EXAME Infra – Episódio 36 - Santiago Yus – Aena prevê investir R$ 15 bilhões no Brasil até 2028 consolidando o país como mercado estratégico

EXAME Infra – Episódio 36 - Santiago Yus – Aena prevê investir R$ 15 bilhões no Brasil até 2028 consolidando o país como mercado estratégico

No Exame Infra Podcast, recebemos Santiago Yus, CEO da Aena Brasil, para uma conversa sobre o futuro da infraestrutura aeroportuária brasileira, os desafios da operação de grandes ativos e o ciclo de investimentos que a companhia prepara para os próximos anos.

Durante a entrevista, Yus revelou que a Aena prevê investir aproximadamente R$ 15 bilhões no Brasil até 2028, consolidando o país como um dos mercados estratégicos do grupo. O plano contempla obras de modernização, ampliação da capacidade operacional e melhorias na experiência dos passageiros em diversos aeroportos administrados pela empresa.

Entre os principais destaques está a transformação do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, considerado um dos ativos mais relevantes da aviação nacional. O executivo detalhou os investimentos voltados à modernização do terminal, ampliação das áreas comerciais, requalificação operacional e melhoria da experiência dos usuários, preservando a operação de um dos aeroportos mais movimentados do país.

Outro ativo estratégico citado foi o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Segundo Yus, a Aena enxerga grande potencial de crescimento para o terminal e trabalha para recuperar sua relevância no cenário nacional e internacional, ampliando a oferta de voos e fortalecendo a conectividade aérea.

Ao longo da conversa, o CEO destacou que o setor aeroportuário brasileiro vive um momento de transformação, impulsionado pela maior participação da iniciativa privada, pela maturidade dos contratos de concessão e pelo crescimento esperado da demanda por transporte aéreo.

O episódio também aborda os desafios da gestão aeroportuária, a importância da previsibilidade regulatória para investimentos de longo prazo e a visão da Aena sobre novas oportunidades no mercado brasileiro de infraestrutura.

 

Transcrição do Episódio

Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio do episódio. Pode conter pequenas imprecisões.

Olá, [música] esse é o Exame Infra, seu programa que discute o presente e o futuro da infraestrutura brasileira. Sou André Martins, repórter de Brasil e economia da Exame e hoje vamos falar sobre o setor de aeroportos. Vamos receber aqui no programa CEO da empresa que agora administra 18 leilões e acabou de arrematar o seu último e um leilão bilionário. Para me ajudar nessa entrevista, tenho mais uma vez Maurício Malanconi, CEO da Suporte. Tudo bem, Maurício? Olá André. Eu sou Maurício Malanconi, fundador da Suporte, uma empresa dedicada a transformar a realidade da infraestrutura brasileira e é sempre um prazer estar aqui contigo, André. Ótimo. E recebemos Santiago Is, ele é CEO da ENA Brasil. Santiago, obrigado por ter topado conversar com a Exame sobre o setor de aeroportos. Eu que agradeço, André, eu que agradeço Maurício. Espero ter uma boa conversa aqui. Santiago, a gente, como eu comentei já para quem tá nos assistindo, a ENA acabou de arrematar o galeão num leilão bilionário, mas vocês começaram no Nordeste e hoje vocês vão passar, quando vocês começarem a administrar o galhão, vocês vão ter 18 aeroportos no Brasil. Eu queria que você falasse um pouco da história, mas também o que essa esse

último leilão significa sobre o apetite da empresa no Brasil. Bom, a história desde o ponto de vista de da cronologia é breve, né? Porque nós iniciamos nossa operação em janeiro de de 2020, mas tem sido bem interessante, né? E começamos eh lá no Nordeste com na quinta rodada de conões de aeroportos administrando seis aeroportos, né? Recife, Maselló, João Pessoa, Aracaju, Jacero do Norte, Campina Grande. tivemos, né, e logo na largada, né, pois do dia 3 de março que assumimos o aeroporto de Recife, dia 11 eh chegou e aquela COVID, né, e com a declaração da Organização Mundial da Saúde que teve uma redução da operação de 95%, né, naquele então acabávamos de de contratar, né, a mais de 300 colaboradores, muitos contratos novos, né, com empresas terciarizadas de segurança, de manutenção, de facilities, hum e também acordos, né, com nossos parceiros comerciais, né, e de um dia para outro muda o contexto e a gente quase ainda sem falar uma palavra de português, tem que voltar, né, para para o início e fazer essa renegociação. Mas enfim, eu acho que eh a gente tomou as decisões devidas, né, sobre todo e o que

nos h nos faz sentir muito orgulhosos é que a gente manteve a todas as pessoas colaboradoras. se mexer em salários, se mexer em benefícios corporativos. Isso trouxe como resultado duas coisas, né? Primeiro, eh, transmitir ao mercado que a ENA cuida das pessoas, são o principal ativo da da nossa casa e segundo ter uma recuperação e quando o brasileiro não conseguia viajar lá fora, hum, viajava para o nordeste para tirar suas férias, né, e manter essa operação de logística, né, de basinhas, de mercanías para que toda a população fosse atendida da melhor forma possível. A verdade que foi un orgullo de participar nesse nesse momento dessa dessa operação, vamos dizer assim, de de crise, né? Eh, depois já na história, né? Eh, começamos eh operar já num ritmo, né, de de cruzeiro e em 2022 participamos do leilão eh da sétima rodada, não? Eh, foi en agosto de 2022, iniciamos a operação final de de 2023, hum, onde chegaron os aeroportos de Congoñas aquí en Sao Paulo, mas outros aeroportos en Minas Gerais, hum, en tres em Minas Gerais, tres en Mato Grosso do Sul e outros quatro no Pará, totalizando 17. Hum. Eh, nesas duas

sociedades de propósito específico, quinta rodada e sétima rodada, já finalizamos, né, eh todos os investimentos de transformación de infraestrutura. Recentemente temos entregue, né, os 10 aeroportos de da sociedade da da sétima rodada, eh, con valor superior a 2 bilhões deais de de investimento e agora continuando continuando conñas já para galeão eh que arremetimos o o leilão com 2,9 b e de reais, a expectativa, né, depois de passar o processo de de CAD, né, como é lógico, né, pela concorrência do do mercado, estamos assumindo agora aproximadamente un 28%, né, né, do do market share, né, do do mercado dos passageiros no no Brasil. E passando isso já é finalizar o contrato de compravenda das acções e começar a operar nos próximos meses. Hum. Estamos super felizes. Hum. Ó, Santiago, vocês estão o sexto ano, né, de operação no Brasil. Eh, quais são os principais aprendizados no Brasil e qual que é o montante de capex previsto de investimento em aeroportos? A gente fala de eh de investimentos e considerando torgas, obrigações,

leilões, né, mas a capex propriamente dito, estamos falando que até final de 2028 estamos colocando acima da mesa máis de 15 bilhões de de reais, né, e considerando os 18 18 aeroportos, né? Já no Capex propriamente dito, no Nordeste chegamos uma un valor de uns 2 B. Agora para o bloco dos 11 aeroportos e sonros 4,5 bilónes de de reais. Hm. E o restos son eh leilões e obrigações precedentes, pagamentos, né? Que que a gente teve que facer otorga inicial, eh, contra a prestação dos serviços da B3, indemnizações, né? aquela coisa burocrática que temos que facer nicio da das pras concesões. Mas enfim, un um investimento decidido eh desde o punto de vista estratégico para o grupo Ana eh Brasil e fora España, né, é o país mais relevante, né, com toda esa operação e de facto é o único país fora de Espanha que a gente opera com marca, né? Isso fala muito de da relevância que tem no Brasil para para todos nós como grupo. Pra gente ter uma ideia de volume, né? Quantos passageiros mais ou menos vocês transportam? Eh, sem considerar galeão, eh, temos um pouco a mais de 45 milhões de

passagheiros, hum, do valores de 2025. Considerando Galeão, estariamos e perto dos 63 millões de de pasaliros. Se falamos já no mundo, hm, contornos aeroportos, estamos falando 81 aeroportos no mundo, né? Eh, temos operação em cinco países, a Espanha que nossa origem, temos operação na Inglaterra também com três aeroportos, Londres, Luton e Newcastle, Elits, os 18 aeroportos aqui do do Brasil, mas uma participação e no México e Jamaica através do grupo de aeroportos do Pacífico, estaríamos falando de mais de 450 milhões de passagheiros por ano. Hum, que é um número bem bem expressivo. E Santiago que a gente sempre gosta de entender a estratégia e a tese das empresas, né, que atuam na infraestrutura brasileira. Eh, qual que é a diferença de no começo da operação vocês atuando ali apenas no Nordeste e hoje vocês uma das maiores operadoras do país, tendo uma rede aeroportuária, né? Qual que é a diferença pensando tanto em operação quanto de da própria estratégia da empresa pros próximos anos? [roncando] Bom, eh, o propio modelo, né? Eh, lembrando que o Nordeste foi a primeira

concesão do goberno da Unión que foi feita en bloco. As rodadas anteriores tinanido aeroportos individuais e aí já muda, né? na forma de facer unha gestão de aeroportos que de alguma forma subsidían, né, os os aeroportos menores, fceras sinergixas de grupo. De facto, eh, nosso grupo funciona así, porque somos uma malla de aeroportos eh eh pelo mundo e conseguimos trazer eh fornecedores de maior nível, né, eh desde o punto de vista do atendimento pasao para infraestruturas de menor porte. também levar negócios eh desde o punto de vista comercial de experiencias para o pasageiro de un nivel superior que se mar a Porto estivesse sozinho porque não tería balanço n para para poder facer esas essas operações. Obviamente que cada aeroporto tem sua especificidade, né? Eh, não é igual um aeroporto de negócios que um aeroporto turístico desde o punto de vista de da própria operação, do layout comercial, eh, das necesidades que o passairo tem. Eh, então iso eh muda un pouco, mas enfim, noso na nossa pasta de aeroportos con 91 aeroportos do mundo, temos aeroportos regionais, temos aeroportos de carga, temos aeroportos eh hies internacionais e então esse expertiz que a gente consegue trazer, né, de outras experiências no mundo é hum implementável aqui no no Brasil de

uma forma directa. Então esse conhecimento já ya existe na casa, né? Eh, óbvio que h a gente tem passadoes primeiros anos por essa transformação de de infraestrutura, né, como falei anteriormente. E tudo isso faz que primeiro você inicia, né, com uma eh estabilização da operação, depois faz uma optimização em função da nova infraestrutura e dos serviços que você vai entregar e a partir de agora é decolar, entregar qualidade e fazer crescer os aeroportos para continuar investindo ao longo do tempo, né? Ô Santiago, quais são os principais desafios de engenharia que vocês têm? Eh, acredito que vocês aí, de certa forma têm que conciliar construção nova com a sem parar a operação dentro desses contratos do grupo aqui no Brasil, quais são os principais desafios que tem? Eu começaria, eh, Maurício, eh, respondendo que o grande desafio agora no Brasil é falta de engenharia. Hum. Eh, a gente quando conversa também conos setores, n, provavelmente pelo ciclo, né, onde Brasil teve um desenvolvimento de de capex muito relevante umas uns anos atrás e depois teve uma uma queda eh também significativa, a gente está perdendo nessa de engenharia é uma preocupação eh que mostra-se necessária

