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[Música] Olá, seja muito bem-vindo ao Exame Infra, o podcast da Exame que trata aqui dos caminhos da infraestrutura do Brasil. Eu sou o Luciano Pádua, sou editor de macroeconomia e tenho o prazer de ter ao meu lado aqui o Maurício Malanconi, CEO da Suporte, meu coapresentador Maurício. Tudo bem? Tudo bem, graças a Deus. Luciano, tá preparado pro programa de hoje? Vamos embora. Vamos embora. Hoje eu queria apresentar o nosso convidado, lembrando que chegamos aqui ao nosso 10º episódio do podcast. Ele sai quinzenalmente às terças-feiras. Eh, tem muito material para vocês olharem, para quem gosta do tema, para quem gosta de estudar. Vocês podem olhar inclusive no começo do ano o que que já saiu e cobrar a gente do que que foi feito em relação ao que prometeram aqui e não saiu. Então você se liga na nossa playlist, a gente tem muita coisa no nosso YouTube, tem tudo lá, tá? Mas aqui voltando pro nosso programa, o nosso convidado de hoje é o Sérgio Santilan. Ele é CEO da Via Araucara e da EXSP, eh, duas das principais concessionárias do país e que são ambas, ambas estão dentro do grupo pátria, são SP, né, sociedade de propósito específico, que tem o Pátria e outros sócios também. O Sérgio vai explicar pra gente. Eh, Sérgio, muito obrigado por estar aqui com a gente hoje. Obrigado. Agradecer. Eh, para mim um prazer poder estar aqui compartilhando um pouquinho a experiência. Sim. Perfeito. Então, só para fazer uma contextualização pro nosso espectador, a EXOSP é considerada a maior concessão em extensão quilométrica do Brasil.
administra 1200 km de rodovias no estado de São Paulo, passa por 62 municípios, tem um plano de investimento grande, eh, que leva em conta obras, infraestrutura e sustentabilidade. E a Viaalcária, como o nome sugere, é responsável pelo lote 1 de concessões do Paraná, eh, com cerca de 487 km de trechos federais estaduais, conecta importantes polos. O Paraná tem sido um polo de inovação em logística nos últimos anos. Então, dado essa apresentação, Sérgio, eu queria fazer um dar um passo atrás e pedir outra apresentação sua pro público. Tem pouco tempo que você tá lidando com infraestrutura no Brasil e concessões no Brasil, né? Tem pouquinho tempo, né? no Brasil desde 98, eh, quando começa o programa concessão do estado de São Paulo. Lembrando, foram as primeiras 12 concessões. Eh, tive a sorte e a honra de ser convidado, estava estava na Argentina operando outras concessões e a gente vê aqui no Brasil 98, eh, tudo a ser desenvolvido. É um grande entusiasmo por parte do governo estado de São Paulo eh modernizar essas rodovias que eram operadas pelo Dr. n é com nova desafio tanto na infraestrutura e já se começava a vislumbrar inclusive tecnologia. Pouquinho passando atrás e me histórico. Começa em 94 quando eu volto da Itália eu sou formar em engenharia mecânica aeronáutica, fiz doutorado em engenharia aeroespacial e de um dia para outro sou convidado a entrar no mundo de concessão de rodovias. O que tinha a ver? Nada. De
um pesquisador a um operacional é um grande abismo. Ou em matemática na função delta, não? Sim, mas aí que as pessoas são movidas por por desafios e acho que o mercado de concessão eh principalmente essa mensagem para os jovens, apostem porque o mercado extremadamente eh interessante, multidisciplinar, não só é obras e tecnologia, gestão, governança, cumplin e assim por diante, né? Quer dizer, se que é um desafio paraa sua vida, entra para concessões, né? queria aproveitar então com esse seu histórico, fazer um pequeno, uma breve, uma breve aqui avaliação, né, na na sua opinião, evidentemente, de como que evoluiu esse mercado no Brasil de 98, vai desde a primeira que você fez, você passou pela, eh, Via Bahia, pela SPMAR, diversas outras em âmbito de várias agências. Como é que o Brasil eh evoluiu? Eu acho que é um consenso de quem a gente ouve aqui no podcast de que houve uma evolução que hoje já parece ser uma agenda de estado, independentemente do governo que esteja eh à frente do país. Você vê essa evolução institucional? É, a evolução foi total em todas frente de trabalho. Eh, do ponto de vista regulatório, os contratos naquela época acho que tinham 30, 40 páginas. Hoje nós temos contratos voluminosos com matriz de risco muito bem definidas e alocadas tanto para o poder concedente, assim como para o empreendedor. É, eh, a tecnologia se introduz em cada fase do programa, dos programas e como você falou bem hoje, uma agenda a nível Brasil, independente se um lançamento de um estado, eh, a tecnologia sempre foi colocada como um elemento desafiador. É,
em muitos casos, comentamos antes da de início dessa conversa, eh não existia não existe tecnologia consolidada e ainda em fase de evolução e foi colocado como um desafio e e as concessionárias têm reagido muito bem, tem corrido atrás e e colocado isso em pé. Podemos falar mais para frente do que é o sistema Wi-Fi, sistema de identificação de incidentes eh nos 1200 km da Exo. É, eh eh é é algo extraordinário. Falamos de parte regulatória, a alocação de risco é fundamental e acho que os anteriores convidados tem tiveram mais eh expertais na explicação, mas do ponto de vista gestor também e de investidor deixa muito mais confortável. Sim, a segurança jurídica tem evoluído significativamente e mostraí e mostra disso foi no Paraná. Eh, nós tivemos eh, nesse primeiro ano eh algumas eh ações que ganhamos da justiça. O Tribunal Superior, Justiça Federal eh eh entende muito claramente hoje que qualquer desequilíbrio pode afectar ao bem principal que o investimento para o serviço público e para o interesse público. Entendeu? seja eles prefeituras querendo determinar sobre uma Concessão Federal a isenção dos seus moradores, n, e onde se vê claramente algo incitucional, porque o município não pode legislar sobre uma Concessão Federal, quebrando pactos federativos, mas acontece o aconteceu
agora recentemente no Paraná e a Justícia Federal interpretou e cancelou essa e por liiminar eh de obrigou a conselho a não cumprir claramente não teria como cumprir essa legilação estadual. E é só interessante você falar isso porque eu vou, pelo amor de Deus, Maurío, vou te dar perguntar, mas é porque eh no Brasil tem muito esse aspecto, é clássico, pessoal. Eh, leis, por exemplo, tem uma clássica que toda Câmara Municipal faz, que é proibir cobrança de estacionamento em shopping center, né, que é uma lei que é inconstitucional, ela nunca funciona, mas ela sempre é aprovada para depois cair. Só que no meio do caminho você gera uma série, a primeira vez que isso acontece, a segunda vez que isso acontece, gera uma série de turbulências. E num ambiente como o de concessões, isso pode gerar uma enchurrada de processos outros atores querendo se aproveitar de decisões como essa. Então, queria dar esse exemplo de é um tipo de coisa que segurança jurídica importa e importa muito. Maurício, por favor. Ô, Sérgio, eh, você é um dos você é CEO hoje de duas grandes concessões com dois grandes desafios de investimento de CAPEX, né? Eh, o grupo Aixo SP, no caso, quando foi o leilão, tava na casa de 14 bilhões de investimento e agora eh o lote 1 do Paraná mais 13,1 bilhões de investimento. Então, assim, eh o país como um todo já se estruturou, né, tem evoluído ao longo desses 30 anos para construir contratos que tragam a atratividade de fundos para investir. é o que que você vê hoje, né, além desses desafios e políticos, mas o que que tá
