Transcrição gerada automaticamente a partir do áudio do episódio. Pode conter pequenas imprecisões.
Olá, [música] seja muito bem-vindo ao Exame Info, podcast de infraestrutura da Exame. Eu sou Luciano Pá, editor de macroeconomia da Exame e hoje a gente tem um assunto muito interessante para tratar aqui no nosso podcast. Antes eu queria falar, você tá acostumado a ver tanto o André Martins quanto o Maurício Malanconi. Eles não puderam estar aqui nessa oportunidade, mas ainda assim vão perder uma ótima entrevista que a gente vai fazer. [roncando] Eh, o assunto de hoje é um assunto que a gente nesse podcast tem tratado muito sobre aumentar os estoques de capex, né, de investimentos, de novas rodovias, novos trilhos, novos portos. E tudo isso invariavelmente é muito importante para que a infraestrutura brasileira consiga diminuir o custo de transportar a mercadoria do ponto A pro ponto B. Mas tem uma outra coisa e acho que nesse episódio a gente vai conseguir tratar muito bem, que é aumentar a produtividade e parte essencial dela é sobre conexão, como é que a gente vai ter mais conectividade nos modais mais diversos de logística e infraestrutura do país. É por isso que eu tenho o prazer de receber hoje o Paulo Humberto Golveia. Ele é diretor de soluções
corporativas da TIM [roncando] e vem aqui falar com a gente sobre como a TM tem implantado e o que que eles têm visto e como vem o futuro sobre a conectividade em vários modais de infraestrutura. Paulo, obrigado demais por vir aqui. É um prazer recebê-lo. Luciano, muito obrigado de estar aqui com você para falar de um assunto tão importante pro país e falar sobre logística. Vamos começar do começo que eu acho que essa essa vertical para Tim é uma vertical mais recente. A amplamente conhecida como operadora de telefonia na minha época agora de pacotes de dados e eh mas eu queria entender como é que vocês eh alinharam a operação de vocês para entrar dentro da questão de infraestrutura e logística e também muito sobre agro também, né, que uma coisa meio que anda muito junto da outra. E por que que vocês decidiram como negócio entrar nisso? Ah, essa história começa há 8 anos, em 2018, quando a gente cria todo um planejamento e cria uma área voltada paraa internet das coisas, muito conhecida como IoT, e entendendo que o uso da conectividade habilitava toda a transformação digital da indústria brasileira, transformação para grand ganho de eficiência e produtividade. Quando a gente faz essa definição lá em
2018, a gente escolhe dois grandes segmentos. Primeiro segmento, o agronegócio. Por quê? 1/4 do PIB brasileiro hoje é da agroindústria. E o segundo segmento, logística, porque o PIB brasileiro ele passa e anda sobre rodas. Então foi uma escolha eh que a gente não precisou pensar muito eh e seguiu direto por esses dois segmentos para buscar soluções e inovação para esses segmentos, não? Perfeito. E eu acho que é interessante porque a gente já recebeu aqui diretores da NTT, ainda não tivemos oportunidade de receber ninguém da Anatel, mas a nesse caso de conectividade, particularmente em rodovias, tem uma inovação regulatória. E eu sei, gente, do assunto não é chato. Eu confesso assim, a gente fala de regulação, o pessoal fica, não, mas isso é legal porque muda a tua vida na ponta. Houve uma sincronia das duas agências de trabalharem juntas para eh diminuir uma coisa, uma uma dificuldade ali que tinha dentro dos contratos, né? Eu acho que o pessoal vai lembrar do callbox, né? Explica pra gente essa história de como é que era a obrigação. Vamos lá. Acho que as as principais rodovias do país estão no estado de São Paulo. Tem, você citou a NTT, São Paulo tem Artesp, no caso de São Paulo, Callowbox era mais comum aqui nas rodovias de São Paulo, mas era uma forma
do usuário poder se conectar com a rodovia. Do lado da própria Natel, existia uma preocupação também eh dos usuários estarem conectados. Então, de um lado da NTT, o usuário da rodovia através da concessão e do lado da Anatel das pessoas, essa de todo esse processo de ter as pessoas conectadas tendo uso do celular. Eu comento muito com as pessoas o seguinte: o Brasil não é um país, é um continente, né? Então a gente tem desafios continentais. Hoje, eh, você pega a Tinha, ela tá presente em todas as cidades, 5570 cidades do país. A gente tem hoje rede 4G, a gente tem 5G em mais de 1000 cidades, atende 70% da população com tecnologia. Mas quando você fala isso, o Brasil é muito mais que a área urbana. E aí esses projetos, escolha do segmento do agro, do segmento de rodovias, era exatamente para trazer e fazer toda essa integração desses segmentos, trazendo tecnologia para esses segmentos. E aí você disse muito bem, já existia uma preocupação da NTT e da ANATEL com relação a esses desafios que a gente tem no setor logístico brasileiro. Sim. E aí na época a obrigação que se falava era como é que como é que foi a transformação de sair? Eh, [roncando] não sei se todo mundo que tá nos acompanhando vai lembrar, mas era um
caixa, né, de que tinha um telefone amarelo, uma caixa amarela, uma caixa amarela. Essa caixa amarela eh migrou para ser um Wi-Fi. Explica um pouco dessa mudança porque eu acho que isso é importante para dar uma dimensão, tá? contar um pouquinho da história aí, escutando essa história do do próprio regulador. A gente estava conversando, isso começa mais no estado de São Paulo, quando eles começam a fazer a substituição, eles buscaram uma solução na época que substituísse o Cowbox numa tecnologia sem fio. Tô falando de coisas que aconteceram há 15 anos. E naquela época a tecnologia móvel, da forma como ela era, ela do ponto de vista financeiro, não era viável a substituição direta por uma rede móvel. Isso foi substituído por uma rede Wi-Fi que é da tecnologia disponível. O estado de São Paulo implantou várias rodovias, eh, começou a fazer a substituição de tecnologia, eh, callbox, das caixas lá com telefone por Wi-Fi. Quem é do estado de São Paulo conhece a algumas redes Wi-Fi que a gente tem implantado. E ali em 2018 nós fomos procurados pelas concessões, começamos a a discutir com as concessões, ah, com o uso do LTE 4G,
