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Olá, [música] bem-vindo ao Exame Infra, podcast que discute o presente e o futuro da infraestrutura brasileira. Eu sou André Martins, repórter de Brasil e economia e ao meu lado está Maurício Malanconi, fundador da Suporte. Tudo bem, Maurício? Tudo bem, André. Eu sou Maurício Malanconi, fundador da Suporte, uma empresa dedicada a transformar a realidade da infraestrutura brasileira e é um prazer estar aqui novamente, André. Ótimo. E no programa de hoje a gente vai falar sobre mobilidade urbana. A gente vai, a gente recebe aqui Pedro Moro. Ele tem mais de 20 anos de experiência no setor ferroviário. Ele já foi presidente da CPTM, atuou no metrô e hoje lidera TIC Trens, que é a concessionária responsável pela construção do trem intercidades Campinas, São Paulo e também pela operação da linha 7 Rubi de Trens aqui do estado de São Paulo. Pedro, muito obrigado por ter aceitado o convite para falar sobre esse grande projeto. Obrigado, André. Obrigado, Maurício. Acho que é muito importante a gente poder aproveitar esse momento para contar um pouquinho desse projeto, um projeto tão importante pra mobilidade urbana eh do nosso país. Primeiro trem de passageiros, o TI é o primeiro trem de passageiros entre duas cidades tão importantes na retomada, possível retomada do setor ferroviário de passageiros de média e longa distância no país. O o consórcio é formado tanto pelo grupo Comporte quanto pela chinesa CRRC. E eu queria falar um pouquinho como que foi essa sua chegada no TIC Trens e também que você falasse um pouquinho sobre a sua experiência, como que sua trajetória na CPTM, em outras empresas eh ligadas ao setor ajudam para você liderar esse desafio.
Bom, vamos lá. Eu comecei eh minha carreira no setor de mobilidade na SPET em 2005. Eh, fui ajudar a desenvolver toda o controle no antigo, chamava antigo Furafila, que era uma obra da prefeitura que tava abandonada, foi retomada, mudou para Expresso Tiradentes. E aí eu fazia o controle da implantação desse desse projeto. Em 2007 eu fui pra CPTM eh ajudar na montagem da diretoria de planejamento da CPTM, planejamento de da área de transportes, eh pensando em como deveria ser o futuro, eh, principalmente da área de metro ferroviária. É, a gente tinha um desafio muito grande de modernizar e a partir de 2007 a a CPTM para transformar ela, eles chamavam de metrô de superfície, mas aí é é um pouco pela característica da própria CPTM. Eh, passei dentro da das PTM por diversas áreas, passei um tempo como conselheiro eh do metrô, trabalhei na Secretaria de Transportes Metropolitanos também. Eh, em 2019 fui convidado para assumir a presidência das PTM até ser convidado depois em 2024 para assumir primeiramente a área de operação e manutenção da TIC Trens e desde maio desse ano a presidência da da TIC Trens com a mudança do do então presidente Guilherme para a trívia, que foi a
concessão que a Comporte eh ganhou no começo desse ano. Ótimo, Pedro, quando a gente recebeu aqui a Natália Marcaassa, ela comentou sobre esse desafio de a transição do público e privado. Como tem sido isso? Olha, eh, algumas coisas muito parecidas, eh, no sentido de você ter, pelo menos na, na, na minha experiência dentro da CPTM, do metrô de forma geral, né, de ter pessoas com, eh, conviver com pessoas com um talento, uma capacidade, uma expertise gigante, voltadas, focadas no projeto. Eh, mas você tem uma uma vantagem da tomada de decisão ser muito mais rápida, né? Eu acho que o estado e e aí é é característica da própria legislação, eh, que acaba tendo uma série de de travas ou de dificuldades para você avançar. o estado tem uma uma um tempo de de resposta, um tempo de tomada de decisão muito mais eh demorado do que o setor privado. E você também no estado acaba tendo uma dificuldade muito grande de pensar em projetos de mais longo prazo, né? Então você tem sempre as intempéries, as as mudanças de governo que mudam diretrizes e às vezes você acaba virando o o seu olhar para um para um para um outro projeto, acaba deixando aquele projeto eh mais eh parado por um tempo. E isso aí é uma
dificuldade muito grande do do do setor público de dar continuidade efetiva a alguns projetos. setor privado, ou você finaliza e entrega aquele projeto ou ele não não funcionou e aí você tem uma um grande problema pela frente, né, Pedro? Eh, um dos grandes aprendizados que o que o governo de São Paulo compartilhou, a Sil Benini quando você vê aqui em outras entrevistas que eu tive com ele, foi um caso de concessão, tempo de transição, né, entre o a operadora, no caso atual, a CPTM e quem vence a concessão, que ele falou muito sobre o caso da linha 8 e 9, que teve algumas questões no processo. Então, eles colocaram isso em todas as concessões eh de trilhos aqui em São Paulo. E foi o caso da linha sete. vocês, vocês já estão operando em parceria com a CPTM e a partir de novembro vocês vão assumir sem a sem a CPTM. Eu queria que você falasse um pouquinho como foi esse processo de transição, né? Eh, e o como ele é importante para quando vocês realmente assumirem em novembro, eh, a população não ficar preocupada com possíveis problemas, porque vocês já estão por dentro do sistema, né? Acho que esse ponto é é fundamental. Eh, acho que lições aprendidas são sempre interessantes de da gente incorporar e e o governo do estado foi muito feliz nesse nesse propósito. Então, eh, olhando o que havia de errado ou que poderia ser melhorado em relação à concessão, eh, feita das linhas 8 e 9, foi refeito uma uma série de eh de pontos dentro da do edital de concessão. E um deles que eu acho que que foi extremamente salutar e feliz foi o tempo de transição. Então, e o tempo de transição das linhas 89, ela se resumia
a 7 meses em que você tinha que transferir toda a a o no da CPTM para os funcionários da nova operadora. Eh, a nova operadora tinha que contratar todos os funcionários para receber esse esses treinamentos. você tinha que fazer um eh um a a lógica de aprendizado, primeiro o teórico, depois você vai na prática olhando o que as PTM fazia para aprender na prática, depois invertia essa esse esse conceito e depois e operava só com a com a CPT olhando 7 meses é um prazo muito curto, muito curto para tudo isso. Neste edital, a gente teve 18 meses para de transição entre a assinatura do contrato e agora, 26 de novembro, quando a gente assume eh a operação comercial plena, foram 18 meses. Então, a gente teve os primeiros seis meses para mobilizar todo nossa nossa estrutura, fazer as contratações que precisava fazer para começar eh eh a passar pelo período que a gente chama de pré-operacional efetivo. uma série de documentos e relatórios que a gente tinha que entregar pro pro poder concedente foram feitos todos e com bastante cuidado e e tempo para preparar eles. E aí os 12 meses, os 12 últimos meses nos quais a gente tá hoje, foram feitas aí sim a transferência da eh do nohow teórico da CPTM para parte dos nossos funcionários. os nossos funcionários aí puderam fazer a multiplicação disso para o restante da equipe que você foi contratando ao longo do tempo. A gente conseguiu eh teve aí entre 8 e 10 meses para montar todo o time que a gente precisava. Aí vai a