faltando é para que culturalmente a população entenda os benefícios que, eh, que se vem que se advém através dos investimentos das concessões? É, infelizmente processo de comunicação muitas vezes somos falhos, ainda que com grandes investimento de espesas em publicidade, divulgação. Ah, se vem muitas vezes eh ainda hoje no Paraná seama a concessionári de pedágio, então associa-se muito a figura do pedágio e pouco a aos benefícios que um programa traz. Você falou, são grandes investimentos eh que devem ser executados. Eh, tem ciclos, as modelagens, recentes modelagens tem constituído seu investimento em ciclos. No caso da da Exo, são grandes ciclos, o primeiro até o final do ano 7, posteriormente já no segundo ciclo, a partir do ano 20, já no caso da Viaraucária é eh concentrado 100% esse grande investimento em duplicações nos primeiros 7 anos, com entregas a partir do ano 3, 70 km, duplicações mais que é um fluxo de entrega significativo, mas ainda hoje acho que a gente peca muito na forma de divulgar esses benefícios. Então, não é e não é só objeto da concessionária em si um programa de comunicação, mas desde a a concepção de uma nova concessão é através dos deputados estaduais, deputados federais, eh a classe política e principalmente o stakehold que no caso de Paraná são muito ativos. Estou falando da contribuição que o movimento pro Paraná tem com a sociedade
paranaense. Eh, tem sido um aliado no bom sentido da palavra, um aliado no sentido de ter conversas objetivas, direitas e contribuir para criticar, se for o caso, mas principalmente para ajudar a destravar algunos gargalhos que no decorrer do dia a dia acontece. Quando falo gargalhos, não é só prever o investimento em si e a empriteira ou o planejamento da obra, mas principalmente as condições precedentes. Então esse um cuidado que o regulador tem que ter de que todo o ecossistema tem que estar muito alineado. Não adianta soltar grandes investimentos se não preparamos a área de licenciamento ambiental. Uhum. É, a área de licenciamento ambiental tem que estar estruturada para que de forma clara, objetiva, técnica, possa acompanhar esse fluxo de investimento. Eh, no caso de Paranã e e até que o órgano ambiental paranense está bem estruturado para dar conta desses investimentos que vem paraa frente. E aqui a gente está vendo em São Paulo também como transmitir isso, como pedir esse apoio das secretarias e e da CERB para que esse fluxo de invertimento aconteça e não fica num papel e ou atraso dentro desses 30 bilhões, Sérgio, quais são as obras mais impactantes que você destacaria? Bom, a gente já teve a primeira entrega em Marília, se bem eh essa talvez seja a obra mais complexa del ponto vista de logística, é porque a região metropolitana María com altíssimo fluxo, aí a gente teve barrios eh com
fortemente adensados que tivá com a com Marília e a gente conseguiu entregar essa obra. não é uma obra em extensão significativa. Falamos de 19 km, mas sim del punto de vista de planejamento e logística foi algo significativo. Eh, no Paraná a gente tem obras e como é o contorno norte de Paraná, e um contorno com um fluxo e metropolitano e misturado com fluxo urbano de longo percurso também e é numa topografia, digamos, muito estreita, onde será o grande desafio e já estamos previndo começar nesse mês, final desse mês de maio ou bem na primeira semana em junho. aqui o planejamento é fundamental, principalmente para as interferências eh digamos físicas e de logística como usuário DC3, tá? Eu eu queria fazer um um a gente dá um passo atrás e tentar falar um pouco de cada uma eh das concessões, no caso, então da SP e da Virocá. Eh, vamos montar os aspectos assim, estamos falando de no caso do Ssp, vamos montar um bloco pra gente falar só dela, porque eu acho que a gente cita a Marília, mas acho que a gente tem que qualificar do que que a gente tá tratando aqui pro nosso espectador que talvez não conheça, claro, né? Então, vamos eh começar, são 1200 km. Eh, qual é, qual é a natureza e as particularidades dessa concessão na sua concepção? Uhum. Bom, lembrando que a USP eh recebe a anterior concessionária CentroV. Uhum. né, onde ela a obviamente eh operada por 20 anos
e acompanhada pela ARTESP, as condições da infraestrutura eram adequadíssimas, digamos, estava muito bem eh claramente algumas não conformidades, mas isso faz parte, não da transferência. Eh, e aqui você também concentra o maior fluxo e nesse trecho você concentra mais de 50% do fluxo eh eh que constitui o o total dos km. eh aqui a a obras eh inclusive em curso, que é a terceira faixa da Washington Luiz, né? Foi feito todo o plano intensivo inicial, que são os primeiros eh 12 meses n algumas concessionárias. No nosso caso, pela extensão, a parte de pavimento se levou para 24 meses, mas em definitiva os trabalhos iniciais foram eh realizado em 100% da extensão. Eh, e no caso da da Washington Le hoje a obra que está sendo executada é ampliação das terceiras faixas, né? Além disso, tem outras obras que a gente pretende entregar até o dia 4 de junho. São nove bases de caminões de parada de camioneiros que chamamos de PPD. Cada base é e 20.000 m² de estacionamento com segurança, com iluminação, com internet, com Wi-Fi. É, então nós estamos falando de 180.000 1000 m² de estacionamento distribuído ao longo trecho que para a classe dos transportadores, digamos camioniros é fundamental ter uma área segura, uma área tranquila, na área que ela possa dormir tranquilo e com segurança e possa fazer suas necessidades de lavar sua
roupa, eh fazer sua gente e depois continuar viagem como é devido aí nessa classe. Perfeito. E aí então o fluxo como de investimento é pro ano 7, o segundo contrato. É, o primeiro são eh na no caso da ExO são grandes eh são dois ciclos de investimento. É previsto no ano 7 o primeiro ciclo e depois a partir do ano 20. E nesse primeiro ciclo, por causa dos licenciamentos, está se postergando um pouquinho, dois anos a mais. É, é. Eh, já ambiental, no caso, é licenciamento ambiental, todos os projetos, a estratégia também no grupo sempre, assim como na EO e na Viaucária da contratação de todos os projetos, de forma tal de reduzir o risco de um eventual apagão de projetista. Então esse risco foi minimizado quando conseguimos contratar já todos projetos muito evoluídos em projeto executivo e alguns já é realizado como o caso de Marília. Hoje, além da Washington Luiz, nós estamos com dois trechos de obra de duplicação na região de Piracicaba. né? E em dois dispositivos, duplicação até a Serra Santa Maria e na região da entre Assis e e Martinópolis, dois trechos de duplicação também eh nesse momento para Guaçu Paulista e continuará eh eh até até Martinópolis com dois trechos nesse nessas rodovias. Ô Sérgio, você tem uma experiência grande em implantação de novas concessões, né? E a EU teve a particularidade da pandemia. Conta um pouco pra gente como foi esse desafio.
