho que o desejo e ter a oportunidade de estar falando disso é para que ele continue na sala, para que a gente continue cuidando da do futuro dos nossos filhos, do futuro das das nossas cidades, do nosso bairro, que a gente não deixa não deixa essa discussão eh cair de importância, né? Muita coisa vai acontecer no Brasil ainda. Isso pode ajudar na retomada econômica do investimento. Pode atingir os mais vulneráveis. a gente positivamente, a gente pode pensar em soluções para remédios tarifários, para incluir os vulneráveis mais cedo, para gerar emprego. Então, eh, e tudo isso se faz com apoio da iniciativa privada,

seja eh em concessões plenas, seja em parciais, seja em parcerias, seja com operações financeiras com as companhias públicas, né? Mas o privado pode junto com o público de mãos dadas resolver esse esse dilema tão importante pra gente como sociedade. Então acho que é essa é a mensagem. Radam, foi um privilégio aí ouvir a sua experiência, né, e conhecer a estratégia da companhia. Perfeito. Obrigado pela oportunidade. Prazer com você. A gente agradece o Rad e agradece especialmente a você que nos acompanhou até o final aqui desse podcast, desses episódio. Eh, é um privilégio ter a sua audiência qualificada para poder falar sobre saneamento. Saneamento é uma das maiores questões que o Brasil enfrenta, é uma das maiores vergonhas que esse país enfrenta. Eh, ter uma situação em que muitas pessoas, são milhões de pessoas que não têm acesso ou ao esgotamento sanitário, ou tratamento de água, ou a água corrente, água encanada no seu nas suas casas. E a gente vê nos últimos anos um belo exercício de sinergia entre iniciativa privada e iniciativa pública para poder levar e acabar com essa situação no Brasil até 203. A gente espera aqui no exame a gente acompanha com muito detalhe essa agenda e se você se interessa por esse tipo de assunto, volta no nosso podcast com Jésor Oliveira também que foi um grande estudioso do tema, foi presente da Sabesp. Ele pode também falar um pouco de uma outra visão ainda mais ampla. O Radames, evidentemente, traz uma visão da EGEIA, mas ele pode trazer uma visão

ainda mais ampla sobre oamento no Brasil e no mundo. Por que que a gente precisa fazer isso? e por que que vai acarretar de benefícios pro país. Então, se você gosta desse tipo de discussão, se você quer entender porque que uma mercadoria tem que sair mais rápido do ponto A, ponto B, por que as pessoas precisam de água tratada na sua bica, por que o esgoto precisa ser tratado e quais os benefícios de saúde, de economia, de produtividade, diminuição de absenteísmo? Tudo isso a gente vai discutir aqui nesse podcast. Olha a nossa playlist, acompanha a exame, segue a gente, nos prestigie com a sua audiência qualificada. A gente fica por aqui e até o próximo episódio, pessoal. Muito obrigado.

 

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