eh mudar a tendência para todo o pipeline de investimentos que está por vir em infraestrutura nos próximos eh anos eh no Brasil, né? falando do nosso setor, hum, além de essa procura, né, de engenharias, eh, que consigam eh ter conhecimento, né, de do que é a especificidade do do propio aeroporto e do que seria uma construção civil, né, que é compatível a um residencial ou ou qualquer outra construção. Eh, os principais desafios que que temos tido ao longo do tempo é continuar operando, fazendo obra. Hum. E aí o faceamento é muito muito importante, né? Eh, por exemplo, quando a gente fala aqui de de Congonñas, a gente teve um primeiro um desafio desde o ponto de vista de planejamento. Hum, eh, onde a gente avaliou 27 alternativas, né, para de configuração do novo aeroporto de de Congoñas. A partir de aí, obviamente, né, falando con todos os stakeholders, né, eh, para conseguir facer unha proposta que atendese a todas as necessidades, né? Eh, depois desse planejamento, a gente fez o que se chama um processo de design and build, né, que é desenho e construção. Eh, passamos como seis meses, né, sentados acima da mesa, eh, onde a gente convidou a diferentes consórcios de empresas de arquitetura, empresas eh de enxeneria e

empresas construtoras, eh, para, de alguma forma avaliar basicamente quatro eixos. Hum. Eh, o primeiro, eh, o aeroporto de Conghas é um aeroporto tombado. Hum. Então, a arquitetura deve dialogar com aeroporto existente e também a gente quer fazer uma coisa bacana, né? A gente sabe do do desafio de Congonñas e Congolonhas aeroporto dos brasileiros, né? Eh, Guarúlios é o principal aeroporto do país, mas tem uma parte internacional muito relevante. Então, mas o aeroporto dos brasileiros a gente entende que que é congonhas. Então, a arquitetura é o primeiro vetor que a gente avaliou com muito carinho, né? Eh, segundo ponto, eh, faceamento. Eh, a gente tem que manter a capacidade declarada de 44 operações por hora, hum, durante toda a execução da obra. Hum, sabemos que um percentual muito significativo das compañías aéreas pasa pelo aeroporto de Congñas. Hum, eh, várias vezes. As aeronaves passam várias vezes pelo aeroporto de Congñonhas durante o dia. Se a sente para Congonhas, a malha aérea do Brasil sente. Hum. Então temos essa responsabilidade de trocar pneu com carro andando. Hum. Então a gente definiu cinco fases, né? Em cada fase a gente fiz uma simulação importante, né, de os tempos das compañías aéreas para sair do estacionamento e da cabeceira da

pista para facer sua decolagem e ver que em todas as fases a gente mantém uma operação sólida e eficiente durante eh todo esse processo. Hum. O terceiro vetor era a metodologia construtiva. Hum. Como é que a gente faz uma obra desse porte? Estamos falando de uma obra de quase 2,4 bilhões de reais em Congonhas. Hum. Eh, numa região eh que de muito fluxo de trânsito e que a logística não é fácil. Então, eh, muitos premoldados, eh, entrar saídas de à noite, eh, no incomodar a vizinhas então toda essa logística foi um trabalho bem pensado também para poder implementar toda essa obra. E a quarta o que todas as empresas facem, né? Ver o o cálculo de custo beneficio. Então iso foi un trabalho ben sucedido durante 6 meses, né? A partir de aí já fechamos noso nosso contrato e começamos toda toda a obra. E o prazo de entrega da obra, se você falou do fazeamento, se puder detalhar pra gente? Claro. Eh, bom, primeiro no Nordeste a gente entregou em 2023, né? Os seis aeroportos. Agora estamos eh experimentando una qualidade muito boa nos aeroportos e com os crescimentos primeiro trimestre foi muito bom, mas agora com o caso da crise do combustível tivemos um impacto significativo de eh

freio, né, nesse crescimento que tiñamos acumulado o primeiro trimestre. Eh, no caso dos aeroportos de da sétima rodada que no é Congoñas, entregamos agora recentemente em júnio, né, a transformação deses aeroportos, eh, con un investimento de máis de 2.000 eh de reais, como estaba falando, uma transformación de infraestrutura en aeroportos de pequeno porte e outros eh intermediários eh moito significativa, né? eh e 36 meses facer todo ese traballo de planejamento e construcción e entrega e é um desafío, né, fazer enem deixar a portos e nalgúns estados que a logística não é simples. Hum. Então iso foi foi um desafio e conhas a gente tem que entregar até junho de 2028. Hum. Então esse é nosso objetivo e nossa obrigação. Hum. E vamos cumprir. Ô Santiago, eh onde vocês viram a principal oportunidade no Galeão? Galeão quando a gente fala de novo, né, de um modelo de rede, é o aeroporto perfeito que encaixa com o portfólio de aeroportos que que tem na Ana no Brasil. Hum. A gente tem uma dimensão turística com uma participação internacional modesta no Nordeste. Hum. Eh, temos um

aeroporto eh con alto potencial de negócio doméstico que Congoñas. Hum. Outros aeroportos con capacidades logísticas a a se desenvolverem. Eh, temos Recife no nordeste, temos Uberlândia e temos Campo Grande e aeroportos eh no norte que prestar una função para para a população também ben interessante com um potencial de desenvolvimento turístico também eh relevante. Galeão traz essa parte que estava faltando, né, desse hub internacional doméstico e que permite também que o resto dos aeroportos de alguma forma eh alimentem, né, eh sean feeders eh do aeroporto de Galeão para fazer e optimizar, né, essa conexão interdom inter, né, que tá tan interessante fora eh do desenvolvimento e do propio aeroporto, né, desde o ponto de vista dos negócios, fora do terminal que a gente fala, estamos falando que Rio Gale, un aeroporto, eh, que ten na capacidade pronta. Hoje em 2025 operaron quase 18 milhões de de pasal mas com uma capacidade de 37. Então aeroporto que já a capacidade existe, hum, eh debido às obras que foram executadas para para a Copa, né, no ano 2014. Hum. eh e un aeroporto que con esa capacidade a gente poder tambén atraer, né, eh novos operadores eh que hoje não operam no

Brasil e ter um crescimento relevante pelo resto da da concessão e ao mesmo tempo, né, a gente eh alimentar, como falaba anteriormente eh o galeão e a parte o sítio aeroportuário de de de Rio de Xaneiro para fazer uma comparativa, né, eh é de 17 km² e congas 1,5. Hum. Então, imagina, né, a quantidade de negócios que podem ser explorados, né, como um centro realmente eh logístico de cargas e de negócios imobiliários mais operação aeroportuia. Santiago, qual que é o principal desafio quando vocês vocês estudaram isso antes de de bidá, né, e hoje próximo já de iniciar a operação, qual é o principal desafio do galeão? Galeão pelo facto de ser uma conão, que é o tempo remanescente da da concessão existente, eh, para mim o grande risco está na atividade. Hum. Então, se a gente passa nesses próximos 13 anos por outro COVID, a gente poderia sofrer. Sofreríamos em todos os lugares, mas quando uma conta, obviamente, né, que o impacto sobre a taxa interna de rentabilidade do projeto é é maior. Hum. A partir de aí, sendo optimistas, né? Eh, que non aconteça nada con actividade, que continuemos eh crecendo ao longo do do tempo, eh, dar un bon

servizo de qualidade, eh, facer uma boa gestão e trazer máis actividade para galeão, para o resto dos aeroportos e para o Brasil. Esse é o grande o grande desafio. Santiago, vocês citaram a ambição de internalizar internacionalizar eh Congonhas a partir de 2028. conta um pouco pra gente qual que é essa intenção. Bom, eh, a intenção tem que ser uma intenção comum de todos os stakeholders, né? Eh, primeiro, eh, das autoridades reguladoras, hum, eh, Secretaria de Aviação Civil, Agência Nacional de Aviação Civil, eh, Vigia Agro, Ambisa, Policia Federal e Receita Federal, que conformam, né, a possibilidade eh normativa de poder fazer um aeroporto internacional, né? E e por isso é necessário um bom diálogo eh com todos eles, que são os que finalmente eh van autorizar essa essa possibilidade. De outro lado, existe uma demanda de mercado, hum, onde a gente vê, né, eh agora recentemente existe um un foro, né, de compañías aéreas, eh, que comemora, né, un encontro de de empresas aéreas con todos eses stakeholders. Acontece un a nivel mundial todos os anos e outro a nivel regional todos os

anos também. No último aqui na América, nas Américas, foi no Rio de Janeiro e na toda a minha trajetória profissional, eh, e são mais de 25 anos no sector aeroportuário, é a primeira vez eh que en vez do aeroporto ir atrás das compañías aéreas, as compañías aéreas están atrás do aeroporto, né? E a gente recebeu 17 compañías aéreas, né? Eh, perguntando sobre a possível internacionalização de congelos. Então, existem uma demanda do mercado, tanto do pasageiro, hum, que mora perto do aeroporto de Congoñas e também eh das compañías aéreas que possan ter interesse na internacionalização de de Congoñas, mas existem alguns desafios para eh poderse implementar, né? Eh, a gente primeiro tem que cumprir nosa obrigação, entregar em 2028, né? eh toda ampliação e e reforma e paralelamente iremos falando com cada um dos stakeholders para ver se iso é é factível, né? Eh, en qualquer dos casos, eh, pela tamaño, cumprimento da da pista, estaríamos falando de operações internacionais no cono sul, eh, de um Uruguai, de uma Argentina, de um Santiago de Chile, hum, uma Paraguai. Hum. Essas seriam um pouco os os

mercados que a gente está está imaginando. E essa estratégia, ela pode, você falou que precisa sentar à mesa com todos os stakeholders. Eh, mas a estratégia vocês agora com o Galeão, ela pode também mudar, sendo o Galeão talvez um hub internacional e Congonhas continuar como esse, como você citou, né, o aeroporto do Brasil são compatíveis, né, porque, enfim, estamos falando das duas principais cidades do Brasil, né, com uma população enorme, né, e quando falamos de São Paulo, quando falamos de de Rio de Janeiro, eh, como a gente tem Madrid e Barcelona, né, temos dois aeroportos com na conexão internacional, eh, é muito relevante e são perfeitamente compatíveis, né? Um Rio de Janeiro podería, além de operar no mercado de América do Sul, pode operar também intercontinental, né? Sea con América do Norte, sea con Europa, sea con África, sea con Ásia, hum, já para conñas seria um mercado mais máis mais reducido, mas também podendo fazer conexão doméstico internacional com rio Galeão e de Rio Galeão para o mundo, né? produto Congas Galeão Mundo. Ô Santiago, você citou que as companhias aéreas foram à procura, né? Como que uma eh um grupo como a a ENA pode contribuir eh com essa integração e essa eh como