Esse foi um grande desafio e acho que o coragem do investidor também, porque eh a gente não tinha assinado o contrato e essa pandemia se iniciou e com todas aquelas repercussões que que que o mundo acompanhou, né? Inclusive aqui no Brasil, entendeu? para o investidor foi um grande um uma tomada de decisão com forte desafio. É porque você pensava vamos iniciar o contrato não vamos iniciar e a gente eh decidiu iniciar esse contrato. É eh tivemos que remodelar tudo. É pensando que eh operar 1200 km no meio de uma pandemia, quando se pensa em recrutamento, você tem aquela grande dificuldade que você não tem o contacto com aquela pessoa, que você tem que entrevistar e treinar. Então, tivemos que remodelar todo o processo de selectivo. Recebíamos, recebíamos aproximadamente 40.000 currículos eh todos online. Nós tivemos que analisar eles, nós tivemos que contactar eles via, via Zoom e treinar inclusive, porque normalmente quem é da área operacional sabe que os treinamentos são treinamentos com equipes grandes, muitas vezes feito em prefeituras, escolas, em entidade de classe que nos facilita. Esse treinamento não podia acontecer porque nós tínhamos a restrição de não poder estar presencialmente assim que tivam inclusive a dar chip com com internet e os treinamentos totalmente remodelados para ser feitos online, tá? Então foi complicado. A contratação de obra aconteceu. Conseguimos iniciar a operação a partir da hora nos 1200 km
com 32 bases operacionais, todas elas equipadas com ambulâncias, guinchos, caminão pipa, caminão de pressão de animais e a inspecção de tráfego e principalmente já implantado antes do início da operação da hora, todo o sistema rádio comunicação. 1220 km coberto 100% de rádio para que as equipes pudessem ter conexão via o CCO que está em São Carlos, né? Não entendi. Então, e aí uma das coisas que vocês têm feito também e que é acho que um dos grandes temas do setor é free flow. Eh, qual tem sido o resultado de free flow para vocês? Teve, começou já a implementação? Eh, todo mundo fala que é uma forma muito interessante de uma nova forma de lidar com pedágio, que sempre foi o risco eh de narrativa eh de opinião pública para uma concessão, afinal de contas. OK. Obrigado por pergunta. Acho que essa da das ráas que eu mais participo, que eu gosto e acompanho inclusive desde 98, quando cheguei aqui no Brasil e quando idealizamos aquela operação e que se todo mundo conhece por sem parar, mas sem parar foi o produto comercial que definimos ao primeiro operador. É, mas todo mundo conhece. É, lembrando que no começo a a experiência em pedágio eletrônico 98 já era na ponte Rio Niterói. E naquele momento a ponte tinha pistas eh exclusivas de pedágio eletrônico, né? está dedicada como a tecnologia americana ANTEC, protocolo fechado. E o conceito do primeiro desafio aqui est São Paulo que foi muito
assertivo, foi na palavra jave interoperabilidade. Eu quero e não abordar diretamente tua pergunta, a provocação, vou chegar no freú, mas é muito importante trazer, se me permitir, um pouquinho essa experiência. Eh, aquele histórico, lembrando, todo era pistas manuais, pouquíssima experiência em pedáo eletrônico. ponte foi a primeira eh com uma empresa americana, protocolo fejado eh e tínhamos cupons der e der para quem não sabe que eram papel moeda dos as empresas transportadoras iam para o DR, para Dersa, compravam e transportavam, tinha que contratar as empresas transporte de valores, levar esses papéis moeda à suas casas e fazer toda uma proteção e uma logística de distribuição desso. Imagina o custo operacional desse que era o voucher para poder passar no pedágio. Exatamente. Esse era papel moeda para ser recebido nas pra pedagoque, além da segurança do custo de custódia, eles distribuíam para cada motorista de caminão esse papel moeda e no retorno a sua viagem a comprovação dos tickets da praça Pedro. Quer dizer, dava tudo tudo para dar errado, né? Era o que se tinha no momento. Era o que se tinha no momento. E claramente era um mercado paralelo de venta, de cupões, de chique, de praça e pedágio. E aí foi que por um por uma determinação regulatória e assertiva da implantação aqui no estado de São Paulo de um
pedágio eletrônico interoperável. Aí foi que a gente quando fala a gente, eu era diretor de operações da Via Norte, convida a Bosch e a Combitec para fazer o primeiro piloto eh de implantação de pedágio eletrônico interoperá com duas empresas europeias POS e Com Bitec da Suécia, de forma tal de mostrar como poderiam duas tecnologias de diferentes casas interoperar e com isso permitir que o mercado tivesse competitividade. Lembrando que eu falei protocolo fechado e se compra dela e se morre nela. Quando é protocolo aberto e interoperável pode ter muitos mais fornecedores e o e a Europa tinha evoluído em um protocolo aberto eh que é o 100 278 eh onde mais de uma empresa eram cinco na época que poderiam fornecer essa tecnologia. Mas faltava alguém importante, é o operador ou chamada câmara de compensação. Na época 98, final 98, 99, convidamos ao Bradesco, a equipe do Bradesco Tecnologia e montamos a primeira sem parar CGMP que mostrando como poderia operar esse modelo. E assim foi e foi muito bem sucedido porque se imaginava seguir o modelo argentino que não deu certo, eu participei dele, onde cada concessionária tinha seu cliente e ela tinha que cobrar o seu cliente e repassar para outras. Imaginemos ao nível Brasil, isso é inviável operar além dos custos de becoinf, custo de de
gestão com cada um dos clientes. Então foi muito assertivo no final de 98 99 quando contratamos a primeira operadora, naquele caso a o sem parar. E aí foi caminando eh eh o conceito de free flow, mas o conceito free flow começa a ter sentido quando existe a legislação, quando existe algumas garantias de cobrir esse eventual inadiplência. Lembrando que o FreeFor, como sua palavra indica, não tem cancelas. Eh, e aqui que vem o grande desafio. Para aqueles que já têm TAC e quiserem continuar usando TAC, é muito simples, a operação exatamente igual a de hoje, né? passa por debaixo um pórtico, recibe e assim por dentro. Mas o grande desafio hoje é garantir que esse usuário que hoje não tem TAC e que será identificado veículo pela placa possa fazer seu pagamento. Agora, o grande desafio a nível estadual e nacional é em criar um mecanismo de novo interoperável para que o usuário possa pagar em qualquer parte e sua implência reduza a zero ou muito próximo de zero. Infelizmente começaram com ações isoladas, cada concessionário correr detrás dessa receita, cobrar dele e aí trai um problema para o usuário. Muitas vezes ele desconhece o pórtico, muitas vezes nem sabe por concessionário está passando e depois tem recebe uma multa eventualmente por descumprimento daqueles 15 dias inicialmente e hoje de 30 dias. O que está o que está sendo proposto é de criar um mecanismo de forma tal que o usuário possa pagar em qualquer ponto lotérica.
