EXAME Infra - Episódio 13 - Rui Klein - Com R$ 30 bi em Capex até 2030, EcoRodovias prioriza seletividade, diz diretor-geral.

EXAME Infra - Episódio 13 - Rui Klein - Com R$ 30 bi em Capex até 2030, EcoRodovias prioriza seletividade, diz diretor-geral.

Rui Klein fala sobre estratégia, seletividade e investimentos da Ecorodovias no Exame Infra Podcast

No 13º episódio do Exame Infra Podcast, recebemos Rui Klein, Diretor-Geral da Ecorodovias, para uma conversa sobre os planos de expansão do grupo e os critérios estratégicos que vêm guiando sua atuação no mercado de concessões.

Com um Capex previsto de R$ 30 bilhões até 2030, a empresa tem priorizado projetos com maior aderência a seus objetivos de longo prazo, apostando em seletividade e eficiência operacional para garantir resultados sustentáveis.

Entre os destaques do episódio:

  • A atuação da Ecorodovias em rodovias e portos

  • Como o grupo avalia novos leilões e oportunidades de concessão

  • A importância da inovação e da diversificação logística

  • Desafios regulatórios e expectativas para a BR-101/ES/BA

Com apresentação de André Martins e participação do CEO da Suporte, Maurício Malanconi, como co-host.

 
Transcrição do Episódio

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio do episódio. Pode conter pequenas imprecisões.

[Música] Olá, seja bem-vindo ao Exame Infra, seu podcast onde é discutido o presente e o futuro da infraestrutura no Brasil. Eu sou André Martins, repórter de Brasil e economia aqui na Exame e ao meu lado está Maurício Malanconi, mais uma vez sócio da Suporte. Tudo bem, Maurício? Obrigado, André. É um prazer estar aqui novamente. Eu sou Maurício Malanconi, fundador da Suporte, uma empresa dedicada a transformar a realidade da infraestrutura brasileira. E hoje é um prazer estar com esse convidado tão especial. Exato. E o convidado especial é Rui Klein. Rui, ele é diretor geral de concessões do grupo Eco Rodovias. Ele tem mais de 20 anos de trajetória no grupo e já liderou grandes concessões que estão em expansão em mais de oito estados do Brasil. Rui, muito obrigado por ter aceitado o convite da Exame. Bom dia, André. Bom dia, Maurício. Obrigado. Um prazer estar aqui com vocês. Falar um pouquinho de Infra, né, que é a nossa praia aqui, né, na Ecorrodovias. Muito obrigado. Queria começar perguntando, Rui, como foi sua trajetória até chegar e na liderança de concessões no grupo? Bom, eu sou engenheiro civil de formação, então atuei na no início da minha carreira com construção civil, né, projetos, obras de construção civil, prédios, casas, eh edifícios comerciais. eh estava trabalhando muito forte com projetos de de cálculo estrutural. E aí nesse momento lá início dos anos 2000, esse mercado de concessões de rodovias já estava começando, né, a emergir aqui no Brasil, Rio Grande do Sul com programa gaúcho, Paraná com programa

paranaense e aqui programa de concessões São Paulo e algumas concessões federais já. Então, já existia um primeiro mercado. E aí, eh, naquele momento, um professor meu de faculdade, eh, salientou essa, essa oportunidade, né, que o setor ainda muito carente, em franca eh expansão naquele momento, iniciando o programa, eu fiz, eu fui convidado para fazer mestrado em infraestrutura e aí tô aqui até hoje, né? Isso já tem mais de 20 anos, como você disse há pouco. Ô, Rui, eh, o cenário hoje de mercado tá bem aquecido, né? A gente tem dito aqui no podcast que nós estamos vivenciando o ano dos leilões. Estão previstos aí só pela NTT, 15 leilões. Esse ano ainda temos mais três leilões na própria Artesp. Eh, pra gente entender um pouco o cenário do grupo como um todo hoje. O que que vocês já táx contratado? E se vocês como grupo estão de olho também nesses leilões e se estão com alguma com apetite de aumentar ainda mais a a quantidade de concessões dentro do grupo. É bom. E acho que vocês acompanham o setor. A Ecorrodovias cresceu muito nesses últimos anos, né? Basta ver aí nossa participação nos leilões. Eh, quando não fomos vencedores, né? estávamos ativamente participando. Então, a o crescimento da ecrodovias foi contratado, né, de uma forma muito pujante e talvez o principal empresa que cresceu nesse período, nos últimos anos. Então é natural agora aquele momento de seletividade, é uma palavra que a gente usa, né? É um momento que agora a gente precisa

justamente implementar muito desses grandes projetos que a gente contratou. Então a gente tá falando aqui da Araguaia, né, um trecho, né, grande, 850 km, Goiás, Tocantins, a Rio Minas, um projeto grande, né, entre Rio Governador Valadares, a noroeste Paulista aqui no interior de São Paulo e agora mais recente a Raposo Castelo, né, na chegada aqui a São Paulo, Castelo Branco e a Raposo Tavares. Então, esses projetos todos eh saindo, né, da sendo colocados em prática, né, exigem, né, muito esforço, muito capital, muitas pessoas, muitos recursos. Então é um momento de seletividade, mas é óbvio que a nossa área de novos negócios continua atenta, olhando, pautando, né, o conselho de administração, os acionistas para eventuais oportunidades e e de uma forma muito tática, estratégica, né, se posicionar. Mas acho que respondendo a tua pergunta, não é o momento de expansão, é um momento de consolidar esses novos ativos. E quanto que tem previsto de capex de investimento no grupo hoje dentro desses contratos que já estão assinados? né? A gente tá falando assim num curto espaço de tempo até 2030 em Capex na ordem de grandeza de 30 B já contratado, né, em todas as concessionárias do grupo. E isso vai muito além, né, considerando o o contratos como um todo além de 2030. Então temos um um capex relevante para executar num momento, né, muito particular aqui, né, de do setor. E Rui, você falou de seletividade, né, como olhar para essas diferentes concessões distintas, cada um com a sua particularidade e ser certeiro na hora de escolher e até de priorizar

investimentos na nas concessões que já estão na carteira do grupo. É, acho que esse esse é um bom ponto, né? Um um programa de concessão como hoje, né, que permite, né, tomar eh primeiro um esforço de estudo, né, porque são muitos projetos, eh fazer algum critério, algum filtro para que aqueles que façam mais sentido, né? Então, a gente tem uma metodologia que a gente já vem se desenvolvendo nesses últimos anos que ajuda a filtrar, priorizar alguns corredores, alguns projetos. Isso já é um primeiro filtro. E aí daqueles que passam nesse filtro, a gente aí sim coloca um pouco mais de de estudo, um pouco mais de de energia, né, para fazer uma avaliação mais criteriosa. Então é sempre uma combinação, né, de eh vários fatores, é multifatorial mesmo, uma matriz de decisão mais complexa para que pra gente escolher aqueles projetos que façam mais sentido por um determinado momento, né? Isso também muda ao longo da jornada, né, do tempo. E e agora no dia 26 a gente vai ter o leilão da BR101, né, que é uma uma relicitação, né, um uma repactuação. Eu queria entender como que vocês estão vendo eh esse leilão, como que vocês estão estão se planejando. A gente sabe que eh não dá para dar muito detalhes, mas eu queria saber o que você pode falar pra gente. Eh, esse projeto é um projeto que não está no meu portfólio, né, eovias, a gente tem dois grandes clusters, né? A gente divide o grupo de concessões dessas nossas 12 concessionárias, um portfólio comigo e um outro com um par meu, o Alberto. E e esse projeto em específico não está comigo. Mas o que que eu posso dizer, né? Eh, a gente percorreu essa jornada aí com o governo federal, com o ministério, com a agência aí, né, de uma forma muito intensa, de