campo olhar como as PTM eh faz aquele determinado serviço, desde a operação do trem da estação a eh a manutenção da via dos próprios trens. Hoje a gente tá nesse papel invertido, nós estamos operando, nós estamos fazendo a manutenção, mas com a supervisão em loco da CPTM, com todo o apoio. Eh, e a partir de novembro a gente faz essa operação integral. Isso foi muito importante, tem sido muito importante. Eh, essa relação com a CPTM também foi fundamental. Eh, todo todo o time das PTM, super eh parceiro da gente, entregando todas as o conhecimento e participando desse processo. E a gente conseguiu montar toda essa estrutura para a partir de 26 de novembro agora a gente operar com toda a tranquilidade e todo a qualidade de serviço que hoje a população já tem na linha sete que a gente tem que manter. E na citei o exemplo da 8 e 9, muito foi falado sobre eh algum algumas questões que existiam na linha que a concessionária pelo curto tempo não conseguiu resolver, não conseguiu lidar com a com a CPTM na época. Eh, vocês identificaram algo que vocês já até conseguiram resolver junto com a CPTM para quando vocês assumirem eh continuar eh rodando da mesma forma? Bom, a concessão, a a o grande o grande stre da concessão é que você precisa fazer uma remodelação eh das linhas férreas de maneira geral. As linhas férreas todas eh elas são seculares. Então, a linha sete ela é oriunda da antiga Santos de Jundiaí, que
fazia o escoamento do da produção de café. Eh, foram feitas diversas revitalizações, mas de forma mais geral, ela ainda é uma uma uma linha com uma infraestrutura bastante defasada, é um um investimento muito alto e que tem uma uma dificuldade muito grande de ser feita a remodelação, porque você não pode parar de de oferecer o serviço que você oferece para pros seus eh quase meio milhão de passageiros, 400.000 passageiros por dia. Eh, nesse sentido, o mais importante, neste momento, a gente tem eh dentro do nosso nosso cronograma a obrigação de fazer toda a revitalização, trocar absolutamente tudo de, eh, dormente e brita que que estão lá, até todo o sistema de sinalização eh de energia e a reforma de estações. Eh, o que o nosso foco e o edital também previa isso, isso foi uma outra eh obrigatoriedade do edital. melhorada em relação ao ao concessão à concessão anterior. Eh, a gente tem uma uma lista de sobressalentes que a gente precisa ter obrigatoriamente comprovado para mostrar que a gente tem capacidade de fazer todas as manutenções necessárias. a gente tem que tem que apresentar nossos eh veículos de manutenção. E aí é uma lista bastante robusta, quase 35 veículos que compõem uma frota que possa que pode fazer a manutenção de todas as áreas, todos os os escopos possíveis. Então, eh eh o foco hoje é aprender como com o que está lá, como a gente tem que
fazer essa manutenção para manter o serviço ao longo do tempo em que a gente vai fazer toda essa modernização e essa melhoria. Eu acho que isso tem sido feito de maneira bastante adequada e e positiva. Pedro, eh, assim que tiver o início das operações do TIC Campinas São Paulo, qual que é a expectativa de volume de passageiros? E a cidade de São Paulo já está preparada para agregar esse acréscimo de volume? Bom, eh, o volume vindo do próprio edital de concessão, ele ele tá em torno de 40 a 45.000 1 passageiros dia. Eh, foram feitas eh eu lembro que na época que eu estava nas PTM, esse projeto de ligação São Paulo Campinas, ele vem sendo rediscutido lá desde os anos 90, que eh tinha uma proposta que era na época era super interessante de fazer sobre a a e na no leito da da rodovia dos Bandeirantes. Ele tinha um nome até alguma coisa de Bandeirantes. Era era o Expresso Bandeirante, se não me engano, lá nos anos 90, que quando você tinha ainda a faixa central livre da Bandeirantes, mas com o passar do tempo foi ocupada para poderas para poder diluir o trânsito, que é uma obrigação da concessionária lá também. Eh, até passagem por um projeto só para até Jundiaí, expresso, tal. e a gente fez diversos eh na CBTM, diversas eh pesquisas para poder tentar entender qual seria o o a demanda ali. Depois eh
teve uma uma manifestação de interesse que deu origem ao que é o TIC hoje também com uma uma pesquisa de demanda e o próprio edital tem. todos trabalham mais ou menos muito parecido com essa faixa. Eh, a gente todos os nossos eh a tudo que a gente vai implantar tá voltado para atender essa demanda, eh, o intervalo entre trens projetados para poder atender eh essa demanda no no nos sentidos mais carregados, que pelo pelos estudos de manhã é de São de Campinas para São Paulo e à tarde inverte isso. É, a gente imagina que seja esse, mas você tem você tem uma, ao contrário das linhas e metropolitanas de metrô, ônibus e e de trem, em que o sistema matemático consegue fazer o cálculo porque você tem o ganho de tempo de viagem, mais o custo, mais as integrações e você consegue modelar para onde você tem que expandir o seu sistema ou reduzir intervalo para agregar mais demanda ou se você reduzir o intervalo, você não consegue atender a demanda porque ela é ela ela é muito maior e tal. O essa lógica não vale para um trem eh seletivo, né? Um trem com horário marcado, com eh lugar marcado, em que as pessoas eh vão utilizar nas mais diversas formas eh possíveis, né? Então, ao passo que 80%, 75, 80% dos passageiros dos trens metrô e ônibus são com destino a trabalho. Eh, no trem entre São Paulo e Campinas, a gente imagina que você tem um percentual muito alto de trabalho, mas você vai ter