né, a rede 4G, eh, de uma forma de substituir o Cbox pela telefonia celular. Uhum. Então, foi um trabalho que a gente começou a desenvolver com as concessões. Fomos até o regulador, A NTT, ANATEL, Ministério dos Transportes, Ministério das Telecomunicações e mostramos que a substituição do Calbox por uma tecnologia LTE4G traria maior benefício a todos os usuários, não só do ponto de vista de comunicação, o móvel, as torres são eh o investimento é menor, eh todos os usuários conectados, você traz toda a operação da rodovia, quer dizer, você traria vários benefícios com o uso de uma tecnologia que é a mesma tecnologia que você usa na cidade. Sim. Ah, isso aconteceu naquela época, 18, 19, 20. Tem um fato interessante que boa parte dessas reuniões nós fizemos virtual durante a pandemia. Sim. Já foi uma discussão já de usando tecnologia durante a pandemia, podendo eh eh mudar. Eh, isso foi muito bem aceito pelo setor. Então, a gente, o que eu digo é o seguinte, quando o setor público e privado trabalha, trabalham em
conjunto em prol de um bem comum, o resultado é muito maior e o benefício é muito maior. E aí nas conversas que você tem com as concessionárias, né, ainda aplicando isso a rodovias, eh, que que a conectividade proporcionou, que como é que vocês apoiam eles também nesse aspecto? Porque eh a a as pessoas às vezes elas entram nas estradas e não entendem que tem uma operação eh cuidadosa por trás ou que tenta o máximo que pode. Eh, coisas como tive um acidente, precisa de um tempo de resposta mínimo, né? A regulação prevê isso. As pessoas precisam ser socorridas. Um acidente que trave uma pista pode levar a gargalos duradouros paraa cadeia de suprimentos de uma região. Então, o que que vocês conseguiram eh conversar com eles que melhorou na vida deles? Vamos lá. o que que a conectividade permitiu e a e a essa revisão do modelo nas renovações e nas novas concessões que o governo tem aí, governos estaduais, governo federal, nas novas, nos novos processos de licitação, a a conectividade ela passou a ser obrigatória. Então, renovação, novas concessões, conectividade dos usuários obrigatória. No caso da Artesp, ela mudou o modelo, entendendo que que o uso da tecnologia da LTE 4G eh traria maiores benefícios. Que benefícios são
esses? Em primeiro lugar, usar o celular é comum a todo mundo. A gente tem um fato interessante, vou falar primeiro do usuário e você citou uma coisa importante do acidente. Nós temos uma parceria com grupos estelantes. Hoje a gente tem mais de 500.000 carros conectados. Uhum. E o que a gente tem visto no mercado é que o setor automobilístico cada vez mais tem colocado conectividade nos carros. A conectividade dos carros numa rodovia que não tem conectividade se torna uma solução inóco. É, né? Então, num caso de, falando da Estelantes, num caso de um de um acidente grave assim que rompa o o airbag, aquele sinal automaticamente vai pra fábrica. A primeira ação da do fabricante é tentar entrarem tentar entrar em contato com o usuário. Se o usuário não responder, ela já toma a medida de avisar a concessão, independente de qualquer pessoa fazer a comunicação. Então assim, se a gente falar em benefícios de um acidente, eh, o que a gente não gostaria um acidente grave, o que a [limpando a garganta] conetividade, a tecnologia traz é exatamente evitar esse tipo de, a primeira coisa, salvar vidas, fazer com
que a pessoa que entre na rodovia saia da rodovia, chegue ao seu destino. Eh, eu falo que o setor de telecomunicações é muito parecido, a gente conecta pessoas, uma rodovia conecta pessoas, conecta vida. Então, em primeiro lugar, o usuário, o usuário poder se conectar, poder se conectar com a concessão. Se ele tiver um problema, a concessão poder imediatamente tomar uma ação com relação a isso. Ah, dentro desse processo de de renovação eh das rodovias e com conectividade, eh tem vindo também a questão de vídeomonitoramento, então que as rodovias tenham sejam monitoradas, então câmeras espalhadas por toda a rodovia. A gente tem projeto hoje de iluminação inteligente, de gestão de iluminação inteligente implantado na Dutra com com a Motiva, antiga CCR. Nós implantamos mais de 9.000 pontos. Hoje todo o sistema operacional de uma rodovia, aquele push to talk em cima de rádios, eh, eu vou falar um pouco técnico VHF, né? Pessoal, pessoal assim, o o normalmente a comunicação comunicação rádio, polícia usa uma tecnologia que chama VHF, que é uma frequência baixa de maior alcance. O que a gente tá conseguindo substituir hoje é o push to talk. O pessoal tinha tinha
conhecimento fazendo push to talk sobre celular. Então hoje toda a operação de uma rodovia também é feita sobre essa rede móvel 4G, câmeras conectadas sobre rede 4G. Nós já temos casos de uso de do sistema de que fazem atendimento, no caso de um acidente, da ambulância que tá lá, do paramédico que tá lá, de câmeras dentro da ambulância, transmitindo imagem para um médico especialista já no hospital. Então, de você ter esse tipo de comunicação, a gente tem um caso de uso desse em São Paulo com o Hospital Cílio Libanês de comunicação de ambulância com com centro médico. Então, isso tudo passa a se tornar realidade. Sensores na rodovia, então você vai ter sensores para detectar a qualidade da da rodovia, questão de se se tem buraco ou não, a questão de medição de peso de caminhão. A gente tá vendo agora algumas rodovias eh Econoroeste já lançou free flow, tem free flow, free free free flow na na motiva eh entre o rio e parati, porque não tem como montar um pedágio. Ah, então a gente tá vendo crescer e esse número de eu falei free flow, então deixa eu só corrigir. Free flow é um pedágio que você não tem um atendente, você não pagá