supermercados, estacionamentos, sites, o que for, e que essa cobrança possa trazer todas passagens a nível eh Brasil, digamos, independente de uma concessionária outra, né? Acho que esse é o caminho que vai a reduzir na implência e vai dar uma maior tranquilidade inclusive para usários. Ô Sérgio, além do freeow nesses contratos novos, né, né, como quais outras tecnologias estão sendo solicitadas como obrigações contratuais que ainda dependem de uma maturidade? Sim, já te respondo aí, mas queria terminar com Friplo. Por quê? Porque nos contratos da EO e da Via Araucária não tem essa obrigação contractual. vocês estão tentando fazer por vocês. É, no entanto, eh, a gente como tem um pouquinho da vocação pela inovação, pela tecnologia, permitimos e desenvolvemos eh POC com empresas nacionais. No caso da Exo, é uma empresa de Curitiba, Fiscaltech, conseguimos eh aprovar com ARTP na POC e hoje essa empresa eh foi eh consolidou sua tecnologia, eh foi um partícipe desse desenvolvimento e já foi contratada com 17 pórtico na litoral. Então, acho que para nós eh eh o a possibilidade de dar a empresas locais de desembol tecnologia e competir com a empresa internacional para nós enche de orgulho. Assim também tá sendo feito na Viaraucária, é com a a uma empresa local de Curitiba com a KE também estamos desenvolvendo um pórtico junto e e permitindo que possam ter mais players no mercado ofertando essa tecnologia.
Não temos obrigação. Claramente que nós dentro do grupo se olha esse mercado. Eh, acho que uma tendência que não volta para trás, né? E que a gente no momento certo eventualmente vai fazer a proposta de reconvertir as tradicionais praças pedágio para uma nova distribuição de pórtico a longo rodovia de forma tal de que possa eventualmente se reduzir as tarifas eh pontuais e aumentar a base de pagante. Como é o conceito moderno hoje que a Dutra vai trabalhar nesse ponto? Perfeito. Mas você tinha perguntado também de outros, você tinha perguntado outras tecnologias. É, quais outras tecnologias fazem parte das obrigações contratuais hoje, além do fre? Sim, no caso da da Exo, nós tivemos eh a cobertura 100% do trecho por câmaras. Eh, implantamos 1089 câmeras, todas elas com inteligência artificial, com sistema de detecção de incidente. Na própria câmara ele roda um analítico de forma tal de identificar algum tipo de anomalia, seja ele veículo na contramão, pedestre, objeto na pista, fumaça, incêndio e aí levanta esse alerta para o operador CO, podendo dar um atendimento um pouco mais eficiente. Isso tem nos permitido, inclusive deparar nossos veículos de inspecção de tráfegos tradicionais, rotas, eh, eh, deixando em bases operacionais e só selecionada quando eventualmente há necessidade. Reduze a emissão, reduz claramente os nossos custos, mas principalmente reduz a remissão de CO2. Nós estamos em grande forte campanha trabalhando para a
redução das remissões de CO2. É, é muito dentro da nossa concessão. Essa é uma pegada muito forte eh na parte ambiental. Ah, também foi eh requisito da ExO e a implantação sistema de Wi-Fi. Cobrimos 100% do trecho com a tecnologia geração 6, eh, permitindo grandes bandas de comunicação. O que estamos dando usuário hoje? 30 minutos gratuitos de internet para ele poder fazer sua conferência, seu pagamento, se for necessário. Ele não precisa parar, né? E o a conexão ela e tem um um roaming online, digamos, ele o veículo a 100 110 km/h tem uma comunicação e muito boa como taxa de comunicação e cobrimos 100%. O que traz de vantagem além desse serviço para usuário é que se captur alguns dados muito importantes para gestão de tráfico. Okedres do celular quando está conectado pode ser monitorado de forma tal que uno consiga identificar origem destino, tempo de viagem, quanto que uma obra tem interferido nessa tempo de viagem e eventualmente se fosse um pouquinho mais visionário, uma cobrança real ponto a ponto com o McDres desse veículo ou eventualmente desse celular. Interessante. Aí você falou da obra, né? E você já tem, você tem um caso, algum elemento, um caso concreto de como vocês viram, não, poxa, nesse ponto, essa obra, a gente precisa fazer alguma coisa para diminuir retenção. É, é nesse aspecto que vocês usam essa tecnologia.