forma pioneira, né, junto com esses primeiros projetos, como o da da que foi recentemente agora, né, confirmado lá da MS Vias e agora estamos à eminência, né, da data aí do do leilão, como você disse. Então, acho que eh a gente olha de uma forma muito, né, com orgulho de percorrer esse caminho, né, de estruturar isso, de viabilizar que esse projeto seja agora colocado eh a mercado e possa, né, ser avaliado dessa forma. estamos, né, de uma forma muito estratégica, posicionados para, né, eh, eventualmente, né, nos mantermos lá ou, né, se houver um outro interessado. Então, acho que a empresa tá de uma maneira tranquila, entendendo que esse processo, né, da repactuação é o que tem o grande valor, né, que ele salvou um contrato, eh, eh, reciclou um contrato de uma forma muito disruptiva, vamos chamar assim, inédita, né, com o TCU, com a agência, com o ministério. E agora vamos aguardar o resultado no dia 26. Então, preciso também nesse momento de cautela, né, pré-leilão, não antecipar um pouco muito eh outros pontos. E aí, e aí, desculpa, Maurício, só eh falando um pouquinho mais de repactuação, de uma maneira mais ampla, assim, você falou um pouquinho da importância de salvar contratos. Eu queria entender como que foi esse processo de conversa com o governo federal, com com o próprio TCU também, que é parte disso, né? como que vocês chegaram num num denominador e assim que aprendizado desses contratos que agora estão sendo repactuados a gente tem para que esses eh essas questões, né, não se repitam no futuro? Bom, é, acho que esse ponto é fundamental, né? O governo federal ele encarou de frente esse problema, um problema crônico dos contratos, né?

Tinha a segunda etapa quase toda comprometida. Então isso foi de fato, né, um uma altivez do ministério, né, do TCU, da agência encarar de frente esse problema. O próprio ministro sempre fala, né, a fala dele de que não adiantava apenas fazer novos leilões e deixar, né, vários contratos de uma forma muito eh quase que eh insolúvel, né, e foi enfrentado, então, essa bateria, né, de discussões, negociação, né, criar esses precedentes, né, porque o TCU foi tudo construído ao longo dessa jornada da repactuação, então, inúmeras reuniões, né, eh, realmente um trabalho intenso e muito frutífero, né, de discussão, de debate. de construção, porque eu acho que a palavra que resume isso foi uma construção, não havia nenhum modelo pronto, não havia uma clareza de que se daria certo, onde se chegaria, mas a construção que viabilizou e os primeiros então acabaram, né, o primeiro acabou de sair do forno, né, MS Via e temos agora o segundo já calendarizado nos próximos dias. Ô, Rui, a gente tem vivenciado um momento de bastante maturidade do nosso setor, né? O setor de rodovias aí, após 30 anos da Lei das Concessões, eh, tem viv tem vivenciado justamente um momento que a gente não imaginava ver isso, né? Eu, pessoalmente não acreditava, mas sentar na mesa para discutir eh evitando litígios e destravando investimentos, né? Eh, mas do seu ponto de vista, a gente tem recebido vários convidados aqui, né? né? O Jorge Santoro do Ministério dos Transportes, também o secretário teve presente aqui e ele comentou com a gente sobre a evolução dos contratos, né? Eh, as matrizes de

risco que têm sido incorporadas nesses contratos novos. Na sua visão, eh, o que ainda falta melhorar para trazer mais segurança e mais investimento pro nosso país? É uma ótima pergunta, mas de fato o aprimoramento existiu, está, né, constante. Então acho que um destaque tanto para os estruturadores hoje, né, sejam infra infranacionais, né, os estados e o governo federal, eh a escutativa, eu acho que isso, Maurício, tem sido um destaque, né? O o os estruturadores hoje buscam as empresas, os grandes os grandes operadores, né, eh operadores em geral interessados, né, o mercado de infraestrutura para ouvir, pautar, né, e, eh, tentar equacionar dores e problemas que, de fato, eram problemas reais e que muitas vezes na estruturações passadas acabavam ignorando, seja por uma questão de pressa, seja por uma crença. Então acho que isso de maneira assim começando fundamental essa escutativa, os market soundings que estão sendo feitos, né, de forma constante, todos os projetos. Então esse fica um elogio ao Ministério, aos estados, né, aqui em São Paulo, mas vale, né, pro Rio Grande do Sul, vale pro Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, e os estados como um todo que estão estruturando projetos, né? Então, acho que essa primeira questão de sentar à mesa com antecedência ou durante a estruturação, antes de soltar o edital, tem sido aí um grande avanço, né? Esse diálogo ativo, essa escutativa,

programas como esse aqui, né, que colaboram muito, né, para que as informações cheguem no nos interlocutores, pautem temas. Então queria começar por esse destaque, mas é você falou, matriz de risco ainda, né, ela sempre cabe aprimoramentos, né, a questão dos seguros na infraestrutura ainda é um assunto muito caro pro setor. Então, a gente tem trabalhado de forma ativa junto, né, com as seguradoras, com esse mercado segurador, eh, insumos, né, tem sido dado endereçamento agora bastante recente, de forma inovadora, né, depois da pandemia, da guerra da Ucrânia, a gente teve aquele impacto gigantesco nos preços, né, preços como do asfalto, petróleo em geral, eh, derivados, né, aço. Isso, por exemplo, empresas como a nossa, em alguns projetos que estavam num momento de plena execução do CAPEX, afetou bastante, né? Trouxe um impacto e a agência, né, tanto NTT quanto aqui em São Paulo tem encarado esses problemas, né, tem endereçado isso. A nossa associação ABCR, né, também o Marco Aurélio já esteve aqui também, né, encarou, montamos comitês, grupos de trabalho específicos, né? Então a gente vem enfrentando esses essas principais dores, são dores reais que afetam muit os projetos, afetam e e preocupam os financiadores, todos os stakeholders de um projeto. Então, Maurício, respondendo tua pergunta, acho que diálogo ativo, escuta ativa, eh, antecipar problemas, né, eh, tem sido a grande virada aí do setor e tem de certa forma, né, atraído outros players, né, outras outras empresas, outros grupos que vê passando a estudar esse setor. E, Rui, é uma outra dor que outras outros convidados compartilharam aqui, é, é a dificuldade

com mão de obra qualificada, né? Queria que você falasse um pouquinho como dentro do grupo vocês vêm essa questão, se realmente tá faltando. Às vezes vocês têm que puxar alguém do concorrente porque vocês não acham no mercado. Então, qual a preocupação e e como você vê que o setor se movimenta para talvez buscar alternativas em relação a isso? E como vocês veem também que o setor público, outras áreas do setor privado podem contribuir para solucionar essa questão? Perfeito. Essa tua pergunta no momento atual, acho que ela resume muito bem o desafio do Brasil. Eu eu ouso dizer, né, que não é um desafio da infra, é um desafio do Brasil, porque você vai ouvir eh um setor de varejo falando disso, setor de construção civil com essa dor e a infraestrutura não é diferente, mas some-se a isso, né, um problema Brasil, o aquecimento e o crescimento do setor de infra, que a gente vem falando aqui desde o início desse desse papo. Então, a tua pergunta tá bem direcionada, porque é uma dor real e é uma dor aguda, porque ela, os projetos têm uma data presente, né? E formação de mão de obra não é algo trivial que se faz, né, de forma muito eh rápida, né, de maneira geral, né, formação de engenheiros, né, Maurício, informação, executivos, de técnicos, executivos, toda a cadeia, né, mas pensando um pouco na obra e um pouco na operação, eh, técnicos, eh, pessoas com alguma experiência, né, então é uma jornada formação e o Brasil tem esse gap, né, voltando aos outros setores, mas somando agora com essa crescimento