que eu posso dizer, essa fortalecimento eh do mercado aeroportuário brasileiro. Olha, eh os aeroportos por si sós eh não trazem passageiros, né? Isso é o primeiro ponto, né? E ás veces a gente chega nos territórios diz não chegou un operador aeroportuári vai trazer seis compañías a máis. A gente ten que traballar a quatro maus. Hm. E os paseiros van aos destinos, não van aeroportos. Os loucos ten que trabal aeroportos. Vamos trabalhamos no aeroporto, voltamos para casa. Hum. Então nesse sentido, a gente trabalha primeiro eh com dados, né? Uma análise está todo o lado da demanda. Hum. Ou seja, a gente tem muitos dados de as procuras que facemos todos os cid cidadãos quando queremos ir para um destino final. E a gente avalia todas as procuras de pessoas que, por exemplo, están procurando desde Alemanha chegar em Rio de Janeiro. Como é que eles procuran fazer as conexões para chegar lá? A gente identifica, olha, pois existe eh não sei, seis pessoas desde Frankfurt que están procurando Rio Galeão. A gente identifica. Existe uma demanda Frankfurt galego. Segundo lado da oferta, quais são as compañías, quais são as tipologias de aeronaves que realmente podem atender esse mercado? Hum. Então já identificando demanda e

oferta a gente construir um business case e vem custo operacional tickets medium a gente construir esse business case que depois com o território, enfim, podem dar alguns apoios desde o ponto de vista da promoção, podem dar apoios desde o ponto de vista de redução de ISMS, por dier alguma coisa e enfim, fazer um pacote conjunto, ir a quatro mãos para falar com a companhia aérea e falar, olha, e o território tem essas capacidades, eh, ten capacidade X, faz unas propostas desde o punto de vista das empresas privadas eh que é atractiva para una compañía aérea. O territorio a través das instituções públicas apoia desa forma. Nós temos esse business case e além disso a gente tem una política de incentivos onde você tem uns desconos, uns descontos eh nas tarifas aéreas para ajudar nesse início da da operação. Então, construindo todo esse pacote, a gente ajuda, né? E é um programa, né, que de sucesso, que estamos implementando ao longo do mundo e que funciona. Santiago, olhando pro pro mix de aeroportos que vocês administram e contando com Galião, né, a gente sabe que o desafio do setor é a questão de grandes aeroportos como Congonhes e Galeão, eles são superavitários, né, mas quando a gente olha às vezes para alguns

menores, não necessariamente. Como que vocês eh administram esse mix? E também acho que uma coisa que você já falou aí, uma das respostas é princialmente exploração comercial, né? Vocês acabam vendo um potencial comercial, imobiliário naquele local e exploram. Qual que é a estratégia da empresa hoje nesses 18 aeroportos que vocês administram? O primeiro, en fin, eh, como falaba antes, né, a gente ten que trazer todas as sinergixas possíveis, né, para facer uma operação eficiente, não só desde o punto de vista da própria operação e de levar uma eficiencia, puntualidade, né, performance eh eh boa, né, para entregar para nos clientes, pasaxeiros e compañías aéreas, mas tamén desde o punto de vista do implementação dos serviços, seían fornecedores, n, contratos eh de serviços xerais e no aeroporto e também de negocios comerciais eh facendo pacos né? Eh, onde un operador de, por exemplo, de de duty freed ou duty paiding, eh, a gente coloca congonhas, mas outros aeroportos, né, para que esse operador tenha obrigação também de operar no outros aeroportos de de menor porte e dessa forma, né, a gente tem salas VIP no aeroporto de Campina Grande ou de Jaseiro do Norte, né, aeroportos pequenos, mas que a gente consiga levar esses serviços também para a população local. Hum. Eh, então, nesse sentido,

eh, en fin, traballar, eh, una rede de aeroportos e é super super relevante. Eh, a gente tem que pensar e procurar, né, que eses aeroportos que hoxe en día no traen, né, un aporte para a línea do Ebita, eh, que no mínimo resten pouco, né? Então, eh, mas é verdade que ten aeroportos que, eh, fora da parte regulatoria, non, que serían a parte regulada niso, nas tarifas aeroportuárias, ten outros potenciais eh de desenvolvimento na región, né? Porque eh pase uma estrada perto do aeroporto, porque existan uns planos inmobiliarios porque están dentro da cidade e podemos implementar outros serviços. Isso é muito interesante e foi uma boa iniciativa do Ministerio de Portos e Aeroportos, né? aquela política de investeroportos, né? Eh, onde negócios eh do setor imobiliário podem ultrapassar também no prazo da concessão e para uma empresa que esteja interessada em fazer un investimento imobiliário que não consiga amortizar num prazo remanescente de una conesão porque falten 10, 15, 20 anos e poder estender esos contratos con una garantía além do prazo final da da concessão, né? E aí podemos trazer eh novos negócios

que a final das contas é geração de emprego, renda, né, como núcleos eh realmente de de geração de riqueza, né, para para os territórios. Se fazemos hoje uma conta entre os 17, sem considerar galeón, né? Eh, diso falaremos quando realmente aconteça, mas estamos falando já de uma comunidade aeroportuária de quase 25.000 pessoas nos aeroportos, né? é um um dato dado que que é bastante relevante. E ainda olhando para essa questão de exploração comercial, né? Teve alguma inovação nos últimos anos que vocês aproveitaram, viram de exemplo no mundo ou até foi implementada aqui no Brasil, que vocês conseguiram crescer essa parte da receita e se tem algo que vocês estão planejando implementar pros próximos anos? Acho que, enfim, eh, é uma tendência mundial, né? Eh, a gente está implementando em todos os aeroportos, eh, tem que ser experiências para os pasageiros, né? Eh, no início eran infraestruturas muito mais frias, né? Eh, depois se transformaram, né? Todos os aeroportos praticamente tinha nos mesmos serviços e agora precisamos que todos os serviços sean dinámicos. Hum. Eh, existe um evento, agora estamos na Copa do Mundo. Hum. Pois as lojas têm que dialogar com Copa do Mundo, depois tem o Lula Palusa, depois tem um eh Rock

and R, então tudo tem Fórmula 1, né? Então tudo tem que que dialogar e ser e ser vivos e ter um diálogo, né, entre as próprias lojas, né? Primeiro para não se canibalizar e segundo, né? Eh, para que as persoas teñan una experiencia melhor, né? Eh, toda a parte de hospitalidade ten tido un desenvolvimento moito forte, né? dentro de do país. É un servizo que cada vez é máis demandado polo pelo pasallero, mas temos que ter un balanço, non? Un equilibrio para que todos os negocios teñan eh teñan seu futuro. E depois eh o que está porgar, né? Eh, Congoñas estamos a indo para o mercado con 20.000 m² de ABL, 20.000 m de Abel, hum, de superfície locável. E aí, enfim, eh, com essa massa crítica, eh, esperamos, né, que novas operações que hoje não estão no Brasil, eh, consigam vir e implementar novas operações que possam depois dar serviço para para amassar aeroportos, né? Então essa massa crítica nos vai permitir, né, trazer grandes contratos, bons operadores e trazer novas realidades para nosa proposta comercial, des sea em alimentação, se enarejo, sea em categorias luxo, eh, ou seja, em áreas de duty free, duty paid, etc.

Ô, Santiago, com a sua experiência, a experiência do grupo, o que falta pro Brasil aumentar o volume de viagens e democratizar o acesso? Bom, eu agradeço a pergunta, né? Porque acho que é o grande desafio do setor no Brasil. Hum. Eh, esse crescimento que hoje o Brasil precisa, né? Lembrando que Brasil tem uma penetração de mercado muito baixa, né? Eh, quando a gente compara o número de voz per cápita per ano, eh, o Brasil está perto de 0,6. Hum. Eh, comparando con noutros países da região de América Latina, estamos falando que está no hm na esfera de um e se a gente se compara con economias mais desenvolvidas de América do Norte ou a própria Europa, estamos falando de do três viagens eh per ano por per capita, né? Eh, e para isso, enfim, eh, a gente precisa em de novo, né, falar de uma política de estado, né, eh, bem sucedida e e que agora está cima da mesa, uma política que se chama Conectar e que foi apoiada pelo Ministerio de Portos e Aeroportos e pelo Ministerio de Desenvolvimento, Industria e e Comercio Exterior, onde se especifican tres eixos básicos, n o primeiro que é a promoção

de contestabilidade do mercado, como que a gente consegue, né, trazer eh máis compañías aéreas para operar no Brasil e que as compañías aéreas que operan no Brasil ten un clima de negocios melhor. Depois, como a gente consegue baratear os custos, hum, eh, e aquí um ponto principal, né, porque eh a gente vê, né, eh, como as compañías aéreas tem todas suas receitas en em reais, mas eh aproximadamente un 57% das receitas eh están atreladas ao dólar. Estamos falando de combustível, estamos falando de pesa de avião, de elixind aeronave, tudo isso eh atrelado a dólar, quando o real tem uma oscilação significativa, impacta diretamente na na conta das companhias aéreas e depois criar uma ambiência regulatória, seia do setor através da Agência Nacional de Aviação Civil e também da Secretaria de Aviação Civil e do Ministério e de outros ministérios que possan impactar eh indirectamente dentro da eh do setor do transporte aéreo. reforma tributária, como é que vai ser o impacto da reforma tributária no setor, companhias aéreas, aeroportos e eu acho que isso é necessário, né, que de alguma forma eh se crie um sentir dentro de do

Brasil de que o setor de transporte aéreo é estratégico em termos de competitividade eh para o prio para o próprio país. Depois, além disso, enfim, e o turismo, né, o turismo está diretamente atrelado e ao setor do transporte aéreo, criar uma política de estado eh que promova eh tras ser mais turistas internacionais, né? Eh, a gente teve um ano muito bom em 2025 com um crescimento de um 30%, mas quando a gente vê os números absolutos, estamos falando de 9 milhões de turistas internacionais quando a Espanha, né, tem 100. Um país que é 17 vezes menor. Hum. Então tem muita coisa a fazer e Brasil atrativos turísticos tem de sobra, né? Então, construir essa política que vertebre, que cria emprego e nunha indústria que é super sustentável e ao que vale a pena fazer facer un esforzo entre todos. Depois están as cousas, né, de eh custos adicionais das compañías aéreas, né, eh quando a gente fala de processos judiciais perante compañías aéreas, eh percentuais muito significativos, por cima de 80 85% dos processos judiciais no mundo están aqui no Brasil, quando o número de operações e de Brasil em comparação com o mundo 3%. Hum. a gente fala de

tripulações, quantas horas podem volver aqui em comparação com conras regiões. Então é criar um contexto, né, e slotis nos aeroportos coordinados como as a como a gestão. Então, dentro de todo ese clima, né, eh, de de promoção e de contestabilidade do mercado, tem que enxergar muitas cousas, né, que podem eh se asimilar como trabal indústria noutros lugares, eh, para poder fazer eh o país moito máis competitivo, fora de continuar, né, de eh trabalhando em acordos bilaterais com países, né, e criar áreas de libre circulação, como temos, por exemplo, na Europa, onde você consegue voar sem restrições entre todos os países de uma União Europeia, né? Agora temos uma janela de oportunidade muito grande com nos acordos comerciais entre a Unión Europeia e Mercosul, né, que podem abrir oportunidades também para para o nosso setor. Santiago, só voltando, você falou da reforma tributária, a gente já viu vários CEO de companhia aérea testimando um número do impacto eh para as companhias. Vocês têm esse número eh para as operadoras de de aeroportos, paraas concessionárias? nosso ecossistema aeroportuário propriamente dito e é un pouco diferente porque nós temos uma operação prpia do que nosa tarifa regulada, né? Mas depois temos um ecosistema de muitas empresas,