Exatamente. Toda e qualquer intervenção tem que ser feito um plano de ocupação, né? é aprovado pela estou agora falando de São Paulo. É, digamos, olha, essa obra, digamos, de e de recapeamento, né, vai ter uma retenção do fluxo, tempo máximo que permitido de atraso na obra são 10 minutos. E esse é um mecanismo para aferir se estamos fazendo a coisa certa. É, então a gente consegue determinar eh qual é o tráfego, digamos, quais são fluxos e os horários, tempo de viagem entre diversos pontos e quanto que essa obra está está traçando essa viagem, se está dentro do combinado com ARTESP ou eventualmente não. E se eventualmente não, essa obra pode ser desmobilizada de forma tal restituir esse nível de serviço provisuário. Já no caso da da viaraucária, como tecnologia não se exigou o Wi-Fi e sim um sistema comunicação, nós estamos indo com LTE 4G, é de forma tal de que cobrir 100% o trecho. Estamos uma parceria com a TIM é e já estamos em fase de implantação, inclusive antecipando no manânio daquilo que foi nossa do que nossa obrigação contratória. Ô Sérgio, hoje você interage com a Artesp, no caso da EO e com a NTT, no caso da Varaucária. Eh, como tem sido a convivência com diferentes ambientes regulatórios? Eh, depende um pouquinho o histórico, né? Claramente desde 98 até o dia de hoje, houve vários ciclos e e vários perfiles de gestão quando eu estou olhando aqui em São Paulo. Hoje as duas agências t uma forte convergência. eh o espírito regulatório, eh até porque muitas
pessoas vêm de Brasília, t ido para Brasília, então hoje há uma convergência na forma de gestão, eh, estar muito próximo próximo do concessionário em resolver problema e não na troca de documentos ou na judicialização dos problemas. É uma mudança pequena, mas gigantesca, né? Isso isso é fundamental. essa mudança cultural que as nossas agências tanto da NTT tem feito como Artesp está em fase de evolução. O André tem trazido uma nova gestão mais moderna, muito mais próxima do concessionário. Eh, de fato, anteontem tive reunião com ele e nós temos uma vez por por mês abordando temas que entendemos que são necessários. Eh, isso aproxima muito e e principalmente não se perde de vista o foco principal, é o usuário, é destravar problemas. Eh, porque judicializar é a coisa mais, digamos, mais desastrosa que pode ter o programa de concessões, não? Eh, então no entendimento, na conversa, na busca de soluções, na inovação, isso é um caminho que ambas agências t dado nos últimos anos. Ao longo desses 30 anos, houve de fato uma maturidade do setor, né, principalmente dentro das agências regulatórias, né? O que que você vislumbra como poderia ser os próximos 30 anos? Eu não sei. 30 é muito tempo. Os 30 passados correram uma velocidade interessante. O próximo acho que hoje a velocidade exponencial, não
sei, mas acho que que essa gente jovem eh o aprendizado que que que as agências tiveram os técnicos que estão dentro da agência, primeiro é dar autonomia ao técnico. O técnico não ter medo de tomar decisões. Aquilo que se fala alguma vez eu apagas canetas. A pior coisa que pode ter é que o técnico não tenha capacidade de tomar uma decisão é ou simplesmente estar olhando aquilo que está escrito estricto senso sem uma razoabilidade na na emissão de uma notificação eventualmente ou de um acto punitivo, tá? Mas acho que camina muito bem. Acho que os próximos 5 anos. E isso é muito importante para o mercado, de facto, isso os leilões ter muito mais player, eh, porque toda essa parte regulatória evoluiu muito. O Brasil tem estabilidade jurídica, tem estabilidade regulatória e projetos que fazem muito sentido para o investidor e de todo tamanho, o grande investidor de fundo, assim como a pequena empresa que se juntem com consórcio, lotes no interior, Mato Grosso, Minas e assim por diante. Eu queria perguntar justamente nesse ponto você falou de novos players, né? Saindo um pouco aqui das concessões específicas para um mais setorial, a gente tem visto muitas disputas. Eh, esse ano a gente chamou na exame de o ano dos leilões, porque entendendo no estrito mais amplo, no sentido mais amplo, temos saneamento como infraestrutura, temos aeroportos regionais e a gente tem visto o setor
rodoviário muito específico, porque tem 15 concessões federais para serem leiloadas ao longo desse ano e temos visto muito ator novo, especialmente atores. O Pátria talvez seja um dos precursores desse movimento do mercado financeiro no setor de infraestrutura, mas é queria entender até onde vai o apetite de dos investidores e de novos players na sua visão por projetos e infraestrutura. Bom, acho que o mercado tem evoluído. Ah, e não digo infelizmente, mas claramente cada companhia tem sua cultura organizacional. Eh, às vezes chamamos de empriteira, empresas familiares, fundos, claramente que cada um tem sua cultura, sua tomada decisão. Muitos baseados em matriz de risco, é muito baseado em retorno a investidores, como são fundos, eles eh tem uma prudência, por falar o pátria, tem uma prudência na decisão do investimento, não por o fato do mercado estar aquecido, não por ter oportunidades que se vai em todas elas. Eh, ele é muito responsável com quando toma a decisão de de entrar no investimento. Se nosso planejamento cobre tudo, não que possa ter imprevisto como foi a pandemia, eh, que tem algumas sequelhas ainda da pandemia e outras pessoas tomam mais quando são empresas familiares. Eu dono, aquela cultura do empreendedor que ele toma decisão e muitas vezes emocionais. Claramente que isso ao longo dos anos tem dado dor de cabeça a esses investidores de tomar decisões
impulsivas e assim por diante. Eh, tem tem perfiles diferentes. Eh, essa semana conversando, acho que o mercado secundário de Alquia pouco vai começar também e aquelas empresas consórcio, eventualmente fazos primeiros investimentos, faz os trabalhos iniciais e vê a oportunidade de vender algo risco, eventualmente já tem oportunidade para seu retorno diferente, mais de curto prazo, não são investidores de longo prazo, então tem um mix muito grande. É importante que as agências tenham planos de negócio, digamos, EVT, digamos, estudo de viabilidade eh, execu Sérgio, ontem teve o leilão da da rota da celulose, né, onde de fato tiveram quatro eh players, fundos de investimento participando, né, a Galápagos, que consagrou vencedora do leilão, mas também tinha a BTG, a XP e a Kineia. Eh, você foi o o primeiro presidente de uma concessionária 100% controlada por fundo de investimento. Eh, como você vislumbra essa diferença, principalmente nessa parte operacional onde existe uma estratégia posterior de venda da concessão para uma operadora, né? Queria entender contigo qual que é a diferença entre o tradicional e esse modelo que tem se consolidado leilão a leilão. Acho que ah trabalhar por por um fundo ah claramente as exigências são altamente significativas, né? Mas dá tranquilidade para o executivo. Primeiro porque tem
uma governança muito clara, muito definida. nosso modelo muito participativo, não há uma delegação para uma toma de decisão. É, eh, de forma tal de que se trabalha a um nível de de comitês de deliberação, eh, não se aprova nada se não tivesse muito bem consolidado, demonstrado. Eh, a parte de governança, de um lado, a parte do compliance é fundamental para um grupo como nosso. Sem dúvida que fundo também eh todo calca-se na confiança, na reputação, a captação de recurso calca-se sobre um complismo muito forte. Entendo, isso são dois pilares importantes para que o executivo possa se desenvolver. exigido 100%, 24 horas, projetos são cada dia mais desafiadores. Eh, e no começo é um problema um pouquinho cultural essa adequação, mas eh acho que no curto prazo, meio prazo já uno se acomoda a esse modelo e se trabalha um pouco mais eh tranquilo e muito mais profissional. Sem criticar, eu trabalhei com empresas familiares, trabalhei com empresas construtoras, nacionais, internacionais, cada um tem seu estilo. É, algumas delega muito mais, n outras delega muito menos, mas acho que essa essa essa experiência minha nesse agora últimos anos com pátria, sou extremadamente grato por essa confiança eh e me tem permitido e implantar três das empresas que ganharam leilão, começando com Entrevias, que já era a a o segundo ciclo da via Norte, nele qual
