Entre 2020 e 2022, a Suporte investigou o traçado da futura Ferrovia do Pará, projeto de R$ 7 bilhões do Governo do Estado -- mais de um ano antes do protocolo assinado com a construtora chinesa CCCC para viabilizar a obra.
A Suporte investigou o traçado da ferrovia entre 2020 e 2022 -- o protocolo de intenções entre o Governo do Pará e a construtora chinesa CCCC para viabilizar a obra só foi assinado em 2023, e o projeto segue em estudos até hoje.
A Ferrovia do Pará (também chamada de Ferrovia Paraense) é um projeto do Governo do Estado do Pará, conduzido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), para construir uma linha férrea de cerca de 515 km ligando o sudeste do estado -- região de Marabá, Parauapebas e Bom Jesus do Tocantins, polo de minério e grãos -- ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena, no litoral paraense. O investimento estimado é de R$ 7 bilhões. Em 2023, o Governo do Pará assinou um protocolo de intenções com a China Communications Construction Company (CCCC), controladora da Concremat -- a empresa que contratou a Suporte para o levantamento geotécnico --, para estudar a viabilização da obra. Até a data desta publicação, segundo a imprensa, o projeto segue em fase de estudos técnicos e licenciamento ambiental, com audiências públicas para receber contribuições.
Levantar o perfil geotécnico ao longo de um traçado ferroviário que cruza seis municípios do sudeste e nordeste paraense, em região de floresta amazônica, exige uma combinação de métodos de investigação e uma logística de campo adaptada à distância dos grandes centros urbanos. A campanha da Suporte combinou sondagem a trado, à percussão e mista, complementadas por poços de inspeção e coleta de blocos indeformados, ao longo de todo o corredor estudado.
Entre dezembro de 2020 e junho de 2022, a Suporte foi contratada pela Concremat Engenharia e Tecnologia para executar a campanha de investigação geotécnica do EVTEA da futura Ferrovia do Pará. Foram 1.417 pontos de sondagens concluídos, somando 8.773,64 metros investigados, em seis municípios paraenses: Barcarena, Bom Jesus do Tocantins, Rondon do Pará, Dom Eliseu, Paragominas e Abel Figueiredo.
A Ferrovia do Pará ainda não tem nenhum trecho construído -- segue em fase de estudos e licenciamento. A imagem abaixo mostra o Porto de Vila do Conde, em Barcarena, o terminal marítimo que seria o destino final da carga transportada pela futura ferrovia.
Porto de Vila do Conde, em Barcarena -- destino final da carga que seria transportada pela futura Ferrovia do Pará · Foto: Pedrosa Neto / Agência Amazônia Real (CC BY 2.0)
O georreferenciamento da campanha mostra a distribuição dos pontos de sondagens ao longo do corredor investigado, de Bom Jesus do Tocantins até as proximidades de Barcarena.
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