né? empresas de serviços que tem pouco capex e mas muita mal de obra que tem un impacto tributario completamente diferente. Eh, nós que neste momento estamos facendo un capes relevante teríamos un impacto diferente se estivéssemos noutro eh momento da da concesão e depois todos osionários eh comerciais que em função da operação também tem um impacto tributário. Então está de alguma forma eh o que é a nossa própria operação e o que vai ter eh um impacto, mas depois o ecossistema é muito maior e ainda eh tem muita coisa para se desbruzar, né, para a gente ter esse número mágico de qual vai ser o o impacto. Hum. Eh, mas enfim, eh provavelmente eh a gente tenha um pequeno impacto, né, mas não vai ser tão expressivo como como provavelmente as companhias aéreas. Santiago, eh, depois do Galeão, o grupo ainda tá com apetite de expansão ou a ideia é performar os contratos que já ganhou? É, como grupo, eh, a gente tem uma intenção de que a participação em termos de vida da parte internacional, nos negócios que estão fora de Espanha, eh, se un pouco mais representativo, mas é uma ambalmente un objetivo eh que está na pedra, né? Hum. Eh, Brasil continua sendo eh um dos o

mercado mais importante, né, para para a ENA, mas aínda temos moito por fazer, né? Eh, óbvio que por dever de ofício a gente avalia todas as oportunidades que que existem no Brasil e fora do Brasil. E se existem novas oportunidades, a gente vai ver con todo o cariño como estamos acompanhando desde a primeira rodada de de concessões, né? Eh, mas enfim, por enquanto eh acabamos de finalizar um processo conocad, temos concentração eh relevante, né? E [roncando][limpando a garganta] vamos entregar o que temos que entregar e se chegar novas oportunidades falaremos mais mais para a frente. Santiago, você falou que vocês estão acompanhando desde primeira rodada, né? O que o que mudou olhando para contrato, principalmente, né, e para ambiente regulatório no geral, eh, para esse momento que vocês arremataram o Galeão, né? O que que o Brasil evoluiu e o que, na sua opinião ainda precisa evoluir olhando para para contrato de concessão aeroportuária? Bom, Brasil evoluiu muito, né? Eh, lembremos que eh a própria agência reguladora em, vamos dizer assim, é é jovem, hum, eh, foi criada, se eu não me engano, 2006 2007, né? E enfim, pois tenes 16 17 anos de de experiencia até quase 20 anos, né, [limpando a garganta] de experiencia até até o até o momento, né? eh os contratos eh ten evoluído ao

longo do tempo, né? Eh, e a cada vez os contratos son máis robustos. Eh, o regulador está muito próximo, né, de eh deses eh desas actividades de camb dos aeroportos. Eh, é um regulador altamente técnico, hum, e que sobrudo ouve ao sector, né? Então, quando a gente leva propostas eh que faen sentidos, eh a Naki sempre está de brazos abertos para para poder escutar. Obviamente que a gente ten que cumprir con nosos contratos, nudas eh no meio do termo non não é tan simples, não. Eh, mas eh eu acho que os contratos hoxe son gasoáveis, né? Eh, son bastante gasoáveis e de novo, né? Axa reguladora, a verdade é que eh que está moito moito perto da da nosa operación. eh todo o que sea mudar para poder trazer eh crescimento para o seor, esse é o grande objetivo de de todos, né? Então, eh ir acompañando isso e como ir fazendo ajustes para que a gente eh continue investindo ao longo do tempo, desde que a gente tenha demanda, teñamos avións e precisamos investir. Acho que esse é o o grande segredo, né? como conseguir que no final das concessões eh continuemos tendo esse apetite de

investimento para atender a demanda ao longo do tempo. Santiago, pensando na cadeia inteira aí de infraestrutura aeroportuária, você vê algum risco dos contratos não performarem nossos contratos e falando dos nosal dos nossos não, a gente vai cumprir com con todas as as nossas obrigações. e o resto dos contratos e sobre todo as primeiras rodadas cada un história, né? Por por trás e eu seria moito muito usado eh se eu fizesse aquí publicamente algún algún depoimento, né? Porque cada unha casuística diferente e a tipologia cada un tem seus desafíos, cada un tem unha demanda, cada un tem una tipologia de negocios e en fin e as variáveis son moito muito diversas, né? Mas eh o que realmente queremos é que todos os contratos sean saudáveis, né? tanto para os aeroportos, que as compañías aéreas sean saudáveis também, porque a base para poder crescer ao longo do tempo, hum, eh, ter contratos saudáveis. Perfeito, Santiago, a gente tá caminhando pro final nossa conversa. Eh, você falou um pouquinho do do que o Brasil precisa fazer, né, para melhorar o setor. Você citou muito a questão de do turismo. Eh, mas eu queria fazer uma pergunta que você já deve ter ouvido

mais de uma vez, né? a gente precisa de mais companhias aéreas para democratizar o acesso eh a a viagens. Eu acho que uma combinação de crescimento das companhias aéreas existentes. Eh, lembrando que eh este é o primeiro ano que temos as três compañas aéreas fora de de uma recuperação judicial. Sim. Então isso é um bom ponto, né, para eh começar um crescimento. Agora que estamos num bom momento chegou a crise do do combustível, mas enfim, esperemos que seja um impacto passageiro e que continuemos eh nessas trilha, né, de de recuperação e de e de crescimento. E depois desde o punto de vista de mercadolóxico, cuantas máis compañías aéreas, eh, máis proposta de de opções eh para o pasaxe que finalmente paga a pasaxe aérea, eh, vai ser vai ser melhor, né? Eh, não sei quantas quanto número máxico, né? Mais eh máis compañías aéreas caben para para operar o mercado doméstico, voltando a ese número, né? De 0,6 vo por pasageiro e por ano, né? Se a gente consegue chegar a um 08 ou 09, estamos falando de um crescimento de um 40 50%, né, de da atividade e se chegamos já um vírgula alguma coisa, eh, dobrar, né, e

nosso nosso mercado e trazer essa demanda reprimida para para voar para o Brasil. Mas você acha que é eh eh aquela história, né, que veio antes do ovó à galinha, né? A gente precisa crescer, melhorar o ambiente do turismo para conseguir atrair ou essas empresas têm que vir agora? Eu acho que todo tem que dar mão, né? Primeiro, eh quando falamos de turismo internacional, eh pacotes atractivos e promoción eh de marcas relevantes que se coñecan no exterior. Eh eu como europeio, para una agencia de viaxens e quando a gente enxerga aonde que vai para o Brasil, Rio, mas eh as pessoas não conhecem muito eh que o que é as praias do Nordeste do Brasil, o que é o Pantanal, Amazonías, si, né? porque é um un ecosistema conhecido no mundo inteiro, mas lençis marañenses, por exemplo, Altero Xun, eh ninguém conhece esses eh essas localidades, bonito, né? Eh, enfim, eh, temos muitos pontos turísticos que deberían ser promocionados eh lá fora, né? Isso para falar de turismo internacional e e Brasil é um país simpático, né? Quando é enxergado eh do resto do mundo e todo o mundo quer conhecer Brasil, eh, preocupa

o custo do pacote, né? eh quanto que uma viagem eh de 10 horas, né, quando a gente fala de o Madrid Sao Paulo, por exemplo, quanto é a custo da da pastaxina aérea e quanto é o custo depois para poder percorrer diferentes eh eh sitios turísticos. Se você vai ter que fazer eh vz domésticos, 1 2 tr voz domésticos, aí obviamente o valor do do pacote sube porque eh as distâncias no Brasil eh são muito grandes, né? Lá você chega a Madrid, pega un carro e praticamente pode percorrer media España de una forma mais fácil. Então temos que criar pacotes que sean atractivos y con unas ofertas eh atraentes para para o mercado internacional e as compañías aéreas avião existen no mundo, né? Então as compañías aéreas abrazan iso desde que os tuberadores também abracen esa venda de deses pacotes, né? Eh, existe un nicho de promoción do turismo doméstico também moito importante, mas para iso ten que baratear as pasen aéreas para que a decisão de uma família, né, que vai se dislocar con dois fillos, quatro persoas, afinal a decisão, né, de de um custo é igual se passagem son R$ 1.000 que 500, não é un

impacto significativo, mas enfim, ter una hospedagem con todos os investimentos que están por de capacidade hoteleira. Eh, agora no Nordeste está facendo un trabalho importante, en Ríos está fazendo un trabalho importante, está crescimento também o o número, né, de de leitos, né, eh, de uma forma significativa, o que vai trazer mais capacidade e tem mais capacidade, eh, os preços van a ser mais mais competitivos, né, isso lei de oferta demanda, né, Santiago, olhando pro futuro, eh, qual legado você gostaria de deixar pra infraestrutura aeroportuária brasileira? Olha, legado aquela palabra, né? Que que dusto ní ende a humildade que a gente cuide todos pasiros con cariño, los aeroportos pasan de 150.000 todos os días e que a gente consiga entregar eh cariño, servi una infraestrutura que atenda todas esas necesidades, né? Então, eh, o principal é cuidar das persoas, que aquela persoa que vai a facer un negócio que de certo, eh, que aquela persoa que vai encontrar a unha família eh que consiga dar esse abraço caluroso ou aquela pessoa que vai visitar o médico que chega agora e no tempo certo, né? Então, essa é nossa

razão de ser, dar o serviço a a toda a comunidade e por isso noso noso logo, né? Eh, a ENA aeroportos para você. Então somos uma empresa de serviço eh que estamos eh a a demanda da sociedade, né? E e queremos, né, fazer fazer isso, levar infraestrutura de primeiro nível com bons serviços para as companhias aéreas, para nossos passageiros e que que tudo dê certo. Ótimo. E aí eu vou, eu falei que era minha última pergunta, mas você falando me lembrou de outra. Você comentou que com Galeão vocês vão ter uma capacidade por ano de 60 milhões de pessoas, correto? Eh, vamos a operar mais de 60 milhões. Capacidade seria se estivessem todos todas as horas cheias de de operações, né? Mas mas tem ainda capacidade de crescimento. É, não é que não interessa, né? Qual que é o número mágico para vocês? Assim, ses que você falou 60, daria para chegar, é, daria para chegar tempo. Não fiz a matemática, mas por exemplo, né? Eh, Recife, este ano 2026 estaremos perto dos 10 milhões de pasalheiros, nós temos capacidade de 15. Em galeão, como eu falei anteriormente, estamos estaremos em 2026 nos 18 19 milhões de pasiros, mas tem capacidade 37. Então, o

número ideal, 37 em Galeão e 15 milhões em en em Recife para a gente investir mais e continuar crescendo, né? Então, quanto quanto mais melhor e voltando, né? mais turismo, mais internacionalização, mais trabalho para as pessoas, mais possibilidades de desenvolvimento, de conectividade e de integração entre todas as regiões do Brasil, eh, que, enfim, que iso vai fazer desenvolver a economia de todas as regiões, não só dos polos geográficos que que hoje aviação atende no Brasil. Muito bom. Agradecer o Maurício mais uma vez. Obrigado, Maurício. Eu que agradeço, André. Agradecer Santiago. Foi uma ótima conversa. As portas da Exame estão abertas para você, viu? Muito obrigado, André. Muito obrigado, Maurício. Eh, tem sido um prazer e eh quando vocês quiserem estamos à disposição. E agradecer você que nos acompanhou até aqui. Siga Exame nas redes sociais, no YouTube, curta, compartilhe esse vídeo e também acesse o nosso site para ver todas as notícias do mercado de infraestrutura. Até mais. Olá, [música] esse é o Exame Infra, seu programa que discute o presente e o futuro da infraestrutura brasileira. Sou André