inf infraestrutura e aí acaba gerando eh situações até eh que a gente precisa ter muita criatividade, né, para primeiro reter talentos, atrair talentos, formar novos novos profissionais, né? Então essa uma empresa como a nossa, com 12 concessões, um centro de serviços compartilhado, né, eh, bastante pujante, permite que a gente também forme muita gente. Não por acaso e corrodovias tem servido também de mão de obra pro setor como um todo, infelizmente, né, é a realidade, mas eh faz parte de um ciclo, né, a gente forma muitos profissionais e alguns desses profissionais nem sempre eh vão permanecer conosco. Eh, faz parte, mas essa formação tem que ser contínua, né? Então, entrada desde estagiários, jovens aprendizes que vão crescendo, eh eh programas trainis, né, que são aqueles eh recém formados, que são colocados em projetos acelerados justamente para dar vazão a a um momento tão delicado. E aí a particularidade disso eh que eu queria enfatizar é as obras, né? Porque nas obras concorre técnicos, operadores de máquinas, eh, insumos daquela região. Então, jazidas, eh, são materiais, né, que não, não são tão abundantes na natureza, eh, com licenciamento ambiental complexo. Então, tudo isso somado aí, André, acho que esse teu ponto, é uma janela muito curta, né? Agora estamos falando aí de 2025, 2030, talvez, acho que o Marco Aurélio mencionou isso, né, que esse auge deve chegar, né, de de obras contratadas até 30. Então é um boom que o setor precisa, a gente que tá no setor aplaude, mas por outro lado temos que ter essa esse cuidado, essa

responsabilidade de endereçar essas dores e conseguir dar vazão aos compromissos, às obrigações e dos contratos. Então é é um belo desafio. Eu diria que é um belo desafio. E aí, só para ilustrar isso que a gente tá conversando, né? Teve uma pesquisa recente que foi divulgada até pelo Instituto Quest que mostrou que 92% dos engenheiros estão empregados no Brasil. Então realmente é assim, não para para mostrar para quem tá nos assistindo que não é só a gente só não tá falando, tem dados que mostram que isso é uma realidade. É oportunidade no nosso mercado de de rodovias, enfim, de infraestrutura. não falto para quem queira estudar sobre, né, e se capacitar para isso. Exatamente. Exatamente. Eu desculpa até aproveitar esse gancho para fazer esse apelo, né, porque de fato usar aqui o canal de vocês e e todos nós, né, que possamos ser porta-vozes, né, para tentar atrair jovens, né, porque de fato o setor de infraestrutura talvez ele não seja tão claro ainda para as novas gerações, né, para quem tá hoje na faculdade eu estudando, porque de fato a gente concorre com outros setores até mais, vamos dizer assim, mais famosos, que tem mais visibilidade. Então, eh, faço esse apelo aqui para que a gente juntos, né, atraia, eh, jovens aí pro, para esse mercado de infraestrutura que tem muito a crescer e muito a contribuir com o Brasil. Oportunidades não faltam, né, Rui? Não faltarão. Ô, Rui, você citou as jaidas, né, na sua última fala e muitos dos convidados que têm participado aqui do podcast t levantado a bandeira e a preocupação com relação à licença ambiental. Eh, como é que tá essa questão dentro do grupo? Vocês têm muitos projetos ou muitas obras aguardando o licenciamento ambiental dentro do grupo. Esse é se alguém de infraestrutura não falar de licença ambiental, talvez ele não esteja tão bem informado, né? Mas de fato, licença ambiental, né? Eh, tem sido um grande

desafio, porque o o novamente o calendário nos impõe, né? Os projetos estão cada vez mais bem estruturados, né? Então você assume um contrato, você vai ver obras já planejadas às vezes a partir do terceiro, quarto ano, justamente para respeitar períodos de projeto, períodos de licenciamento anteriores, mas de maneira geral ainda é um gargalo e isso se soma, né, os órgãos licenciadores tem uma fila, tem um backlog muito grande, IBAMA gigantesca, acho que o Roney comentou aqui da MOV infra, eh, um backlog gigantesco, né, na fila do IBAMA. eh os órgãos licenciadores estaduais, isso não é diferente. Então, sim, eh, o licenciamento ambiental, ele é um ponto de atenção e sempre um caminho crítico em qualquer empreendimento hoje que é e rodovias. e tenho certeza que os players estão eh vigiando. O que que a gente faz é antecipar o máximo, antecipar projeto, antecipar estudos, muitas vezes antes do leilão eh algum algumas atividades eh na dentro dessa estratégia e até naquilo que eu falei lá do filtro também esse critério pode ser um um critério de eventual eh eliminação de um projeto, eventual ponto de atenção de um projeto, eventual prêmio adicional para correr esse risco, né, de algum alguma complexidade. a gente sabe que tem projetos que são muito impactados, já foram muito impactados aí nos últimos anos por licenciamento ambiental. Então, eh, respondendo tua pergunta, objetivamente é uma preocupação, é uma uma dor de maneira geral e nos impõe antecipar tudo ao máximo, né, justamente para que a gente ajude o órgão licenciador também a cadenciar prioridades, né? Acho que a a chave é isso. Perfeito.

Eh, pode, pode. Ô, Rui, o Benini esteve aqui, eh, e ele falou que um dos marcos da gestão dele, ele pediu até para perguntar, né? Ele falou assim: "Pode perguntar. Eh, e eu tô fazendo, tô obedecendo, tô sendo mensageiro, tô mensageiro do Benini." Ele falou que um dos marcos da gestão eh atual deles foi a a lei das agências regulatórias. né? Eh, como é que você vê esse fortalecimento, a importância desse fortalecimento para vocês como empreendedores e investidores do setor? Excelente pergunta, né? O secretário, eh, eu ouvi essa fala dele, então corroboro aqui com a fala. Eh, e lembrando, né, a a o estado de São Paulo, né, tem um dos programas de concessão rodoviárias mais pujantes do Brasil e e símbolo, né, do programa de concessão brasileiro. Entregou grandes obras, né, desde no nosso caso, a pista, segunda pista dos imigrantes, mas outras grandes obras, né, aqui em São Paulo e mantém um padrão de rodovias aqui e no Brasil diferenciado. Então, o Berini tem razão, né? a NTT na última década se sagrou aí, né, uma das a melhor agência até em nível geral, né, ela ganhou vários prêmios aí de melhor agência reguladora em todos os quesitos, né, então concorrendo com outras outros setores. Eh, e obviamente, né, eh, inspirou eh uma necessidade aí da de São Paulo, agência reguladora de São Paulo,

também evoluir. São Paulo tinha um legado importante, né, vinha, né, atuando de forma atenta aí no na gestão dos contratos, mas de fato tinha uma carência aí de inovação, de atualização e isso foi enfrentado, né, o Benini e colocou muito bem e acho que eu concordo com ele de que sim, é um legado, né, essa reformulação das agências é recente, acabou de ser implantada, mas a gente já percebe a as novidades, a velocidade, a intensidade das ações. que eles estão tomando. Então, de fato, o setor eh comemora, apoia e enaltece essa iniciativa. Rui, aproveitando que você citou São Paulo, teve o leilão que vocês venceram recentemente da Nova Raposo, né? Eh, o leilão pré-leilão, né? Teve algumas eh críticas, manifestações, como várias concessões no país acontecem de moradores da região ali. Eh, vocês venceram o leilão com uma proposta forte, né? foi acho que quase o dobro ou o dobro do do segunda proposta. Eu queria saber como como vocês eh já estão já estão na na operação, né? Como vocês estão olhando esse projeto? Eh, quais são as a as as principais obras que a gente já vai ter aí nos nos primeiros anos e também como vocês recebem, né? Como eu falei, é algo normal, né? Mas como vocês recebem essa esse essa posição da população às vezes resistente, né? questiona talvez tarifa de pedágio ou não, mas vocês acreditam que depois que tudo tiver azeitado, a