eu tive 98, foi motivo de estar aqui no Brasil na E agora na Veral Cálice. E aí hoje você seou de duas, em breve de mais alguma, tem, como é que tá o apetite do controlador para novos investimentos que você tem visto? Claramente, eh, o fundo tem captado, ah, estamos estudiando e como eu falei, sempre existe muita prudência. Os lotes do Paraná continuam sendo estratégicos, outros lotes também. Eh, perdemos o o lote o lote 3 do Paraná. CCR foi vencedora, mas chegamos até onde podíamos chegar. Sim. Eh, então você também mostra que se bem para nós tínhamos uma sinergia com o lote um e que operamos, mas um chega no limite que pode e não faz e além do que é permitido, além do que é, digamos, recomendado, né? Mas no Paraná ainda tem dois leilões esse ano. Tem dois lotes, lote 4 e lote 5. É, e claramente nosso, nós EPR, CCR estará estudiando esses lotes também e participaremos e de forma estamos estudiando com muita e assim Sérgio dentro dessa questão do estado Paraná em específico, né, é um estado que tem uma cultura e uma resistência muito grande a à evolução de infraestrutura que nós tivemos aqui no estado de São Paulo, né, dentro desse desse contexto como um todo, né, como que a gente pode e aí através você trouxe aí bastante a questão de tecnologia, inteligência artificial para identificar um veículo parado no acostamento, inteligência artificial para identificar um acidente, como mostrar pro
paranaense a qualidade da prestação de serviço, né? Não vamos tocar em relação à obra, investimento, mas assim, a questão de tempo de atendimento, se você puder falar um pouco as exigências contratuais, né? você vai lá, sofre um acidente, a concessionária, ela tem um tempo para conseguir atender, então assim, a qualidade na prestação de serviço, sem dúvida. Mas para que tem um destaque que precisa ser lembrado. Infelizmente o programa anterior não foi bem sucedido, eh foi interrompido de forma abrupta, os contratos foram encerrados e ficou um trauma para o Paranense. É fato. Isso que até hoje a gente muitas vezes escuta, inclusive a imprensa é eh empresa de pedágio. né? E a gente tem trabalhado, cada concessão tem seu desafio na fase inicial. Eh, o para nosso principal desafio foi cultural, político, eh, político cultural, de forma tal de mostrar uma nova cara de um programa de concessão. né? Eh, do grupo, tanto PR como nosso eh tem feito um trabalho muito extenso e em de forma tal estar presente com todos os formadores de opinião chegando a tentando chegar ao usuário final e mostrando esse serviço não só das obras. E aí as obras dos trabalhos iniciais têm sido altamente significativas. A gente conseguiu recuperar de mais de 1000 km de faixa de rolamento. Implantamos mais de 70 km de elementos de protecção de segurança.
Revitalizamos 100% da sinalização horizontal. Implantamos novas placas e, principalmente atacamos um gargalo eh ou um ponto crítico que o Paranense, principalmente Curitiba, lembra a Serra Sal do Pruná. Serra por UNAN foi objeto de grandes acidentes e muitas mortes. Eh, a gente se e com Pedro Veloz, meu diretor de engenharia, falava, não temos condição moral de iniciar a cobrança de pedáo se não atacamos a serra de forma sistémica. E assim foi com Pedro, foi uma proposta que a gente fez dentro de casa, não era uma obrigação contradual, mas é num mês recuperamos a serra, todo pavimento, toda assin horizontal, vertical, canaleta, trenagem e o mais interessante foi o resultado final. Quando comparamos os mesmos períodos do ano anterior, o ano depois da dessa revitalização da serra, chegamos a uma redução do número de morte 50% e 30% 36% do número de férias. Então essa estratégia deu certa e estamos implantando em outros pontos críticos. Então essa essa percepção já foi eh objeto eh eh fudada. O usuário está vindo essas melhorias. Infelizmente em trabalhos iniciais nós tivemos 110 frentes de trabalhos na pista. Aquelas que eram possível de ser feita à noite, a gente fazia aquelas que eram impossível. Infelizmente criamos um trastorno, mas hoje os trechos da
Viaaraucária estão muito melhor. Eu lembro, eh, primeiros meses morei no hotel, cada vez que acordava já ligava a TV e por primeiros quase dois meses não tinha um dia que não aparecia na RPC da Globo problema de eh rodovias. Aparecíamos sempre, todos os dias. Hoje não aparecemos mais. Esse é um bom sinal de que a gente conseguiu fazer as coisas certas, de que conseguimos permear essa cultura de concessão como prestação de serviço. E e faz parte também de uma agenda forte do governador, né, o Ratinho Júnior. E que que o que que você vislumbra para esse futuro da logística do Paraná também? Porque vocês estão também de olho em outros lotes, vai ter leilões, evidentemente tá todo mundo de olho, mas Paraná tá se preparando para ser um um uma tentativa muito forte ali, tanto da do agro e indústria de alimentos muito forte, uma indústria forte no estado para poder escoar rapidamente também seja via hidrovia, porque tem o rio Paraná ali perto. O que o seu take como alguém que opera uma uma concessão lá de como vai ser essa infraestrutura logística desse estado? Bom, o governador é muito ativo, é uma pessoa que além de uma visão estratégica, ele está presente. É, e ele tem dado como se com ele se dedica a essa agenda. Isso é, isso é um fato. Ele se dedica muito essa agenda. Dedica, dedica essa agenda, sem dúvida. Então, de ponto de vista rodoviário, eh, esses novos contratos levaram em conta aquilo que você está mencionando, é, eh, a
preparação dessa infraestrutura para escoamento dessa safra ao porto de Paranaguá. eh o movimento entre cidades, os serviços. Então, toda eh quase 100% o nosso trecho terá, cada quilômetro nos trecho terá intervenções. Nós dos 473 km nós iremos duplicar mais de 300 km de duplicação concentrados a entregas a partir do ano 3 ou 7. O fluxo de de entregas de de obras de duplicação será na ordem de 75 km/ ano, coisa já mais vista. É, então quando estamos se entregando já tínhamos que iniciar do ano seguinte. Então será um caos, infelizmente será um caos, mas é um caos que eh vai dar uma nova um novo patamar à logística. A grande preocupação eh da FIEP e de alguns eh órgãos, digamos, instituições do do Paraná, se com essa infraestrutura que é uma obrigação do contrato em curto prazo, não volta a estar saturada. É isso que está estudiando, né? Porque eh porque vai aumentar a produção, aumenta a produção já tem um plano de de aumento, de escoamento e você sabe que muitas vezes tem demanda restringida, digamos, pessoal, por exemplo, esse esse esse esse feriado de Páscoa eh numa praça ped São Luíá foram 73.000 veículos comparado com o mesmo dia da Páscoa anterior de 43 ou 45. Por quê? Quase qu dobro, né? 70% uma demanda reprimida. Exatamente. A rodovia está mais segura, eu posso viajar com mais tranquilidade, né? E isso acontece
também no setor produtivo. Na medida que você começa a melhorar tua infraestrutura, muitas empresas vão se posicionar no Paraná. Eh, então a grande preocupação agora de FIEP, principalmente é se essa infraestrutura estará acompanhando em curto médio prazo. Teremos um Paraná daqui alguns anos eh com uma qualidade de infraestrutura muito grande. É, mas a gente tem dito aqui, né, Luciano, questionado alguns dos nossos entrevistados aqui, a preocupação, né, nós estamos vivenciando aí um pico de leilões, mas a preocupação com relação à capacidade de se entregar tanto de disponibilidade de mão de obra, como de disponibilidade de executivos, no caso, para tocar essas novas concessões, mas também na disponibilidade de insumos para conseguir fazer esse pico de capex eh concomitante. É, como que você analisa esse esse cenário do mercado em si? Isso já estamos vivendo esse problema. Então conta pra gente, Sérgio. Conta pra gente. Tá difícil contratar? Tá difícil contratar e tá mando de obra e tá difícil reter mano de obra. Uhum. Principalmente Paraná. Estamos aqui também em São Paulo na Exo. Eh, primeiro a gente eh por uma decisão estratégica eh internalizou os serviços que anteriormente eram feito por ter acceso.