recorrente aqui do nosso podcast. Então assim, então é um tipo de tecnologia. Se você pensa, se você sair de São Paulo eh para Minas sentido o Triângulo Mineiro, você deve passar para umas 10 praças de pedágio. Se você tiver que parar em todas as praças, você vai perder mais de uma hora de viagem fazendo esse tipo de pagamento. Então o freeow ele aumenta essa dinâmica de movimentação, de menor tempo, de não causar um congestionamento eh na rodovia. Então isso tudo depende de tecnologia aplicada e a tecnologia está sendo aplicada nos novos modelos, nas novas concessões, trazendo aquilo que eu disse, transformação digital, eficiência e produtividade paraas concessões e uma melhor qualidade para o não mais usuário, mas sim cliente daquela concessão, daquela rodovia. Claro. E e qual que é o a malha de vocês hoje aí? Qual que é a extensão que vocês estão cobrindo? Qual são, qual é a meta de dominar o mundo aí de vocês? [risadas] A gente, a gente hoje, foi até anunciado, a gente tá com 10.000 km de rodovias em contratos de rodovias conectadas. Eh, são 24 concessões. Eh, a gente poderia até dizer que é
pouco, né? Mas para para a a isso, a gente começou esse processo em 2022. Primeiro grande projeto foi da Eco Araguaia, o pessoal da Eco faz ligando Palmas a Anápolis ali, um trecho, um bom trecho da Belém Brasília. E isso vem crescendo, mas vem crescendo de novo por eh um forte apoio dos órgãos reguladores. Sim. Então, somente no último ano foram mais de 12 concessões e todos os novos processos de concessão no Brasil, eles vem com isso que eu comentei, a obrigação eh da conectividade de 100% dos usuários, não? E é uma uma dor antiga de qualquer usuário e assim, usuários casuais, como eu, por exemplo, de uma rodovia, eh sentem isso uma vez. Agora, quem tá eh levando carga, né, a a todo tipo de, eu acho que o que é interessante disso e que eu falei no meu abertura sobre produtividade é que abre-se uma nova camada de possibilidade de análise de dados, né? E aí a gente tá chegando isso agora no [roncando] no momento, isso tá acontecendo, eu acho que não é casual, no momento em que a gente tem uma virada para uso de IA. E eu conversei, Paulo, com o o economista chefe do da Open AI, né? E ele falou no Brasil, o que ele via
de possibilidade de uso de IA muito forte era um PMS que tinha muita coisa para melhorar. E uma das coisas que ele via era supply chain, quer dizer logística, porque naturalmente a IAT tem uma teria uma capacidade, evidentemente, de fazer essas previsões, esse fluxo, esse balanço. Como é que você vê assim, eh, como é que essa camada tá sendo criada? O que já foi feito? o que que falta para você de dados novos de eh que podem ser usados em tempo real para tomada de decisão? Ah, você falou uma coisa interessante, né? A gente fala muito isso também. dado não é informação e dado a gente tem bastante. Então assim, exato. Hoje uma rodovia com câmeras conectada com sensores, ela gera muito dado. Eh, dependendo do trecho de rodovia, você pode ter 300, 400, 500 câmeras. Se você pegar 10 câmeras e colocar uma pessoa para fazer análise de imagem, ela não vai conseguir fazer uma análise, principalmente que é uma análise que teria que ser o que a gente chama de 24x7, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Então o ser humano não tem capacidade de fazer esse tipo de anável econ não é viável economicamente. Quantas pessoas teriam para analisar isso tudo?
Alguns sistemas de de ah de vide eh digital vídeo Recorder, né? que é o que é a o sistema de gravação digital de vídeo que já tem mais de 10 anos, eles já têm algumas características de análise de de leitura de placa, eh de identificar pessoas, só que ele não faz correlação. Então, eh você precisa trazer correlação. Eu visitei eh operações de cidades eh com alto índice de monitoramento que eles detam tudo para todos os sistemas. Aí já já saindo um pouquinho da rodovia, entrando na questão de smart city. Mas quando você entra, então você vai na na rodovia com essa com esse mundo de dado que você tem, mesmo que você tenha pequenos processos hoje de digitalização, só isso não é o suficiente. Você vai precisar de um sistema de processamento e de análise de dados de alta capacidade e de um tempo de resposta muito grande para que isso sirva como tomada de decisão, que é a palavra que você falou. É isso. Então, a decisão ela é tomada sobre uma informação, não sobre um dado, né? O dado tá lá, a informação é outra.
Eh, a gente discute, por exemplo, circulação de pessoas na rodovia, circulação de animais na rodovia. Eh, quem já não trafegando, eu fiz uma viagem agora semana passada, eu tava na na na 101 fazendo Curitiba, Florianópolis e você na rodovia tem um pedaço de um pneu recapeado de caminhão na rodovia. você passar em cima daquilo, quem já teve oportunidade, eu já tive um teto de carro amassado por aquilo. Sim. E o risco de você entre aspasinha pode gerar um um gargalo enorme, pode gerar morte, pode gerar um acidente, morte e tudo mais, sendo que um sistema de vídeo que tá monitorando o tempo todo, ele consegue identificar aquilo lá, alarmar, fazer com que uma pessoa tome uma decisão e que aquilo seja um risco de curto espaço de tempo até que seja retirado. uma pessoa fazendo um trabalho ou não usando um equipamento de segurança, às vezes funcionários da própria concessão, pessoas que trabalham na ao longo da da rodovia e e que não são e eh e que não tão não conseguem eh ser monitoradas e aí colocam em risco a própria vida num ambiente que que é um ambiente de risco, porque você tem carros circulando em alta velocidade. Então tem tem várias coisas que você consegue tal hoje
aplicação de vídeo, né? Que a gente já tem visto em algumas concessões. Ah, com uso de vídeo você já consegue saber uso de celular. Isso aqui é inteligência artificial. Eh, porque você tem características que você às vezes tem que mexer na na na no filtro da câmera para identificar se se à noite com farol alto ou se de dia com muita claridade, você identificar se a pessoa tá usando cinto de segurança ou não, se a pessoa tá usando o celular ou não. São coisas que um sistema de vídeo já identifica. Eu não tô eh dizendo que isso seja para penalizar o usuário. Uhum. Mas não usar o cinto de segurança. Aí acho que coloca aquele usuário em risco. É inclusive uma infração do código de trânsito, não? E coloca em risco. Eu eu tive, caso pessoal, eu em 1992, 7 de setembro de 92, eu bati um carro na Fernão Dias que era pista simples. E se eu não tivesse de cinto, eu teria muito. Sim. E esses casos eles pululam aí. E na época foi quando o governo praticamente obrigou e colocou a lei do colo de segurança. Foi muito contestado na época, né? Então assim, é uma é um um dispositivo que assim, cinto de segurança eh básico o uso dele no veículo, mas que se não
