Suporte Na Imprensa – Maurício Malanconi: contratos de 30 anos podem congelar soluções de engenharia?

Suporte Na Imprensa – Maurício Malanconi: contratos de 30 anos podem congelar soluções de engenharia?

Em artigo publicado no portal InfraRoi, Maurício Malanconi, fundador e CEO da Suporte, discute até que ponto uma solução de engenharia definida na estruturação de uma concessão rodoviária deve permanecer inalterada anos depois, quando chega o momento de executá-la. O tema foi motivado pela Reunião Participativa nº 5/2026 da ANTT, que propõe uma metodologia multicritério para avaliar pedidos de substituição de soluções previstas nos Programas de Exploração da Rodovia (PER).

Segundo Malanconi, a carteira de concessões rodoviárias federais reguladas pela ANTT soma R$ 306 bilhões em investimentos previstos e R$ 219 bilhões em operação, manutenção e serviços aos usuários — compromissos que serão executados ao longo de décadas, período em que materiais, métodos construtivos e normas técnicas continuam evoluindo. Para ele, a resposta não é simplesmente permitir ou impedir mudanças, mas estabelecer quais evidências comprovam que uma solução alternativa preserva ou melhora aquilo que o contrato pretende entregar.

O CEO defende que a comparação entre soluções não pode se limitar ao custo de implantação: precisa considerar segurança, funcionalidade, durabilidade, vida útil, manutenção e riscos ao longo de todo o ciclo de vida do ativo. Para ele, uma metodologia multicritério pode representar um avanço regulatório, mas aumenta, e não reduz, a responsabilidade de quem propõe a mudança em demonstrar seus resultados.

Na geotecnia, argumenta Malanconi, essa discussão ganha uma dimensão particularmente concreta: solos e rochas são materiais heterogêneos e espacialmente variáveis, e o conhecimento sobre um terreno tende a aumentar à medida que o projeto amadurece, com novas sondagens, ensaios e observações de campo. Segundo ele, insistir numa solução apenas porque foi concebida com base em um estágio anterior de conhecimento pode ser tão inadequado quanto alterá-la sem evidências suficientes.

O artigo destaca ainda que uma concessão de 20 ou 30 anos acumula dados de inspeção, controle tecnológico, tráfego e desempenho ao longo do tempo. Para Malanconi, essa base de conhecimento precisa poder ser usada para melhorar decisões futuras, sem que isso signifique abrir mão da segurança jurídica que sustenta os contratos de longo prazo.

Leia o artigo completo no InfraRoi:
https://infraroi.com.br/contratos-de-30-anos-podem-congelar-solucoes-de-engenharia/

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