Martins, repórter de Brasil e economia da Exame e hoje vamos falar sobre o setor de aeroportos. Vamos receber aqui no programa CEO da empresa que agora administra 18 leilões e acabou de arrematar o seu último e um leilão bilionário. Para me ajudar nessa entrevista, tenho mais uma vez Maurício Malanconi, CEO da Suporte. Tudo bem, Maurício? Olá André. Eu sou Maurício Malanconi, fundador da Suporte, uma empresa dedicada a transformar a realidade da infraestrutura brasileira e é sempre um prazer estar aqui contigo, André. Ótimo. E recebemos Santiago Is, ele é CEO da ENA Brasil. Santiago, obrigado por ter topado conversar com a Exame sobre o setor de aeroportos. Eu que agradeço, André, eu que agradeço Maurício. Espero ter uma boa conversa aqui. Santiago, a gente, como eu comentei já para quem tá nos assistindo, a ENA acabou de arrematar o galeão num leilão bilionário, mas vocês começaram no Nordeste e hoje vocês vão passar, quando vocês começarem a administrar o galhão, vocês vão ter 18 aeroportos no Brasil. Eu queria que você falasse um pouco da história, mas também o que essa esse último leilão significa sobre o apetite da empresa no Brasil. Bom, a história desde o ponto de vista de da cronologia é breve, né? Porque nós iniciamos nossa operação em janeiro de de 2020, mas tem sido bem interessante,

né? E começamos eh lá no Nordeste com na quinta rodada de conões de aeroportos administrando seis aeroportos, né? Recife, Maselló, João Pessoa, Aracaju, Jacero do Norte, Campina Grande. tivemos, né, e logo na largada, né, pois do dia 3 de março que assumimos o aeroporto de Recife, dia 11 eh chegou e aquela COVID, né, e com a declaração da Organização Mundial da Saúde que teve uma redução da operação de 95%, né, naquele então acabávamos de de contratar, né, a mais de 300 colaboradores, muitos contratos novos, né, com empresas terciarizadas de segurança, de manutenção, de facilities, hum e também acordos, né, com nossos parceiros comerciais, né, e de um dia para outro muda o contexto e a gente quase ainda sem falar uma palavra de português, tem que voltar, né, para para o início e fazer essa renegociação. Mas enfim, eu acho que eh a gente tomou as decisões devidas, né, sobre todo e o que nos h nos faz sentir muito orgulhosos é que a gente manteve a todas as pessoas colaboradoras. se mexer em salários, se mexer em benefícios corporativos. Isso trouxe

como resultado duas coisas, né? Primeiro, eh, transmitir ao mercado que a ENA cuida das pessoas, são o principal ativo da da nossa casa e segundo ter uma recuperação e quando o brasileiro não conseguia viajar lá fora, hum, viajava para o nordeste para tirar suas férias, né, e manter essa operação de logística, né, de basinhas, de mercanías para que toda a população fosse atendida da melhor forma possível. A verdade que foi un orgullo de participar nesse nesse momento dessa dessa operação, vamos dizer assim, de de crise, né? Eh, depois já na história, né? Eh, começamos eh operar já num ritmo, né, de de cruzeiro e em 2022 participamos do leilão eh da sétima rodada, não? Eh, foi en agosto de 2022, iniciamos a operação final de de 2023, hum, onde chegaron os aeroportos de Congoñas aquí en Sao Paulo, mas outros aeroportos en Minas Gerais, hum, en tres em Minas Gerais, tres en Mato Grosso do Sul e outros quatro no Pará, totalizando 17. Hum. Eh, nesas duas sociedades de propósito específico, quinta rodada e sétima rodada, já finalizamos, né, eh todos os investimentos de transformación de infraestrutura. Recentemente temos entregue, né, os 10 aeroportos de da

sociedade da da sétima rodada, eh, con valor superior a 2 bilhões deais de de investimento e agora continuando continuando conñas já para galeão eh que arremetimos o o leilão com 2,9 b e de reais, a expectativa, né, depois de passar o processo de de CAD, né, como é lógico, né, pela concorrência do do mercado, estamos assumindo agora aproximadamente un 28%, né, né, do do market share, né, do do mercado dos passageiros no no Brasil. E passando isso já é finalizar o contrato de compravenda das acções e começar a operar nos próximos meses. Hum. Estamos super felizes. Hum. Ó, Santiago, vocês estão o sexto ano, né, de operação no Brasil. Eh, quais são os principais aprendizados no Brasil e qual que é o montante de capex previsto de investimento em aeroportos? A gente fala de eh de investimentos e considerando torgas, obrigações, leilões, né, mas a capex propriamente dito, estamos falando que até final de 2028 estamos colocando acima da mesa máis de 15 bilhões de de reais, né, e

considerando os 18 18 aeroportos, né? Já no Capex propriamente dito, no Nordeste chegamos uma un valor de uns 2 B. Agora para o bloco dos 11 aeroportos e sonros 4,5 bilónes de de reais. Hm. E o restos son eh leilões e obrigações precedentes, pagamentos, né? Que que a gente teve que facer otorga inicial, eh, contra a prestação dos serviços da B3, indemnizações, né? aquela coisa burocrática que temos que facer nicio da das pras concesões. Mas enfim, un um investimento decidido eh desde o punto de vista estratégico para o grupo Ana eh Brasil e fora España, né, é o país mais relevante, né, com toda esa operação e de facto é o único país fora de Espanha que a gente opera com marca, né? Isso fala muito de da relevância que tem no Brasil para para todos nós como grupo. Pra gente ter uma ideia de volume, né? Quantos passageiros mais ou menos vocês transportam? Eh, sem considerar galeão, eh, temos um pouco a mais de 45 milhões de passagheiros, hum, do valores de 2025. Considerando Galeão, estariamos e perto dos 63 millões de de pasaliros. Se falamos já no mundo, hm, contornos

aeroportos, estamos falando 81 aeroportos no mundo, né? Eh, temos operação em cinco países, a Espanha que nossa origem, temos operação na Inglaterra também com três aeroportos, Londres, Luton e Newcastle, Elits, os 18 aeroportos aqui do do Brasil, mas uma participação e no México e Jamaica através do grupo de aeroportos do Pacífico, estaríamos falando de mais de 450 milhões de passagheiros por ano. Hum, que é um número bem bem expressivo. E Santiago que a gente sempre gosta de entender a estratégia e a tese das empresas, né, que atuam na infraestrutura brasileira. Eh, qual que é a diferença de no começo da operação vocês atuando ali apenas no Nordeste e hoje vocês uma das maiores operadoras do país, tendo uma rede aeroportuária, né? Qual que é a diferença pensando tanto em operação quanto de da própria estratégia da empresa pros próximos anos? [roncando] Bom, eh, o propio modelo, né? Eh, lembrando que o Nordeste foi a primeira concesão do goberno da Unión que foi feita en bloco. As rodadas anteriores tinanido aeroportos individuais e aí já muda, né? na forma de facer unha gestão de aeroportos que de alguma forma subsidían, né, os os aeroportos menores,

fceras sinergixas de grupo. De facto, eh, nosso grupo funciona así, porque somos uma malla de aeroportos eh eh pelo mundo e conseguimos trazer eh fornecedores de maior nível, né, eh desde o punto de vista do atendimento pasao para infraestruturas de menor porte. também levar negócios eh desde o punto de vista comercial de experiencias para o pasageiro de un nivel superior que se mar a Porto estivesse sozinho porque não tería balanço n para para poder facer esas essas operações. Obviamente que cada aeroporto tem sua especificidade, né? Eh, não é igual um aeroporto de negócios que um aeroporto turístico desde o punto de vista de da própria operação, do layout comercial, eh, das necesidades que o passairo tem. Eh, então iso eh muda un pouco, mas enfim, noso na nossa pasta de aeroportos con 91 aeroportos do mundo, temos aeroportos regionais, temos aeroportos de carga, temos aeroportos eh hies internacionais e então esse expertiz que a gente consegue trazer, né, de outras experiências no mundo é hum implementável aqui no no Brasil de uma forma directa. Então esse conhecimento já ya existe na casa, né? Eh, óbvio que h a gente tem passadoes primeiros anos por essa transformação de de infraestrutura, né, como falei anteriormente. E tudo isso faz que

primeiro você inicia, né, com uma eh estabilização da operação, depois faz uma optimização em função da nova infraestrutura e dos serviços que você vai entregar e a partir de agora é decolar, entregar qualidade e fazer crescer os aeroportos para continuar investindo ao longo do tempo, né? Ô Santiago, quais são os principais desafios de engenharia que vocês têm? Eh, acredito que vocês aí, de certa forma têm que conciliar construção nova com a sem parar a operação dentro desses contratos do grupo aqui no Brasil, quais são os principais desafios que tem? Eu começaria, eh, Maurício, eh, respondendo que o grande desafio agora no Brasil é falta de engenharia. Hum. Eh, a gente quando conversa também conos setores, n, provavelmente pelo ciclo, né, onde Brasil teve um desenvolvimento de de capex muito relevante umas uns anos atrás e depois teve uma uma queda eh também significativa, a gente está perdendo nessa de engenharia é uma preocupação eh que mostra-se necessária eh mudar a tendência para todo o pipeline de investimentos que está por vir em infraestrutura nos próximos eh anos eh no Brasil, né? falando do nosso setor, hum, além de essa procura, né, de

engenharias, eh, que consigam eh ter conhecimento, né, de do que é a especificidade do do propio aeroporto e do que seria uma construção civil, né, que é compatível a um residencial ou ou qualquer outra construção. Eh, os principais desafios que que temos tido ao longo do tempo é continuar operando, fazendo obra. Hum. E aí o faceamento é muito muito importante, né? Eh, por exemplo, quando a gente fala aqui de de Congonñas, a gente teve um primeiro um desafio desde o ponto de vista de planejamento. Hum, eh, onde a gente avaliou 27 alternativas, né, para de configuração do novo aeroporto de de Congoñas. A partir de aí, obviamente, né, falando con todos os stakeholders, né, eh, para conseguir facer unha proposta que atendese a todas as necessidades, né? Eh, depois desse planejamento, a gente fez o que se chama um processo de design and build, né, que é desenho e construção. Eh, passamos como seis meses, né, sentados acima da mesa, eh, onde a gente convidou a diferentes consórcios de empresas de arquitetura, empresas eh de enxeneria e empresas construtoras, eh, para, de alguma forma avaliar basicamente quatro eixos. Hum. Eh, o primeiro, eh, o aeroporto de Conghas é um aeroporto tombado. Hum. Então, a arquitetura deve

