Identificação do comportamento laterítico ou não laterítico de solos tropicais finos, e hierarquização de sua adequação para uso em camadas de pavimentação.
A Classificação MCT (Miniatura, Compactado, Tropical) é uma metodologia desenvolvida por Nogami e Villibor em 1981 especificamente para caracterizar solos tropicais finos, uma resposta às limitações da classificação HRB tradicional, que costumava gerar resultados pouco representativos do desempenho estrutural desses solos em obras viárias.
A metodologia recebe esse nome porque utiliza corpos de prova de dimensões reduzidas (miniatura): cilindros com 50 mm de diâmetro e 130 mm de altura, compactados em equipamento próprio (subminiatura). A partir desses corpos de prova, dois ensaios formam o núcleo obrigatório da classificação: a compactação Mini-MCV e a perda de massa por imersão (PI), que juntos geram os coeficientes c' (coeficiente de argilosidade) e e' (índice de laterização). Com o auxílio de um ábaco padronizado, esses dois coeficientes posicionam o solo estudado em um dos 7 grupos da classificação MCT: 3 grupos de comportamento laterítico (prefixo L) e 4 de comportamento não laterítico (prefixo N).
Solos lateríticos são, de forma geral, solos maduros e estáveis nas condições tropicais, pouco ou nada expansíveis, com comportamento geotécnico favorável a aplicações rodoviárias. Solos não lateríticos tendem a apresentar características menos favoráveis à pavimentação, principalmente quanto à expansão e à permeabilidade.
Além dos dois ensaios obrigatórios para a classificação, a metodologia é normalmente complementada por um conjunto de ensaios associados (Mini-CBR, Expansão, Contração, Infiltração e Permeabilidade), que não alteram o resultado da classificação em si, mas fornecem dados adicionais para avaliar a viabilidade do solo como camada de base ou reforço de subleito em pavimentos.
A Classificação MCT tem como finalidade principal identificar se um solo tropical fino tem comportamento laterítico ou não laterítico, e hierarquizar sua adequação para uso em camadas de pavimentação: base, sub-base, reforço do subleito e acostamentos.
Diferentemente de sistemas de classificação de origem temperada (como o HRB), a metodologia MCT foi construída para captar propriedades mais representativas do comportamento real dos solos tropicais quando compactados e expostos a variações de umidade, o que a torna especialmente indicada para regiões de clima tropical úmido, com ocorrência abundante de solos lateríticos e não lateríticos finos, como é o caso da maior parte do território brasileiro. Órgãos como o DER/SP e a Prefeitura Municipal de São Paulo já exigem essa classificação como critério de projeto.
Os parâmetros obtidos permitem classificar o solo em um dos 7 grupos da carta MCT, estimar seu comportamento quanto à contração e ao trincamento por secagem, e, quando complementada pelos ensaios associados, estimar capacidade de suporte, potencial de expansão, velocidade de infiltração de água de chuva e coeficiente de permeabilidade.
A Classificação MCT é composta por um núcleo de dois ensaios obrigatórios (sem os quais não é possível obter a classificação) e por um grupo de ensaios complementares, recomendados para avaliar a viabilidade do solo como material de pavimentação, mas que não interferem no resultado da classificação em si.
3.1 Ensaios do núcleo da classificação
3.2 Ensaios complementares (associados)
A Suporte executa a Classificação MCT completa: do núcleo obrigatório (Mini-MCV e Perda de Massa por Imersão) aos ensaios complementares (Mini-CBR, Expansão, Contração, Infiltração e Permeabilidade).
Equipamentos de compactação miniatura calibrados e controle rigoroso dos teores de umidade em cada porção ensaiada, etapa crítica para a confiabilidade dos coeficientes que definem a classificação final do solo.
Equipe técnica com experiência consolidada na aplicação da metodologia MCT em projetos de pavimentação, interpretando os resultados no contexto de solos tropicais lateríticos e não lateríticos típicos da região onde a Suporte atua, discutindo com o cliente o que os coeficientes significam para a escolha de material de base, sub-base e reforço de subleito.
Coleta de dados diretamente em campo (aplicativo SOND), entrega de resultados em formato CSV e AGS (compatível com softwares de modelagem BIM) e rastreabilidade completa das amostras.
DNER-CLA 259/96, DNER-ME 258/94 e DNER-ME 256/94: normas de referência para a Classificação MCT (Miniatura, Compactado, Tropical).