outros n fatores ali, desde show, eh, compromisso médico, tem um mon de fatores. E a gente vai precisar entender como essa demanda vai efetivamente se comportar, se comportar. E para atender essa demanda, eh, vai ser a a parada do trem, eh, do TI vai ser na Água Branca e não mais na Barra Funda. E aí sim é uma estação eh que vai se tornar o maior, a gente chama de hub de de de transporte eh acho que do Brasil. Não conheço nenhum outro no Brasil. Aliás, na América Latina acho que não tem, não vai ter nenhuma estação com a quantidade de integrações eh que a que a estação Água Branca vai proporcionar. Então, a partir dali você consegue chegar trocando uma vez na Paulista, no centro, na zona sul, eh futuramente tem o TIC Sorocaba parando lá também. Então, se você agrega uma série de de serviços nessa nessa estação e de integrações que vão permitir a mobilidade e vão mudar inclusive a a forma da da mobilidade nessa nessa área quase que central da da capital para distribuir melhor a demanda, né? Já existe uma uma expectativa de valores de tarifa nessa ligação Campinas São Paulo? Tem tem estipulada pelo próprio edital. a gente tem uma tarifa eh eh de R$ 64, mas com database de 2023, né? Então tem
que ser reajustada. Não, não sei o valor reajustado, mas a data base é de R$ 2023, de R$ 64, mas a gente tem eh a gente tem que oferecer a a tarifa 64, mas tem liberdade de algumas outras possibilidades tarifárias, como quem possivelmente quem compra o pacote mensal, eh se a gente tiver classe classes diferenciadas dentro do trem, que ainda tá em estudo também oferecer tarifas diferentes, a gente isso é um processo que a gente ao longo desses próximos anos vai estudar para ver qual é a melhor alternativa para atender melhor essa demanda. E vocês vêm com essa tarifa eh que vocês vão conseguir ter um um cálculo que foi feito até para se vocês participarem do próprio leilão, né? Mas hoje já estando tanto com a linha 7, já iniciando o cronograma de obras, etc. Pro retorno financeiro, também garantindo que vocês vão conseguir atrair eh o cidadão, usuário, enfim, para utilizar o serviço com esse valor? Olha, a gente acredita que sim. Os estudos todos apontam que com essa tarifa você é extremamente competitivo em relação aos ônibus eh regulares, eh ao transporte individual, mas e também ao ao fretado. Eu acho que a grande eh o grande ponto na no no transporte pelo pelo TIC, pelo trem cidades, é o ganho de tempo, né? Hoje, hoje é fundamento você ter previsibilidade no seu horário de de
saída e de chegada. Eh, é um um fator que é muito importante. Então, eh, sair de Campinas para chegar no centro de São Paulo hoje dentro do do horário de pico, 7 horas da manhã, 8 horas da manhã, você não consegue chegar em menos de 2 horas, 1 hora 45, quando tá tudo muito favorável, né? Então você pega a estrada, a própria Bandeirante Sonhanguera. A saída de Campinas ela é bastante movimentada na região de Jundiaí, muito movimentado. E chegando em São Paulo se para 4, 5, 6 km antes até entrar na marginal. O problema não é a estrada. A estrada tem lá suas seis, sete pistas. O problema é marginal que afunila, afunila tudo. Então, eh, você fazer esse trajeto em uma hora, que é o tempo que a gente tá estimando. E pelo edital a gente tem que cumprir 64 minutos. Eh, a gente estima que uma hora você faz isso sabendo que você pode comprar antes a sua passagem. Então, seu trem vai tá lá, você precisa ter um compromisso no centro de São Paulo. 9:30, você consegue pegar o trem às 8, chegar na Água Branca às 9, 9:30 você tá no centro. Tranquilo, tranquilo, tranquilo, tranquilo. Ô, Pedro, em termos de etapas de entrega, são dois lotes? São dois, dois lotes, porque são dois serviços diferentes, né? Então, a gente fala muito do TIC, eh, porque é a ligação rápida nesses 60 minutos entre São Paulo, Jundiaí e Campinas. Eh, mas agregado a ele, a gente vai implantar um serviço que que chama trem intermetropolitano, né, o TIM, tá?
Eh, esse essa é a ligação eh nos mesmos moldes do trem e da linha sete, dos outros trens metropolitanos, entre Jundiaí e Campinas, parando nas cidades intermediárias de Lira, Valinhos e Vinhedo. Então, esse é um serviço eh novo também. Esse serviço ele vai ser implantado antes do do TIC. Eh, a o nosso cronograma, que esse serviço a gente inaugure ele em no primeiro semestre de 2029, o Tim, o TIM e o TI no primeiro semestre de 2031, 2 anos depois. Eh, e isso se dá porque entre Jundiaí e Campinas você tem eh hoje uma eh a utilização para carga com uma utilização muito baixa, então você tem uma facilidade muito maior de implantar um serviço, de refazer toda a infraestrutura, eh, e implantar a nova a nova estrutura, bem como as estações que que precisam ser feitos, sem o impacto de uma linha operando. E por conta disso também o entre Jundiaí e São Paulo para completar o TIC, você tem uma uma dificuldade maior de fazer com que os serviços eh o serviço existente da linha S continue sendo eh operado eh da mesma forma para para que os passageiros lá continuem utilizando e implantar não só o serviço TIC, como também a segregação de carga entre Jundiaí e São Paulo, que tá prevista para para ser feita em conjunto com a MRS que passa pelo local. Pedro, eh acho que a gente vai falar um pouquinho sobre obras, o cronograma, mas eu queria explorar um pouquinho essa questão do TIM, quantas estações estão
previstas, como que vai ser o serviço, a diferença dele pro TIC em questão disponibilidade, etc. Bom, o TIM é eh como eu falei, ele é um serviço eh espelho do serviço metropolitano existente nas linhas operadas ou pelas PTM ou a linha S que nós nós vamos operar. Então ele é um trem nos mesmos moldes eh que que o trem metropolitano. Ele terá cinco estações Jundiaí, Valinhos, Vinhedo, Louveira e Campinas. Não, nessa ordem, eu falei a ordem invertida, mas eh são essas estações eh com uma característica eh interessante que são todas as estações têm algum tipo de tombamento. Então eh a gente vai manter por óbvio, a a o tombamento, às vezes fazendo uma estação do lado, mas mantendo a estrutura tombada, eh, como tem que manter. É, é um serviço que tem um diferencial, o serviço em si, ele é igualzinho é o existente hoje, com o mesmo modelo de trem, como eu falei, a parada nas estações, ele tem um intervalo programado de 15 minutos no no horário de pico, mas ele tem um diferencial eh que tá no edital que a gente eh vai tem que seguir, que é uma tarifa quilométrica. Então, ao contrário da do dos dos trens metropolitanos, que você tem a tarifa única, eh, com integração livre entre trem e metrô hoje, esse é um serviço que você vai pagar de acordo com a distância. Então, se você vai deundia até Loveira, é um preço, até Campinas outro preço, dependendo da sua utilização.