tiver uma supervisão, monitoramento e uma educação da população, as pessoas estão esquecendo disso. Sim, não dá para esquecer. E hoje o a tecnologia nos permite identificar isso. Agora é possível, é somente a Câmera vai conseguir processar esse mundo de informação, é entre captar e e gerar alguma coisa depois. É de tomar de E de novo, eu não tô falando de penalização, eu tô falando de você, da pessoa na hora que parar num num portal ou num pedágio usual, senhor, né, nós identificamos, por favor, coloca o cinto, né, proteja a tua vida. Sim, não é? E e e acho que também o o próprio uso de telefone celular, né, dentro de carro, dentro de veículos, eh, em rodovias é um um dos maiores riscos hoje, né? Eh, teve teve um evento no final do ano até promovido pela BCR, que é Associação Brasileira das Conceções de Rodovias, tava a Polícia Militar Rodoviária de São Paulo, pessoal da Polícia Rodoviária. E aí o que eles falaram o seguinte, a 100 km/h, 5 segundos que você olha pro celular, você andou mais de 100 m. É isso. Sem ver nada. Hoje, eh, uso do celular já é a segunda maior causa de acidente. A segunda maior
causa de acidente. Então, isso é muito grave. E, e até esse evento foi eh o lançamento de uma campanha que a Tim apoiou já inicialmente junto, ela foi lançada junto com a Motiva, mas e agora ela se tornou eh uma campanha de todos os as entidades, né, públicas e privadas, de se você se dirigir, não use o celular. né, de pegar o celular, de querer digitar, eh é um risco muito grande também. Total. Indo um pouco pro business dessa iniciativa de vocês, imagino que outras concorrentes também estejam tentando abarcar esse universo que tem aí. Sim. Eh, é um em 2022 era um oceano azul, hoje já talvez esteja um pouco mais vermelho esse mar. Eh, como é que vocês conseguem eh eh como é que vocês dividem o Brasil? que eu perguntei do plano, acho que você não pode chegar, mas qual que é o o a meta para poder se manter aí eh aumentando o número de quilômetros atendidos? Ah, vamos colocar de outra forma, né? Porque eh a gente falou da quantidade, né? 10.000 km e eu colocarei a Tim como protagonista e líder na implantação e na parceria com as conceções de rodovias no país. O Brasil tem 1.700.000 km de rodovia.
rodovias federais, eh, federais eh, pavimentadas, pavimentadas são 60 a 70.000 km. Eh, eu diria que o oceano, o oceano continua azul, porque ele, quando eu falo dos atores e em operadoras, nós somos poucas operadoras para pela natureza mesmo, né? A gente comentou aqui do agronegócio, se a gente olhar o potencial desse mercado de rodovias e a importância disso pro país, eh, que é um trabalho feito com todos esses atores, né? vai continuar sendo azul esse oceano, porque eh existe não só por parte do órgão regulador, mas eu acho que por parte da do próprio setor que presta serviços ao mercado. Nós somos concorrentes, mas a gente presta um serviço de de utilidade pública, aonde não é viável você ter três torres numa rodovia que não tem densidade de pessoas. Você falar de uma concorrência numa cidade como São Paulo, cada uma monta tua rede, OK? Porque existe mercado, existe, vai, né, cada uma vai vai brigar pelo seu share, pelo teu resultado. Mas quando você entra em áreas de baixíssima
densidade, eu eu citei a a Anápolis Palmas, a gente tem o WE no Mato Grosso do Sul, a gente tem projetos agora CNL, desse na serra para para Mogi Bertioga, depois indo até a Réges lá no final da encontrando, né, no litoral. Então assim, você tem regiões que não tem cidade e você pensar que você vai existir uma estrutura para cada para cada concessionária de de telecomunicações é inviável porque não vai se pagar. Sim. Então é a união de todos que vai fazer com que esse problema de os desafios continentais do Brasil sejam resolvidos. Sim. Então não é uma questão de concorrência, mas uma questão de país de competitividade e de ganho de eficiência. Hoje, quando eu conecto a rodovia, até por obrigação, desde que a gente fechou o primeiro contrato e quando a gente discutiu isso com a NTT e a Anatel, eu conecto 100% dos usuários, não é? Os usuários da TEM. Sim, porque a obrigação da concessão é de todos os usuários. Então nós abrimos a nossa rede para que qualquer usuário de qualquer operadora se conecte à nossa rede, assim como os meus concorrentes ao
conectar rodovias vão agir da mesma forma porque é do interesse de todos que todos os usuários tenham sinal em regiões que não vai ser viável ter sinal de todas as operadoras. Legal. E eu acho que vem no movimento também, a gente noticiou bastante isso. O ano passado a gente bateu, a gente tem um número mágico aqui no podcast que é o Brasil deveria investir 4% do PIB mais ou menos por ano para não só repor o estoque que tem de rodovias, ferrovias e infraestrutura, como também botar uma camada adicional. Deveria fazer isso durante muito tempo, né? Então, sempre foi, o ano passado a gente chegou um pouco mais perto, a gente fez alguma coisa ali em torno de R80 bilhões de reais de investimento. [roncando] E esse ano a previsão é de recorde também e sobretudo privado, né? Então, como é que vocês têm observado esse eh boom de eh novas concessões, de novas parcerias público-privadas e até investimentos do governo federal? Isso explica um pouco também a movimentação de vocês? explica. E e assim, eu tenho exemplos interessantes, porque no caso do estado de São Paulo e no caso do governo federal, nas renovações a partir de 2019 ali, quando veio a renovação da Dutra,