população vai ver a o valor na nessa concessão? Excelente pergunta. Obrigado. Eh, bom, primeiro falar um pouquinho do leilão, né? Nova Raposo foi um são foram dois leilões muito importantes aqui, né? No final do ano passado, Sorocabana e Nova Raposo. A gente participou de forma muito intensa dos dois como você disse, né? nos sagramos campeão, eh, vencedores aí, né, do do Nova Raposo. E desde lá, né, estamos muito felizes aí em colocar nossas premissas para operar na operação. Eh, acho que esse projeto, de fato, por ser chegado a São Paulo, um corredor tão importante aqui como Castelo e Raposo, ele tem uma visibilidade muito grande, né, todas as manhãs na TV, o trânsito é monitorado, a população ali no Butantã, né, na zona oeste de São Paulo, sim, acompanha muito de perto. E hoje a raposo tá completamente saturada, né? Não precisa nem né? É fácil de perceber a saturação. Mas respondendo a tua pergunta, sim, né? a população, à medida agora que a gente vai implementando a estratégia, né, que que a gente colocou, atendendo as premissas do edital e executando essa estratégia, eh, com muito diálogo, que isso é uma característica, né, nossa, em todos os empreendimentos que a gente faz, isso desde a nossa origem há mais de 20 anos, eh, a ecorrodovia se destaca por esse diálogo ativo, por essa penetração, né, nas comunidades, nos nos stakeholders, antecipando as questões, discutindo soluções alternativas.

Então, acho que a tua a tua pergunta é bem colocada, a gente vai conseguindo agora mostrar o valor eh apesar de que de fato a população, principalmente Cotia, Canja Viana, eh, né, essa população que utiliza a rodovia todos os dias, ela também anseia por outros modais e outras infraestruturas. Isso é legítimo, né, e vai continuar. Acho que o próprio secretário, eh, o próprio governador em algum momento também falou sobre isso, né, de que não são excludentes, os projetos não são excludentes. projeto da Nova Raposo, agora da Ecovias Raposo Castelo, ele não exclui outras medidas que serão tomadas, mas a a infra que nós vamos implantar lá, as conexões com a com com a Marginal Pinheiros, a a com a rua Sapetuba e e a própria Raposo, né, vão trazer um nível de serviço e uma qualidade pra população muito superior, né? Mas obviamente que não é um projeto que resolve tudo por longo prazo. Ele ele ele encaixa, ele resolve bem esse problema, essa dor. E é óbvio que aí o estado, né, vai continuar procurando medidas e e outros projetos de infraestrutura pra região. Isso já é já está inclusive em pipeline do estado, né? Metrô, outros TIC TIC Sorocaba, TI Sorocaba, a a linha marrom do metrô. Então tem outros projetos pensando, né, nessa nesse alternativas para chegar, mas no nosso caso concreto, a gente tem ampliação da raposo, como ela existe, como a gente conhece hoje, e a implementação de vias marginais dedicadas e segregadas, né? E essas vias marginais elas permitem justamente o tráfego urbano não conectado. Então vai ampliar, obviamente e vai também eh

facilitar a vamos dizer assim, um cardápio de soluções, né? aonde a gente vai poder ter ônibus local, eh, ônibus metropolitano com eventualmente com faixa dedicada. Então, existe esse ganho, né, ciclovias. Então, eh, é innegável a contribuição que o nosso projeto vai trazer para pra região, mas ele não é, obviamente, uma solução definitiva e única, né? Por isso que a gente é muito eh fica muito tranquilo em dialogar de que o projeto ele não precisa ser atacado em detrimento ao outro, ele precisa ser acompanhado. É legítimo, a população vai acompanhar, eh vai influenciar nas audiências públicas, no licenciamento ambiental e outros projetos que o estado também vai, obviamente, né, endereçando à medida que o tempo passa. Mas quando nosso a nossa obrigação ficar concluída, a gente vai sentir uma melhora sensível de ampliação de capacidade, de segregação dos tráfegos, né, o local do de média distância, né, intermunicipal e também viários, né, complementares como ciclovia, passarelas, né, então trazendo muito mais segurança. O próprio secretário enalteceu isso. Eh, hoje é um local com muitos acidentes, eh, e isso, essa infra qualificada vai permitir uma redução sensível dos acidentes. E em relação a ele é um dos projetos também que vai ter o Fluflow, né? Eu queria que você pudesse falar um pouquinho disso, como que vai ser a implementação, é, tanto na Raposo quanto na noroeste paulista, que você pudesse explicar, porque assim, a a as pessoas, né, a população geral que usam essas essas rodovias, elas sabem o que é free flow já, né, mas ela ainda estão na dúvida de quando na rodovia que eu ando, no lugar que eu ando, já vai est implementado.

Então, queria que você pudesse falar um pouquinho sobre isso. E aproveitando o gancho, a a Eco Rodovias foi a primeira concessionária que implantou freeow, salvo engano, correto? aqui em São Paulo, no estado de São Paulo. Então, traga também um pouco dessa experiência com o usuário em relação ao freiverem puder passar dados, né, dessa desse recente. Claro, claro. Obrigado. Não, free flow, você disse aí, apesar da palavra em inglês, né, mas acho que tá na tá no vocabulário de muitos, né, na boca do povo. E ele é a gente primeiro que a gente acredita muito que isso é uma tendência que veio para ficar. Então, a gente tem sido entusiasta desde o primeiro momento dos estruturadores, né, para que permitam, fomentem eh e ampliem, né, o freeow por crenças basilares, né, como capacidade da via, eh, emissões, né, que você tem uma redução, você tem uma qualidade de viagem, tira uma impedância que bem ou mal a praça de pedágio gera. Então, a Ecorrodovias é entusiasta eh do freeow de forma eh completa. Eh, posto isso, a gente vinha já eh fazendo testes em pista e desde 2020, 212 na Atona, na rodovia Airtonena. Então, o nosso pórtico lá nacena já vinha medindo e e coletando de forma discreta dados para que a gente aprimorasse equipamentos, sistemas, eh inteligência artificial que monitora e lê placas e cada vez de uma forma mais aprimorada. Então a gente tinha, né, um conhecimento bastante robusto da tecnologia. Eh, nesse meio tempo saiu aquele projeto na na época

CCR, hoje motiva no Rio a 101, um projeto um RDT lá, uma espécie de um de um sandbox com a NTT lá para para pro para aquele projeto do litoral lá da 101, rio Mangaratiba. Eh, e nós aqui em paralelo, né, estruturando, né, depois de vencermos o leilão da noroeste paulista, eh, colocar os primeiros freeflows, a conversão de praças de pedágio existentes em freeow, em pórticos freeow. eh, na noroeste paulista. E assim o fizemos o ano passado, em setembro e novembro, a gente inaugurou os dois primeiros pórticos aqui de São Paulo. Até o o de setembro foi o primeiro, acho que depois acho que teve um natomios que foi junto quase com com o nosso segundo pórtico. Temos hoje lá em plena operação esses dois pórticos, duas praças de pedágio que deixaram de existir como a gente conhecia, aquela praça física, aquela impedância de cabines para algo muito mais fluido, né, como o nome diz. Não passa lá, eh, se tem um tag, já paga no tag, a placa é lida, ele pode pagar, regularizar o pagamento em até 30 dias, né? Então isso eh tem sido já um aculturamento, né, naquela região. E isso vai se expandir, como você bem disse, tanto lá na Noroeste, a conversão de todas as 10 praças, né, duas já foram, a ideia é converter mais duas esse ano e assim nos próximos anos fechar a conversão das 10 praças da Noroeste. E aí sim já trazer aqui para Raposo Castelo, já está contratado. a gente pretende nessa nessas Barreirão e outras aqui da Castelo, aqueles pedágios que a gente conhece bem, a conversão para Free Flow no 25º mês, então depois

