Em entrevista à Exame, o CEO do Grupo Way Brasil, Paulo Lopes, afirmou que o impacto da reforma tributária sobre as concessões de rodovias ainda é uma incógnita para o setor, já que faltam definições do governo federal sobre as alíquotas dos novos tributos e sobre a regulamentação do sistema. Segundo Lopes, "realmente não sei qual será o impacto e como irá acontecer. Mas existem algumas regulamentações por vir do Governo Federal".
A entrevista foi concedida no Exame Infra Podcast, coprodução entre a Exame e a Suporte, e deu origem também ao Episódio 39 do programa. No podcast, o CEO da Suporte, Maurício Malanconi, atua como cohost ao lado da equipe da Exame, conduzindo debates propositivos em defesa da infraestrutura brasileira.
No mercado há mais de 30 anos, o Grupo Way ganhou relevância nos últimos anos ao vencer diversos leilões e chegar a mais de 2 mil quilômetros de rodovias administradas. O grupo reúne cinco concessionárias e prevê R$ 13 bilhões em investimentos nos próximos anos, dos quais R$ 1,35 bilhão somente em 2026.
Segundo a reportagem, a preocupação do executivo é que a reforma penalize mais as concessionárias do que as empresas de fornecimento de materiais do setor, já que as concessões são prestadoras de serviço. A Lei Complementar 214/2025 estabeleceu mecanismos de reequilíbrio de contratos administrativos afetados pela mudança da carga tributária, e a ANTT já trabalha em uma metodologia comum para calcular os impactos.
Lopes também comentou o efeito da taxa de juros nas tarifas e defendeu a expansão do sistema de free flow como forma de tornar a cobrança mais proporcional ao uso da rodovia: segundo ele, ampliar os pontos de cobrança pode reduzir a tarifa em até 60% em uma das concessões do grupo, onde hoje apenas 34% dos usuários pagam o pedágio.
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https://exame.com/brasil/infraestrutura/reforma-tributaria-pode-pressionar-tarifas-de-pedagio-diz-ceo-do-grupo-way/