isso veio como obrigação, mas a gente fechou com com a EPR, isso 2022 23, ah, duas concessões no sul de Minas e no Triângulo Mineiro, que são áreas que eles mais de 1000 km de rodovias no Sul de Minas e Triângulo Mineiro, aonde eles não tinham tinha obrigação de conectar os usuários, mas do ponto de vista de investimento, que a gente falou da da questão operacional, do benefício que trazia pra comunidade, dele se conectar com a comunidade, trazer benefícios paraas pessoas, a gente conseguiu fechar na época com a EPR um projeto de conectividade que depois a gente levou ao governador do estado eh a notícia, porque a notícia que ela teria uma concessão. E foi interessante nessa época porque eu eu estava junto com com o presidente da da EPR, ã, e foi o vice-governador de Minas, o professor Mateus, que nos atendeu. Uhum. E aí tem coisas interessantes quando a gente fala de concessão e investimento, que o professor Mateus, ele fez um comentário assim que as pessoas na interior falavam: "Pô, mas agora eu tenho que pagar um pedágio". Eu não pagava nada para usar a rodovia. E e a resposta, eu eu morei no Sul de Minas e
e a resposta foi o seguinte: você quer uma rodovia segura ou você quer uma rodovia gratuita que não faz investimento? Você vê as mel as melhores rodovias que a gente tem no país há muito tempo são as de São Paulo. Sim. Isso eram que eram eh eh concessões, mas que sempre foram as melhores rodovias do país. Então essa questão da segurança, né? né? Quanto é que vale uma vida, quanto é que vale esse custo? Mas o que a gente tá conseguindo fazer, e esse exemplo que eu dei a Mato Grosso do Sul, lá na na UEI também, teve isso. Eles não tinha obrigação de fazer a conectividade. Ali de Três Lagoas até Costa Rica a concessão deles. E a gente foi junto com eles no governador, quando eles assinaram o contrato, eles fizeram vídeo porque eles fecharam a conectividade de toda a rodovia colocando o sinal 4G para toda a população. Isso não tava na obrigação. Entendi. Então, eh eh é muito interessante isso, porque existe essa visão também do bem comum e de se tomar uma decisão que que beneficie a todos. interessante. É porque é um pouco do desafio, a gente fala bastante disso aqui. Acho que o estado
do Paraná, por exemplo, é um caso interessante de eh essa questão das concessões e das PPPs, elas acabam caindo do domínio público e acabam caindo no âmbito da política invariavelmente. A a eu acho que a realidade mais fática Uhum. E é que o governo federal nos últimos anos perdeu a capacidade de investimento eem infraestrutura. e perdeu a capacidade de investimento de maneira mais geral. Isso aqui é uma observação dos dos é um fato, é uma observação das contas públicas, seja pela mudança demográfica, seja por estrutura de gastos. Então, assim, a gente vai ter que ter cada vez eh uma entrada da concessão. E aí eu acho que o o usuário ele fica muito sensibilizado quando ele não vê alguma coisa mudando pra vida dele, né? quando ele tem um um um benefício que ele identifique e que faz sentido para ele, eu acho que ele fica menos. Ninguém gosta de pagar, é igual imposto. Ninguém gosta de pagar, mas dado que não, pô, tá melhor, eh, foi socorrido, soube de alguém, isso torna um pouco mais tranquila também a aceitação. Eh, torna mais tranquilo. Eu vou dar alguns exemplos, né, de quem teve oportunidade de viajar, seja paraos Estados Unidos ou vai paraa Europa, vai ah e já teve a oportunidade de andar em
rodovias, as rodovias são concessões. é uma boa parte, porque e aí você vê o seguinte, o estado focado na segurança, o estado focado na saúde, na educação, eh, e o setor nosso, de novo, né? O Brasil tem essa tem essa questão do do continente, do tamanho continental. Então, ah, vamos resolver o problema. não vai conseguir resolver sufia desafiador, desafiador mesmo. Então, desafia te perguntar disso, então essa participação do setor privado, o interesse do setor privado em assumir, né, que o que que é uma concessão, né, o quando a gente fala utilidade pública, autorização, concessão, concessão é um um ente privado prestando um serviço público, é, e representando o governo na prestação de um serviço público, aonde ele tem obrigações de prestar um serviço de qualidade. O que a gente tem percebido é que aonde existe a concessão, você tem um serviço de qualidade. É isso. É, a gente falou de geografia, que que eh vocês notaram de assim mais desafio então nesse trabalho das com os 10.000 km, que que são os gargalos ainda que tem? Eh, onde pode melhorar? Onde? Então,
assim, terreno, por exemplo, serra um negócio que complica muito ou não? É, eu citei assim, é uma torre a cada 10 km se a gente tiver falando da região de Serrado, que é a maior parte do Brasil, mas a gente tem a gente tem alguns desafios e você citou, por exemplo, no caso da dessa parceria com a Motiva, que é o projeto da Dutra, Dutra, entenda São Paulo Rio, é Rio Seropédica e depois a gente tá fazendo ceropédica até eh Parati Ubatuba, que é a 101. Eu tenho problema ali de construção de site do ponto de vista de licenciamento ambiental, porque ali é Serra do Mar, tudo é preservado, só que construíram uma rodovia e a rodovia tá lá e é uma rodovia mão dupla, é uma rodovia de alto eh movimento e que precisa de segurança, particularmente ali na parte Rio Santos, né, e precisa de conectividade. Agora, se eu não tiver licenciamento ambiental, eu não consigo instalar uma torre. E a torre tem um impacto relativamente baixo, né? E não instala. É, o impacto é baixo, mas eh você tem uma dificuldade, isso isso esse trabalho é feito. A gente tem o apoio da, nesse caso, da NTT, do Ministério, a concessão vai, a Natel vai, a TIM vai. Eh, mas é um dos
gargalos, né? Quando a gente vai implantar uma um licenciamento ambiental, um um gargalo. A gente teve no passado uma questão que a gente chamava de lei das antenas. E cada município tinha sua legislação do ponto de vista de implantação de antenas. Isso, isso acho que foi é um é um ponto que foi pacificado, mas demorou, né? Demorou. A gente vai entrar nesse ponto que eu vou perguntar de 5G, mas por favor continue. Demorou, mas deu certo, sabe? resolveu de novo, as coisas vão andando. Eh, no começo, a quantidade de implantação de antenas, ele eh se você pensar numa operadora, as operadoras de telecomunicações, de móveis, elas são voltadas pro mercado de consumer e a gente começou a criar uma demanda de infraestrutura que era voltada pro mercado de empresas, né? a concessão empresa, nós tivemos que criar processos e áreas específicas para dentro da implantar dentro da TIM que hoje eh eh se trabalham exclusivamente para atender esse tipo de projeto. o bit, vocês são um business totalmente bitc ou eram e tiveram que virar bitou sendo, né? continuam sendo, mas que tiveram que criar também uma outra perna aí, o Bit, uma estrutura de eh de atendimento, de