Legal. Então ele, você tá, por conta disso, você tem uma um um você valida o seu o seu bilhete na entrada e na saída para poder calcular o o o a tua tarifa, né? Então esse esse é é o acho que é a única diferença do serviço existente para esse serviço que vai ser implantado. Ô Pedro, dentro desse cenário, quais são os principais desafios de engenharia que vocês têm para solucionar esses conflitos urbanos? Bom, a gente tem desafios, primeiro, além da engenharia, a gente tem um desafio muito grande hoje eh de ocupar as áreas todas que precisam ser ocupadas para implantar o serviço, seja por desapropriação, que já isso tá em andamento, como reassentamento de de eh algumas invasões que tem ao longo do trecho, mas principalmente por com relação algumas áreas que são eh da União. Então, quando foi feito a a separação entre os serviços de passageiro que ficou pro estado lá nos anos 90, pros serviços de carga que de carga que ficou pra União, que foram todos eh concedidos, o de passageiro eh ficou com o estado de São Paulo, o restante foi concedido. algumas áreas ficaram com a com a união por conta da passagem de de trens de carga que não foram aproveitadas, não foram repassadas pr pras operadoras de carga e ficaram dentro da Secretaria de Patrimônio da União. Então, a gente tem algumas áreas
que a gente precisa eh para poder implantar o projeto e que tá conversando, tem tem dialogado bastante com a Secretaria de Patrimônio da União, mas é um processo muito lento, né? Então esse hoje eu acho que de todos os desafios que a gente tem, é o que mais preocupa a gente, porque ele impacta direto no nosso prazo de obra. E desafios de engenharia, eh, no trecho entre Campinas e e Jundiaí é um trecho mais tranquilo, se é que pode falar tranquilo numa obra desse pote, mas é um trecho mais livre, né? Quase que Greenfield pra gente fazer. Eh, então são os desafios eh naturais de algumas obras de arte especial, algumas coisas que tem que ser feito, drenagem, eh mas nada que seja fora do que do que tá programado entre Jundiaí e São Paulo, até pela existência da própria linha 7 e fazer a segregação de carga, aí você tem desafios bem mais complexos, né? Então, para poder eh a diretriz mandatória desse projeto é caber os serviços dentro da faixa ferroviária existente. Então, o serviço de carga separado, que hoje passa na linha 7, vai ser separado as duas linhas da própria linha 7 e a linha do tic, eh, para poder o tic também ser, eh, exclusivo, pra gente não ter nenhum impacto de outras linhas no serviço e manter a previsibilidade e a garantia de horário de chegada e de saída. fazer essa essa conjugação do projeto. Então, às vezes você tem que pegar a linha das PTM e colocar um pouquinho pro lado para poder caber o tick. Às vezes inverte para poder caber a linha da de carga,
você tem que trazer a linha das PTM para cá. Para poder fazer esse esse movimento, você tem que construir uma linha nova para poder desviar a linha das PTM. Depois volta, mexe nessa linha existente, volta a linha para cá. Então, todo esse esse processo fazendo com a linha operando das 4 da manhã à meia-noite é algo desafiador muito muito muito. Então, a gente tem eh o os projetos eh tão em desenvolvimento eh com a gente. Esse prazo, como eu tinha falado lá atrás de transição de 18 meses, nos deu a a possibilidade de começar o projeto antes. Então, a gente já tá com um projeto em desenvolvimento eh bastante adiantado, eh fazendo a a o o projeto em conjunto com a a MRS, que é a detentora da da operação de carga nesse trajeto, para poder juntar tudo isso e e dentro do nosso cronograma a gente conseguir implantar. a gente eh no começo desse ano a gente juntou, fez uma força tarefa das nossas áreas de operação, manutenção, civil, sistemas, eh botou num num num quarto de guerra por dois meses para traçar todas as estratégias, todos os entender todos os intervalos que a gente tem, quais são, como que a gente vai, ah, então nós vamos mexer nesses 100 m hoje, eh, durante o dia dá pra gente operar só com uma via, com aumentando o intervalo só em 2 minutos. detalhes, mas detalhes assim bem minuciosos pra gente conseguir atender no cronograma para dessa obra.
E Pedro, quais são os que os marcos, né, quando vocês estão planejando começar a obra do TIC, efetivamente e você falou das entregas, né, o TIM 2029, o TIC 2031, mas nesse processo, que que você já tem mapeado que você pode compartilhar? Bom, a gente tem eh mapeada, a gente começa a obra efetiva eh em maio do próximo ano, no trecho entre Jundiaí e Campinas, exatamente por ser praticamente Greenfield. Eh, a gente tem, tá, protocolou agora, eh, tá protocolando na próxima semana o pedido de licença ambiental de instalação para esse trecho. É, e o trecho entre Jundiaí e São Paulo, ele começa, a obra do TI começa mais ou menos um ano depois, mas a gente já começa eh com algumas e intervenções em estações que que a gente consegue já fazer sem a o impacto eh do do TICK, que esse é outro ponto. Então, pra passagem do TIC na lateral e a carga, às vezes a você tem que mudar a a o acesso da estação, ampliar o acesso para para pro para outras pontas. Então, a gente tem eh vai mexer começar a trabalhar com algumas estações. Eh, e aí em 2027 começa com mais celeridade a obra entre Jundiaí e Campinas. Mas é, os dois marcos principais são esses. Abril de maio de 26, o trecho Jundiaí, Campinas. e abril de 27, se não me falha a memória, eh, entre Jundiaí e São Paulo.