A conservação, por exemplo, internalizamos, né, serviço que muitas vezes não era o perfil em si da concessionária, mas entendemos necessário ter a gestão desse desse desse serviço e n alguns itens de relevância, como é a parte sinalização, eh, através de fábricas de placa. a gente tem fábricas de altíssima tecnologia super moderna que nos permite não só garantir uma qualidade, mas sim um tempo de entrega muito mais rápido que se tivesse um contrato de terceiros, assim como a pintura também. Mas essa equipe de m de obra tá difícil reter. Primeiro tá difícil contratar e tá difícil reter porque tá muito barato a concorrência tá alta. Então e muitas vezes também aquela cultura de do colaborador pensar em médio longo prazo numa carreira hoje imediatista. Sim. Eh, não tão certo, não gostei muito do que falou, tô deixando a companhia de um dia para outro, né? Não quer, não quer sofrer uma dificuldade, não quer passar por um momento de turbulência às vezes, né? com psicólogando 63 anos pegando rodovia indo para guaçu paulista voltando de juba, indo para no domingo à noite é outra geração. É. E tem que entender essa geração. Exato. Isso fal porque é a geração que tem, né? Sim, geração que a que nós temos. Então é um problema que nós temos, precisamos entender e precisamos compatibilizar o nosso planejamento, nossa cultura organizacional com aquela de hoje, meninos de hoje, tá? empresas construtoras eh cada vez claramente com mais demanda, eh, elas também têm que acompanhar e essa preparação, seja na parte de cultura, na parte de gestão de
planejamento, na parte de equipamento e no recrutamento de pessoas, tá? Eh, a parte de projeto também nós tivemos um grande pagão de projetistas, empresas grandes tradicionais de projeto perdiram se um projetista aqui, né, na mesa é não perdiram-se os profissionais. É, então eh então eh eh essa oscilação, né, Santilã, essa montanha russa em termos de pico de serviço, a gente perdeu muito engenheiro pro mercado financeiro, né? É, então a o a gente tem feito essas provocações, principalmente com Benini, a gente comentou isso, comentamos isso também com com o Jorge Santoro, a importância de pensar a infraestrutura brasileira como uma política de estado para tentar diminuir essa oscilação, porque quando você prepara, daqui a pouco vem uma crise e você perde muito essa capacidade de de mão de obra, de empreenteiras, de construtoras, né? a gente teve um passado recente aí, eh, infelizmente que a gente teve uma uma diminuição significativa de bons profissionais que tocavam eh por uma questão, enfim, eh como como você vê, né, eh essa questão dessa importância eh tanto nas esferas estaduais, a gente vê concessões sendo modeladas em estado, esfera federal. Eh, a gente fez essa provocação com o Jorge Santoro aqui e com Benini e da importância dele se reunirem, né, para que isso seja uma política mais macro, justamente pra gente não oscilar tanto, a gente vi subindo degrau a degrau para que a gente tenha capacidade de fazer tudo que se precisa fazer em infraestrutura no nosso país. Eu acho que que a frente não é uma única frente de trabalho. Acho que isso que está colocando a nível governo federal e governos estaduais fazer um
planejamento dessa desses leilões, de estudabilidade, mas em paralelo e de talvez maior importância é a preparação dos órgãos de licenciamento ambiental. Não adianta sonhar se depois não temos as condições de executar, entendeu? O licenciamento é fundamental. É, então nós precisamos preparar os órgãos ambientais, estruturar eles de forma tal de que tenham capacidade de avaliação dos projetos e da aceleridade que esses projetos eh merecem, né? Perfeito. Por outra parte, em paralel as escolas, estou falando universidades, institutos de engenharia, eh capacitação contínua desses profissionais, desses novos jovens engenheiros, sem nenhuma experiência. eh e e e e e e e e capacitar essa massa, ampliar essa capacitação, mostrar nas universidades que o ramo de infraestrutura é um ramo de importância, assim como também a tecnologia, segurança de informação, cyburity e a olha, tem tem trabalho para ser feito no Brasil, né, de infraestrutura tem trabalho para ser feito, tem trabalho, então aportar a longo prazo, inclusive não só um um boom, como falamos osciliações, mas temos um caminho muito grande. projetos de 30 anos, projetos altamente desafiadores de CAPEX e que tem que investir esses jovens claramente eh com preparação. E aí são universidades que precisa ir os secretários de infra, os ministros para motivar essas aulas, para motivar esses jovens a a se dedicar ou apostar na parte de infraestrutura, né?
E eu imagino que pros engenheiros seja também um desafio bastante interessante, né? porque é um desafio muito de fato de engenharia aplicada a condições naturais, a fazer uma série de equações, mas eu queria trazer a questão do licenciamento ambiental. Maurício, eh, Sérgio, você traz esse ponto, mas esse ponto tem chegado também de maneira constante pra gente e houve um avanço no Senado recente, eh, do PL, cuja numeração agora não me ocorre, mas que era um um projeto para tratar basicamente da dos procedimentos de licenciamento ambiental. Então, como se fosse um código de processo, a padronização do processo, sabe? E aí, recentemente, essa semana, agora tem dois dias, teve o, antes tinham dois textos de relatores que estavam eh disspares, né? estavam cada um dizendo uma coisa em paralelo e acho que houve uma consertação ali pelo presidente Davi Columbó convergisse para um ponto e há uma expectativa eh de licenciamento ambiental ser um pouco mais resolvido. É algo que a indústria tem conversado muito também e tentado pleitear junto ao Congresso. Bom, eu direitamente não não tô muito no operacional, mas tô muito no operacional. Não deu para mim, eu gosto, mas acho que é precisa colocar em pé essas casinhas, essas essas empresas não são muito novas, não. Então é, mas sem dúvida que isso é principalmente não é tanto pelo empreendedor, mas sim programa de estado. Eh, não adianta e como fala anteriormente sonhar com grandes projetos, colocar seu volume de investimento, se não preparamos a base.