entender o mercado, entender as demandas de cada um desses segmentos que a gente citou, do agro, da logística, de utites, de mineração. Então, cada segmento tem demandas diferentes. Eh, nós temos que criar, então, estruturas de atendimento, especialistas que entendam do cliente para olhar pra tecnologia e ver como a tecnologia atende essas demandas. Por outro lado, criar uma estrutura de implantação e atendimento a a acordos de níveis de serviço, pessoal, né, de SLA, eh, específico para esse tipo de cliente. Cada cliente tem o seu, principalmente quando a gente entra numa área que a gente chama de missão crítica, operações de missão crítica e e uma área de supervisão de de operação e manutenção também voltada para esse tipo de operação. Então, eh eh eh criar processos voltados para esse segmento e soluções eh de inovação com uso da tecnologia. Mas a solução eh tem uma pergunta, às vezes eu participo de alguns eventos, Luciano, e o pessoal fala: "Ah, qual que solução que o o 5G traz pra indústria?" Eu falo o 5G, ele não traz a solução, porque quem traz a solução é a
indústria. A indústria traz a demanda. E aí eu, a gente olhando pra tecnologia, a gente tenta resolver uma demanda com base na demanda da indústria. É, aí o 5G ele tem características, o 4G, características específicas de de banda ultra larga, né? Então, de você trafegar eh gigabit/ segundo, de trabalhar com baixíssima latência, de ter milhões de dispositivos conectados numa única rádiobase. Então são aí sim ele tem características que dependendo da demanda e da criticidade daquela aplicação, a gente usa uma tecnologia ou outra. Esse foi o motivo da gente usar o 4G na rodovia e não pois é. Então vamos lá. Eh, em algum momento prometeram 5G pra gente e isso acabou não se concretizando. Qual é a questão tecnológica envolvida aí? E acho que assim, a lei das antenas teve alguma coisa a ver com isso também, né? A gente teve uma a aplicação, a instalação de antenas foi muito mais lenta do que se pensava no primeiro momento também. É, e vamos entender as duas tecnologias, então. 4G, o 4G a gente começa a implantar o 4G em 2013. Então, assim, uma tecnologia que tá muito mais madura, você tem muito mais dispositivos e ele tem uma característica que em 2017 eh houve um leilão eh uma faixa de
frequência em 700 MHz. O que que isso significa do ponto de vista técnico de implantação? 700, quanto menor a frequência, 700 MHz, depois eu vou falar do 5G, que é 3.5 GB, é a propagação do sinal, até onde esse sinal vai chegar. Então, quanto menor a frequência, mais longe esse sinal eh você consegue ter conectar um dispositivo. Eu citei no começo o VHF da polícia, então VHF é abaixo de 700 MH, 200, 250 MHz. Então ele ele tem um maior alcance. A medida que você vai subindo a sua frequência, você tem que você vai ter um menor alcance e vai ter que usar mais antenas natural. Então, hoje, por exemplo, 4G, eu tenho eu tenho 4G em 700 MHz, que a gente usa no agro e na rodovia. Eu tenho o 4G em 1.8 GHz ou 1800 MHz. Uhum. Que é duas vezes e meia a frequência do 700. e tenho ele em 2,100, que é três vezes. Se eu falar no 5G, o 5G tá em 3.5 GHz, cinco vezes a frequência. Assim, não é tão simples assim a conta, mas é seria o seguinte, o lugar que eu coloco uma antena em 700 MHz 4G, para cobrir a
mesma área com 5G, eu deveria ter que usar de três a cinco antenas. Aonde é que isso é viável? Ah, então por que que nós temos o 5G? Não é o 5G que que faz essa questão, é a frequência de 3.5 GHz, que é a frequência que a gente usa hoje no Brasil para conectar os usuários. Por que ele é tão importante? Porque no 4G eu consigo chegar a 150 MB/ segundo e trabalhar com uma latência 7080 m. Isso permite já, por exemplo, sei lá, fazer streaming. Eu consigo fazer aplicações de streaming de vídeo que todo mundo usa com 4G, mas não vou conseguir. Fica à vontade, por favor. gigabit por segundo. Então, o pessoal que foi no show do ACDC lá no Morumbi ou foi na Fórmula 1 que quer subir um vídeo, tá no Rock and Rio, quer subir um vídeo, Road super rápido. Se ele tiver na rede 5G, a gente vai colocar toda uma estrutura, mas se ele tiver na na rede 5G, na hora que ele clicar na velocidade, ele vai est lá com 350, 400 MB, 500 MB/sundo, mesmo com um monte de gente em volta dele. Isso não era possível. Eh, mesmo na 4G, se você tá na Paulista, na virada do ano lá,
quando era só 4G, você não ia conseguir subir um vídeo, ia demorar muito para você subir aquele vídeo. Então, a característica do 5G é que ele permite uma velocidade muito maior, com uma latência muito menor e permite que muita gente esteja conectada à mesma rádio base. Em contrapartida, eu tenho que ter muito mais rádio base do que eu tenho para cobrir com 4G. Então, e aí a lei das antenas que você citou, porque o 5G obriga eu implantar mais antenas. E aí a questão era que cada município queria ter a sua regra. Cada cada município com a sua regra. Então, a TIM hoje ela tem quase que 1089, quase que 100 e cidades hoje com 5G conectados, antenas, só São Paulo tem mais de 1000 antenas. A gente acabou de fazer um investimento no estado anunciado no final do ano de quase que eh praticamente R 1 bilhão deais para fazer uma renovação de todo o Parque 5G eh não só para da cidade de São Paulo, mas principais cidades do estado dessa tecnologia que permite você tá numa velocidade muito maior aí mais do que streaming, aplicações para o mercado corporativo, sim, de velocidade, de uso de câmera, de