de mais ou menos 2 anos de contrato, então lá para meados de 27, né, abril de 27 é nosso alvo pra conversão do da Castelo, né, do em free flow. Então isso para dizer um pouco de de infra e de posicionamento, mas para além disso, né, como eu disse no começo, a nossa crença é sim expandir, apoiar, implementar esse projeto para além desses contratos que hoje já estão previstos, Noroeste e Raposo Castelo. A gente pretende levar isso para outros projetos. Rui, uma das grandes preocupações iniciais com relação ao freeow era a taxa de inadimplência. Vocês operando os pórticos de free flow, como que estão esses indicadores de inadimplência junto ao grupo? É exato. Eu acho que esse sempre foi o ponto de de incógnita, né? Poxa, passa, como a gente encontra aquele usuário? Onde identifica aquela placa? A gente sabe que no Brasil existe, né, placas às vezes clonadas, enfim, né, por uma série de razões. Eh, então se tem razão, Maurício, era uma preocupação, continua sendo. Mas o os estruturadores vem endereçando um pouco isso, né, que em São Paulo, por exemplo, o modelo de compartilhamento de risco, né? Então, parte do risco, né? Por exemplo, se o nosso equipamento não lê a placa, isso é um risco nosso, mas se a gente lê a placa correta, identifica aquele veículo dentro de um prazo correto, informa a a autoridade de trânsito, aqui no caso é o DR São Paulo, eh a gente pode multar, ele pode ser multado por evasão, caso ele não venha pagar a tarifa em 30 dias. Eh, e a gente também tem um tratamento regulatório correto, adequado. Ou seja, esse risco dessa evasão ou desse veículo de fato eh não ser encontrado depois identificado não é nosso. Então, a gente, esse compartilhamento de risco, né, a gente

falou um pouco de matriz de risco, ele é importante nesse início. A gente acredita que isso com o tempo vá convergindo para um patamar que eh permita até um outro arranjo de matriz de risco, mas para endereçar esse momento de uma virada de tecnologia e acelerar essa nova tecnologia, acho que a matriz de risco responde bem a tua pergunta, né? Esse equilíbrio que a evasão por num primeiro momento não é do concessionário, ela é do contrato cultural, né? E aí a gente vai afunilando o enforcement, é, as multas vão chegando, as pessoas vão sendo educadas a eh poxa, evite a multa, né? Eh, contrate um um portal que que permita o pagamento um tag, um cadastre o seu cartão. A gente hoje tem na Noroeste eh cadastra o seu cartão de crédito e já debita de forma autorizada pelo pelo usuário a tarifa. Então isso evita a multa e dá uma tranquilidade na viagem, né? Então a gente tem sido um entusiasta desse tipo de solução, né? Desculpa insistir na uma parte da pergunta do Maurício, vocês têm uma porcentagem de na de influência já, você tem esse dado para compartilhar e aí você falou que nesse momento é o modelo ideal. Eh, você já tem estudos com poder público, discussão entre as próprias concessionárias de qual seria esse modelo ideal para daqui 5 anos nesse modelo freeow de compartilhamento de risco, no caso, né? Exato. É, não acho que o nem sei se é a palavra ideal, mas ele é um modelo que eu acho que permitiu viabilizar agora. Então acho que viabilizar agora, por que não foi viabilizado antes? Muito porque não tinha esse endereçamento, tinha claro dores da tecnologia, né? A leitura de placas não era, né? Hoje a gente a qualidade, né? E a capacidade do

sensoramento é uma coisa incrível, né? A perfilometria do veículo, mesmo em em na visão noturna, a foto do veículo com cores, né? Então aí se o eixo tá suspenso ou não, o eixo suspenso, particularidades do Brasil, então a tecnologia embarcada avançou muito e de forma muito acelerada. Então isso é um primeiro ponto. Segundo ponto é a questão da matriz de risco que você mencionou. Então essa matriz de risco para esse momento atual de compartilhamento parece bem razoável. Respondendo a tua pergunta para eh inadimplência, sim, era um fantasma, né? O próprio projeto da Federal eh na época da CCR, hoje motiva no Rio, eh trouxe uma uma inadimplência alta no primeiro momento. Depois também juntos com a NTT, a a época lá CCR motiva, buscaram, né, melhorias e convergência de para reduzir esse patamar. Nós saímos num patamar na ordem de 7%, chegamos agora abaixo de cinco. E com uma tendência de queda, a gente vê essa queda. Por que da queda? Porque também tem um aprendizado. As multas começaram a chegar, a pessoa percebe que não vale a pena e simplesmente tentar ignorar aquilo. É mais cara que o pedágio, né? É, a multa é quase R$ 200. A tarifa pode ser de cinco, de dois, de 10, né? A depender do pórtico, dependendo do local. E isso, né? Essa relação é fácil de entender que vale a pena pagar, sem contar pontos na carteira, outros problemas. Então, acho que essa educação do FreeFO tá chegando. E aí, respondendo a tua pergunta, qual o modelo ideal? Acho que a gente vai construindo agora um patamar que essa inadimplência deve, a gente espera estabilizar abaixo de de cinco ou até bem abaixo de cinco, eventualmente até muito abaixo. E aí a gente permite na modelagem junto com com o estruturador

capturar essa esse novo patamar de de uma modelagem free flow. Mas acho que nesse primeiro momento a gente já vê com bons olhos, né? 4% já é bem diferente daquilo que outros países viveram. a gente via Bert Marx com 15 20% de inadiplência. Então acho que o Brasil dá, né, de novo um um recado de que, poxa, apesar de nós às vezes nos darmos como países subdesenvolvidos, com algum algum gap brasileiro, mas de fato quando bem orientado, com um estrutura correta, com os ferramentas corretas, né, eh a população, os empresários, os usuários respondem de forma correta, não querem ser inadimplentes, né? você falar na casa abaixo de 10%, se eu não me engano no passado a expectativa André era de 15% de inadimplência, né? Quando traga traz números tão mais baixo que isso é realmente um sinal bastante positivo com relação à implantação do freeow, né? Exatamente. Exatamente. A gente enxerga dessa forma. Ô Rui, eh, pensando, né, a gente citou aqui rapidamente o TIC Sorocaba, tem o TIC Santos, então estamos pensando no estado de São Paulo aí como novos projetos e e o que que tem de novo, né? A gente recebeu alguns convidados aqui, três convidados citaram a terceira pista da Imigrantes, ou seja, existe bastante expectativa. Sabemos que vocês estão estudando essa terceira pista da Imigrantes. Queria que você contasse um pouco sobre os desafios de implantação dessa terceira pista, comentar com a gente sobre o estudo do prolongamento da Carvalho Pinto até a Aparecida. Perfeito. São projetos e grandiosos, né, que o estado de São