dialogar com aeroporto existente e também a gente quer fazer uma coisa bacana, né? A gente sabe do do desafio de Congonñas e Congolonhas aeroporto dos brasileiros, né? Eh, Guarúlios é o principal aeroporto do país, mas tem uma parte internacional muito relevante. Então, mas o aeroporto dos brasileiros a gente entende que que é congonhas. Então, a arquitetura é o primeiro vetor que a gente avaliou com muito carinho, né? Eh, segundo ponto, eh, faceamento. Eh, a gente tem que manter a capacidade declarada de 44 operações por hora, hum, durante toda a execução da obra. Hum, sabemos que um percentual muito significativo das compañías aéreas pasa pelo aeroporto de Congñas. Hum, eh, várias vezes. As aeronaves passam várias vezes pelo aeroporto de Congñonhas durante o dia. Se a sente para Congonhas, a malha aérea do Brasil sente. Hum. Então temos essa responsabilidade de trocar pneu com carro andando. Hum. Então a gente definiu cinco fases, né? Em cada fase a gente fiz uma simulação importante, né, de os tempos das compañías aéreas para sair do estacionamento e da cabeceira da pista para facer sua decolagem e ver que em todas as fases a gente mantém uma operação sólida e eficiente durante eh todo esse processo. Hum. O terceiro vetor era a metodologia construtiva. Hum. Como é que a gente faz uma obra

desse porte? Estamos falando de uma obra de quase 2,4 bilhões de reais em Congonhas. Hum. Eh, numa região eh que de muito fluxo de trânsito e que a logística não é fácil. Então, eh, muitos premoldados, eh, entrar saídas de à noite, eh, no incomodar a vizinhas então toda essa logística foi um trabalho bem pensado também para poder implementar toda essa obra. E a quarta o que todas as empresas facem, né? Ver o o cálculo de custo beneficio. Então iso foi un trabalho ben sucedido durante 6 meses, né? A partir de aí já fechamos noso nosso contrato e começamos toda toda a obra. E o prazo de entrega da obra, se você falou do fazeamento, se puder detalhar pra gente? Claro. Eh, bom, primeiro no Nordeste a gente entregou em 2023, né? Os seis aeroportos. Agora estamos eh experimentando una qualidade muito boa nos aeroportos e com os crescimentos primeiro trimestre foi muito bom, mas agora com o caso da crise do combustível tivemos um impacto significativo de eh freio, né, nesse crescimento que tiñamos acumulado o primeiro trimestre. Eh, no caso dos aeroportos de da sétima rodada que no é Congoñas, entregamos agora recentemente em júnio, né, a

transformação deses aeroportos, eh, con un investimento de máis de 2.000 eh de reais, como estaba falando, uma transformación de infraestrutura en aeroportos de pequeno porte e outros eh intermediários eh moito significativa, né? eh e 36 meses facer todo ese traballo de planejamento e construcción e entrega e é um desafío, né, fazer enem deixar a portos e nalgúns estados que a logística não é simples. Hum. Então iso foi foi um desafio e conhas a gente tem que entregar até junho de 2028. Hum. Então esse é nosso objetivo e nossa obrigação. Hum. E vamos cumprir. Ô Santiago, eh onde vocês viram a principal oportunidade no Galeão? Galeão quando a gente fala de novo, né, de um modelo de rede, é o aeroporto perfeito que encaixa com o portfólio de aeroportos que que tem na Ana no Brasil. Hum. A gente tem uma dimensão turística com uma participação internacional modesta no Nordeste. Hum. Eh, temos um aeroporto eh con alto potencial de negócio doméstico que Congoñas. Hum. Outros aeroportos con capacidades logísticas a a se desenvolverem. Eh, temos Recife no nordeste, temos

Uberlândia e temos Campo Grande e aeroportos eh no norte que prestar una função para para a população também ben interessante com um potencial de desenvolvimento turístico também eh relevante. Galeão traz essa parte que estava faltando, né, desse hub internacional doméstico e que permite também que o resto dos aeroportos de alguma forma eh alimentem, né, eh sean feeders eh do aeroporto de Galeão para fazer e optimizar, né, essa conexão interdom inter, né, que tá tan interessante fora eh do desenvolvimento e do propio aeroporto, né, desde o ponto de vista dos negócios, fora do terminal que a gente fala, estamos falando que Rio Gale, un aeroporto, eh, que ten na capacidade pronta. Hoje em 2025 operaron quase 18 milhões de de pasal mas com uma capacidade de 37. Então aeroporto que já a capacidade existe, hum, eh debido às obras que foram executadas para para a Copa, né, no ano 2014. Hum. eh e un aeroporto que con esa capacidade a gente poder tambén atraer, né, eh novos operadores eh que hoje não operam no Brasil e ter um crescimento relevante pelo resto da da concessão e ao mesmo tempo, né, a gente eh alimentar, como falaba anteriormente eh o galeão e a parte o sítio aeroportuário de de de Rio

de Xaneiro para fazer uma comparativa, né, eh é de 17 km² e congas 1,5. Hum. Então, imagina, né, a quantidade de negócios que podem ser explorados, né, como um centro realmente eh logístico de cargas e de negócios imobiliários mais operação aeroportuia. Santiago, qual que é o principal desafio quando vocês vocês estudaram isso antes de de bidá, né, e hoje próximo já de iniciar a operação, qual é o principal desafio do galeão? Galeão pelo facto de ser uma conão, que é o tempo remanescente da da concessão existente, eh, para mim o grande risco está na atividade. Hum. Então, se a gente passa nesses próximos 13 anos por outro COVID, a gente poderia sofrer. Sofreríamos em todos os lugares, mas quando uma conta, obviamente, né, que o impacto sobre a taxa interna de rentabilidade do projeto é é maior. Hum. A partir de aí, sendo optimistas, né? Eh, que non aconteça nada con actividade, que continuemos eh crecendo ao longo do do tempo, eh, dar un bon servizo de qualidade, eh, facer uma boa gestão e trazer máis actividade para galeão, para o resto dos aeroportos e para o Brasil. Esse é o grande o grande desafio. Santiago, vocês citaram a ambição de

internalizar internacionalizar eh Congonhas a partir de 2028. conta um pouco pra gente qual que é essa intenção. Bom, eh, a intenção tem que ser uma intenção comum de todos os stakeholders, né? Eh, primeiro, eh, das autoridades reguladoras, hum, eh, Secretaria de Aviação Civil, Agência Nacional de Aviação Civil, eh, Vigia Agro, Ambisa, Policia Federal e Receita Federal, que conformam, né, a possibilidade eh normativa de poder fazer um aeroporto internacional, né? E e por isso é necessário um bom diálogo eh com todos eles, que são os que finalmente eh van autorizar essa essa possibilidade. De outro lado, existe uma demanda de mercado, hum, onde a gente vê, né, eh agora recentemente existe um un foro, né, de compañías aéreas, eh, que comemora, né, un encontro de de empresas aéreas con todos eses stakeholders. Acontece un a nivel mundial todos os anos e outro a nivel regional todos os anos também. No último aqui na América, nas Américas, foi no Rio de Janeiro e na toda a minha trajetória profissional, eh, e são mais de 25 anos no sector aeroportuário, é a primeira vez eh que

en vez do aeroporto ir atrás das compañías aéreas, as compañías aéreas están atrás do aeroporto, né? E a gente recebeu 17 compañías aéreas, né? Eh, perguntando sobre a possível internacionalização de congelos. Então, existem uma demanda do mercado, tanto do pasageiro, hum, que mora perto do aeroporto de Congoñas e também eh das compañías aéreas que possan ter interesse na internacionalização de de Congoñas, mas existem alguns desafios para eh poderse implementar, né? Eh, a gente primeiro tem que cumprir nosa obrigação, entregar em 2028, né? eh toda ampliação e e reforma e paralelamente iremos falando com cada um dos stakeholders para ver se iso é é factível, né? Eh, en qualquer dos casos, eh, pela tamaño, cumprimento da da pista, estaríamos falando de operações internacionais no cono sul, eh, de um Uruguai, de uma Argentina, de um Santiago de Chile, hum, uma Paraguai. Hum. Essas seriam um pouco os os mercados que a gente está está imaginando. E essa estratégia, ela pode, você falou que precisa sentar à mesa com todos os stakeholders. Eh, mas a estratégia vocês agora com o Galeão, ela pode também

mudar, sendo o Galeão talvez um hub internacional e Congonhas continuar como esse, como você citou, né, o aeroporto do Brasil são compatíveis, né, porque, enfim, estamos falando das duas principais cidades do Brasil, né, com uma população enorme, né, e quando falamos de São Paulo, quando falamos de de Rio de Janeiro, eh, como a gente tem Madrid e Barcelona, né, temos dois aeroportos com na conexão internacional, eh, é muito relevante e são perfeitamente compatíveis, né? Um Rio de Janeiro podería, além de operar no mercado de América do Sul, pode operar também intercontinental, né? Sea con América do Norte, sea con Europa, sea con África, sea con Ásia, hum, já para conñas seria um mercado mais máis mais reducido, mas também podendo fazer conexão doméstico internacional com rio Galeão e de Rio Galeão para o mundo, né? produto Congas Galeão Mundo. Ô Santiago, você citou que as companhias aéreas foram à procura, né? Como que uma eh um grupo como a a ENA pode contribuir eh com essa integração e essa eh como que eu posso dizer, essa fortalecimento eh do mercado aeroportuário brasileiro. Olha, eh os aeroportos por si sós eh não trazem passageiros, né? Isso é o primeiro ponto, né? E ás veces a gente

chega nos territórios diz não chegou un operador aeroportuári vai trazer seis compañías a máis. A gente ten que traballar a quatro maus. Hm. E os paseiros van aos destinos, não van aeroportos. Os loucos ten que trabal aeroportos. Vamos trabalhamos no aeroporto, voltamos para casa. Hum. Então nesse sentido, a gente trabalha primeiro eh com dados, né? Uma análise está todo o lado da demanda. Hum. Ou seja, a gente tem muitos dados de as procuras que facemos todos os cid cidadãos quando queremos ir para um destino final. E a gente avalia todas as procuras de pessoas que, por exemplo, están procurando desde Alemanha chegar em Rio de Janeiro. Como é que eles procuran fazer as conexões para chegar lá? A gente identifica, olha, pois existe eh não sei, seis pessoas desde Frankfurt que están procurando Rio Galeão. A gente identifica. Existe uma demanda Frankfurt galego. Segundo lado da oferta, quais são as compañías, quais são as tipologias de aeronaves que realmente podem atender esse mercado? Hum. Então já identificando demanda e oferta a gente construir um business case e vem custo operacional tickets medium a gente construir esse business case que depois com o território, enfim, podem dar alguns apoios desde o ponto de