coisas que a gente chama como FWA, que é banda larga sobre rede móvel. E no caso da das rodovias, o 4G ele atendia o 4G e por uma questão, uma característica de frequência e por uma característica de conectar o usuário com streaming, com voz e e trazer o usuário, ele era a melhor relação custo benefício daquele momento. Sim. Eh, tem uma característica tudo aquilo que a gente implanta, né? E a gente eh que eu digo é o seguinte, a rede continua sendo da TIM. Quem opera antena é a operadora, não é a concessão. Que a gente tem um acordo de longo prazo com a concessão, mas a partir do momento que eu coloco aquela antena, aquele sinal naquela rodovia, o meu compromisso com o país, que é o estado e com a sociedade, ele é perene por uma questão regulatória. Sim. Então o custo de propriedade, o risco de obsolescência passa a ser meu, não mais a concessão. Então a concessão ela fica focada naquilo que é importante, uma rodovia, uma pavimentação, cuidar da rodovia. E eu presto serviço de conectividade do usuário, que é uma obrigação dela, mas com uma visão de longo prazo, de perenidade, de atualização tecnológica e de uma parceria de longo prazo. Dois entes privados prestando um serviço público. E aí a conta no longo prazo fecha para
todo mundo. A conta no longo prazo fecha para todo mundo. No curto prazo é mais difícil. Não, entendi. A gente falou também de outros modais, né? E eu acho que vocês têm alguns exemplos também em outras. Tudo começou um pouco ali com essa transformação digital, especialmente no agro, né? Sim, queria entender eh que agro, assim, você fala de agro, você fala de rodovia e você fala de portos também. Sim. Eh, para onde vocês estão expandindo para além de rodovias também, vendo eh casos interessantes, tá? Eu vou te dar um um evento real. É simples, quando a gente fala logística, eh, são multimodais. O Brasil voltou a investir em ferrovias. É super importante a questão de conectividade também paraa ferrovia. Legal. que em geral são traçados enormes, enormes. E e esse investimento tá ocorrendo, houve uma renovação, a gente vê, a gente tá retomando, né? O Brasil no final do século XIX, né? Já tá no XX, a gente tinha uns maiores, uma das maiores malhas mundiais ferroviárias. Sim. Ah, por questões específicas de indústria e tudo mais, a gente eh perdeu parte desse parque, mas a gente tá retomando num multimodal. ferrovia hidroviária. A gente tem em São Paulo, tem no no na na no Amazonas o hidroviário. E tem a questão dos portos,
né? A nossa conexão com o mundo, ela é portos ou aeroportos. Mas quando a gente pensa eh no nosso, vamos dizer core, né, que é o agronegócio, a mineração, não se não se transporta agro nem mineração por avião, se transporta por navios. A questão dos portos. Então, um dos exemplos que eu te trago é o Brasil Terminal Portuário. Brasil terminal portuário, eh, conhecido como BTP, é o maior terminal de contêiners da América Latina. Eh, a gente implantou esse projeto há mais de 2 anos. É o primeiro porto, é uma rede e privativa 5G. Então é a primeira rede privativa 5G da América Latina implantada em um porto. Entender esse caso de uso, eles usavam a conectividade. Você tem é um é um grande CD, né? Eu falo que Porto é um grande centro de distribuição, aonde a caixa é um contêiner de 20 ou 40 pés e que pesa a tonelada. Então você tem uma área de risco muito grande para as pessoas e para ter conectividade nessa área não podia ser cabo, tem que ser sem fio. Eles usavam eh redes Wi-Fi, 63 APS e tinham problemas de conectividade porque que é uma AP, desculpa, é um access point, desculpa, um access point, um ponto de acesso. 63 pontos de acesso e para poder ter
conectividade na área de operação. Só que eles tinham um problema porque a frequência e do sinal Wi-Fi é 2.4 4 5.8 GHz. Então ela tem um problema de propagação. Quando você tem um um material metálico e um contêiner metálico, eles ainda tinham áreas de sombra, mesmo usando 63 APs. Nós substituímos essa rede por oito estações rádiobas 5G, 3.5 GHz privativo, para que essa operação, essas antenas não ficam na área operacional. Então, o nosso pessoal não entra na área operacional onde os contêiners estão eh tão se movimentando, então não coloca em risco as pessoas. Eh, tem dois core, né, de rede. Essa operação ela funciona local lá em Santos. Números, a velocidade de comunicação do tablet de todos os dispositivos na rede Wi-Fi era de 10 Mbit/sund. A velocidade de comunicação atual é de 500 MB/sundo. Comunicação média. A latência, latência, o tempo de resposta de comunicação na rede que eles tinham chegava a quase 2 segundos. O tempo médio de resposta hoje na rede 5G é de menos de 15 milundos. Por que que eles fizeram todo esse
investimento? A gente falou que a conectividade habilita essa transformação digital. Ah, BTP é uma joint ventory da MERSK com a MSC. duas grandes operadoras logísticas do mundo e eles têm referências mundial, né? Então essa referência é hoje o porto de Santos, esse porto terminal logístico, eles movimentam 3.000 contêiners por dia, ou seja, em 24 horas eles carregam e descarregam o navio. Eles fazem isso no mundo em 16 horas. Então eles montaram um processo usando essa referência deles do mundo, eh, eh, a, o termo em inglês, né, o roadmap, todo um caminho, né, que eles que eles estão seguindo de digitalização dos processos para que no futuro eles tenham a mesma eficiência de outros portos do mundo que usam processos digitalizados para ganho de produtividade. Enfim, para quem tá nos nos ouvindo e escutando e vendo, eh, talvez em poucos lugares o conceito de tempo a dinheiro seja mais importante do que num porto, né? Porto. Não pode ficar parado. Ficou parado, é, é dinheiro, é porque os custos de qualquer cargueiro, de tudo,
né, são elevadíssimos. É, mas eh você citou o porto, mas pega a questão da da aviação. Uhum. Pessoal fala que avião no chão, você tá perdendo dinheiro também. qualquer setor logístico, um caminhão, um avião, particularmente, né, assim, todo esse setor, então mesmo um acidente numa rodovia e justamente pensando nisso e encaminhando a gente aqui pro nosso encerramento também, Paulo, e você falou de 2018 em que a gente tinha uma visão que começou ali e estamos em 2026, então se a gente pensar daqui a 8 anos, em 2034, e que que você acha que vai estar caminhando do ponto de vista de conectividade em modais de infraestrutura, rodovias, para onde você acha que a gente tá tá caminhando. Eu tenho curiosidade de saber. É assim, se a gente não quiser nem falar, pode falar de um ano, porque talvez em um ano a gente já teja em outro ponto. Não, a primeira coisa que eu ia te responder, Luciano, é o seguinte: que 8 anos passa rápido, passa, né? E eu sempre lembro assim, a gente tá falando às vezes de em todos os lugares, mas assim, a gente demorou muito tempo para fazer. Hoje tem pontos cegos de banda larga no Brasil, né? Então assim, é difícil acompanhar todo mundo acompanhar o passo das coisas. Eu eu eu estou na Tinha há mais do que esses 8 anos. A gente começou o projeto