Paulo nos encomendou, né, das respectivas concessionárias. Eh, começando por terceira pista dos imigrantes, esse projeto é um projeto já um um sonho antigo, né, uma necessidade antiga de acesso ao porto, de ampliação da capacidade de acesso ao porto. E a ecovias dos imigrantes, né, que opera aquele corredor, né, do do acesso ao porto. ela já vinha e, né, estudando isso há mais tempo, mas agora aqui no governo Tarcísio, no com o secretário Benini agora, né, na agência reguladora com o André, eh o estado, né, atribuiu a a a Ecovias Imigrantes a o desenvolvimento do projeto, licenciamento ambiental de uma forma plena, completa e definitiva, né? Então, de fato, a gente tá percorrendo esse cronograma de implementar um grande projeto engenharia como esse. Ele é um projeto superlativo em todos os aspectos, né? o desafio ambiental, desafio de engenharia com grandes túneis, eh todas as complexidades e disciplinas que um projeto de infraestrutura desse dessa envergadura eh merecem, né? Então, a gente tá percorrendo esse caminho, foi citado aqui por isso, porque ele ele tá num estágio já com uma visibilidade pública, muitos stakeholders que vislumbraram e contribuíram, né, com as premissas do projeto, questões como bombeiros, como licenciamento ambiental, como a regulação propriamente dita da agência da Artesp, todo mundo já contribuindo para que esse projeto agora eh no final do ano ele esteja num estágio de concepção plena em nível praticamente eh pré é definitivo, porque a gente vai entrar na fase do projeto executivo nos

próximos meses e aí sim pensando em obra já passível de obra ano que vem. Então essa esse seria o a o calendário da terceira pista. Existe uma estimativa de capex já para pra construção dessa terceira pista? É essa a precificação dessa obra estimativa, né, de quanto qual o capex dessa dessa obra, ele ainda vai ser fechado ainda esse ano, obviamente, né? porque a gente fecha o nível de estudo de projeto, que a gente chama de disciplina básica, mas já com ingredientes de de de sondagens, né, que inclusive você especialista aqui, né, a gente tem feito, né, um investimento muito grande, né, para identificar a geotecnia do terreno e com isso poder precificar a obra, porque obra de túnel obviamente, né, a gecnia, você citou túnel, são 17 km de túnel no 80% do trecho vai ser em túnel, exatamente dos pouco mais de 20 km, praticamente 17 e pouco, quase 18 em túneis, né? Então um deles, inclusive, né, se depois executado será o maior túnel rodoviário do Brasil. Então, de fato, uma complexidade, uma concepção bastante robusta, mas ainda não temos valores apurados nesse momento, justamente porque estamos percorrendo esse caminho, refinando premissas, né, de todo tipo, né, tanto de ventilação, eh, de operação, a questão da reversibilidade, né, para vencer a serra do Mar, 700 m, a gente sempre constrói uma pista lá ou opera uma pista lá, busca a reversibilidade, né, para que ela opere no sentido de descida, que é predominante por questões do porto, né, que Perfeito.

O Bomini mencionou isso, né? O o porto de Santos anseia por essa nova pista, mas a gente também trata da reversibilidade. Então uma série de fatores que influenciam o projeto e que obviamente influenciam no custo da obra, mas é é um projeto que tá muito robusto e e chegando ao momento importante aí, né, para deixar passível da de início de obras. Além então da terceira pista, eh, que já tá bem endereçado, eh, existe o estudo do novo prolongamento da Carvalho Pinto, se eu não me engano, contratualmente na Ecopistas, na época, né, com o nome ainda antigo, eh, havia um compromisso contratual de se construir e prolongar até Osvaldo Cruz. Isso foi concretizado no contrato, era uma obrigação contratual. E agora vocês estão estudando o prolongamento. Conta um pouco mais pra gente. Perfeito. É, a gente até passou a chamar de novo o prolongamento porque a obrigação original da Ecopistas a época, hoje Leste Paulista, Ecovias Leste Paulista, era a construção desse primeiro prolongamento até Osvaldo que foi concluído e foi entregue, né? já está à disposição já há bastante tempo. Eh, e sim, né, essa ambição do estado de São Paulo de continuar levando Aton, o corredor Aton Cavalo Pinto em direção à divisa com o Rio de Janeiro, essa porção da Osvaldo até Aparecida, é mais um passo nessa direção. Então, o estado de São Paulo tem essa ambição. Eh, a Ecopistas hoje, Leste Paulista tem sido o veículo, né, que o estado escolheu para conceber projetos, licenciamento ambiental. começou um pouco depois da terceira pista, né? Um segundo projeto, mas de fato a gente tá percorrendo também um caminho bastante robusto, né, de concepção, eh, alinhamento de todos

os stakeholders, né? Eh, então ele tem eh uma série de detalhes, né, que vão conectar a pista atual, a classe da rodovia, a chegada lá em Aparecida, né, as conexões com Aparecida e eventualmente até deixar preparado aquilo que poderá ser até uma continuidade, né, se quiser eh se o estado quiser depois levar adiante, né, para além de Aparecida em direção à divisa com o Rio de Janeiro. Então, é um projeto ainda um pouco em fase mais inicial, mas que também está contratado conosco e com uma equipe grande envolvida, né, de projetistas, eh, e todas as equipes que envolvem o projeto dessa complexidade. Muito bom. E, Rui, eh, mudando um pouquinho de assunto, eh, tanto a CCR Motiva, né, quanto outras empresas de concessão, elas têm avançado muito pra mobilidade urbana. Sei. Eh, eu queria entender como que o grupo olha para esse essa vertente, né, dentro do do setor de concessões, se é uma conversa ativa de estudo, de entrar dentro dessa desses projetos de mobilidade. A gente citou o TIC, os Chiques, né, já teve o Campinas, vai ter o Sorocaba, os próprios leilões de de metrô aqui em São Paulo, né, provavelmente as linhas um e dois e três também vão ser concedidas paraa iniciativa privada. Então, como você falou no início sobre seletividade, né? Eh, mas como que vocês olham para pra questão de mobilidade urbana? Perfeito. É, é com rodovias, ela ao longo da da sua trajetória, embora o nome rodovias seja, né, predominante, ela estudou e eventualmente participou de outros

modais e outros projetos, né? teve eh investidas em logística. A gente ainda tem eh um braço de logística no ecoporto lá em Santos, né, o terminal portuário. Temos o ecopátio em Cubatão, que é um pátio de caminhões, né, o maior pátio da Baixada Santista, que ele cumpre aquele papel de regulador. O caminhão chega lá, o toda commodity vegetal precisa passar por um pátio regulador. O eátio é o principal da lá da da de Cubatão e de lá ele é direcionado pro porto conforme os agendamentos, as janelas. Então esse braço de logística foi uma a época uma uma decisão de diversificação. Ela não foi dado continuidade, então até foi descontinuado, foram vendemos ativos, ainda permanece no portfólio ecoporto eático. Eh, estudamos outros modais, né? Por exemplo, aeroportos, né? Ecco chegou a participar de leilões em Guarulhos, no Galeão eh há pouco mais de 10 anos, mas daí eh principalmente depois de 2015 16 com o atual controlador eh a gente tem focado muito em rodovia por vários motivos, né, pelo nosso DNA, né, natural, DNA desse controlador italiano que também, né, possui um vasto nohow e uma história longa com com operação de rodovias e pelas oportunidades, né, André, porque de fato a diversificação poderia ser um um uma alternativa, poderia Mas com pipeline tão robusto de rodovias, a gente enxerga que não é o momento nem de cogitar, né? Não que que não se possa estudar em algum momento, mas não até agora nesses últimos quase 10 anos não tivemos nenhuma necessidade de complementar o portfólio, eh

investimentos em outros modais, justamente por entendermos que estamos posicionados com uma plataforma robusta, né? maior plataforma de rodovias do Brasil, posicionada numa uma geografia bastante estratégica e que pode capturar, continuar capturando oportunidades, né, no nesse mercado que ela já atua, que é de rodovias. Acho que eh eh a gente sempre responde assim, mas sim, né? E até por uma disciplina nossa, a gente olha todos os modais de forma macro para entender, né, o que que tá acontecendo com demanda, com a carga, com passageiro, né? por exemplo, agora Tú Santos Guarujá, a gente passa a olhar ele para entender as interfaces no nosso sistema concedido da Cheta Imigrantes. Então, ah, por dever de ofício, a gente acaba acompanhando um pouquinho, mas obviamente não com caráter de participar e sim de acompanhar para ver efeitos e oportunidades e até levar às vezes boas práticas, contribuições pros projetos que estão sendo estruturados no entorno dos nossos corredores. Rui, dentro desse desse cenário de vocês têm bastante experiência eh no Porto Santos, né, tanto pelo sistema enchietre imigrantes, eh hoje, né, com a com o estudo da terceira pista, é um sinal claro de que a gente tá levando mais capacidade de chegada ao Porto de Santos. Vocês também atuaram com melhorias de acesso ao Porto de Santos. Como é que tá essa conversa da Ecoovias com a autoridade do porto de Santos e com o governo do estado para que o porto não vire um gargalo? Essa outra pergunta ela é, né, e primordial, né, se se fala hoje no leilão daquele

