Determinação da resistência ao cisalhamento e do comportamento tensão-deformação de solos, nas condições UU, CU, CD, Extensão Lateral e Stress Path.
O Ensaio Triaxial é considerado o ensaio mais completo e versátil da Mecânica dos Solos para a determinação da resistência ao cisalhamento e do comportamento tensão-deformação dos materiais geotécnicos.
Um corpo de prova cilíndrico de solo (indeformado, deformado/remoldado ou compactado, conforme o tipo de ensaio), com diâmetro tipicamente entre 36 e 76 mm, é envolvido por uma fina membrana de borracha e posicionado dentro de uma câmara cilíndrica preenchida com água. Aplica-se uma pressão de confinamento por compressão do fluido na câmara e, em seguida, uma tensão axial crescente, através de uma haste de carregamento vertical, até provocar a ruptura por cisalhamento do corpo de prova.
Durante o ensaio são monitoradas as tensões aplicadas, as deformações axiais, as pressões neutras (quando medidas) e as condições de drenagem, o que permite simular, de forma realista, o estado de tensões que o solo enfrenta em campo.
O Ensaio Triaxial fornece os principais parâmetros de resistência e deformabilidade usados no dimensionamento de fundações, contenções, barragens e taludes: resistência ao cisalhamento (coesão "c" e ângulo de atrito interno "φ"), poropressão (parâmetros A e B, e pressão neutra medida diretamente nos ensaios do tipo CU), resistência não drenada (Su, obtida principalmente em ensaios UU), deformabilidade (módulo de deformabilidade E e coeficiente de Poisson ν, curvas tensão x deformação), comportamento volumétrico (tendências de contração ou dilatação), além da trajetória de tensões e da envoltória de Mohr-Coulomb.
É considerado o ensaio mais representativo do comportamento real do solo, por permitir controlar as condições de drenagem e medir diretamente as pressões neutras. Por outro lado, exige amostras indeformadas de alta qualidade, equipamentos bem calibrados e interpretação criteriosa: ensaios mal executados podem gerar parâmetros pouco representativos.
Todos os tipos de Ensaio Triaxial partem de uma etapa comum: moldagem do corpo de prova cilíndrico (amostra indeformada, deformada/remoldada ou compactada, conforme o tipo), instalação em câmara triaxial envolto por membrana de borracha, preenchimento da câmara com água e aplicação de uma pressão de confinamento inicial. A partir daí, cada tipo segue um procedimento específico:
A Suporte realiza ensaios triaxiais com amostras indeformadas ou moldadas sob rigoroso controle de compactação, garantindo representatividade dos materiais. Nossa equipe técnica reúne engenheiros com ampla experiência em projetos de infraestrutura rodoviária, ferroviária e de saneamento, e não analisa a amostra isoladamente: cruzamos os resultados com dados de sondagens, outros ensaios de campo e o histórico de desempenho de obras semelhantes.
Células triaxiais instrumentadas com monitoramento digital de pressão, volume e poropressão ao longo de todo o ensaio.
Gráficos completos e construção da envoltória de resistência de Mohr-Coulomb, cruzados com dados geológicos regionais.
Coleta de dados em campo via aplicativo SOND, resultados em CSV e AGS, compatível com softwares de modelagem BIM.
ASTM D7181: resistência ao cisalhamento triaxial consolidado drenado (CD) de solos.ASTM D4767: resistência ao cisalhamento triaxial consolidado não drenado (CU) de solos coesivos.ASTM D2850: resistência ao cisalhamento triaxial não consolidado não drenado (UU) de solos coesivos.