Em fevereiro de 2021, mais de três anos antes da obra começar, a Suporte investigou o solo e a rocha ao longo da travessia do Rio Tietê, na SP-333. A nova ponte, hoje, está em construção sobre o mesmo trecho.
Em fevereiro de 2021, a nova travessia ainda estava no projeto. A Suporte iniciou então a campanha destinada a caracterizar as condições de solo e rocha ao longo das margens e do leito do Rio Tietê.
A duplicação da Ponte Eng. Gilberto Paim Pamplona, sobre o Rio Tietê, é apontada pela Entrevias como a maior ponte do estado de São Paulo: 2,4 km de extensão, vão central de 125 m e 15 m de altura, sustentada por 56 pilares e construída pelo método de balanço sucessivo. A obra faz parte de um programa de duplicação de 52,4 km na SP-333, com início em setembro de 2024 e o marco de união das duas metades da ponte ("beijo") alcançado em julho de 2026, com conclusão prevista ainda para 2026.
Uma ponte de 56 pilares sobre um rio de grande porte só pode ser projetada com segurança se a fundação for definida a partir da resistência real do solo e da rocha do leito do rio, não apenas das margens. Boa parte dos furos, sobretudo no encontro da nova ponte com a existente e ao longo do próprio leito, foi executada a partir de plataformas flutuantes ancoradas junto aos pilares, sujeitas à correnteza do Rio Tietê. Manter o equipamento estável, garantir a verticalidade da perfuração e a segurança da equipe sobre uma estrutura que se move o tempo todo foram condições constantes da operação.
A Suporte foi responsável pela execução da campanha de sondagem pré-projeto da ponte, trabalho anterior ao início da obra, iniciado em fevereiro de 2021, mais de três anos antes, com o objetivo de caracterizar o solo e a rocha do leito e das margens do Rio Tietê e sua resistência, para que a fundação da nova ponte pudesse ser projetada. Foram 86 sondagens mistas (SM), cobrindo o trecho entre os km 230,090 e 232,433 da SP-333: furos em terra, nas margens e na mata ciliar, e furos no próprio leito do rio, estes executados a partir de plataformas flutuantes ancoradas junto aos pilares da ponte existente. No total, 1.807,86 metros foram investigados.
Plataforma flutuante ancorada no Rio Tietê, junto à ponte existente
Vista aérea da plataforma de sondagem, montada sobre flutuadores no leito do rio
Equipamento de sondagem instalado sobre a plataforma, no meio do rio
Equipe da Suporte em operação na plataforma, sob a ponte existente
O georreferenciamento da campanha mostra a distribuição dos pontos de sondagem entre as margens e o leito do Rio Tietê, ao longo de todo o trecho investigado pela Suporte.
Quando as equipes da Suporte trabalharam sobre o Rio Tietê em 2021, a nova ponte ainda existia apenas no projeto. A campanha produziu as informações de solo e rocha que sustentaram o projeto de fundação da travessia. Passados alguns anos, essa mesma infraestrutura está sendo construída no trecho investigado.
Grande parte do trabalho de campo da Suporte acontece assim: antes de qualquer estrutura ficar visível, quando ainda são só pontos investigados, metros perfurados e amostras registradas. Anos depois, esse mesmo trabalho aparece materializado em outra escala.
A Suporte vem antes. A infraestrutura chega depois.
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