em 2018, eu olho e parece que foi ontem, parece que foi ontem. Então, a gente olhar para 2034, 2034 tá aí. Eh, eu acabei de ler um livro sobre tecnologia e ele citava muito a lei de More. Aham. Né? Lei de More que a cada do anos você dobra a capacidade de processamento de memória, de processamento de um chip a cada do anos pelo mesmo valor. E continua sendo realidade, né? essa lei lei, né, que não é não é uma lei de física, um axioma, digamos aí, né? ele, ela foi ah proferida na década de 60, então a cada 2 [limpando a garganta] anos, os próximos 8 anos a tecnologia vai crescer muito. O que aqui que a gente tem visto é a união daquilo que a gente comentou agora, conectividade como habilitação começa com quatro, vai vir cinco, vai vir seis, vai vir a tecnologia e cada tecnologia que entra, ela traz uma característica adicional. Eu já citei as do 5G em relação a 4G. O que que vem de novo? Dispositivos estão conectados, estão câmera e tudo vai gerar aquele mundo de dado que o pessoal tem costume de falar data lake, né? Vai aquele mundo de dado que precisa ser processado, tratado, para que seja informação tomada de
decisão em tempo real e que muitas vezes não possa eh não tenha que depender das pessoas. E aí quando a gente pensa em IA, né, a inteligência artificial, ela tá muito baseada nisso, que é processamento veloz. Eh, hoje [roncando] a gente fala em GPU, né, processamento gráfico e não mais de CPU, de informação em altíssima velocidade para que as decisões sejam tomadas e que, dependendo da decisão, ela seja automatizada para que beneficie as pessoas, salve vidas e se faça com que os processos eh se tornem mais eficientes. No caso da rodovia, eh, a eficiência da rodovia é a carga chegar no tempo correto, é a pessoa entrar e sair da rodovia, essa operação gerar resultados, o custo operacional pro usuário, né, que a gente falou do custo, possa ser até menor, porque você vai ter ganhos de eficiência lá na frente, mas eh com muita informação, muita informação. Então você fala e e Paulo, mas isso a gente fala de IA e as pessoas pensam
que isso tira emprego das pessoas. Eu trabalhei em linha de produção na década de 90 e tava entrando máquinas SMD no Brasil. Já existiam, mas estava começando o processo SMD. E a gente trabalhava no, eu trabalhava numa indústria que tinha 600 pessoas inserindo componentes em placa de circuito impresso. Isso não é um trabalho, né? Porque você passar 6 horas, 8 horas por dia fazendo um trabalho repetitivo que uma máquina, né, de SMD fazendo precisão e faz com uma precisão incrível, com uma qualidade incrível. Eh, eu acho que a minha visão de 2034 é isso. Nós vamos ter rodovias com certeza free flow automatizadas, sistemas de pagamento, toda uma segurança, você entrando e saindo, carros a ao 100% automatizados e a gente nem discutiu isso. Pode ser que sim, pode ser que não. Especialmente já dirigindo uma boa parte do curso. É, eu eu assisti uma apresentação do de um presidente de de indústria automobilística no NWC há alguns anos. Ele falava o seguinte: "Iagina um carro totalmente automatizado e um carro não. E aí você, esse carro automatizado sabe que o atrás não é o sinal na frente ele vai fechar em x segundos, mas se ele
parar o carro ele causa um acidente porque o de trás não sabe ele atravessa o sinal ou não atravessa. Aí é o dilema, né? Alguns dilemas que a gente tem do ser humano que que aí ele falava, né? ele que naquele momento ele não via a a um carro 100% eh eh automatizado. Mas se você pensar num futuro, talvez não 2034, que a gente leve um tempo maior, é que você precisa de tudo automatizado para que você tenha o sistema tomando decisões e e você possa ter no nesse caso, eu já andei em carros que não tem pessoas, né, eh eh no controle, que você possa eh fazer outro uso, né, olhar a rodovia. Eu eu viajo muito de carro, mas eu se eu tô dirigindo, eu não tenho prazer de olhar a paisagem, porque eu tenho que prestar atenção na rodovia, né? Ler um livro, fazer. Então assim, toda a tecnologia ela é usada pro benefício das pessoas. A inteligência artificial, sim, ela substitui trabalhos repetitivos e com mais, vamos dizer, eh produtividade e competência que uma pessoa poderia ter. Eh, mas tem tomadas de decisão e a integração da pessoa com esse tipo de capacidade é o que faz eh o mundo se tornar melhor. H, eu vi uma apresentação
do do Casparov aqui no Brasil e ele falava isso, né? Ele não ganhou do do Dip Blue, mas hoje os melhores jogadores de site de xadrez são uma combinação de inteligência artificial com seres humanos que pensam diferente. Sim, né? Então, esse mundo futuro das rodovias e mesmo da indústria e tudo é um mundo que vai gerar mais eficiência para que o ser humano possa se educar mais e se e investir mais em novos conhecimentos, não fazendo trabalhos repetitivos. Perfeito. Eu acho que com essa nota aspiracional e inspiracional a gente fica por aqui. Paulo, queria te agradecer pela presença e agradecer em especial a você que nos acompanhou nessa conversa. Espero que você tenha saído com mais conhecimento dos eh dos meandros que levam você a ter uma viagem mais segura em muitos dos lugares, que permitem que você chegue de um lugar pro outro de uma maneira mais rápida, que se alguma coisa acontecer com você ou com algum parente seu, sabe que essa pessoa vai ser socorrida, porque tem um sistema por trás que tá fazendo isso. No limite, como eu falei na abertura do programa, estamos falando aqui de produtividade. E produtividade é o fermento que faz o bolo crescer mais ou menos. A gente fala muito de capex, fala muito de
investimento, mas sem a capacidade de ter mais produtividade na nossa malha de logística de infraestrutura, a gente não vai conseguir diminuir o custo de fazer negócio no Brasil. Então, se você gosta desses assuntos e outros, siga Exame. Siga o nosso podcast Exame Infra. Ficamos aqui até a próxima quinta. Um grande abraço e até a próxima. [música]