vista da promoção, podem dar apoios desde o ponto de vista de redução de ISMS, por dier alguma coisa e enfim, fazer um pacote conjunto, ir a quatro mãos para falar com a companhia aérea e falar, olha, e o território tem essas capacidades, eh, ten capacidade X, faz unas propostas desde o punto de vista das empresas privadas eh que é atractiva para una compañía aérea. O territorio a través das instituções públicas apoia desa forma. Nós temos esse business case e além disso a gente tem una política de incentivos onde você tem uns desconos, uns descontos eh nas tarifas aéreas para ajudar nesse início da da operação. Então, construindo todo esse pacote, a gente ajuda, né? E é um programa, né, que de sucesso, que estamos implementando ao longo do mundo e que funciona. Santiago, olhando pro pro mix de aeroportos que vocês administram e contando com Galião, né, a gente sabe que o desafio do setor é a questão de grandes aeroportos como Congonhes e Galeão, eles são superavitários, né, mas quando a gente olha às vezes para alguns menores, não necessariamente. Como que vocês eh administram esse mix? E também acho que uma coisa que você já falou aí, uma das respostas é princialmente exploração comercial, né? Vocês acabam vendo um potencial comercial,

imobiliário naquele local e exploram. Qual que é a estratégia da empresa hoje nesses 18 aeroportos que vocês administram? O primeiro, en fin, eh, como falaba antes, né, a gente ten que trazer todas as sinergixas possíveis, né, para facer uma operação eficiente, não só desde o punto de vista da própria operação e de levar uma eficiencia, puntualidade, né, performance eh eh boa, né, para entregar para nos clientes, pasaxeiros e compañías aéreas, mas tamén desde o punto de vista do implementação dos serviços, seían fornecedores, n, contratos eh de serviços xerais e no aeroporto e também de negocios comerciais eh facendo pacos né? Eh, onde un operador de, por exemplo, de de duty freed ou duty paiding, eh, a gente coloca congonhas, mas outros aeroportos, né, para que esse operador tenha obrigação também de operar no outros aeroportos de de menor porte e dessa forma, né, a gente tem salas VIP no aeroporto de Campina Grande ou de Jaseiro do Norte, né, aeroportos pequenos, mas que a gente consiga levar esses serviços também para a população local. Hum. Eh, então, nesse sentido, eh, en fin, traballar, eh, una rede de aeroportos e é super super relevante. Eh, a gente tem que pensar e procurar, né, que eses aeroportos que hoxe en día

no traen, né, un aporte para a línea do Ebita, eh, que no mínimo resten pouco, né? Então, eh, mas é verdade que ten aeroportos que, eh, fora da parte regulatoria, non, que serían a parte regulada niso, nas tarifas aeroportuárias, ten outros potenciais eh de desenvolvimento na región, né? Porque eh pase uma estrada perto do aeroporto, porque existan uns planos inmobiliarios porque están dentro da cidade e podemos implementar outros serviços. Isso é muito interesante e foi uma boa iniciativa do Ministerio de Portos e Aeroportos, né? aquela política de investeroportos, né? Eh, onde negócios eh do setor imobiliário podem ultrapassar também no prazo da concessão e para uma empresa que esteja interessada em fazer un investimento imobiliário que não consiga amortizar num prazo remanescente de una conesão porque falten 10, 15, 20 anos e poder estender esos contratos con una garantía além do prazo final da da concessão, né? E aí podemos trazer eh novos negócios que a final das contas é geração de emprego, renda, né, como núcleos eh realmente de de geração de riqueza, né, para para os territórios. Se fazemos hoje uma conta entre os 17, sem considerar galeón, né? Eh, diso

falaremos quando realmente aconteça, mas estamos falando já de uma comunidade aeroportuária de quase 25.000 pessoas nos aeroportos, né? é um um dato dado que que é bastante relevante. E ainda olhando para essa questão de exploração comercial, né? Teve alguma inovação nos últimos anos que vocês aproveitaram, viram de exemplo no mundo ou até foi implementada aqui no Brasil, que vocês conseguiram crescer essa parte da receita e se tem algo que vocês estão planejando implementar pros próximos anos? Acho que, enfim, eh, é uma tendência mundial, né? Eh, a gente está implementando em todos os aeroportos, eh, tem que ser experiências para os pasageiros, né? Eh, no início eran infraestruturas muito mais frias, né? Eh, depois se transformaram, né? Todos os aeroportos praticamente tinha nos mesmos serviços e agora precisamos que todos os serviços sean dinámicos. Hum. Eh, existe um evento, agora estamos na Copa do Mundo. Hum. Pois as lojas têm que dialogar com Copa do Mundo, depois tem o Lula Palusa, depois tem um eh Rock and R, então tudo tem Fórmula 1, né? Então tudo tem que que dialogar e ser e ser vivos e ter um diálogo, né, entre as próprias lojas, né? Primeiro para não se canibalizar e segundo, né? Eh, para que as persoas teñan una experiencia melhor,

né? Eh, toda a parte de hospitalidade ten tido un desenvolvimento moito forte, né? dentro de do país. É un servizo que cada vez é máis demandado polo pelo pasallero, mas temos que ter un balanço, non? Un equilibrio para que todos os negocios teñan eh teñan seu futuro. E depois eh o que está porgar, né? Eh, Congoñas estamos a indo para o mercado con 20.000 m² de ABL, 20.000 m de Abel, hum, de superfície locável. E aí, enfim, eh, com essa massa crítica, eh, esperamos, né, que novas operações que hoje não estão no Brasil, eh, consigam vir e implementar novas operações que possam depois dar serviço para para amassar aeroportos, né? Então essa massa crítica nos vai permitir, né, trazer grandes contratos, bons operadores e trazer novas realidades para nosa proposta comercial, des sea em alimentação, se enarejo, sea em categorias luxo, eh, ou seja, em áreas de duty free, duty paid, etc. Ô, Santiago, com a sua experiência, a experiência do grupo, o que falta pro Brasil aumentar o volume de viagens e democratizar o acesso? Bom, eu agradeço a pergunta, né? Porque

acho que é o grande desafio do setor no Brasil. Hum. Eh, esse crescimento que hoje o Brasil precisa, né? Lembrando que Brasil tem uma penetração de mercado muito baixa, né? Eh, quando a gente compara o número de voz per cápita per ano, eh, o Brasil está perto de 0,6. Hum. Eh, comparando con noutros países da região de América Latina, estamos falando que está no hm na esfera de um e se a gente se compara con economias mais desenvolvidas de América do Norte ou a própria Europa, estamos falando de do três viagens eh per ano por per capita, né? Eh, e para isso, enfim, eh, a gente precisa em de novo, né, falar de uma política de estado, né, eh, bem sucedida e e que agora está cima da mesa, uma política que se chama Conectar e que foi apoiada pelo Ministerio de Portos e Aeroportos e pelo Ministerio de Desenvolvimento, Industria e e Comercio Exterior, onde se especifican tres eixos básicos, n o primeiro que é a promoção de contestabilidade do mercado, como que a gente consegue, né, trazer eh máis compañías aéreas para operar no Brasil e que as compañías aéreas que operan no Brasil ten un clima de negocios melhor. Depois, como a gente

consegue baratear os custos, hum, eh, e aquí um ponto principal, né, porque eh a gente vê, né, eh, como as compañías aéreas tem todas suas receitas en em reais, mas eh aproximadamente un 57% das receitas eh están atreladas ao dólar. Estamos falando de combustível, estamos falando de pesa de avião, de elixind aeronave, tudo isso eh atrelado a dólar, quando o real tem uma oscilação significativa, impacta diretamente na na conta das companhias aéreas e depois criar uma ambiência regulatória, seia do setor através da Agência Nacional de Aviação Civil e também da Secretaria de Aviação Civil e do Ministério e de outros ministérios que possan impactar eh indirectamente dentro da eh do setor do transporte aéreo. reforma tributária, como é que vai ser o impacto da reforma tributária no setor, companhias aéreas, aeroportos e eu acho que isso é necessário, né, que de alguma forma eh se crie um sentir dentro de do Brasil de que o setor de transporte aéreo é estratégico em termos de competitividade eh para o prio para o próprio país. Depois, além disso, enfim, e o turismo, né, o turismo está

diretamente atrelado e ao setor do transporte aéreo, criar uma política de estado eh que promova eh tras ser mais turistas internacionais, né? Eh, a gente teve um ano muito bom em 2025 com um crescimento de um 30%, mas quando a gente vê os números absolutos, estamos falando de 9 milhões de turistas internacionais quando a Espanha, né, tem 100. Um país que é 17 vezes menor. Hum. Então tem muita coisa a fazer e Brasil atrativos turísticos tem de sobra, né? Então, construir essa política que vertebre, que cria emprego e nunha indústria que é super sustentável e ao que vale a pena fazer facer un esforzo entre todos. Depois están as cousas, né, de eh custos adicionais das compañías aéreas, né, eh quando a gente fala de processos judiciais perante compañías aéreas, eh percentuais muito significativos, por cima de 80 85% dos processos judiciais no mundo están aqui no Brasil, quando o número de operações e de Brasil em comparação com o mundo 3%. Hum. a gente fala de tripulações, quantas horas podem volver aqui em comparação com conras regiões. Então é criar um contexto, né, e slotis nos aeroportos coordinados como as a como a gestão. Então, dentro de todo ese clima, né, eh, de de promoção e de

contestabilidade do mercado, tem que enxergar muitas cousas, né, que podem eh se asimilar como trabal indústria noutros lugares, eh, para poder fazer eh o país moito máis competitivo, fora de continuar, né, de eh trabalhando em acordos bilaterais com países, né, e criar áreas de libre circulação, como temos, por exemplo, na Europa, onde você consegue voar sem restrições entre todos os países de uma União Europeia, né? Agora temos uma janela de oportunidade muito grande com nos acordos comerciais entre a Unión Europeia e Mercosul, né, que podem abrir oportunidades também para para o nosso setor. Santiago, só voltando, você falou da reforma tributária, a gente já viu vários CEO de companhia aérea testimando um número do impacto eh para as companhias. Vocês têm esse número eh para as operadoras de de aeroportos, paraas concessionárias? nosso ecossistema aeroportuário propriamente dito e é un pouco diferente porque nós temos uma operação prpia do que nosa tarifa regulada, né? Mas depois temos um ecosistema de muitas empresas, né? empresas de serviços que tem pouco capex e mas muita mal de obra que tem un impacto tributario completamente diferente. Eh, nós que neste momento estamos facendo un capes relevante