Ô, Pedro, muitos dos convidados que têm vindo aqui com a gente tem demonstrado uma certa preocupação com o licenciamento ambiental, né? Você cita aí a questão de ser um trecho Greenfield e você tem esses prazos eh definidos. Como é que tá isso, né? Há risco eventual de isso atrasar diante de não sair um uma licença? Olha, sempre há esse esse é um é uma interferência eh que a gente mapeia, uma interferência externa que a gente se preocupa bastante. Eh, a gente tá finalizando o o o relatório e todos os os seus anexos para entregar a CETESP agora na próxima semana. eh tentou fazer com que, conversando bastante com a própria CETESB, com alguns eh com os técnicos para entender o que precisaria eh estar bem eh elaborado, na verdade, tudo tem que ser bem elaborado, mas o que o que você teria que tomar mais cuidado, alguma coisa que a gente não tinha eh eh mapeado. Eu espero que que a gente consiga fazer. a gente tem seis meses entre as as a gente sabe que tem idas e vindas condicionantes de de do da própria lei que a gente vai ter que atender. Eu eu imagino que esse período de 6 meses que a gente tem entrecolo e receber autorização seja suficiente para para atender, mas é sempre um risco a gente ter a a licença prévia, ela foi emitida já eh em 2024, tem uma série de
condicionantes da própria licença prévia que a gente tem que atender para poder pedir a licença de instalação. A gente já tem tudo isso já elaborado. A toda a parte de de reassentamento, de desapropriação que são necessárias também indicar para pra licença agora de instalação já foram feitas. Eu eu tenho bastante confiante é confiante a gente tem que tá, mas é é sempre uma preocupação muito grande, ponto de atenção, né, de como isso vai se dar. Legal, Pedro. o o investimento previsto era de 13,5 bilhões, eh, considerando 2022, 23, né, que foi quando o projeto eh foi apresentado. Eh, qual é o o planejamento de financiamento, né? Vocês vão financiamento próprio, busca de financiamentos multilaterais, debentores incentivadas, como que vocês vão se financiar para fazer esse eh esse caps? Bom, eh, o os 13,5 bilhões tem a parte do aporte do estado. É mais ou menos meio a meio, de uma forma geral. Eh, da parte da concessionária, eh a gente tem um financiamento eh em tratativa já enquadrado e agora em tratativas finais com o BNDS pro financiamento de longo prazo. Eh, para um financi eh tá emitindo agora a Bent para um financiamento de curto prazo, né? Um um empréstimo ponte até que saia do do BNDS. eh, já emitiu essa semana o uma parte deles, emite na próxima na outra semana, por volta do dia 15, a segunda parte desse desse empréstimo. Dentro do
BNDS tem quatro ou cinco linhas que que estão sendo eh colocadas dentro do do do projeto, né? né? Então, tenho eh o Protransporte, você tem FGTS, você tem eh um ligado ao clima, fundo pró clima, se não me engano, esse é o nome. Eh, e tem parte que é que é equity dos próprios acionistas também, eh, incorporando. Então, eh, a gente já tá com todo o plano de financiamento eh feito. É, a parte de equity já tá, parte já foi aportada, parte já tem também um cronograma dentro do próprio edital. Você tem os aportes necessários para serem feitos. Isso já tá bem, tá bem estruturado. Pedro, além dessa eh questão do dos próprios aporte para pra construção da linha em si, existe também uma previsão de incorporação ao longo do trecho, né? Acredito que isso também seja uma receita acessória prevista por vocês como concessionária. Já existe algumas definições em algumas regiões já diárias que vocês vão incorporar? Olha, e a receita acessória ela ela faz parte do do nosso eh das nossas receitas. É um é um percentual eh que a gente tem eh uma uma meta para para atingir ao longo dos próximos anos dentro da receita da concessionária. E ela é dividida em em diversas diversas fontes, né? Então você tem desde da tradicional mídia dentro da estação que hoje ela ela a receita até 2030 ainda fica com a CPTM num contrato de de mais longo prazo que a CPTM tem. Eh, mas ela depois vai ser incorporada, ela hoje é
uma receita eh bastante eh importante pro pro sistema eh que foi algo algo que nessa passagem minha pelas PTM foi uma uma algo muito importante dentro do do sistema. a gente eh mudar a a parte de mídia dentro do do sistema ferroviário sempre foi muito pequena e desde 2019 com esse contrato, ela passou foi o maior contrato de mídia externa eh na época do Brasil. Eh, então a gente conseguiu enxergar isso, ajudou bastante as concessões dentro do da da das receitas acessórias entender que isso é um é um é um projeto que também é é bastante interessante. Você tem eh direitos de passagem de eh de fibra ótica, você tem uma série de receitas, mas o o grande impacto são empreendimentos associados que você pode implantar ao longo do trecho. A gente fez alguns estudos na época do do leilão, a o os acionistas fizeram alguns estudos na época do leilão. Eh, a gente enxerga algumas possibilidades de serem feitas. Eh, começou a a estudar um pouco mais a fundo agora, eh, há um, dois meses atrás. você tem algumas regiões bastante interessantes, como a própria D'Água Branca, como eu falei, vai ter uma estação lá eh extremamente importante que deve mudar todo o entorno da região e aí você começa a ter uma atratividade muito grande para fazer algum empreendimento associado, eh, preferencialmente dentro da faixa ferroviária, né? Então, a a as linhas, a linha S, ela passa por por regiões muito
adensadas em que o metro quadrado ao ao lado da faixa acaba sendo muito caro paraa desapropriação, o que acaba praticamente inviabilizando fazer empreendimentos na fora da faixa ferroviária, né? Mas dentro da faixa ferroviária você tem o direito de laje a a a ser explorado, que é uma uma receita que a gente considera bastante importante. A gente tem estudado, tem um projeto já mais desenvolvido para para fazer ao ao longo dos próximos 4 ou 5 anos, mas é a gente imagina que seja seja viável e importante de fazer. Sim, Pedro. E acho que um, acho que um outro grande desafio, eh, a gente tem a, como você falou, né, o desafio da linha sete operando com essas obras que vão acontecer, né, é o lidar com a população, com o usuário e etc. Eu queria entender que tipo de planejamento de comunicação vocês têm, porque assim, vai ter eh ruído, acredito, né? Vai, você até falou, pode ser que aumente a o tempo de espere, etc., determinados momentos. Então, como vocês estão planejando isso? Porque eu acho que para além da do stress que pode gerar, acho que é mais comum isso é comunicado do que necessariamente o estress, né? Ninguém quer ser pego de surpresa no fim das contas. Isso mesmo. Acho que é que é esse ponto também é fundamental. Isso é uma é uma diretriz que que eu que eu sempre tive na na CPTM da gente melhorar a comunicação e a gente teve eh grandes êxitos nesse sentido e a gente não pode
perder e tem que aprimorar aqui no nosso no nosso dia a dia. Gente, o desafio de fazer a obra eh com trem movimento, ele passa não só pelo desafio de engenharia, mas também pelo pela manutenção da qualidade do serviço e de como a população enxerga que você tá eh dando eh oferecendo esse serviço para ela. Então, eh a comunicação é fundamental. Então, a gente todos os canais que a gente puder utilizar para comunicar ao nosso ao nosso passageiro, vai ser comunicado. eh algumas coisas que um ponto que eu posso até adiantar que é bem e que a gente quer quer fazer que é bem diferente do que sempre veio sendo praticado pelo eh pelas obras em em em sistemas de transporte. por exemplo, no final de semana, eh, no domingo você pode, eh, ampliar um pouco o os seus horários, eh, ter um trem a cada 30 minutos, 40 minutos, dependendo do eh do final de semana, você tem que sempre olhar o que tem no na cidade. Se tiver um Enem, você não pode fazer nenhum tipo de intervenção que que possa gerar conflito pro pro passageiro, mas dentro de um fim de semana comum, eh você trabalhar com uma via única entre dois dois trechos maiores para poder trabalhar nesse nessa outra via, eh, normalmente era só uma informação que você divulgava através de redes sociais, eh comunicados na na própria estação. A gente a gente quer mudar um pouco isso.