terminal e antigo STS10, hoje Tecon Santos 10, que é vai ser o maior terminal e da América Latina em termos, né, de de contêiners. Ele é um projeto ambicioso e fica na margem direita até mais ou menos na localização que o atual eorto ocupa ali. Ele ocupa, pega o espaço inclusive do ecoporto. Eh, então as nossas conversas, como você disse, são constantes porque a gente contribui e se retroalimenta e influencia também, obviamente, dentro do possível eh essas demandas, né? Então, hoje, por exemplo, Pomini deve ter comentado, né, que a preocupação da autoridade portuária é com os acessos terrestres. Então, a gente endereçou boa parte deles já com o binário um e dois. A Ecovias Imigrantes executou binário, nos últimos 5 se anos a gente executou binário um e dois lá. Então a gente reformulou completamente o acesso a Santos, ao porto Margem Direita, né? Uma série de viadutos marginais, segregação de caminhões dos veículos leves que acessam a Santos, entradas e saídas do porto. Continuamos agora, né, a gente falou da terceira pista, mas a gente tem dois novos projetos lá. Maurício também a tua pergunta é muito boa porque eh também traz um pouco de informação atualizada. a gente tem um um chamado segundo acesso à margem direita do porto de Santos. Esse segundo acesso à margem direita, ele é tão importante que em 2015, talvez vocês lembrem, o o grande acidente envolvendo e um incêndio num tanque da Ultra Cargo na chegadinha do porto ali.

Esse incêndio foi de grandes proporções por queimou eh né, produtos lá inflamáveis por quase uma semana. tiveram que trazer espuma até dos Estados Unidos, mobilizou toda eh eh os bombeiros aqui da do estado de São Paulo e até fora do estado de São Paulo. E ele praticamente fechou o porto de Santos. Desde lá, Ministério Público, autoridade portuária, eles vêm buscando viabilizar um segundo acesso à margem direita, porque o único acesso hoje é o chamado retão da Lemoa. É mais ou menos onde tem a escultura do peixe. Ali tem umas alças que você consegue contornar e entrar o porto na margem direita. Esse acesso para caminões, ele é exclusivo. Então, logo do lado ali desse retão da Lemua ficava fica ultra cargo e ali que houve o incêndio. Então, desde lá a encomenda foi vamos estruturar um novo acesso. E a Ecovias Imigrantes sempre contribuiu com essa solução, com uma visão de projeto. Na época houve uma decisão de ter três atores investindo lá. Então, prefeitura fez um investimento, eh, Ecovias Imigrantes fez uma parte do investimento e restava o governo federal fazer essa terceira parte. acabou que ele não foi feito e voltou a demanda eh com um acordo entre a autoridade portuária, eh governo do estado de São Paulo para tentar atribuir eh através aí do estado a Ecovias Imigrantes eh a o projeto e eventualmente até depois se assim decidirem a execução desse novo acesso à margem direita. Então responde bem a tua pergunta. A gente tá equacionando junto com o estado e com a autoridade portuária todo todo o trajeto, né?

Então, pensando num caminão que chega no rodo anel, vai descer a serra, acessar a margem direita, ter essa opção de um novo acesso à margem direita, né? Obviamente a terceira pista atende muito bem a margem esquerda também, porque ela é equidistante entre as margens, mas respondendo a pergunta específica do da margem direita, eh, é um projeto novo que também tá sendo concebido nesse momento. Então, temos uma grande fábrica de projetos em andamento. E, Rui, a gente tá caminhando pro final da nossa entrevista. Eh, eu queria perguntar um pouquinho sobre os desafios eh da questão climática, né? A gente teve aqui no estado de São Paulo, até desculpa a audiência, a gente fala muito de São Paulo porque a redação da exame fica aqui. Eh, mas a gente teve o caso da de São Sebastião, a gente teve o caso das enchentes do Rio Grande do Sul, que impactam a as rodovias, né, impactam as estradas. novos contratos. Até o próprio da Raposo, né, o da Nova Raposo tinha ali instrumento sobre tornar o a rodovia mais resiliente, né? né? Não tem como como eh fazer com que o extremo não aconteça, mas você pode tornar aquele local talvez mais preparado. É, eu queria saber como que vocês, como o grupo observa isso, como esses novos contratos contendo essas esses instrumentos de resiliência, eh, de tornando o, o, as concessões mais preparadas e também discussões de risco, né, eh, de de matriz de risco, principalmente quando a gente olha para essa questão de de extremos climáticos, que, como aconteceu no Rio Grande do Sul, pode destruir uma uma rodovia inteira, né? E e o grupo teve um caso também na Ecovias, né? É, nós nós temos esse histórico, né, dentro do grupo,

muito antes até de, né, da dessa pauta mais atual. Eh, é uma preocupação, você colocou muito bem, né? O desastre em São Sebastião, ele foi na proporção do que aconteceu conosco em 2013, né? Talvez em 2013 ele foi menos noticiado porque de fato, né, na foi no período carnaval em São Sebastião, deixou eliado muita gente, né, teve teve resgates, né, de pessoas ilhadas, soterradas, né, então foi uma tragédia eh que que nos afetou muito, né, a população, todo mundo que viu e quem principalmente quem sofreu aquela tragédia. Inclusive a gente até através da uma uma particularidade, a gente poôde apoiar num primeiro momento, né? Governo do estado não tinha como chegar através do DR lá e a gente conseguiu através da Ecovias Imigrantes e da Ecovias Leste Paulista, então eistas apoios para chegar pros dois lados. Então a gente conseguiu mobilizar equipamentos de uma forma muito rápida, porque estamos ali próximos, estávamos próximos, conseguimos mobilizar para apoiar. Mas e eh você trouxe bem, São Sebastião, Rio Grande do Sul, deixaram lições e cicatrizes importantes em infraestrutura, na sociedade como um todo e os contratos precisam endereçar isso. Então, precisa dar um exemplo mais pragmático. No Rio Grande do Sul, eu eu eu como gaúcho até falo com com bastante propriedade porque vi meus amigos, minha família sendo afetada pela tragédia, mas também pelo nosso ativo lá Ecovia Sul, a antiga Ecoul, fica em Pelotas e ela foi marginalmente atingida, né? O corredor da CCR Motiva foi mais atingido, mais impactado na 386, mas o nosso de forma marginal foi, teve inundações próximas, tivemos que apoiar comunidades eh iliadas pela pelas águas eh lá na região de Pelotas e Rio Grande. Mas lá a gente

agora, por exemplo, aprendizado daquela daquela enchente, a NTT autorizou o alteamento de obras de arte que estavam com cotas muito baixas e que na duplicação foram endereçadas, então as pontes novas já estão mais altas para um regime hidrológico mais mais atual, né, lendo o o as premissas que existem hoje de projeto, então recorrência de chuva, eh intensidade de chuva, etc, etc. Eh, as pontes estão sendo concebidas de uma forma mais ampla para dar mais vazão nesses momentos extremos. E essas pontes antigas que lá existem estavam ficando com cotas abaixo e até numa uma forma perigosa, porque a montante de uma pista nova, né, eh a gente tem o fluxo da água vindo aqui na minha, né, a montante à direita aqui da minha mão, eh, podendo, se caso haja algum colapso dessa estrutura mais baixa, ela acaba ainda afetando a mais alta, o que era contingência pode ser afetada. Então, a NTT foi sensível a isso e de forma até inédita, autorizou o alteamento dessas três pontes. Isso já no na essência do que a gente tá falando de resiliência climática, adaptar a infraestrutura, essa nova realidade que tá se impond, né, questão de meio ambiente, a questão da recorrência das chuvas, ventos, né? Então, a gente tá com isso em pleno andamento, mas isso vai além. Acho que você trouxe bem a matriz de risco, mercado segurador, tô falando de novo da dos seguros, né? Porque de fato é é uma é uma equação complexa que tem vários atores envolvidos e e o governo, os