teríamos un impacto diferente se estivéssemos noutro eh momento da da concesão e depois todos osionários eh comerciais que em função da operação também tem um impacto tributário. Então está de alguma forma eh o que é a nossa própria operação e o que vai ter eh um impacto, mas depois o ecossistema é muito maior e ainda eh tem muita coisa para se desbruzar, né, para a gente ter esse número mágico de qual vai ser o o impacto. Hum. Eh, mas enfim, eh provavelmente eh a gente tenha um pequeno impacto, né, mas não vai ser tão expressivo como como provavelmente as companhias aéreas. Santiago, eh, depois do Galeão, o grupo ainda tá com apetite de expansão ou a ideia é performar os contratos que já ganhou? É, como grupo, eh, a gente tem uma intenção de que a participação em termos de vida da parte internacional, nos negócios que estão fora de Espanha, eh, se un pouco mais representativo, mas é uma ambalmente un objetivo eh que está na pedra, né? Hum. Eh, Brasil continua sendo eh um dos o mercado mais importante, né, para para a ENA, mas aínda temos moito por fazer, né? Eh, óbvio que por dever de ofício a gente avalia todas as oportunidades que que existem no Brasil e fora do Brasil. E se existem novas oportunidades, a

gente vai ver con todo o cariño como estamos acompanhando desde a primeira rodada de de concessões, né? Eh, mas enfim, por enquanto eh acabamos de finalizar um processo conocad, temos concentração eh relevante, né? E [roncando][limpando a garganta] vamos entregar o que temos que entregar e se chegar novas oportunidades falaremos mais mais para a frente. Santiago, você falou que vocês estão acompanhando desde primeira rodada, né? O que o que mudou olhando para contrato, principalmente, né, e para ambiente regulatório no geral, eh, para esse momento que vocês arremataram o Galeão, né? O que que o Brasil evoluiu e o que, na sua opinião ainda precisa evoluir olhando para para contrato de concessão aeroportuária? Bom, Brasil evoluiu muito, né? Eh, lembremos que eh a própria agência reguladora em, vamos dizer assim, é é jovem, hum, eh, foi criada, se eu não me engano, 2006 2007, né? E enfim, pois tenes 16 17 anos de de experiencia até quase 20 anos, né, [limpando a garganta] de experiencia até até o até o momento, né? eh os contratos eh ten evoluído ao longo do tempo, né? Eh, e a cada vez os contratos son máis robustos. Eh, o regulador está muito próximo, né, de eh deses eh desas actividades de camb dos aeroportos. Eh, é um regulador altamente

técnico, hum, e que sobrudo ouve ao sector, né? Então, quando a gente leva propostas eh que faen sentidos, eh a Naki sempre está de brazos abertos para para poder escutar. Obviamente que a gente ten que cumprir con nosos contratos, nudas eh no meio do termo non não é tan simples, não. Eh, mas eh eu acho que os contratos hoxe son gasoáveis, né? Eh, son bastante gasoáveis e de novo, né? Axa reguladora, a verdade é que eh que está moito moito perto da da nosa operación. eh todo o que sea mudar para poder trazer eh crescimento para o seor, esse é o grande objetivo de de todos, né? Então, eh ir acompañando isso e como ir fazendo ajustes para que a gente eh continue investindo ao longo do tempo, desde que a gente tenha demanda, teñamos avións e precisamos investir. Acho que esse é o o grande segredo, né? como conseguir que no final das concessões eh continuemos tendo esse apetite de investimento para atender a demanda ao longo do tempo. Santiago, pensando na cadeia inteira aí de infraestrutura aeroportuária, você vê algum risco dos contratos não performarem

nossos contratos e falando dos nosal dos nossos não, a gente vai cumprir com con todas as as nossas obrigações. e o resto dos contratos e sobre todo as primeiras rodadas cada un história, né? Por por trás e eu seria moito muito usado eh se eu fizesse aquí publicamente algún algún depoimento, né? Porque cada unha casuística diferente e a tipologia cada un tem seus desafíos, cada un tem unha demanda, cada un tem una tipologia de negocios e en fin e as variáveis son moito muito diversas, né? Mas eh o que realmente queremos é que todos os contratos sean saudáveis, né? tanto para os aeroportos, que as compañías aéreas sean saudáveis também, porque a base para poder crescer ao longo do tempo, hum, eh, ter contratos saudáveis. Perfeito, Santiago, a gente tá caminhando pro final nossa conversa. Eh, você falou um pouquinho do do que o Brasil precisa fazer, né, para melhorar o setor. Você citou muito a questão de do turismo. Eh, mas eu queria fazer uma pergunta que você já deve ter ouvido mais de uma vez, né? a gente precisa de mais companhias aéreas para democratizar o acesso eh a a viagens. Eu acho que uma combinação de crescimento das companhias aéreas existentes. Eh, lembrando que eh este é

o primeiro ano que temos as três compañas aéreas fora de de uma recuperação judicial. Sim. Então isso é um bom ponto, né, para eh começar um crescimento. Agora que estamos num bom momento chegou a crise do do combustível, mas enfim, esperemos que seja um impacto passageiro e que continuemos eh nessas trilha, né, de de recuperação e de e de crescimento. E depois desde o punto de vista de mercadolóxico, cuantas máis compañías aéreas, eh, máis proposta de de opções eh para o pasaxe que finalmente paga a pasaxe aérea, eh, vai ser vai ser melhor, né? Eh, não sei quantas quanto número máxico, né? Mais eh máis compañías aéreas caben para para operar o mercado doméstico, voltando a ese número, né? De 0,6 vo por pasageiro e por ano, né? Se a gente consegue chegar a um 08 ou 09, estamos falando de um crescimento de um 40 50%, né, de da atividade e se chegamos já um vírgula alguma coisa, eh, dobrar, né, e nosso nosso mercado e trazer essa demanda reprimida para para voar para o Brasil. Mas você acha que é eh eh aquela história, né, que veio antes do ovó à galinha, né? A gente precisa crescer, melhorar o ambiente do turismo para

conseguir atrair ou essas empresas têm que vir agora? Eu acho que todo tem que dar mão, né? Primeiro, eh quando falamos de turismo internacional, eh pacotes atractivos e promoción eh de marcas relevantes que se coñecan no exterior. Eh eu como europeio, para una agencia de viaxens e quando a gente enxerga aonde que vai para o Brasil, Rio, mas eh as pessoas não conhecem muito eh que o que é as praias do Nordeste do Brasil, o que é o Pantanal, Amazonías, si, né? porque é um un ecosistema conhecido no mundo inteiro, mas lençis marañenses, por exemplo, Altero Xun, eh ninguém conhece esses eh essas localidades, bonito, né? Eh, enfim, eh, temos muitos pontos turísticos que deberían ser promocionados eh lá fora, né? Isso para falar de turismo internacional e e Brasil é um país simpático, né? Quando é enxergado eh do resto do mundo e todo o mundo quer conhecer Brasil, eh, preocupa o custo do pacote, né? eh quanto que uma viagem eh de 10 horas, né, quando a gente fala de o Madrid Sao Paulo, por exemplo, quanto é a custo da da pastaxina aérea e quanto é o custo

depois para poder percorrer diferentes eh eh sitios turísticos. Se você vai ter que fazer eh vz domésticos, 1 2 tr voz domésticos, aí obviamente o valor do do pacote sube porque eh as distâncias no Brasil eh são muito grandes, né? Lá você chega a Madrid, pega un carro e praticamente pode percorrer media España de una forma mais fácil. Então temos que criar pacotes que sean atractivos y con unas ofertas eh atraentes para para o mercado internacional e as compañías aéreas avião existen no mundo, né? Então as compañías aéreas abrazan iso desde que os tuberadores também abracen esa venda de deses pacotes, né? Eh, existe un nicho de promoción do turismo doméstico também moito importante, mas para iso ten que baratear as pasen aéreas para que a decisão de uma família, né, que vai se dislocar con dois fillos, quatro persoas, afinal a decisão, né, de de um custo é igual se passagem son R$ 1.000 que 500, não é un impacto significativo, mas enfim, ter una hospedagem con todos os investimentos que están por de capacidade hoteleira. Eh, agora no Nordeste está facendo un trabalho importante, en Ríos está fazendo un

trabalho importante, está crescimento também o o número, né, de de leitos, né, eh, de uma forma significativa, o que vai trazer mais capacidade e tem mais capacidade, eh, os preços van a ser mais mais competitivos, né, isso lei de oferta demanda, né, Santiago, olhando pro futuro, eh, qual legado você gostaria de deixar pra infraestrutura aeroportuária brasileira? Olha, legado aquela palabra, né? Que que dusto ní ende a humildade que a gente cuide todos pasiros con cariño, los aeroportos pasan de 150.000 todos os días e que a gente consiga entregar eh cariño, servi una infraestrutura que atenda todas esas necesidades, né? Então, eh, o principal é cuidar das persoas, que aquela persoa que vai a facer un negócio que de certo, eh, que aquela persoa que vai encontrar a unha família eh que consiga dar esse abraço caluroso ou aquela pessoa que vai visitar o médico que chega agora e no tempo certo, né? Então, essa é nossa razão de ser, dar o serviço a a toda a comunidade e por isso noso noso logo, né? Eh, a ENA aeroportos para você. Então somos uma empresa de serviço eh

que estamos eh a a demanda da sociedade, né? E e queremos, né, fazer fazer isso, levar infraestrutura de primeiro nível com bons serviços para as companhias aéreas, para nossos passageiros e que que tudo dê certo. Ótimo. E aí eu vou, eu falei que era minha última pergunta, mas você falando me lembrou de outra. Você comentou que com Galeão vocês vão ter uma capacidade por ano de 60 milhões de pessoas, correto? Eh, vamos a operar mais de 60 milhões. Capacidade seria se estivessem todos todas as horas cheias de de operações, né? Mas mas tem ainda capacidade de crescimento. É, não é que não interessa, né? Qual que é o número mágico para vocês? Assim, ses que você falou 60, daria para chegar, é, daria para chegar tempo. Não fiz a matemática, mas por exemplo, né? Eh, Recife, este ano 2026 estaremos perto dos 10 milhões de pasalheiros, nós temos capacidade de 15. Em galeão, como eu falei anteriormente, estamos estaremos em 2026 nos 18 19 milhões de pasiros, mas tem capacidade 37. Então, o número ideal, 37 em Galeão e 15 milhões em en em Recife para a gente investir mais e continuar crescendo, né? Então, quanto quanto mais melhor e voltando, né? mais turismo, mais

internacionalização, mais trabalho para as pessoas, mais possibilidades de desenvolvimento, de conectividade e de integração entre todas as regiões do Brasil, eh, que, enfim, que iso vai fazer desenvolver a economia de todas as regiões, não só dos polos geográficos que que hoje aviação atende no Brasil. Muito bom. Agradecer o Maurício mais uma vez. Obrigado, Maurício. Eu que agradeço, André. Agradecer Santiago. Foi uma ótima conversa. As portas da Exame estão abertas para você, viu? Muito obrigado, André. Muito obrigado, Maurício. Eh, tem sido um prazer e eh quando vocês quiserem estamos à disposição. E agradecer você que nos acompanhou até aqui. Siga Exame nas redes sociais, no YouTube, curta, compartilhe esse vídeo e também acesse o nosso site para ver todas as notícias do mercado de infraestrutura. Até mais.

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