a gente eh vai, em vez de você falar, olha, o intervalo é a cada 30 minutos, a gente quer falar, olha, o trem vai passar aqui às 8:35, às 9:05, na outra estação às 9:10 ou se não conseguir marcar o pelo menos entre 9:35 e 9:38, o teu trem vai estar aqui. Com isso, a pessoa se programa para chegar muito perto, porque o que irrita o passageiro é o cara chegar, o trem acabou de passar, ele fica lá 40 minutos. Isso é, ele podia ficar em casa esperando esses 40 minutos, se programar, fazer qualquer coisa ou até ir para pração, mas já saber que vai passar aquele horário. Então, a gente quer tentar fazer eh fazer esse tipo de comunicação mais direta para poder as pessoas se programarem também. Quando a pessoa se programa, ela vai com com o espírito já preparado para isso. Você pega você pega de surpresa é terrível, ô Pedro. Mas além disso, nós estamos vivenciando uma retomada do transporte de passageiros, né? Acredito que o TIC seja um símbolo disso também. Essa comunicação pode, de certa forma conscientizar a população, né? Com certeza. E assim, eh, mostrar o que você tá fazendo é importante demais, né? Então, eh, botar nem que seja, acho que na estação mostrar, olha, essa estação aqui, ela, hoje você tá usando só 2/3 da plataforma, porque a gente tá remodelando ela, ela vai ficar assim. você botar um uma foto de como vai ficar, como é a projeção dessa estação, você já mostra o que que você tá fazendo, o que que é o TI que a gente
tem tem divulgado bastante por que a gente tá tá fazendo essa remodelação na linha e o impacto é sempre na linha sete, né? Não tem como a gente fugir dela porque as outras não existem, não tem não tem impacto. Mas mostrar o por que você tá fazendo isso, ah, o trem de carga não vai mais passar aqui. Então aquele trem que eh no horário de vale você ficava aqui olhando ele por 10 minutos, porque os trens são imensos, né? olhando ele passar e que te atrasava sua, atrasava a sua vida, a sua chegada, ele não vai mais passar aqui. Então, todo esse tipo de divulgação é fundamental. E é aquela história, né? O o transtorno é é éiro, é passageiro, mas o a obra vai ficar aqui. Acho que é tem que tem que usar e abusar disso. E aí, puxando a sardinha pro meu time de comunicação, a gente tem um time bom demais para isso. Legal, Pedro. Eh, olhando também pro pro futuro, né? Esse foi o primeiro trem terciidades que o governo de São Paulo leiluou e teremos outro, teremos Sorocaba, mas Sorocaba é o mais próximo e também teremos outro leilão da linha 10, é, junto com a linha 14, que vai ser uma uma linha nova. Eu queria entender como vocês da TIC, o grupo Comporte o ou a própria chinesa parceira tão olhando esses leilões, se vocês estão fazendo estudos eh eh pensando em participar. E assim, o próprio próprio Tic Sorocaba tem um desafio que ele tem uma integração ali com a 8 e 9, né? se isso talvez pode eh vocês olham, analisam, mas também tem essa questão exatamente porque vocês já estão vendo a dificuldade gerada pela
integração com a linha S que vocês administram, né? É verdade. Bom, vou separar os dois primeiros, assim, o grupo eh Comporte e também a CRC tem interesse em participar de outros leilões. Eh, todos os leilões que que estão colocados hoje realmente tem a 10 com a 14 e também a o TIC Sorocaba. interessam ao grupo, bem como outros possíveis que que possam eh que t os estudos aí pela conduzidos pela pela SPI, como o TIC São José dos Campos, o próprio TIC Santos. Eh, hoje com o que existe no mercado, com a com a eminência de publicação, que são esses dois, a gente tem o foco maior eh na 104, até para uma sinergia eh grande que tem com a própria linha 7 da linha 10, que é uma linha que que originalmente era uma só, depois foi separada, tinha um serviço eh a acoplado a ela, mas tem uma sinergia muito grande da linha eh 10 com a linha 7. Então, esse a gente tem tem feito os estudos, eh havia uma possibilidade de publicação do edital agora entre setembro e outubro. a gente sabe que eh vai ser um pouquinho mais paraa frente. Eh, você diminui um pouco o ímpeto do estudo, mas a gente não não deixa de olhar. Eh, tem uma uma republicação de alguns algumas alguns pontos, especialmente da linha 14, que era onde a gente tinha algumas dúvidas junto ao governo do modelo e de
fase de obra que deve estar sendo publicado provavelmente agora pra gente entender como é que vai ser. E o Tix Sorocaba, a gente eh a hora que tiver o edital, a gente a gente sabe do que do que se trata pela audiência pública realizada. Eh, mas a gente também sabe até pela eh pela passagem do TIC ali próximo a ao pátio Lapa, que é o nosso a nossa oficina, nosso pátio da da linha sete, bem como a chegada ali na Lapa, na Água Branca, com algumas dificuldades que a gente tem tem conversado pelo lado do TIC por conta desse dessa desses dois serviços, eh, terem que conversar nessa nessa região que ainda precisam ser ser melhorados. a sua a sua chegada ou a sua definição técnica ali e também eh a questão deles dele ter uma sinergia muito grande dele passar junto à linha oito operada por uma por uma outra operadora e que a gente sabe a dificuldade que é fazer a obra se com a gente a gente teve que fazer um estudo super detalhado e a gente com a gente mesmo, uma briga só interna entre obra civil e operação. com com outro operador a gente sabe que é muito maior, mas a gente tá olhando também, não não vai deixar de de olhar e entender qual é esse projeto para ver qual se se a gente tem interesse, tem viabilidade para pro grupo ou não. Ô Pedro, a gente tem vivenciado realmente um pico de leilões aí, né? O da rodoviário também o ferroviário, mobilidade. Então a gente tem muito projeto e muito capriário.