Sim. É, e a base é na parte de licenciamento e na base de avaliação também dos projetos, um passo na frente artito com a a certificadoras de projeto é para projeto executivo. Então isso tem dado maior celeridade. Eh, se discute ainda se os projetos funcionais também não poderiam passar por certificadores. Entende-se agência que isso alma do conceito do projeito que não seria algo delegável. Eh, eh, mas também se for caso e ser demonstrado poderia ser. Acho que também a gente tem proposto aqui na SETB na época, alguns anos atrás, quando iniciamos o projeto da EXO e vimos o tamanho de desafio na parte de licenciamento é o oferecer aquele conceito da como a certificadora empresas de apoio ao licenciamento, empresas totalmente independentes eh que podem ser o empreendedor eh bancar, digamos, o custo de se a CTV não tiver, mas que prestem serviços por e exclusivamente, claramente a prerrogativa da emissão do licenciamento, certo, é do órgano ambiental. É isso trocamos uma ideia agora com André Inper, recentemente viou uma alternativa de uma colaboração entre Artesp e e a CESP. Então é um tema assim recorrente dos empreendedores que vem como essais gargalos a resolver. O André será o nosso próximo entrevistado aqui. Seja um spoiler para quem nos assiste. Excelente. Excelente. Mas mas assim eh com a sua experiência, né? Você ao longo desses 30 anos e você vem da Argentina
também trabalhou na parte de concessões de rodoviano fora do Brasil. Eh, o que que o Brasil tem a aprender com o mercado internacional? Eu acho que o mercado internacional tá olhando o Brasília. Olha só, não acho que sim. Como falei, acho que os contratos tê sido muito arrojado. É, se bem começaram olhando as experiências e a Argentina começou o programa antes que o Brasil, se olhou também a Europa, se olhou muito a Europa, se olu Estados Unidos, mas acho que o nível de aprendizado e a evolução dos contratos e principalmente do mercado rodoviário é altamente significativo. Uhum. Eh, quando a gente conta à vezes a terceiros, você fazem tudo isso. Exatamente. Tudo isso. É, e vamos fazer mais ainda, entende? Eu acho que eh eh também a cultura do operador rodoviário, se bem começou com empresas construtoras e isso no mundo inteiro, né, na Espanha, na Itália que deram origem ao ao programa aos programas de concessão de rodovia foi emprenteiras, foram empresas, mas depois tem ser profissionalizado e hoje são operadoras vendo fundo, vem de origem de gestão, entendeu? Então, então isso e e e acho que nós estamos num momento muito certo. Eh, nós estamos num patamar altamente eh digamos qualificado e como fala anteriormente somos referência. Sem dúvida. Que legal. Perfeito. E eu acho que resta para nós brasileiros esperamos que esse programa siga eh num
entendimento, numa relação mais harmoniosa entre as partes para que no final, como o Sérgio falou, a gente tenha uma movimentação de mercadorias, de pessoas, de bens mais eficiente e que as coisas funcionem melhor e que o custo Brasil, esse temido custo Brasil não passe pela infraestrutura. Sérgio, eu queria te agradecer. a gente tá chegando aqui ao ao ponto final do nosso programa. Não sei se tem alguma coisa que você quer adicionar e agradecer pela sua presença. Bom, como falei anteriormente, quem tem quecer sou eu, não a oportunidade de poder compartilhar um pouquinho da experiência desses anos, né, e da evolução do do mercado de concessões. Eh, como falei, o futuro de curto prazo, de meio prazo, prominente, principalmente para essa essa classe, essa geração de novos engenheiros. aportem nesse mercado, eh, se apoiem nos institutos de engenharia, se apoiem nas universidades, se apoiem nas próprias concessionárias. Eh, e o mais interessante que dentro da concessionária tem um mundo de oportunidades e um mundo eh, digamos, altamente desafiador, multidisciplinar, não é obra, simplesmente tem tecnologia, tem gestão, tem inteligência artificial, tem formas de tentar olhar cada dia de uma forma mais eficiente essa operação, tá? Estamos falando, se me permitir, uma experiência anda iso. Os traitores de cortadores grama rodam com um equipamento de inteligência artificial em tempo real, trafegando os dados pela rede Wi-Fi da concessionária, onde o tratorista indica não passa por aqui, se já passou ou não deixa espaço e por que
o implemento tá girando alta revolução que custo custo manutenção mais por que você parou se não tá o intervalo? Entendeu? Olha a onde que chegou uma concessionária de rodovias que quando 20 e tantos anos atrás eh fazíamos tradição corte de grama, cobr pedágio e faz algumas obras. Olha que nível Cia. Isso é muito interessante porque mostra o poder que a tecnologia tem, né, da se a gente se bem utilizada eh para trazer mais eficiência às operações e a como a gente pode tornar o todo esse processo de, eh, rodoviário, particularmente nesse caso, eh mais fluido e um desafio também interessante paraa juventude que pensa que é só é pedágio. É essa é um pouco da coisa. Sérgio, muito obrigado. Queria muito agradecer o Maurício também. Maurício, obrigado mais uma vez pela parceria. Eu que agradeço. Foi um prazer ter o Sérgio com a gente hoje. E a gente quer agradecer especialmente a você que nos eh que esteve com a gente aqui nesse episódio, que nos prestigiou com a sua audiência qualificada. Repito mais uma vez, se você gosta desses assuntos, gosta de falar de macroeconomia, de infraestrutura, de como o Brasil pode ser mais eficiente, mais produtivo, o Brasil possa também diminuir sua desigualdade social, ser um país mais equânime, acompanha a gente aqui no exame que a gente tem feito essas discussões estruturais sobre o país. A infraestrutura é uma delas. O que a gente precisa é transportar pessoas, bens, serviços de forma mais eficiente do ponto A pro ponto B. Então é o que a gente tenta discutir aqui com
vocês. Já falamos sobre saneamento, já falamos sobre rodovias, ferrovias. Ficaremos de olho nos leilões que acontecem pelo país. Estamos aqui uma terça-feira sim, outra terça-feira não. A gente tá publicando o nosso episódio e aqui no na no YouTube, a gente também tá no Spotify, também estamos na na no site da exame exame.com. Então siga a gente, acompanhe conosco. Traremos aqui todos os principais players de infraestrutura do país até o final do ano. E é isso, muito obrigado. Até a próxima. [Música] M.