poderes concedentes, os estruturadores precisam olhar para isso com apoio dos operadores e com apoio de outros mercados que interagem com isso, mercado segurador, por exemplo. Então essa matriz de risco hoje ambiental climática, ela ainda tá eh, vamos dizer assim, não está totalmente resolvida. Ela precisa ainda de muita energia, muita discussão e e uma boa um um uma boa um bom compartilhamento de riscos para viabilizar os projetos, né? para que nem só o operador carregue esses riscos ou inviabilize projetos e também estruturador consiga endereçar eh as necessidades. Então, São Sebastião, pelo que eh a gente sabe, o governo do estado, a secretária Natália Rezende, tem trabalhado num projeto lá que vai também trazer uma resiliência climática diferente para aquele corredor da rodovia da BR101 lá, né? É, a questão do monitoramento, vocês foram pioneiros também, né, Rui, nessa parte do monitoramento de chuvas, do da da caracterização dos riscos geológicos e geotécnicos após o evento que vocês tiveram. A Natália esteve teve com a gente gravando um episódio que deve sair no ar em breve, aí o pessoal vai poder ver. Eh, e ela citou também esse esse programa de monitoramento com inclusive com o investimento do próprio BID para que o estado tenha gatilhos de alerta para evitar eh riscos eh aos usuários da das rodovias, enfim, aos lindeiros também, tá? Acho que uma última pergunta, Rui, eh, uma mensagem final, assim, a gente falou sobre mercado aquecido, a gente falou sobre os os próprios projetos da Eco, mas eu queria assim o que você, como você vê esse mercado somente de

concessões rodoviárias assim nos próximos 10, 15 anos a gente tem um muitos bilhões para ser investidos, mas você vê que tanta questão de contrato a gente vai estar mais maduro, a gente vai continuar tendo assim muitos leilões. por ano ou você vê que a gente vai talvez ter um iato depois desse desse boom desse ano. Então queria que você desse um panorama assim mais geral de como você vê os próximos anos do setor. E se puder dar um conselho para quem tá iniciando no setor, né, para quem tem 20 anos, né, venha trabalhar conosco. Importante, é importante esse principal conselho, venha trabalhar que a infra precisa muito de talentos, né, brincadeiras, mas é obrigado pela oportunidade. Acho que eh, bom, queria de mensagem geral fazer alguns comentários, né? Um, não posso deixar de falar de segurança viária e segurança com colaboradores, né? As rodovias, né? Diferente de alguns outros setores que a gente tem uma uma situação mais controlada, como o aeroporto, que tem protocolos mais densos e áreas mais fechadas, próprio porto, indústrias, a rodovia tá exposta a qualquer situação que vocês possam imaginar, né? um motorista bêbado, um motorista desatento por questões de uso do celular, que hoje virou quase que uma epidemia, né, da sociedade, né, pessoas desatentas com uso celular. Então, a gente tá vendo um aumento do da da incidência de acidentes com nossos colaboradores e, obviamente, da segurança viária. A gente melhora a rodovia, melhora a infraestrutura, amplia a capacidade, mas existem ainda,

né, acidentes ocorrendo. Isso aonde que tá a componente, né? Educação, né? Um é um dos tripés aí da segurança viária e obviamente também a gente a capacidade nossa de sociedade de eh educar e fiscalizar, né? Tem esse papel aí de fiscalizatório. Infelizmente, né? Principalmente a cultura no Brasil e aprende com a dor, né? Então a punição é importante, né? Que sejam punidos, né? eh esses infratores e que causam acidentes. Então, a nossa preocupação enquanto empresa hoje com segurança do trabalhador é é algo primordial e é, vamos dizer assim, numa curva BC, o A triple da prioridade, porque a gente já não adianta crescer deixando, né, eh, riscos e e vidas pelo caminho. a gente precisa crescer com segurança, a qualidade, como a gente fala, que a pessoa possa voltar para casa em segurança, íntegra, né, para conviver com a sua família. Então essa esse apelo, né, e eu tenho certeza que outros fizeram e farão aqui, eh, vão endossar isso, né, de que é uma agenda da sociedade brasileira, mas com esse foco, obviamente, dos operadores de rodovias, da infraestrutura paraa segurança viária, tanto dos usuários, né, com mais atenção, com mais cuidado ao dirigir e também com respeito às regras com os trabalhadores, né? de ter inclusive o afaste-se que a CCR trouxe aqui pro Brasil motiva e a gente aderiu, foi signatário, todo o setor apoiou, eh, que é uma cultura que outros países já têm de um veículo avistando algum serviço em pista, ele logo se afasta para uma faixa quando tem faixas disponíveis e se não

tiver faixas, ele reduz a velocidade para respeitar aquele ambiente de trabalho ou eventual atendimento a um acidente ou uma ocorrência na rodovia. Então isso tudo é uma jornada e é importante deixar essa mensagem da da atenção, do cuidado com a segurança. A a outra mensagem final, se puder permitir, é a questão da tecnologia do freeow, né, do que o usuário eh os nossos clientes usuários, né, e se sintam muito tranquilos, que a jornada vai ser uma jornada exitosa, né, ele vai passar pelo pórtico, ele vai poder regularizar seu pagamento, ele vai poder aderir as tecnologias disponíveis de forma interoperável. Isso é importante. Então, uma viagem longa que a gente faça de férias pelo Brasil, passando por diferentes cidades, estados, rodovias, depois eu possa acessar lá e ver todos os seus trânsitos num único local. Então essa esse portal já temos hoje junto com com a Motiva eh e com a SEM Parar, a gente fez uma parceria e lançou pedáiodigital.com. Uhum. É um portal que permite que todos os trânsitos sejam vistos de forma integral, possa ser pago por qualquer meio de pagamento, um Pix, cartão, eh, possa deixar lá um um cartão de crédito para fazer depois o seu o seu pagamento recorrente. Então, a gente enxerga que a tecnologia, né, chegou, o freeflow chegou e ele vai crescer e vai expandir agora, como foi dito aqui. E por finalmente, né, encerrando aqui minha fala, se vocês permitirem, atrair, né, pessoas venham trabalhar no setor, venham buscar, seja na associação, nas empresas, aqui na Exame, né, eh, batam na porta, busquem que a gente tenha oportunidade de trabalho em diferentes áreas, em diferentes setores.

Precisamos, a infraestrutura precisa desses jovens talentos e a gente quer e contribuir com isso, com o crescimento de todo mundo. Ótimo, Rui, foi uma honra ter você aqui. Parabéns pela jornada, viu? Obrigado, obrigado aí pelo convite. Contem sempre conosco, comigo Ecorodovias. Estamos sempre juntos aí em prol da infraestrutura. Ótimo. Agradecer o Maurício por mais essa condução da entrevista. Agradecer você, Rui. Muito obrigado pela participação, por ter aceitado o convite e agradecer você que nos acompanhou até aqui. Mais uma vez vou pedir para você curtir esse vídeo, compartilhar com amigos, familiares, colegas de trabalho. Eh, se inscreva no canal da Exame. Acesse o site da Exame também. na nossa editoria dedicada à infraestrutura. Até o próximo episódio. [Música]

 

Já é cliente? Acesse seus dados e o histórico dos serviços executados.

Portal exclusivo com status de avanço, fotos da execução e todos os resultados.

Acessar meus dados

Solicite um Orçamento

Fale agora com o nosso assistente e receba o retorno do time comercial.

WhatsApp E-mail