É, e temos muito capex eh acumulado em pouco tempo. Eh, como resolver e quais que são as preocupações, né? Acredito que hajam preocupações, né? eh vinculadas a esses esse pico de fato eh de CAPEX a serem investidos em um pouco intervalo de tempo. Olha, pro lado do do do nosso grupo, pelo menos, eh o o a gente tem tem estrutura para eh participar dos próximos leilões, tem interesse em participar. Eh, o tem bancos multilaterais que sempre eh tem o apoio eh para projetos de infraestrutura. Eu acho que tem o tem tem não só pra gente, eu acho que de uma uma forma geral, pro setor privado, isso tem tem é é bem interessante e e tem uma uma possibilidade de participação muito grande. A preocupação sempre é do lado do estado, eh, com as garantias que o estado dá para todos esses projetos, né? Então, a gente sabe que eh o estado tem tido bastante cuidado de como vão ser dadas as garantias. Eh, acho que que o processo tem tem sido um pouco mais lento agora para poder para poder vir com as garantias mais eh de uma forma mais transparente ou mais mais real, mas é sempre o a preocupação é com as garantias do estado dentro do do dos processos de concessão, né? Então, tudo tem limite. O estado tem um uma condição eh de financiamento hoje muito boa. Eh, mas é muito projeto e a gente sempre se preocupa com a forma como o estado eh dá suas garantias. E também eh algo que a
gente tem discutido muito com com o governo são eh as formas dos do aporte do Estado dentro dos projetos de PPP, né? Então, eh, a gente tem discutido, o estado tem sempre colocado o o aporte um pouco defasado de do aporte eh do privado, o que às vezes gera um um um uma financeiro, econômico financeiro dentro do do projeto, que pode inviabilizar esse e e essas futuras concessões. e a questão da mão de obra que muitos convidados que tiveram aqui, eh, como que vocês estão encarando? Vocês vão ter uma obra gigantesca? Então, quais são os principais eh talvez eh eh cargos ali que vocês estão tendo dificuldade de encontrar e como vocês estão solucionando essa questão também? Eh, esse esse é um ponto a gente pode dividir em dois dois pontos diferentes, né? Um para mais voltado para projeto e obra. E você tem uma dificuldade hoje bastante grande dentro de projetista. a gente tinha um um eh a gente, como o nosso projeto ele é anterior ao a ao acho que é um dos primeiros projetos do governo Tarcío de infraestrutura mais eh maior, a gente tem teve as contratações das projetistas, tem tem trabalhado com eles, mas a gente vê que as próprias projetistas têm dificuldade de de encontrar no mercado os profissionais de engenharia, arquitetura para compor o time. dentro do nosso time, a gente tem um time próprio de engenharia dentro do TIC, d na área de sistemas, na área de de de obra civil. A gente conseguiu no mercado trazer profissionais eh super
qualificados e já eh dentro dessa dessa mesma eh área de infraestrutura para compor o time, para poder ajudar. Mas a gente sabe que há uma dificuldade bastante grande. E de outro lado, na área eh ferroviária, na metro ferroviária, você tem uma dificuldade muito grande de formação de de técnicos de base. Então, os técnicos de manutenção em especial, eh você tem pouquíssima formação nos últimos anos, né, quase nenhuma. Então, a mão de obra existente hoje, ela tá dentro do metrô, das PTM ou das outras operadoras. Então ela tá muito fechada num grupo pequeno. A gente tem conversado com o Senai para começar ter ter oferta de de cursos técnicos para formação de mão de obra, mas é um tempo que a gente sabe que que demora para ser para ser incorporado isso no no mercado e aonde hoje eu acho que tá a maior dificuldade. A gente tem buscou quadros eh no mercado também. eh tem trazido eh profissionais e melhorado a qualificação desses profissionais para atuar dentro da da nossa operação e manutenção. Mas esse é outro eh outro lado que a gente precisa o olhar com bastante cuidado, mas eh e a gente tem conversado com o SENAI, que é super receptivo a a ampliar esse esse essa possibilidade de de
aumentar no número de de cursos técnicos pra gente. Ô, Pedro, com base na sua experiência, né, qual que são as ações que você vislumbra serem necessárias pra gente buscar um maior equilíbrio entre o modal rodoviário e ferroviário? Olha, uma pergunta difícil, né? Mas eh eu eu acho que o o o ferroviário ele eu acho que de forma geral, o metro ferroviário, ele ele tem que ajudar a fazer os deslocamentos de forma mais rápida. eh dentro das áreas que são mais eh conurbadas e e e ocupadas nas cidades, né? Então, eh você é quase que que você delegar ao serviço a ao transporte individual ou até uma possibilidade de de eh do serviço de táxi ou de aplicativo, alguma coisa, paraa última milha e deixar a parte onde eh o trânsito se torna insuportável. na mão do metro ferroviário, eh, juntar a a a cidade de São Paulo, a grande São Paulo, ela cresceu de forma desordenada, como a gente sabe. Então, você tem uma dificuldade de de de ampliar eh as grandes avenidas ou corredores de ônibus sem que tenha um impacto de desapropriação eh muito grande. E tudo tá concentrado numa região central, todas as a o grande parte dos empregos que se você não tiver e essa estrutura
para dar apoio para poder chegar eh e com isso também você ampliar a possibilidade das pessoas morarem um pouco mais longe, mas que cheguem no seu destino com mais rapidez, eh você vai ficar cada vez mais inviável. Hoje 1 hora, 1 hora e meia de de transporte para deslocamento, pro trabalho, é o comum. a gente tem que reduzir isso. Eh, e às vezes são pequenas coisas, aumentar uma estação se reduz em uma hora a a viagem de alguém. Eh, e isso vale inclusive pros trens de passageiros de médio e longo percurso, né? Então, a realidade de você poder morar na grande Campinas, eh Campinas é uma cidade também que já tá bastante eh eh quando bastante concentrada a a moradia, mas você tem a grande Campinas que ainda tem uma uma possibilidade de de de morar. Então você poder pegar seu carro, tá em 15 minutos na estação que ela é do lado da rodovia ali, pegar um trem para chegar uma hora em São Paulo e ir trabalhar, não não vim sentado. E aí a grande vantagem do do do tick é essa. Você compra seu bilhete, você sabe a hora que você vai entrar, você vem sentado, você vem trabalhando, você vem com Wi-Fi dentro do trem para poder dar conectividade. Então, eh, é, é, é melhorar a tua qualidade de vida também, mesmo você indo morar a cento e poucos quilômetros do seu trabalho, você tem essa possibilidade. O mundo, o mundo inteiro faz isso, né? Tá na hora da gente fazer também.
Legal, Pedro. A gente tá caminhando pro fim da nossa conversa, da nossa entrevista. Eu queria falar um pouquinho exatamente pela sua experiência no público, eh, com os leilão, principalmente da 10, né, que vai ser o último, a última linha da CPTM leiloada. a CPTM vai não vai ter mais linhas, né? Eh, sobre a operação. Eh, eu queria entender como que você agora do outro lado vê o papel da CPTM eh dentro dessas eh não sei de poder ser uma prestadora de serviço pras concessionárias por no que que existe ou um outro tipo de papel mais integrado e com a própria SPI, com as agências reguladoras. Então, como que você vê? Porque também o metrô também vai acabar todas as projeto do governo é Tarcísio é também conceder todas as linhas do metrô. Então como que você vê o papel dessas empresas que tem uma experiência gigantesca e em trilhos e assim a ideia pelo menos até o momento, não é acabar com elas, né? Bom, a gente não pode perder eh de forma nenhuma expertise nem do metrô, nem das PTM. você tem uma uma mão de obra em todas as áreas extremamente qualificada que você não acha eh dentro do do mercado de forma muito fácil, né? Então, eh eh fora o carinho que eu tenho, obviamente pela CPTM, que que tive durante quase 20 anos lá, passei por um monte de área e tive a alegria de de presidir a companhia por 6 anos. Eh,
aliás, o eh uma uma um parêntese aqui, só por curiosidade, eu fui o único presidente da SPTM, que era funcionário das PTM e o único presidente que conseguiu ficar dois governos seguidos no no cargo, que me dá uma alegria muito grande. Mas você tem uma expertise muito grande, né? você tem uma capacidade de de entender, e aí eu vou falar um pouco mais das PTM do que o metrô, mas se aplica aos dois, de entender como é que os processos eh podem se dar, qual quais são as os caminhos melhores para você montar uma linha nova de metrô, uma linha nova de da própria CPTM. Eh, eu eu imagino que o que que o governo tem esse tem esse cuidado, não vai querer perder essa expertise, esse apoio que que esses profissionais podem dar eh pro desenvolvimento e planejamento eh do sistema de mobilidade, mas também o planejamento urbano do estado como um todo. O estado já teve quase 30.000 km de linhas de de trem. a gente tem que ampliar o modal ferroviário, ele não pode ser eh mais relegado como foi nos últimos eh 40 anos. a gente tem que retomar. O TIC é exatamente esse. Esse acho que é o é o é o é o maior símbolo do TIC é essa retomada do tr de passageiro. E a CPTM tem toda a condição de eh auxiliar o governo a planejar isso, a a implantar, talvez implantar, às vezes pode mudar o formato do governo, implanta pelo estado e faz a concessão só do da operação. e as PTM, se necessário operar, ela tem a
expertise para operar e também eh fazer o que eles têm feito e de oferecer serviços. Eles ainda a gente a gente plantou, eu eu comecei com CPTM Serviços e agora tem sido dada uma continuidade com mais ênfase, que que eu acho excelente. Eh, tem toda por toda a sua expertise tem toda a capacidade de fornecer eh insumo eh e até insumo seja na área de consultoria ou na área efetiva de alguma prestação de serviço para outras companhias, para outros estados. eles, o primeiro contrato foi feito até com o governo estado do Rio para dar um apoio eh numa área que também é muito difícil de você ter fora eh do serviço público. O setor privado não trabalha dessa forma, mas eles tm uma expertise de de orçamentária, de fazer orçamento dos dos projetos dentro das PTM. foi montado isso, eh, e é bastante interessante. E até a a parte da das CPTM serviço, vou dar vou dar um spoiler, não pode dar spoiler muito, mas [risadas] a gente vai assinar um contrato com a própria CPTM, eh, serviço para fazer um dos nossos eh uma das nossas obrigações contratuais, até por conta de obra, a gente tem que ter o o os o achados e perdidos. Eh, a gente não tem, por conta de obra, a gente não tem um espaço, um lugar adequado para para oferecer. A gente não quer tirar o achados perdidos dentro da da área central da cidade para não fazer a pessoa ir para para outro lugar buscar um um documento, alguma coisa que perdeu. Então, a gente tá contratando as PTM para fazer o achados e perdidos do TIC, enquanto a gente não tem a estação provavelmente Água Branca finalizada para para operar nós mesmos.
Então tem tem toda a condição. É a a as PTM ainda precisa aprender eh isso eu converso bastante com o pessoal, a eles precisam entender como o privado a atua para eles também serem mais ágeis na na no oferecimento do serviço e a e e aí eles conseguirem ter maiores contratos. Pedro, acho que é mais uma outra pergunta difícil para você, né? [risadas] Eh, qual legado você pretende deixar com a entrega do TIC Trens? Eh, eu, ó, quando eu falei que é um símbolo, eu acho que é isso, é a retomada de de trs de passageiro. Eu acho que a entrega desse projeto para mim, especialmente para mim, é é assim, é fantástico. É coroar uma uma carreira de 20 e poucos anos no setor com um projeto que muda, volta, já existia, mas muda eh de certa forma a relação das pessoas com o transporte. Eh, eu acho que é que é proporcionar as pessoas uma uma possibilidade de de mobilidade e e de transformação na na vida diária dela com outro um outro olhar que não esse de do transporte dentro da da região metropolitana, mas é entregar um um é voltar a existir alguma coisa que nunca poderia ter deixado de existir, que a gente que o Brasil tá muito atrás do de várias cidades e estados do mundo.
mundo, países do mundo. Aí eu acho que entregar isso para mim é é um coroar uma uma trajetória muito bacana. Legal. Queria agradecer o Maurício por mais essa condução de entrevista. Eu que agradeço, André. Obrigado. E agradecer o Pedro novamente por ter topado o convite, por essa conversa extensa. A gente passou, acho que por todos os pontos e as portas da Exame sempre estão abertas. Pedro, eu que agradeço. Muito legal o papo. Muito bom poder contar um pouquinho do que a gente tá fazendo, falar um pouquinho de mim até, mas é legal e a gente poder contar o que tá fazendo e como vai transformar um a a mobilidade dentro desse desse escopo de ligar duas cidades. Obrigado mesmo vocês. Parabéns. E agradecer você também que nos acompanhou até aqui. Curta esse vídeo, se inscreva, compartilhe com amigos, familiares, quem mora em Campinas, quem mora em São Paulo. Compartilhe também com pessoas do setor da infraestrutura e acesse o site da Exame. Temos uma editoria dedicada à infraestrutura e estamos acompanhando, vamos acompanhar todo o processo da obra para ele e vamos conversar outras vezes. Até o próximo programa. [música] M.